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Organizadora de Ideias. Empreendedora. Escritora. Ex-executiva de multinacionais, por onde navegou 15 anos. Há cinco, cultiva o Viver Mais Simples.

4.7.15

Seis boas razões para dominar o mundo

Viver um caminho próprio requer coragem, resiliência e imaginação.
Cada um pode (e deve!) buscar suas fontes para se nutrir e manter-se fortalecido.
Por isso, há quatro anos, meu destino certo é Portland, Oregon.
Preciso desta semana de imersão num outro mundo, tão meu.
Um tempo e espaço para relembrar quem eu sou, o tanto que andei e porque vale a pena continuar.
Minha peregrinação anual: o World Domination Summit.

Worlddominationsummit.com


Como prometi, este ano gostaria de viver esta experiência de uma forma mais consciente. Usufruindo com muita presença de cada passo do caminho.
Hoje quero compartilhar seis contribuições inesquecíveis do WDS na minha jornada.
São marcos inesquecíveis da minha trajetória. Provas de superação pessoal.  Parcerias memoráveis.
Vamos a eles:

#1. Abraçar minha vulnerabilidade na companhia de Brené Brown
Creio que já havia visto o primeiro TED desta especialista em vulnerabilidade. Mas nada se compara aos dois momentos em que estive sob o mesmo teto de Brené. 
Contagiante, espontânea, sábia, engraçada.
Todas as as características que procuro cultivar na minha trajetória.
Eu escolhi viver de coração inteiro, combater minhas máscaras, avançar com grande ousadia. 
Seria extremamente desafiador sustentar esta postura sem o apoio dos valiosos ensinamentos desta mestra.

#2. Criar um projeto coletivo do zero, com apenas cem dólares.
Quando Chris Guillebeau me entregou uma nota de cem dólares com um convite para iniciar algo... Eu fiquei muda.  Não tive sossego até encontrar uma iniciativa que pudesse honrar o chamado:  O Coletivo Baobá. Poucos meses depois, eu liderava uma festa comunitária no Vidigal com mais de 30 voluntários e dinheiro nenhum. Atendemos mais de 150 pessoas, 50 crianças, com diversas atividades de autodesenvolvimento e fomento da autoestima. 
Foi um movimento de curta duração, mas inesquecível.

#3. Receber água de presente de 40 anos. Fiz uma campanha de "crowdfunding" por água limpa na África, como comemoração dos meus quarenta anos. E fui uma das trinta maiores contribuintes para a causa, entre todos os participantes do WDS!

#4. Ter coragem para propor um projeto a um grande ídolo.
Depois de ouvir tantas mensagens sobre realizar seus sonhos (com medo e tudo), decidi tomar fôlego para propor um projeto para meu "guru" na Arte da Não-Conformidade, Mr. Guillebeau. Trocas de e-mails e uma "tocaia" na fila de autógrafos dele quase renderam um projeto no Brasil. Ainda não foi desta vez, mas quem sabe? Ele agora já me conhece ("Leticia, from Brazil? We have to talk!").

#5. Viajar sozinha (sem ser a trabalho) pela primeira vez. Num país estrangeiro, sentindo-me em casa, ficando comigo, fazendo amigos. Foi em 2014 e foi um marco de coragem na minha vida.

#6. Escrever o primeiro capítulo de meu livro sobre o Viver Mais Simples. Conheci Wanda por acaso e fomos tomar um café.  Trocando ideias e sonhos, prometi a ela enviar até 15/8/2014 o primeiro capítulo do meu livro. Escrevi a primeira versão no prazo, já aprimorada após conversas com amigos. E também decidi tirar da gaveta a ideia de editar meu livro de poemas, quase pronto para lançamento.
Quanto ao segundo livro, sigo gestando com carinho, quem sabe que incentivos vou receber este ano...

Estas são algumas das coisas que realizei para "viver uma vida extraordinária num mundo convencional".  Além da inspiração de inúmeras palestras e encontros, por quais anseio nesta próxima edição.
Meu testemunho é um convite para que cada um encontre o seu combustível para uma vida extraordinária.

Faltam QUATRO dias.

2.7.15

Tempo de recarregar

Está chegando a hora de uma nova aventura.
E inspirada pelo meu amigo Juarez Becoza, fiquei com vontade de viver de forma mais intensa (e compartilhada) esta experiência.

Todos os anos, desde 2012, julho é tempo de eu me recarregar.
Voo para a ensolarada Portland, buscando energia e inspiração no World Domination Summit.

Um evento criado pelo inspirador Chris Guillebeau para "Quem quer viver uma vida memorável num mundo convencional".
Pois é, eu quero.




Nos anos anteriores compartilhei flashes do que vivi, na forma de artigos e palestras.
Lucrécio foi nos dois primeiros anos e também contribuiu.
Escrevemos isso aqui:

2012:
In a Nutshell
O desafio dos 100 dólares
Impressões do Lucrécio Parte I e Parte II

2013:
Meus recortes
Impressões do Lucrécio Parte I e  Parte II

2014:
Melhores momentos


Desta vez, quero tentar algo um pouco diferente.

Ir degustando a transformação interna, os insights, a cada dia.
Um díário de sentimentos, impressões, aprendizados e inspiração.
Aqui, textos mais curtos e constantes.
No Facebook, pitadinhas da experiência.

Vem comigo?

Faltam SEIS dias.

30.6.15

Coração interurbano

Há cinco anos, eu deixava São Paulo para começar o Viver Mais Simples.
Quentinha em minha roupa de inverno, degusto os 14 graus desta cidade onde fui tão feliz.
Se eu tivesse ficado, tanta coisa seria diferente.
Meus filhos teriam sotaque paulista (talvez com leve influência carioca).
Eu vestiria outros trajes, mais formais. Minhas havaianas seriam bem menos exigidas.
Eu conviveria menos com meus pais e meus irmãos caçulas. Mais com meu irmão do meio.
Eu comeria em restaurantes diferentes. Meu espaço de trabalho seria possivelmente um coworking, não meu escritório na Cinelândia.
Não teria feito tantos amigos que prezo. Teria feito outros tantos que desconheço.
Morreria de saudades da amiga-irmã Érica. Sentiria bem menos saudades dos  amigos-irmãos daqui.
Seria mais difícil cortar o cabelo com a Teresa, fazer as unhas de tempos em tempos com Mariah.
Faria outro  Pilates, outras terapias.
Compraria pão quentinho em outra padaria, atravessaria outras ruas.


Penso em tantas coisas cotidianas, pequeninas e grandes, que seriam outras.
E tantas que viveriam na Ponte Aérea onde eu, malabarista, equilibro meus afetos.
Fico assim com saudades daqui, que é longe. Como ficaria com saudades daí, se não fosse perto.
Fico desperta de gratidão por cada encontro, cada esquina familiar, cada pedaço desta vida que eu tenho e, às vezes, nem percebo.
Ainda assim, pulsa uma vontade de novos, um sonho guardado de trocar de CEP.
Há cinco anos, tracei um novo caminho de casa para o trabalho, um círculo de convívio, uma nova geografia.
Aqui, sob a luz fria de Congonhas, deparo-me com o quentinho no coração de pertencer a duas cidades. E o impoderável de tantas outras que possam vir.
Viajante nesta  aventura da vida, levanto-me. O café com o amigo me espera, a visita, desta vez,  é breve.

Meu peito bate,  interurbano.