III. De barriga cheia

O texto de hoje finaliza a trilogia iniciada na sexta e retomada na segunda.
Como anda o seu coração? Sobressaltado? Ansioso? Disparado?
Pode ser que o buraco esteja mais embaixo... Anatomicamente.
Nosso convite de hoje é descer o foco do coração para a barriga: Você tem fome de quê?

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Eu sou faminta. Fome de fazer, aprender, falar. Fome de tudo ao mesmo tempo agora. Não por acaso brigo com a balança há anos. Muitos anos.
Só que agora quero mudar de brincadeira. Não é o jogo do contente, onde Pollyanna busca sempre o lado cor-de-rosa das coisas (embora sem dúvida haja muita beleza no pensamento positivo).
Mas a proposta de hoje é outra. Vamos aproveitar simplesmente o que temos. o que conquistamos. o que somos.
Eu agradeço
Por nós e pelos outros. Por minhas raízes. Por poder ajudar, inspirar. Por receber ajuda e inspiração.
Por Lucrécio, Léo e Olivia. Pela minha família. Por meus amigos.
Por Paul e turma; Leo, Chris, Benny, Gretchen, Jonathan. Por Drummond, BandeiraJ.K., Todd.
Eu agradeço por ter tido a oportunidade de redescobrir meu caminho, por ter tido os recursos emocionais e financeiros para isso.
Agradeço por ser brasileira e não desistir nunca. Eu agradeço por Rio, São Paulo, Quissamã, Carapebus, Londres.
Eu agradeço pela Disney...
Eu agradeço pelo Sonho e pela Vontade.
Eu agradeço a Deus e ao deus dentro de mim.
Eu me agradeço, por buscar o meu melhor, do meu jeito.

Na medida certa
Além da gratidão, é incrível o poder do comedimento.
Fazer o  necessário.  Respeitar os limites do corpo, da mente e do coração.
Se o braço não alcança o sonho, tudo bem fazer ginástica para este mesmo braço ficar mais forte ou pedir ajuda de outros para alcançar mais longe. Mas sem prejuízo da sua  integridade, da sua saúde.
Perseguir eternamente o que é muito difícil ou distante é um exercício sofrido.  Quebremos em pequenos passos, mais que caibam na nossa mão.
Dar o que se pode. Pedir o que se dá conta e é realmente preciso. E ficar em paz com tudo isso.

Abençoar o presente
Não remoer o passado nem agoniar sobre o futuro. Sentir o presente. Sentir a saciedade imediata do desejo satisfeito.
O show da banda favorita. O aconchego com os filhos. A umidade do beijo na boca. Um delicioso café.  O elogio sincero da amiga. O luxo do reencontro com quem mora longe.  A aprovação do plano de negócios (mesmo que ele não vá ser implementado).
Reconhecer ali, na hora: ISTO É TÃÃÃÃO BOOOOM. Estar em paz com o que temos. Celebrar o que podemos.  Fazer o que devemos.
A  isto se chama plenitude.

Experimentar a felicidade de estar tudo bem agora. Buscar a satisfação, mais do que a euforia.

Agradecer. Na medida certa. Abençoando o presente.

Tão suficiente.