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Empreendedora. Consultora em Organização de Ideias. Escritora. Profissional com 15 anos de experiência em grandes corporações.

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29.12.11

Cante uma canção

http://www.mac.usp.br
"Lá no fim do morro, Calunga
Tem uma menina, Calunga
Da cara queimada, Calunga
Quem que queimou, Calunga?
Foi  a senhora dela, Calunga.
Por causa de quê, Calunga?
Por causa do peixe frito, Calunga.
Quede o peixe frito, Calunga?
Gato comeu, Calunga.
Cadê o gato, Calunga?
Fugiu pro mato, Calunga.
Cadê o mato, Calunga?
Fogo queimou, Calunga.
Cadê o fogo, Calunga?
Água apagou, Calunga.
Cadê a água, Calunga?
O boi bebeu, Calunga.
Cadê o boi, Calunga?
Tá no milharal, Calunga.
Quede o milharal, Calunga?
Galinha comeu, Calunga.
Cadê a galinha, Calunga?
Tá botando ovo, Calunga.
Cadê o ovo, Calunga?
Padre comeu, Calunga.
Cadê o padre, Calunga?
Tá rezando a missa, Calunga.
Cadê a missa, Calunga?
Já se acabou, Calunga."

Está música foi cantada por minha avó Gisela para meu pai, que cantou para mim e, agora, eu canto para Léo e Olivia.
Parece ser muito antiga, do tempo dos escravos, pela primeira (e cruel) estrofe.
Esta música representa para mim raízes fundas e memórias felizes.
Também ilustra a sequência da natureza, onde tudo é natural, contínuo e nada é espanto.
Nós sofremos e nos dilaceramos. O mundo segue lá fora, sol a sol. Somos passageiros.
Esta cantiga vem da tradição oral. Registrá-la aqui é como registrar minha história, minha origem, minha vida.

Calunga.

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22.12.11

Qual é o sentido da sua vida?

Viver meu  caminho próprio. Viver Mais Simples. Viver uma vida com sentido.

http://youngmisspaul.tumblr.com/post/11771755569


Equilíbrio.
Entre criar, ajudar o outro com meus talentos, organizar ideias, ouvir e aprender.
Com estar lá vendo meus filhos crescerem. Reinventando meu amor por meu marido. Viver a rua, o cotidiano, o essencial.

Entre sonhar e realizar.

O sentido de minha vida é poder deixar minha  marca no mundo. Marca que é construída com amor pelo outro e respeito por mim.
Maravilhar-me com o banho de chuva e com o olhar espantado de quem descobriu-se revelado no Odisseia.
Poder nadar de manhã com as crianças e, à noite, convidar pessoas a viver o Amanhã, Hoje.

O sentido de minha vida é ter espaço e abrir espaço.

Sonho+Chão = Caminho Próprio.









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20.12.11

Procura-se imperfeitos

Quem não sofre com aquele "defeito" persecutório? O peso, o nariz "fora do lugar", o cabelo "ruim" e outras demandas nossas e dos outros?
Eu sofro com meus quilos a mais. Apesar de me considerar uma mulher bonita, ressinto-me das roupas que ficam apertadas e parecem nunca cair bem.
Só que a minha onda, eu até seguro.
Mas agora sou mãe e o amor pelos meus filhos desperta novas angústias. Num mundo de meninas anoréxicas e rapazes inseguros, onde estarão as sementes para a autoestima dos meus pequenos?
Mas Viver Mais Simples é seguir um caminho próprio e preocupar-se não leva ninguém muito longe.
Por isso proponho abrirmos o debate: Como semear a aceitação dos imperfeitos?

Francisco Botero
Meu ponto de vista:

Dar o exemplo
O primeiro passo para ensinar alguma coisa a meus filhos, é fazer eu mesma.
"Seja a mudança que você deseja ver no mundo"
Mahatma Gandhi
Cada vez mais, vejo que falar não muda as coisas. Fazer é o que inspira, dá credibilidade e prova as intenções.
Sim, sofro com meu  peso. Mas não faço loucuras para emagrecer. E sei que eu sou responsável pelo corpo que tenho.
Procurar aceitar nossos próprios defeitos e os dos outros. E quando falharmos, pedir desculpas e refazer de uma nova maneira, se possível.
Elogiar o esforço, o trabalho, o amor. 
Possibilidades em ação, uma forma bonita de ilustrar nossas crenças.

