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Organizadora de Ideias. Empreendedora. Escritora. Ex-executiva de multinacionais, por onde navegou 15 anos. Há cinco, cultiva o Viver Mais Simples.

1.5.15

Minha Poesia



Com nove anos, recebi de minha avó Regina uma coletânea com meus poemas dos cinco aos nove anos. 
Com treze, foi a vez de minha mãe compilar escritos de lá até então.
Agora sou uma mulher de 42 anos e já é hora.
Em gestação avançada,  minha Singela Biografia Poética.
Enquanto não sai do forno, vou publicando peixes pescados desta trajetória dos treze aos 41 anos...

Como este texto, escrito em 1994. Eu tinha vinte e um anos.



MINHA POESIA


Primeiro movimento
Todas as palavras desprendem-se
De minha boca
Segundo movimento
As palavras mergulham
No papel em branco
Terceiro movimento
Asas crescem no meu corpo fluido
Movimento final
Viro anjo



28.4.15

Por onde começar

A lista anda grande.
Trabalhos. Marido. Meus pequenos. Cuidados tão adiados comigo.
Agora mesmo estou aqui, atarantada. Por onde começar?
O tempo é tão pouco.

Giovani Kososki 

Escrever o planejamento anual tão adiado?  Fazer a prática espiritual atrasada?
Ou apenas dormir, dormir e esquecer-me de tantas listas e tantos buracos a preencher?
Suspiro.
Qual deles poderá esperar sem rasgar-me o peito em ansiedades?
Qual me deixará repousar, sem ficar martelando o cérebro: “Eu estou aqui. Eu estou aqui”.
Qual  causará menos dano?
Todos os dias esta lista me sobrevoa como enxame de abelhas zangadas.
Hoje, decido entregar-me.
Não farei nada.
Apenas isso.

Daqui a pouco, veremos.

24.4.15

Guarde um pouco para si mesma

Vim fazer um retiro espiritual, recarregar energias no Workshop dos Sonhos de Adriana Ferreira.
Cheguei exausta, numa nuvem de cansaço, sentimentos velhos e ansiedade.
Aos poucos, fui me reencontrando.
A terra curativa do Matutu me ajudou a estar mais presente, ouvir mais o meu corpo.
Logo, já estava saltitante, oferecendo-me inteira para os parceiros de jornada.
Meus ouvidos, minhas palavras, meu abraço quentinho. Tudo estava ali, à disposição.
Adriana me conhece.  Passou por mim e disse muito séria: “guarde um pouco para si mesma”.
Ouvi. Estou ouvindo.
Tantas vezes, me recuperei e cuidei tão somente o pouco preciso para mergulhar num novo turbilhão de demandas alheias.
Preciso guardar. Guardar-me.
O corpo não é tão jovem.  E tenho milhas a trilhar.
Sinto que cada vez mais forte emito a mensagem: “eu ajudo pessoas”.
Elas virão. Quero que venham.
Mas preciso guardar um pouco para mim.
Agora, no silêncio e solidão do meu quarto, escrevo estas palavras com gratidão.
Pertinho pululam corações curiosos, em breve partilharemos sonhos e soluços.
Agora, por agora, estou aqui comigo.
Guardando um pouco para mim.