Cair, levantar


Quem não teve um  sonho frustrado? Um projeto querido que não avançou?
Quem não esperou por uma resposta que nunca veio. Uma carta (ou e-mail ou telefonema) que nunca aconteceu?
Aconteceu comigo esta semana.  Estou passando pela tristeza de ver um  desejo não se realizar.
Planejamos uma Jornada Odisseia em São Paulo.  Trabalho por que ansiei duplamente:  a cidade mora no meu coração e este workshop é minha (co)criação profissional predileta.
Mas não vai acontecer...  Não tivemos inscritos, nem os convidados especiais puderam participar...
É duro.
No entanto, mais duro é se deixar afundar no sentimento de perda, culpando a si mesmo ou ao outro.   
Ainda mais duro é não aprender com a experiência. Pois aí, sim. Não sobra nada.
Ainda estou curtindo um certo luto, é claro. Também sinto um pouco de vergonha, um certo constrangimento.
Porém não pretendo esquentar lugar no chão, que eu gosto é de caminhar:

     Para não perder a viagem
Eu já tinha previsto usar alguns dias para rever amigos, plantar novas sementes do meu trabalho.
Apesar de ter deixado para última hora,  rapidamente minha agenda se encheu de cafés e almoços com pessoas queridas. Culminando com uma festa de aniversário de minha incrível amiga Raquel...  Um tributo a amizades amorosamente cultivadas em meus sete anos paulistanos...
         
          Aprender, aprender
O que eu poderia ter feito diferente? O que pode ser feito no futuro?
Já identifiquei algumas hipóteses e muitos próximos passos:
Creio que meu  novo trabalho ainda não foi suficientemente semeado em São Paulo.  Não encontro tanto as pessoas de  lá, minha história ainda está sendo recontada.
Por isso pode ser que a estratégia seja outra. Talvez continuar com as visitas para apresentar o que é organização de ideias para construir um corpo de trabalho e, a partir daí, conhecer interessados na Jornada Odisseia.
Para isso, há bastante a ser feito: fechar o site, organizar a agenda de visitas... Cocriar estratégias com meus  parceiros Érica e Gian. Ouvir meus mentores formais e informais.
E também sugestões de vocês, meus amados leitores!
          
          Fazer do limão, uma limonada
Tempo é recurso escasso para mim. Agora tenho uma avenida aberta no sábado, onde poderei adiantar os textos do site, caminhar com  alguns projetos.
Pretendo usá-la bem e com gratidão, que o acaso há de ser respeitado.
         
         Reconhecer os louros da jornada
Na mesma semana em que cancelo o evento, recebo novos contatos de pessoas interessadas no projeto Odisseia. Pessoas que receberam elogios de workshops  passados.  Profissionais em busca de conhecer o que fazemos e como fazemos.
Convite para iniciar novas frentes: no Ensino Médio, na Universidade.
Possibilidades de participar de um TED (dedos cruzados).
Uma nova cliente para organização de ideias... Uma antiga cliente, retornando  para um novo trabalho.
Projetos em andamento, desafiadores e sensacionais.

A vida é boa. Doída, às vezes. Afinal, quem disse que é fácil ser herói?
Sigo na luta. O caminho é longo e cheio de sombras. Mas vou alegre e otimista, porque este é o meu caminho. Escolhido, cultivado, amado.
Levanto. Que há muito chão a percorrer e mal posso esperar.


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