Quem ama o feio, bonito lhe parece
Mostrar diversos tipos de beleza. Admirar diversos tipos de beleza: a bondade, a resiliência, o amor à família.
Falar sobre países diferentes, mostrar povos diferentes. Lembrar que só existe uma raça, a humana.
Duas fontes de inspiração minhas são Todd Parr e Keith Haring.

Expectativa e ansiedade
Nossa exigência consigo e com o outro pode ser uma fonte de ansiedade para nossos filhos.
Meu filho mais velho é magrinho e volta e meia me perguntava: "estou magro demais?". Alguns amiguinhos o chamavam de "magrelo" e ele sofria.
Eu sempre me agarro na verdade ensinada por uma das auxiliares da antiga escola dele: "Cada um tem seu jeitinho".  Magro ou gordo, o que vale é o que está por dentro. 
Sou muito crítica, portanto me policio para não massacrá-los com tanta demanda de fazer tudo certo. Difícil. Mas estou aprendendo.

Convidar o diferente para sua vida
Ser pedestre faz uma grande diferença na vida de minha família. Andar na rua, entre mendigos e as crianças especiais da escola aqui perto...
Tudo isso faz parte do meu plano de mostrar coloridos vários para meus filhos.
Também falei de minha experiência com dois esquizofrênicos em uma peça de teatro. Ver o diferente de perto, aproxima.

Não há f'órmula nem garantia de que as imagens irreais projetadas em toda revista ou programa não vão marcar nossos filhos. Só podemos seguir atentos, fazendo o nosso melhor para apoiá-los neste duro desafio de ser si mesmo.
E você? Qual sua sugestão para que nós e nossos filhos tenham direito à uma beleza única e imperfeita?

15.12.11

Na sua opinião, o que é que acontece depois da morte?


Não sei, é claro. Mas penso que não acaba.
Acredito em céu ou algum tipo de lugar onde os bons se encontram, após ter construído sua vida.
Sempre penso que há festas quando chega um novo morador. O andar de cima, como carinhosamente chama meu compadre Luiz.
http://www.shoandtellblog.com
Também simpatizo com o conceito de que possamos voltar.  Acredito neste diálogo entre vivos e mortos, entre almas e corpos. Sinto a proteção de meus avós, nos momentos precisos.
Não sei bem se eles estão dentro de mim ou ao meu lado, talvez os dois.
Por isso é tão forte para mim a mensagem do Rei Leão, quando Simba vê seu pai no céu estrelado...
De um jeito ou de outro, acredito que não acaba.
Tudo o que fazemos, no céu ou em outras vidas, nos serve e serve aos outros.
Não tenho medo da minha  morte, porque sei que vivo da melhor forma possível, tentando ajudar o próximo e ser justa.
Por isso só pode ser bom o que vem por aí, assim espero.
Acho que esta minha tranquilidade vai passando para meus filhos...
Esta semana meu filho me disse a sua crença: "Mãe, acho que a gente morre, fica um tempo no céu e depois volta como bebê". Simples assim, com seis anos de idade.
Fiquei feliz. De uma maneira ou de outra. Assim, não acaba.

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13.12.11

Guia Prático para Ano Novo

O ano passou rápido e já estamos no turbilhão de festas, amigo-ocultos, viagens de férias.
Um risco grande de começar 2012 e, sem perceber, já ser quase carnaval...
O tempo voa raso nestes dias de muito a fazer e múltiplas distrações...
Por isso, meu desejo para vocês é um 2012 onde as coisas realmente importantes encontrem lugar e que termine com um gosto de realização.
Para ajudar na tarefa, um pouco de organização de ideias:
Meu presente de final de ano do Viver Mais Simples é uma lista de perguntas para ajudar neste foco necessário.
Escolha um momento e canto tranquilo, leve um caderninho (é bom anotar...) e...

