Faz escuro, mas eu canto


Tem dias de peito apertado. Um irmão doente, um tio que morreu. Uma história triste sobre maldades com quem é bom. Ah, estes dias.  O ganho de peso. O ano engasgado para começar. Uma vontade de dormir, dormir e dormir. Preguiça de caminhar.


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Sempre há destes dias. Mas há um só caminho. Buscar dentro deste breu a luz mais bonita que houver.  Buscar um canto forte para acordar todas as luzes dentro de nós. Olhar com força para a amiga no rádio, para o sorriso nos olhos dos filhos. Para o amor do padrinho em uma música que diz tudo sobre o amor e a fé dele em nós...
Há dias mais escuros que outros. Mas quem carrega luz dentro do coração, sempre há de espantar a sombra.
Como diria Thiago de Mello, no livro que batiza o post:


“Não vale mais a canção
 feita de medo e arremedo
para enganar solidão.
Agora vale a verdade
Cantada simples e sempre,
Agora vale a alegria
Que se constrói dia-a-dia
Feita de canto e de pão.”

Em memória de Tio Fernando Alah, que foi para o andar de cima alegrar os anjos.