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Organizadora de Ideias. Empreendedora. Escritora. Ex-executiva de multinacionais, por onde navegou 15 anos. Há cinco, cultiva o Viver Mais Simples.

19.1.15

O tempo dentro

Lá fora, o tempo passa preguiçoso.
Férias. Sol. Barulhos de mar e vento.
Aqui dentro, algo começa a remexer-se.


Parece uma vontade de trabalho, mas bem sei que não.
É mais.
Uma vontade de movimentar-me. Para mover o mundo.
Também um desejo paradoxal de ficar dentro bem dentro de um silêncio só meu.
Somados a uma certa pressa de arrematar o rascunho de 2015 feito em 2014.
Reluto em escrever o balanço do ano, para lá de gestado dentro de mim.
Parece que já passou o tempo.
Veremos.
Fico assim suspensa. Entre o descanso inquieto e o futuro, tão pertinho.
O vento quente do quintal antigo parece concordar.
É tempo de espraiar asas, ventar ideias e sonhos.
Desperto, pouco a pouco para este iminente salto rumo aos mistérios do ano que começa.
.

16.1.15

Em (novo) tempo

Já é 2015.  O último texto já parece tão antigo no longínquo dezembro.
Pisquei os olhos e já fazem duas semanas. Intensas.
The Balloon Flight by *travisJhanson on deviantART

Este final de ano foi bastante diferente:
Todo ano faço um workshop das intenções, com minha Mestre Zeneide Jacob. É um tempo de inventariar a caminhada e traçar novas flechas para o futuro.
2014 não foi diferente e lá estava eu entre recortes e papéis maravilhosos, meditando sobre meu porvir.
Então dei-me conta do que já suspeitava.
Antecipei 2015.
Explico.
Dezembro é tempo de balanço, avaliar o que avançamos,  contabilizar perdas e ganhos. E um usual tempo de pausa antes de recomeçar. Pausa que já me custou meses para retomar o ritmo da vida cotidiana e profissional.
Então pausei, não pausando. Passei novembro e dezembro a semear 2015.
Não foi de todo acaso.  Penei em 2014 com um primeiro semestre seco de rendas e pródigo em investimentos mal planejados. Decidi fazer diferente.
Planejei férias menores, organizei um fluxo de caixa mais azeitado, com algumas entradas para dar fôlego.
Optei por férias um tanto mais frugais. Em casa, negociamos bem as despesas de início de ano.
Mas nem tudo foi corte e enxugamento.
A reforma na casa,  desejo de dois anos, foi desenhada e posta em ação.
Alguns projetos profissionais foram encaminhados mesmo no inóspito fim de ano.
E há o que não havíamos previsto. Reaquecer laços com o irmão querido, por conta de percalços da vida que convidaram à parceria.
Uma viagem imprevista, bálsamo para a família.
Agora estou isolada no meu balneário rústico, aos poucos me reconectando com o trabalho, num tempo mais suave.
Começar o ano novo no ano velho.

Quem diria que seria tão bom?

21.12.14

Cinco anos de Viver Mais Simples

Há cinco anos, eu devolvia meu crachá.
Último crachá que tive.

Há cinco anos, mergulhava num mundo inédito, selvagem.
Viver Mais Simples.
Ainda não havia praticado.
Não tinha ideia.









Ou melhor, tinha. Ideias.
Algumas contas para saber que não faltaria o pão.
Uma certeza interior de que era preciso mudar.
Alguns planos.

Naquele tempo, eu pensava abrir uma loja de roupa para gordinhas e uma consultoria de planejamento estratégico.

Sabemos que não foi bem assim.

Mas o plano de viver entre metrô, casa, escola e trabalho foi cumprido.
Alargou-se, como tudo.
Mas foi cumprido.

Lá, não tinha nova profissão, CNPJ, clientes.
A reputação era outra. Especialista em Pesquisa.
Hoje, tenho tudo novinho. Um renascimento.
Só que como tantos acreditam, trouxe a experiência da vida pregressa.

Olhando para o chão destes cinco anos, é quase inacreditável.
Separei-me, recasei-me.
Encontrei um novo trabalho, só meu.
Tenho empresa, sala nova e clientes incríveis.
Minha filha sabe ler e escrever.
Meu filho tem a chave de casa.

A essência segue lá, as poesias antigas comprovam.
Mas tudo mais transformou-se.

A vida ficou mais simples?
Em alguns aspectos sim. Em outros, nem tanto.

Sou mais feliz?
Esta é mais fácil de responder:
Sem dúvida.