FELIZ NATAL!!

http://www.buzzfeed.com/expresident/21-amazing-examples-of-shadow-art
Balanço do ano

  • Do que mais me orgulho em 2011?
  • O que aprendi neste ano?
  • O que quero deixar para trás?
  • O que (quem) me ancorou em 2011?
  • 2011 em uma palavra...

Meu Foco

  • Qual é a minha prioridade absoluta em 2012? (Só vale uma, hein... )
  • O que é importante construir?
  • Onde vou buscar ancoragem em 2012?
  • Qual a primeira atividade que vou realizar em 2012 (algo que possa ser feito ainda em janeiro)?
  • 2012 em uma palavra...
Vida afetiva
  • O que eu desejo em relação á meu amor em 2012?
  • Senão tenho um amor, quero estar mais disponível para um em 2012?
  • O que posso fazer para convidar o amor para a minha vida?
  • O que eu posso fazer mais (ou menos) para o amor ser mais fácil?
  • Como está o meu desejo? Como despertá-lo ou trazer novidades?
Família
  • Se tenho filhos, como posso estar mais junto deles em 2012?
  • De quem gostaria de me aproximar em 2012?
  • A quem preciso pedir mais espaço?
  • Que comportamentos MEUS e situações me geraram mais desgaste?
  • Quais me deram mais alegria?

Trabalho

  • Estou feliz com o meu trabalho? Quero mudar em 2012?
  • Qual a principal realização que quero ter ao final do ano?
  • Como está o espaço do trabalho vs minha vida pessoal?
  • Eu tenho estou na carreira dos meus sonhos?
  • O que posso aprender para ficar mais próximo deste sonho?
  • Quem pode me ajudar no meu caminho profissional?

Dinheiro

  • O que eu fiz com meu dinheiro em 2011?
  • Que soma considero suficiente para manter meu estilo de vida?
  • Ganhei dinheiro suficiente para sustentar este estilo de vida em 2011?
  • Que mudanças posso provocar para equilibrar minha relação receitas x despesas?
  • Como posso ganhar dinheiro com coisas que eu gosto de fazer?

 Saúde

  • Como está minha saúde?
  • O que pode melhorar?
  • Um ato que venho procrastinando há muito tempo e preciso fazer em 2012?
  • Um pequeno hábito que pode fazer uma grande diferença na minha saúde?
  • Um grande desafio que tenho e quem pode me apoiar para enfrentá-lo?

Importante:
Estas perguntas tem o único objetivo de suscitar a reflexão e apenas isto. Não vale transformar numa lista de exigências a si mesmo ou um motivo para ficar cheio(a) de culpas.
Pensar sobre nossa vida é uma oportunidade de medir a temperatura de si mesmo e ver o que pode mudar e o que deve ficar igual.
Mais vontade-frouxa do que expectativa...

Mais dicas para planejar seu ano nos links abaixo:
The Best Goal is No Goal
Haiku Productivity
Zen To Done
Para Mentes Agitadas
Tecnologia a favor da simplicidade
Somente o Necessário
The Cult of Done Manifesto

Livros sobre planejamento e produtividade:
Mais Tempo, Mais Dinheiro
Quanto menos, melhor
7 hábitos das pessoas altamente eficazes
Getting Things Done


Para Zeneide, que me ensinou tanto sobre a importância das intenções na vida.




8.12.11

Que significado Deus tem para ti?


