O fundo do mar

O estar no mundo é grande e fundo como o mar.
Às vezes, submergimos. engolimos água, sufocamos um pouco, subimos apressados para a superfície.
Outras vezes, navegamos calmamente, o corpo e as ondas num movimento só.
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Às vezes, somos sereia.  Às vezes, tubarão.

Às vezes, somos arrastados para o fundo. Salgado, frio e escuro.
O lindo é lutar contra a correnteza que nos puxa. Nadar com todas as forças, intuindo o oxigênio próximo, a margem segura(?).
A espuma sacudindo o corpo, o ralado da areia. A vitória de estar vivo, inteiro. Mesmo molhados.
O estar no mundo é imenso oceano cheio de mistérios e navios-fantasma.
O sal nos lábios, o vento nos olhos.  O quente, o gelado, alternados.
Cultivemos braços fortes, pernas longas.  Peito decidido, coração aceso.
Nossa única chance face o mar do mundo.
Não nos afoguemos.


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