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Empreendedora. Consultora em Organização de Ideias. Escritora. Profissional com 15 anos de experiência em grandes corporações.

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29.3.12

O que você faria pelo resto da vida, feliz?

Na busca por uma carreira realizadora, muitas vezes não sabemos por onde começar.
Estamos imersos em uma história já um pouco antiga, anos e anos fazendo aquilo que nos sustenta.
É quando, algumas vezes, bate a pergunta: "Como eu vim parar aqui mesmo?". Ou pior: "O que eu estou fazendo de minha vida?".
Ouch.
Mas acontece. Aconteceu comigo e acontece com pessoas mais normais do que eu...
E agora?
Agora é buscar um sentido para isto tudo, seja preciso corrigir a rota ou não. E acreditem, às vezes basta reenquadrar o trabalho atual, sem saltos no abismo.
Um bom primeiro passo é saber o que motiva, o que acende sua centelha.  O que te mobiliza para acordar de manhã e navegar pelo mar turbulento da vida, dia após dia.
Helen Dardik
Primeiro eu:

Gente.

Sem dúvida, o número um da lista.
E as coisas boas que se fazem em boa companhia: conversar, abraçar, dar risada.
O meu desafio foi fazer disso um trabalho. E encontrei através da tal "organização de ideias".
É importante saber o que nos faz enlouquecidamente feliz, para poder avaliar como incluir isto na nossa carreira. 
Alinhar nosso propósito com nosso trabalho, diria meu mestre do Eupreendedorismo, Eduardo Seidenthal.
Eu fiz assim: meu propósito é ajudar gente a frutificar.
Gente "pessoa física". Gente empreendedora. Gente equipe de corporações.


Frutificar.
Sou péssima jardineira. Brinco que sou "a menina do dedo preto", o oposto do personagem de Maurice Druon.
Mas com gente, sou outra coisa.
Planto boas sementes. E eu mesma floresço, o tempo toda, alimentada pelo crescimento do outro.
Acompanhar o plantio e o germinar de sonhos é algo que me faz profundamente feliz. Todos os dias. Todas as vezes.


Novidade
Entedio-me facilmente. Uma destas gurus de autoconhecimento da vida corporativa me definiu: "você precisa de hobbies infinitos".
Por isso gosto de uma novidade. Conhecer coisas novas, ir a museus, encontrar pessoas diferentes. Tudo isso me leva ao nirvana.
Daí meus experimentos no onionvation.  Daí ter adotado o "por que não" como filosofia de vida.


Ajudar
Gente+Frutificar+ Novidade
Ajudar nesta mistura é algo que me realiza todos os dias.
Ver o sorriso no rosto de quem descobriu um caminho.
Ver possibilidade em ação.
Ou apenas ser um ombro amigo.
Tanto faz, eu posso passar o resto dos meus dias ajudando e estarei feliz.


Agora você... O que você faria pelo resto da vida, feliz?


Este é um post da série: "?". Mais detalhes sobre esta história,AQUI AQUI. 

27.3.12

Bem perto

Temos tanto a aprender. Mas nos perdemos em meio a tantos professores, tanta fala e tanto conteúdo.
A cabeça explode sem poder mais comportar  informação.
No entanto, há mais maneiras de compartilhar experiência. Não é necessário o dizer. É possível aprender por proximidade.
Co-corpar, diriam algumas de minhas melhores professoras. Corpo junto do corpo, trocando impressões sem nome ou tradução.
Em tempos de tanto esforço, é um bálsamo  poder aprender, apenas sendo.
Children at the sea, by Joaquin Sorolla y Bastida
Sinto-me assim na minha aula de hidroginástica. Sim, parece incrível.  Uma modalidade estigmatizada, "para senhoras". E, no entanto, tudo que eu precisava para este meu momento.
Agora é tempo de construir um trabalho novo. Mãos a obra e muito a fazer.
Conciliar esta construção com ser mãe e dona de casa tem consumido uma enorme energia.
Sinto sede.
Nesta busca, auxiliada pelo preciso acaso, fui parar nesta classe.
Talvez seja a água, um meio curativo por si só.  É um presente sentir minha presença tão leve e poder diluir minha ansiedade e cansaço.
Mas desconfio que não é só isso.
Imersas comigo, uma dúzia de mulheres vividas partilham seus saberes. Cada movimento espalha memórias, sorrisos matreiros de quem já viu de tudo.  Sinto-me num caldo de vida.  E eu bebendo dele.
Ainda interajo pouco com estas incríveis colegas. Mas o olhar terno, o sorriso compreensivo. A toda a hora compartilham alguma coisa comigo.
Receberam-me contentes. Nada da competividade ou desconfiança de outros círculos. Lentamente, vou absorvendo fragmentos de suas conversas, sua forma de combinar uma brejeirice de meninas levadas com uma suavidade de quem já sofreu e viu sofrer.
Sem perceber, comecei a levar para outros lugares esta ideia de estar junto, apenas sendo:

- No lento reconstruir após a separação do ano passado, pratico estar perto no sofá. E esta proximidade nos ajuda a dar saltos maiores, como um passeio de hora de almoço no Centro...