Sinto, como muitos,  que a vida é um caminho cheio de obstáculos.  
A todo o tempo temos medo.  Perdemos pessoas queridas.  Sofremos e presenciamos injustiças, covardias, violências inomináveis.
É preciso ancoragem para enfrentar tantos desafios, para persistir apesar de tudo.
Por outro lado, sou grata por ver tanta beleza no outro e no mundo. Por presenciar todo o tipo de felicidade (minha e alheia). Há tantas  pequenas e grandes boas coisas da vida...
Vejo histórias de superação, resiliência, amor desinteressado. Vejo inocência, justiça e generosidade sobrevivendo flamejantes em meio à escuridão.
Seja nos momentos doloridos ou doces da vida, sempre senti necessidade de alguma transcendência: Não cabem em mim as tristezas e alegrias imensuráveis do existir. 
Por isso preciso de Deus.
A Criação de Adão, Michelangelo Buonarroti
Meu Deus é suavemente inspirado na religião de  minhas avós, o catolicismo.  Identifico-me sobretudo com a vivência cristã (amar ao próximo, em especial) e com a frugalidade franciscana. 
No entanto, abraço com carinho outras formas de ver Deus: aprendi muito com meus amigos espíritas, protestantes, praticantes da Cabala ou adeptos de religiões/filosofias orientais.
Tento entender quem diz não acreditar em Deus, mas espero que creiam pelo menos em seu "deus interior", sua própria chama divina, centelha, entusiasmo.
Por que para mim a vida sem Deus nenhum é de um aridez insuportável.  Com quem compartilhar minha tristeza profunda? A quem agradecer a dádiva dos momentos felizes? Com quem partilhar o buraco mais fundo ou a alegria mais inebriante? Nem sempre os homens estão prontos para isto.
Por isso, desde sempre, compartilho meu caminhar com Deus.
Não delego minha felicidade a ninguém, nem a Ele.
Mas aprecio a calma companhia, sem exigências ou mimos.
Desejo a todos a possibilidade de esperança e consolo para os pés descalços nos dias pedregosos.
Meu caminho próprio é iluminado por Deus. Só posso desejar que alguma luz assim ilumine o caminho de meus irmãos, crentes ou não.





















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5.12.11

2011: O ano do menos é mais

Chega o final do ano e acredito na importância de aprendermos com nossa caminhada.
Por este motivo, escolhi refletir durante este mês de dezembro.
Sobre o passado. O presente. O futuro.
Sobre 2011. Sobre 2012.

Este ano foi bem diferente do que o primeiro do Viver Mais  Simples.
Menos euforia, mais preocupação com a sustentabilidade de minhas escolhas.  Mais lucidez e foco.

Foi um ano de novas mudanças, mas de uma natureza diversa. Um ano com alguns momentos bastante sofridos, mas muito autoconhecimento.

bettybroccoli.tumblr.com

Meu balanço é o seguinte:

Foco no trabalho
Comecei o ano ainda embalada pela recém-descoberta do empreendedorismo.  Criei (e abandonei) um plano de negócios ambicioso.  Fiz alguns experimentos.  Tive muitas ideias.
Mas fui praticando também. E a prática me ajudou com o foco.
Reorganizei meu prato, focando na minha habilidade principal, a organização de ideias.
Lancei o projeto Odisseia com minha parceira Érica, navegando por várias formas de atuar. Ao todo foram nove eventos.   Quase 100 participantes.  Quatro modelos de trabalhar: a palestra, o workshop, o mini-workshop e a jornada. Nossa estreia no mundo corporativo.
Um ano de muito aprendizado.
Também inaugurei uma nova parceria, o Onionvation.  Explorando a veia de criatividade propiciada pelo novo caminhar, somada à amizade e parceria já antigas com Gian Taralli.

Também enveredei por praias novas.  Aprendendo com startups de tecnologia.  Conhecendo um pouco mais da Economia Criativa e cenário cultural do Rio de Janeiro...
Aprofundando a verve empreendedora  através de novas amizades e parcerias.
Um ano de muito plantio.

O dinheiro de cada dia
Este foi um ano importante na restruturação das finanças.  A reserva prevê fôlego para mais quatro anos, mas este ano já consegui igualar receita com despesa na Nutshell Estratégia e fechar no azul. Ainda há um buraco de excelentes erros cometidos em 2010, mas nada grave.
Claro, agora falta igualar as minhas despesas pessoais com a minha receita. Mas estamos caminhando para isso...
Continuei enxugando despesas, cortando parte do apoio doméstico. Revendo gastos com atividades de ancoragem, sendo mais inteligente nas compras.
Não deixei de viajar, fazendo escolhas conscientes e entendendo o impacto sobre minhas economias.
Ainda preciso melhorar com a tentação dos restaurantes, mas no geral fui mais frugal e estou contente com isto.

