A partir do Japão, por Érica Cavour Rocha

Para nós brasileiros o Japão é o outro lado do mundo. O que eles tem de tecnológico, nós
temos de abundância natural, o que eles tem de disciplina nós temos em malemolência, o
que eles tem de discrição, nós temos em espontaneidade, o que tem de ordem nós temos
em jeitinho, o que tem de sofisticadamente simples – a cerimônia do chá, nós temos de
simplesmente sofisticado- os desfiles de escola de samba. O que eles tem de ancestralidade
histórica, nós temos de juventude como nação, eles honram sua ancestralidade e nós
apostamos ser o país do futuro.


Mas se você está lendo agora é porque eles, com tudo isso e, terremotos, tradições milenares
e guerras cruéis, conseguiram sobreviver e sempre apostar no futuro. Sempre contribuir
com o que mundo pedia de novo, fazendo existir chips, carros, câmeras, máquinas,filmadoras,
robôs, moda, design, nos entregando nossas invenções aprimoradas e ainda compartilhando
sua sabedoria milenar.
Quem nunca fez shiatsu, lutou judô, tem um mestre zen? Quem não tem um amigo de olhos
puxados que mesmo que venha do Ceará é chamado de Japa? Quem não faz um programão
quando vai um restaurante japonês? Os nossos japoneses ...
Hoje o outro lado do mundo está sofrendo e nós estamos todos aprendendo a lição.
A lição eloqüente que só o sofrimento pode legar ao ser humano.
Não bastasse o clima nos transformar num só time, Humanidade Futebol Clube , agora uma
nova ameaça nuclear. Acabou-se a dualidade da Guerra Fria e suas ameaças atômicas com
cores distintas. Temos este mesmo grande risco apenas em branco e vermelho. Um manto
branco com uma bola vermelha que se estende sobre todo o planeta, sobre a humanidade
una.
Todos do mesmo lado. Todos lado a lado.
Não fomos capazes de, com imaginação e diligência, criar a possibilidade da explosão que
arrasta tantas vidas? Que sejamos então, criativos e diligentes na criação de uma nova força
capaz de conter a radioatividade e salvar muitas vidas, vidas do presente e dos anos q
virão.

http://www.escaladacafe.com.br/

E o que podemos fazer?
Usar a nossa maior força, o amor, aliada a maior virtude que a tecnologia nos permite, a conexão.
Podemos aproveitar a rede, a nuvem que criamos a imagem e semelhança da natureza e
nela dispersar os nossos melhores votos, pulverizar nossas orações, espalhar nossas melhores
vibrações, direcionar nossas preces e elevar nossos pensamentos.
Podemos começar com o que nos é possível. Vamos fazer pelo menos o mais simples.
Com força e fé eu irradio LUZ contra a radiação!

Erica Cavour em 17 de março de 2011