A Árvore da Vida


O Baobá é chamado de “a árvore da vida” na África.  Assim como nosso babaçu, tudo se aproveita no Baobá.  Até depois de morto, serve como depósito de água. Água tão preciosa, como aprendemos com o charity: water....
O Baobá também é importante para  mim por razões pessoais.  Um dos poucos baobás brasileiros encontra-se em Quissamã, terra natal de meus avós Celso e Gisela, de meu pai Alberto.  Além disso, o batizado de minha filha foi permeado de muitos rituais. Um deles, o plantio de um baobá.
Portanto, o baobá permeia minhas raízes fundas e meu futuro.

Gosto da ideia de árvores, combinam com meu propósito de ajudar pessoas a frutificar.  O símbolo da Nutshell Estratégia é uma árvore vermelha, viva, intensa e flamejante.
Contei na semana passada sobre o chamado feito ao final do WDS.  
Minha resposta a este chamado ancora-se num aprendizado partilhado pela Brené Brown.
“O contrário da escassez não é a abundância.  O contrário da escassez é o suficiente”
Eu, toda a vida abundante e exagerada, venho caminhando nesta jornada de aprender o suficiente. Menos é mais. 
Por isso pensei assim:
“E se eu escolhesse um plano simples com uso limitado de tempo e buscando a forma mais intuitiva e orgânica de execução?
E seu eu apenas buscasse oferecer meu talento (e de quem mais quiser) para servir comunidades sem recursos na busca por autodesenvolvimento?
Se pessoas sem dinheiro puderem acessar seus talentos e possibilidades, mesmo que por pouco tempo.... O que poderia acontecer? Quantas sementes não vingariam?
Apresentei  meu simples conceito a um grupo de amigos: um  mutirão de talentos apresentando-se em comunidades onde a porta esteja aberta (e saibamos por onde entrar).  A proposta de trabalharmos apenas oito horas por mês, entre planejamento e execução.
Sem receber, claro. Sem gastar muito, espero. Sem fundação, patrocínio ou outros complicadores, que eu quero viver mais simples.
O Coletivo Baobá nasceu com apenas cem dólares de capital,mas muita vontade e sonho de bom tamanho.
Minha primeira voluntária foi minha amiga Lucrécia. Doou seu tempo, seu talento de ensinar teatro, sua experiência com indivíduos em sofrimento psíquico. Seu entusiasmo, dez cds e seu minissom...
A ela se seguiram mais sete participantes e muitos interessados. Começamos no início de agosto a planejar o primeiro evento. Menos de um mês após o WDS.
Não sei ainda aonde chegaremos. Mas se não tentarmos, jamais saberemos.
Contarei esta história para vocês, à medida em que ela seja escrita. Ano que vem quero  ter boas histórias para contar no WDS...
Que algumas sementes vinguem. Eu já estarei satisfeita.

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