Tempo de rir, tempo de ser sério

Um dos presentes que recebi no Viver Mais Simples foi conhecer uma dupla muito especial de palhaços. Um se chama André e é pai de Pedro. O outro se chama Pedro e é filho de André.
A vida deles e de Ludmilla, a esposa,  mãe e também artista de rua, é um bonito retrato de ser verdadeiro com o seu caminho.
Por um lado, sem se levar demasiadamente a sério,  brincando sem pudores ("vaca amarela...") e virando criança junto do filho. Por outro lado, não brincando em serviço. 
Este suave equílibrio entre o riso e a seriedade me mobiliza muito. O objetivo é fazer rir? Então é preciso preparo, disciplina, jogo de cintura, ensaio. E a vida não é fácil, sem contra-cheque no fim do mês. Por isso é preciso ver alguma graça nisto tudo.

Uma família ativa, com dois projetos simultâneos (Será o Benidito e Boa Praça), ganhando editais e patrocínios, fomentando a cultura do teatro de rua; ajudando outros artistas em locais distantes como Porto Velho.
Aprendo muito com esta convivência e sou muito grata. Afinal, eu sempre me considerei muito importante e adorei um palco desde pequena. Agora estou na árdua tarefa de ser menos... E a arte de rua é um belo exemplo, em toda sua modéstia versus os Cirque du Soleil da vida.
Fiquei ainda mais admirada ao ver como esta filosofia permanece verdadeira mesmo em situações extremas.  Lud sofreu um atropelamento grave em janeiro e vem se recuperando lenta mas firmemente, ancorada no passado de atleta e na habilidade de driblar a vida que os três têm. E a resposta de André sobre como ela está é sempre a mesma: Melhorando. Uma visão positiva e realista. Ainda não está bom, mas está melhor do que foi.
A mensagem de hoje é um convite.  Para sabermos rir, quando seria mais fácil chorar. E para sabermos estar sérios, quando algo até parece piada.  Buscando o que é essencial, relevante e faz sentido para nós.

Se você  quiser conhecer melhor o trabalho desta família:  andregarcialvez@gmail.com  ou 021 8741-6166