- Na maternidade, a todo o tempo e a toda hora. Ontem meu filho conversou comigo sobre "eu ajudando meninos mais pobres".  E dei-me conta que se referia a meu trabalho voluntário na Vencer. Eu nem me lembro quando contei a ele sobre isso... Realmente tudo nos serve e nossos filhos estão prestando atenção em nós.

Agora planejo novas experiências, no meu trabalho de organizadora de ideias e no meu conviver com pessoas queridas.

Ser a mudança que quero ver no mundo. Aprender com a mudança criada pelo outro.  Gandhi não poderia estar mais certo.

É libertador poder aprender estando junto. Sem preleções, sem aulas. Apenas sendo.
Experimente.



22.3.12

Como conciliar minha vida pessoal com o trabalho?

Para alguns, aquele sentimento de tristeza na noite de domingo... Acabou o recreio!
Para outros, a culpa de não dar conta dos filhos, dos pais, dos amigos. 
Mesmo quando o trabalho é prazeroso, não é fácil equilibrar os pratinhos.
Mas sim, é possível.
Não, não é preciso jogar tudo para o alto (nem eu fiz isso, acreditem...).
http://dolce-desiderio.blogspot.com.br/2011/08/matrioskas.html


Primeiro eu:


1) O mais importante, primeiro
Há momentos de muito trabalho. Há momentos em que um filho precisa muito da gente. Há momentos em que nós precisamos de 30 minutos de sono no meio da tarde (hoje eu precisei).
Sempre há algo mais importante para agora.
Tento manter o olhar no que é mais urgente ou necessário. Uso minhas ferramentas de produtividade (a mais querido do momento é o kanban).
E flexibilizo a lista, sempre que preciso.


2) Não dá para fazer tudo ao mesmo tempo, agora.
De tempos em tempos, deixo um pratinho cair. Eles não quebram, sabe?
Hoje meus filhos são pequenos e precisam muito de mim.  Por isso nem sempre estou presente na minha  enorme família de origem.
Meu trabalho é novo e precisa de cuidados.  Esforço duro, disciplina.
Encontros muitos para explicar o que é organização de ideias.
Estou sem empregada fixa, por mais alguns meses.
Esta é minha situação e preciso dar conta. Dos filhos, do trabalho, da casa.
Quando posso, cuido de mim, do marido, dos amigos.  São momentos preciosos e raros, encaixados entre o que é possível fazer no hoje.


3)  Um pouco de tudo
Tenho meus limites.
Por isso buscar minha ancoragem mostrou-se fundamental. A terapia, a Eliane, a hidroginástica.
Encontrar meus amigos de tempos em tempos. Dormir à tarde, quando possível.
Dar muita risada com as crianças. Beijar o marido.
É como um prato saudável: muito variado e colorido.
Então fico ali no foco, mas cuidando de me cuidar, na medida do possível.


4) Somos um só...
Não temos dois corpos. A Leticia que trabalha é a Leticia que ama que é amiga que é pessoa.
Se eu abusar da falta de sono por conta de um projeto, vou ficar de mau-humor com meus pequenos.
Se eu cruzar meus limites éticos no trabalho, meu coração vai se apertar, meu corpo vai sofrer.
Então penso em mim de forma integral. Tudo conversa com tudo e comigo.
E assim dou mais conta de mim.


5) Qual o sentido?
Tem que valer a pena. O trabalho,  o amor, a família.
Um belo texto sobre trabalho com sentido é  este aqui, do meu querido Marcos e seu insistimento... Sempre implacável e no ponto...
No final, esta é a nossa história. Nossa única história, ao menos desta vez, nesta vida. Vamos fazer valer?
Trabalho pode e deve ser bom.
Como anda o seu?  Que tal responder estas perguntas organizadoras (emprestadas) AQUI?


Agora você... Como você concilia sua vida pessoal com o trabalho?


Este é um post da série: "?". Mais detalhes sobre esta história,AQUI AQUI.