Amigo é coisa para a gente guardar
Este ano foi de menos espalhafato. Gradualmente me recolhi mais.  Recebi menos visitas, procurei menos encontros. Evitei multidões, mega-eventos, grandes reuniões.
Por outro lado, aprofundei laços com amigos antigos, com quem cultivei um contato mais íntimo e próximo.
Também explorei algumas novas amizades que fizeram a diferença.

Família, família
Foi um ano de momentos difíceis.  Grandes encontros. Grandes desencontros.  Um período extremamente difícil no casamento, felizmente superado.
Foi desafiador enfrentar dois filhos pequenos, mas consegui avançar, com o auxílio luxuoso da Roda de Mães  e a parceria com meu marido.
Saio mais lúcida, tentando entender os limites de cada um e aceitar. Trabalhando expectativas, lidando de formas inusitadas com a complexidade familiar.
Mais uma vez, o foco foi o casamento e as crianças.
Além de um reencontro sensacional com meu irmão Bernardo e sua família, coroado na viagem à Europa em outubro. Um real presente.

Cuidar de mim
Fiz experimentos, buscando equilibrar as finanças.  Revi o pilates, Vigilantes, drenagem.  O saldo? Paguei um preço.  Quilos a mais...
Por outro lado, descobri a Dança Brasileira, que veio para ficar.  Também aprofundei-me em terapias alternativas que me ajudaram em muitos sentidos.
Mas o ano que vem requer mais disciplina com os exercícios e a alimentação.
Este ano de construção pediu seu preço.

No final, sinto uma nova força. Ainda não compreendo todas as transformações que vivi, mas uma nova qualidade permeia minha jornada. Um sentimento de mais contenção e ao mesmo tempo de mais alicerce. Um desejo de estar mais comigo, ao mesmo tempo que sinto um amor profundo pelos outros.
Paz. E inquietude.

O que virá por aí ainda é mistério, mas estou mais preparada.

Obrigada, 2011.

1.12.11

Na sua opinião, o que é a guerra?


Há muitas definições e conceitos para descrever o que é guerra.
Eu prefiro então falar do ponto de vista mais simples.
Já peço desculpas pela ousadia, já que a guerra jamais me atingiu de fato. Nasci em um país bem pacífico, com participação mínima em conflitos, todas em outros territórios.
Pablo Picasso
Por isso sou inocente no assunto e a guerra me parece um encontro de desencontros. Interesses distintos colidindo a um ponto extremo.
Pode ser uma luta pela liberdade (ou poder).  Pode ser um desacordo extremo entre pontos de vista. Pode ser calcada em diferenças econômicas, religiosas, políticas. Vontade de expandir, vontade de defender.
Há todo o tipo de motivo, mas nunca vi uma com final feliz.
Alguém sempre sai perdendo. Famílias, estados, governantes e/ou governados.
Mesmo quando o suposto "lado bom" vence (por exemplo contra o nazismo de Hitler), as sequelas perduram por gerações.
Ódio.  Vestígios radioativos, cânceres.  Membros amputados. Almas amputadas.  Violências contra crianças, mulheres, velhos, jovens, soldados.
Nunca vi razão suficiente para uma guerra. O mundo não ficou mais justo ou mais belo por conta de alguma guerra.
Posso ser uma inocente.  Pode ser que o conflito armado salve algumas vidas, mas o pouco que conheço da guerra me parece sofrimento, agonia e sequelas eternas.
Já li descrições terríveis da Primeira e Segunda Guerras Mundiais, temas que me fascinavam.
Hoje fujo dos jornais, do derramamento de sangue seja no Oriente Médio, na América Latina, nos EUA.
Armas, bombas, confrontos entre homens.
Nada faz sentido para mim.
Hoje, dia mundial de combate a Aids, impactada por comerciais do "Médicos Sem Fronteiras", me pergunto:  A guerra que vale a pena lutar não seria contra a doença, a pobreza, o abandono? A favor dos desnutridos, flagelados, abusados?
Não consigo crer que esta guerra aconteça com armas e mortes.
Prefiro acreditar, ingênua eu sou, que com amor, trabalho e esperança poderemos vencer. Sem corpos. Sem traumas e marcas.
Sem dúvida, prefiro a paz.

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