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Organizadora de Ideias e Escritora. Cocriadora dos Projetos Odisseia e Argo, depois de 15 anos como executiva de multinacionais. Desde 2009, cultiva o Viver Mais Simples.

28.1.16

Criar minha própria asa

O slide da apresentação concretizava minha trajetória. 21  anos de trabalho duro.
Quinze corporativos. Seis de Viver Mais Simples.
A cada transição, um novo passo.

A Souza Cruz e os ímpetos de jovem.
A Johnson & Johnson, escola de mais maturidade.
Tanto conhecimento, tanta dor e amor também.

Depois, a veloz sucessão de empreendimentos.
O blog. O Odisseia. A Argo. O livro Singela Biografia Poética. O Voe.
Sem contar o que não contei: o Comida para Viagem, o Coletivo Baobá.

Olhando assim, no retrovisor, custei a crer.
Como poderia imaginar que em seis anos teria mudado de executiva para empreendedora.
Que os riscos se transformariam num novo trabalho, reconhecido, corporificado?
Foi tão difícil, às vezes. Senti tanto medo.
Mas persisti. Avancei. Seguindo meu coração, ancorada em tudo que plantei na minha vida.
Assim, usando meus conhecimentos e habilidades, criei minha própria asa.

Bordando cada pena, construí um caminho no ar.
Hoje, olhando esta trajetória, o coração transborda.
Foi difícil. Por vezes, improvável.
Duvidaram de mim. Duvidei de mim.
Mas cá estou.  Asas abertas, tecidas com suor e incontáveis lágrimas.
Tecidas com amor e um pouco de sorte.

Espraio minhas asas, parecem tão novas.
Mas ali estão as cicatrizes.
Voo.
Agradeço o dia claro, depois de tantas nuvens.


Amanhã é o último dia de venda de ingressos para o Voe.
Agora, já é.
De asas abertas, vamos voar.

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26.1.16

Dez dias de gratidão

Uma mestre convida-me para um exercício: por dez dias, postar três gratidões.
Aceito o desafio, sabendo que é forma de lidar com este ano que já chega acelerado e cheio de tentações perigosas.

Imagem: Leticia Carneiro

Agradecer é para mim antídoto.
Expande meu coração para as coisas belas. Cura feridas. Apazigua-me.

Neste espírito, escolhi os seguintes temas:

#1 Família
Agradeço por meus dois filhos, pequenos mestres de amor e automelhoria contínua.
Agradeço por meu parceiro de quase vinte anos, disposto a cultivar jardim onde há tanta pedra e erva daninha.
Agradeço por ter pai e mãe vivos. Agradeço pelos avós que seguem vivos no coração. Este quintal onde ancoro meus sonhos

#2 Trabalho
Agradeço por ter feito do que me realiza, trabalho: despertar com palavras o florescer do outro.
Agradeço por todos os outros trabalhos que tive, onde aprendi a fazer e expandi meu horizonte.
Agradeço pela prosperidade que todos meus trabalhos me trouxeram, tanto material como espiritual.

#3 Saúde
Agradeço por não ter jamais feito uma grande cirurgia ou ter vivido uma grande doença.
Agradeço por não ter vivenciado problemas insolúveis de saúde com meus pais, irmãos e filhos.
Agradeço os sinais de que preciso me cuidar mais: os joelhos doídos, o sobrepeso, as dores eventuais na coluna, a falta de ar quando fico muito tempo ser fazer exercícios. Pequenos desafios que me mantém humilde e alerta para cuidar do meu corpo e zelar pela integridade.
# 4 Espiritualidade
Agradeço por minha crença em Deus, forjadora de coragem, resiliência e esperança.
Agradeço pelos muitos milagres que presencio, fortalecedores de minha Fé.
Agradeço por todos os caminhos que pude trilhar para expandir minha espiritualidade e todos os  mestres que me ajudaram neste caminho. Em especial: Lucrécio, Érica, Luiz e Iacy, Adriana, Eliane, Chris, Bia e  meus avós.

# 5 Parcerias
Agradeço minha parceria com Érica no Odisseia, onde aprendi a domar meus cavalos mais selvagens e a  lapidar meu novo trabalho.
Agradeço por minha sociedade com Caio na Argo, onde desfrutei da expansão do novo e pude sintetizar aprendizados de seis anos de empreender (sem contar o aprofundamento de laços com meu irmão!).
Agradeço a  meus parceiros do Voe, Impulsionadores de sonho e gente que faz meu coração crescer.

# 6 Amizade
Agradeço a meus amigos, abraço forte que me ampara, oásis para minha intensidade.
Agradeço os amigos antigos. Sejam da infância e tempos de escola e faculdade, testemunhas da minha essência e da minha transmutação.
Agradeço aos amigos do trabalho, da adultez, dos recentes empreendimentos. Instigadores de reconstrução, impulsionadores de voo.
Há alguns amigos que pertencem aos dois grupos...E todos têm se mostrado generosos em perdoar meus sumiços, minhas constantes mudanças e abundância de mensagens nos vários canais onde atuo..
Agradeço finalmente  a quem não se tornou meu amigo, seja por diferença de opinião ou circunstância. Estes que me ensinam  a não almejar a unanimidade e a baixar a autoexigência. Saber que decepcionarei expectativas, que discordarei e sofrerei discordância.