20.3.12

Tantas Palavras

Desconfio que os livros falam.
Ou melhor. Sussurram.
Descobri após uma manhã dentro de uma livraria, com meu marido e dois filhos pequenos.
Pinterest via Virginia Stevenson
Tudo era convite.
O cheiro de papel novo. O suave farfalhar do virar de folhas.
O amor pela palavra e pelas gravuras, espelhado na reverência dos compradores e vendedores.
A festa de cores e formas nas pilhas e pilhas de livros.
Antigos, novos, de todo o tipo.
Um par de horas neste jardim de sonhos e meus filhos foram se impregnando com as palavras.
Cada um ganhou um livro, escolha difícil entre tantas tentações.
Ali, já folheavam seus presentes. O mais velho contando história para a mais nova.
No final do passeio, uma surpresa: o totem que "sorteava" trechinhos de poemas de Drummond.  Mistura de realejo com máquina de extrato bancário.
Ali já éramos todos crianças e todos poetas. "A bunda, a bunda, redunda".
Olivia deliciada em saber que um poema pode ser travesso.
Saímos de alma lavada e coração saltitante.
No caminho, brincávamos de rimas.  O molho sem olho. A rolha e a bolha.  E assim fomos.
Éramos metáforas, verso e prosa.  "Mãe, já sei qual é o chulé da cabeça: é o piolho", disse Léo.
Os livros sussurram.  Sussurram segredos e histórias para que viremos todos personagens de uma história com final feliz.

Para fechar, uma linda história sobre livros.

15.3.12

O que te põe de pé novamente?


É inevitável. Uma hora tropeçamos. E caímos.
Seja nos velhos erros de sempre, nosso ponto fraco.
Seja quando nos derrubam.
Seja quando Deus ou o Acaso querem nos ensinar algo de forma mais contundente. Tropeço inesperado e certeiro.
Pode ser no trabalho, na vida pessoal.
Pode ser uma doença, uma decepção com alguém.
Pode ser um golpe baixo ou  apenas duro.
Não importa, estamos no chão. Fiquemos nele o suficiente para aprender.
E levantemos.
Mas como?
http://ousardizer2011.blogspot.com/2011/12/joao-bobo-muito-sagaz.html 


Primeiro eu: 


1) Respirar fundo
Antes de tudo.  Respirar fundo.
Não, não vou ficar caído para sempre. Sim, vou me levantar.
Lógico, o corpo e a alma doídos do tombo. Respiro novamente.
Respirarei quantas vezes for necessário para acalmar-me. Para ganhar forças e energia para erguer-me.
Para perdoar quem me deu a rasteira.


2) Aprender com a queda
Como eu vim parar aqui? Qual foi minha parte neste tombo?
Como é o gosto de estar no chão?
Já estamos caídos, melhor aprender.  Tudo pode ser oportunidade, se buscarmos uma lição.
Não adianta ficar no chão se lamentando. As coisas tem um motivo, que motivo me trouxe até aqui?
No que me serve esta queda?


3) Evocar todas suas forças
Cada um de nós tem seus super-poderes. Alguns dos meus: otimismo, fé no outro, resiliência, bom humor.
Persistência (o que não me mata, me fortalece, aprendi com Nietszche).
Que forças eu tenho? Como reunir estas forças? (respirar fundo ajuda aqui também...)


4) Pedir ajuda
A forma mais fácil de se levantar do chão é com alguém "puxando" ou apoiando a gente.
O outro pode nos acolher, nos consolar, servir de eco para nossas reflexões. Pode nos ajudar a ver o propósito do que aconteceu.
Pode nos ouvir em silêncio ou oferecer uma mensagem de aprendizado.
Caminhar junto oferece muitas possibilidades. Vamos de mãos dadas.


5) Rir é o melhor remédio
Muitas vezes, começo a rir no meio de minhas lágrimas. 
Seja pelo patético da situação ou pelo  simples reconhecimento que não há nada a ser feito além de rir. De repente, uma piada a meu próprio respeito surge (eu e meus peixes...). E eu rio.
É difícil, mas estranhamento reconfortante.
Não é muito óbvio, mas que tal comédia ao invés de drama?


6) Honrar seu sofrimento
Acredito que é preciso reerguer-se, mas não a qualquer custo.
Cair machuca e é preciso respeitar esta dor.
Dar-se um tempo para processar, permitir-se um luto.
Desesperar-se por um segundo, chorar, gritar, ter raiva do mundo. 
Mas por pouco tempo, que estes sentimentos não vão construir a retomada.
Há um tempo para tudo.


