O prato possível

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Muitas vezes,  no auge da vida corporativa, caminhava como uma sonâmbula por entre demasiadas obrigações e tarefas. Reuniões emendadas, uma média de setenta projetos anuais. Tudo isso "conciliado" com ser mãe, esposa e fazer as unhas (bem) de vez em quando.
O prato transbordava.
Aí veio a mudança, etc, etc. e pela primeira  vez desde minha infância, meu prato tinha menos coisas e a vida era mais espontânea e pausada.
Mas aí...

A euforia com as possibilidades começou a me invadir e saí abraçando tudo que aparecia.  (Re)encontros, atividades, compromissos, viagens... Depois te tanta aridez, minha sede de abundância não recusava nada.
E o prato se encheu  de novo, mesmo que de iguarias mais apetitosas e saudáveis...
Aproveitando o tempo de fim-de-ano, propício a reflexões sobre o saldo do que fizemos, estou novamente esvaziando meu prato.
Primeiro, reconhecer o que requer um esforço maior do que o meu possível. Depois selecionar o que é realmente importante para o meu bem-estar do que é mera "transbordância" de ideias... E aí, disciplinadamente, cortar os excessos.
Limpei a agenda, limpei até alguns joguinhos viciantes no celular. Menos é mais, diria minha querida Érica.
As comemorações importantes de natal, estar perto dos meus amores, as tarefas inadiáveis, o trabalho necessário. Isto fica. O resto sai do prato.
Sinto-me mais leve. Menos é de fato mais.

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