# 7 Minhas imperfeições
Agradeço minhas imperfeições:
A intensidade que me obriga a buscar constante modulação, mas que gera energia solar e abundante.
Meu senso crítico, que traz a urgência de moderar minha fala e minha escrita, tão pontudas com quem amo.
Minha constante insatisfação, motor de minhas mudanças mas sobretudo motivo para eu buscar simplicidade, contenção e temperança.

# 8 Pedras do caminho
Agradeço às pedras do caminho que me fazem crescer e também me ensinam a me curvar:
O Exame Oral que ainda não alcancei atravessar.
As relações difíceis com pessoas que amo, mas não sei (ainda) como conviver em harmonia.
As limitações físicas impostas pela idade e pela indisciplina, freio para meu turbilhão sem medida.

# 9 Natureza
Agradeço às Forças da Natureza, que me reabastecem e transmutam energias negativas:
- Ao mar, sobretudo de Carapebus, onde dissolvo dores e recebo luz.
- À terra, especialmente no Matutu, onde curo o que não sei nomear e nutro-me de força vital.
- À chuva que rega as plantas e plantações, enquanto lava as almas.

# 10 Consciência
Finalmente, agradeço ao Caminho Consciente, que busco incansavelmente e sei que nunca terá fim:
- Pelas mãos da terapia, praticada amorosamente com Fernanda, Zeneide, Adriana e Carmem.
- Através da prática de dar e receber coaching, iniciada por Marcus, Jorge, Maria Lúcia, Angélica, Sérgio, Luciano e Marta.
- Na busca espiritual empreendida desde minha formação cristã e aprofundada com mentores de diversas crenças e nas experiências vivenciais diversas que tenho experimentado nos últimos anos.

E aqui, agora, neste blog, agradeço a você que lê estas palavras e convido a também agradecer e partilhar esta gratidão que cura o coração da gente e das gentes.

Obrigada.



22.1.16

Tentar ao contrário

Na busca de novos "por que não?", mergulhei na aula sobre Upside Down Thinking de Patricia Cotton.
No meu entendimento, uma prática de buscar o invisível com olhos de "ao contrário".
Olhos de "E se não fosse assim". Olhos de "e", ao invés de "ou".
Olhos e escuta.
Escutar o que é novo, diferente, incômodo até. Prestar atenção, para não necessariamente aceitar, mas ao menos considerar como um ponto de vista válido.
E sobretudo, olhar para dentro.
Olhei para dentro, com uma franqueza e nudez que a Patricia costuma causar em mim.  Descobri coisas difíceis.
Imagem: Lucrécio Brasil

Descobri que não sou imune à inércia e o automatismo. Demandas que não são minhas. Ansiedades, medos, exigências.  Coerência excessiva com decisões passadas.

Progredi, claro. Dedico a minha vida a escutar a voz mais autêntica dentro de mim. Mas percebo agora que, no turbilhão de um ano que começou acelerado, escorreguei no meu eixo.

Tudo bem, há tempo. Busco meu trilho, com duas perguntas essenciais:

1) O que é preciso?
2) Do que eu preciso?

Silenciar o burburinho da crise, do outro, de minhas reclamações e voltar-me para a minha essência, o meu dentro..
Eleger, depurar, respirar.

O que é preciso?
Neste momento, acredito ser preciso fé e resiliência para atravessar os primeiros meses do ano.
Retomar o ritmo entrecortado de natal/reveillon. Não esperar o carnaval para o ano começar.
Se há tanto medo e empecilho, não temos tempo a perder.  A hora de de planejar e começar as ações necessárias é já, sob o risco de empacarmos na paralisia. O risco de 2016 se concretizar nas fantasias de medo..

Também é preciso cuidar a alegria, da pausa e da presença. Para preservar a energia tão escassa e preciosa. Para regar as sementes de um amanhã. Para ajudar os outros na travessia.

Do que eu preciso?
Começar o ano com firmeza. Cuidar de minha energia. Ajudar o outro.

O gol maior do curto prazo é o Voe. Como fazer acontecer, fechar os últimos detalhes, dar os passos certos.
Mas há mais, para além do Voe.
Como cuidar disso também? Como cuidar-me para não dissipar todo o meu gás neste primeiro (e tão grande voo?).

Num movimento contraintuitivo, marco férias e feriados fora de hora. Interrupções ou pausas necessárias?
O automático grita, é preciso avançar, trabalhar, fazer. O coração sussurra: mais devagar. 
Ouço o coração.

Hoje é dia de faxina. Dia de limpar tarefas supérfluas. Dia de fazer devagar e pouco. De propósito.
Dois dias de pausa e chegarei na última semana antes do Voe.
Agora é tudo ou nada, e será o tudo possível, com os recursos que temos.
E será lindo. Já é.

Assim, mudando a marcha e olhando o retrovisor, acolho o próximo passo.
Voar com rumo.

Faltam NOVE dias para o Voe, um evento de um dia para acolher quem está precisando de um estímulo para atravessar 2016 com projetos realizados e mais perto de quem realmente é.
Patricia Cotton e eu somos impulsionadoras Voe. Conheça a turma completa AQUI.

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Informações AQUI.