7) Dar tempo ao tempo
Uma amiga sofreu um grande revés.  Depois de um atropelamento, viu sua vida e seu corpo fugirem do seu  controle.
Mais de um ano depois, as coisas (e os ossos) estão mais no seu lugar. Ela teve a sorte de sobreviver, mas levará as cicatrizes por muito tempo.
Muitas vezes, em meio ao lento progresso, o corpo apitava resultando em nova cirurgia, um passo para trás.  Um exercício heroico.
A soma dos dias trouxe mudanças. Pequenas, quando vistas no varejo. Enormes, quando adicionadas dia após dia.
Esforço e fé, ao longo dos meses, recompensam o caminhante.


Agora você... O que te põe de pé novamente?


Este é um post da série: "?". Mais detalhes sobre esta história,AQUI AQUI.

13.3.12

A menina e os peixes

"Quem me ensinou a nadar, quem me ensinou a nadar...
Foi, foi, marinheiro
Foram os peixinhos do mar"
Canção de roda


Cada um tem seus poderes mágicos. Assim acredito.
O meu são os peixes.
Pinterest via Houston Foodlovers















Sempre aconteceu comigo: eu fazer perguntas e pessoas me contarem coisas especiais, muito íntimas. 
Geralmente seguidas pela frase surpresa: "Não sei porque estou te contando isto".
Eu sei. São os peixes.

Peixes que sussurram perguntas que pulam pela minha boca.
Pulam como peixes.

Peixes que nadam dentro de mim e então saltam para o espaço, na forma de palavras, lágrimas e abraços.

Será que  invoquei estes peixes no meu amor desde sempre pelo mar?
Não sei.

Quando estava grávida, os peixes brincavam como cada peixinho que eu gestava e eles eram felizes juntos. Talvez por isso, cada gravidez foi um momento mágico de paz, mesmo antes do Viver Mais Simples.

E agora, grávida de tanto futuro, os peixes saltitam alegremente dentro de mim, despertando-me em algumas noites.

Aprendo a lidar com eles, estes peixes.  Peço que amorosamente me deixem dormir.
Evoco-os para alimentar almas aflitas com um dilema.
Meus peixes amigos.

Peixes do meu Japão amado, de meu mar de Carapebus. Peixes do não-mar de São Paulo, no entanto tão caudaloso.

Meus peixes. Nossos peixes.


6.3.12

De corpo presente

As possibilidades desveladas pela revolução virtual que  vivemos são incríveis.
Meu novo trabalho é um exemplo, gestado no blog e difundido via e-mail e facebook.
Novas ferramentas. Novos universos ao alcance de poucos cliques.
Tudo isso é realmente maravilhoso.
O paradoxo é uma relativa solidão.  Mergulhados em nossos computadores, tablets e smartphones, muitas vezes esquecemos a força do toque do outro. Do olhar do outro.
A presença do outro.
Felizmente, também são inúmeras as oportunidades de "estar com" no nosso mundo.
Espaços culturais, "meetups", o renascer dos cafés... A todo o tempo borbulham convites para estar junto, lado a lado. Basta ouvir.
Ler um livro é tão bom.  Ouvir ou ver seu autor, é diferente. Especial.
Senti isso vendo Leonardo Boff, Ferreira Gullar e Adélia Prado.
Trocar mensagens com amigos queridos é um alento em tempos de falta de tempo.
Mas um abraço apertado:  Delícia preciosa e inesquecível.
Nossos corpos trocam mensagens que nossas mentes e nossos dedos ágeis não capturam.
Palavras digitadas são uma parte de nossa expressão.  Nosso pulsar, nosso coração, nosso olhar, toda uma outra parte...
Há sentimentos que não podemos expressar sós com nossas telas e teclados.  É preciso estar frente a frente com nosso grande amigo, o outro.
Hoje invoco a nossa presença.  Que nossa luz possa iluminar a luz do outro.  Que sejamos um  eco do sentir do outro.
Que possamos expressar de corpo inteiro nossa apreciação por estar tão perto de nosso irmão.
Sou fã da expansão de caminhos.  O mundo digital abre novas portas, abençoadas e úteis.
Mas estejamos juntos, no mesmo tempo e espaço.  Que o espírito anda esgarçado, que a correria drena nossa frágil energia. Que estamos insones, sem certezas e com tanto a fazer.
Estejamos presentes, olho no olho, mão no ombro.
Que nosso testemunho fará o outro real.  Seus desejos, seus feitos heroicos.
Presença. De presente. No presente.

PS: Escrevo inspirada por duas horas de presença compartilhada com os apaixonantes colaboradores do Baukurs Cultural. Um celeiro de novidades. E presença. Muita presença.

1.3.12

Onde você busca sua fé, quando ela falta?

Quando estamos buscando um caminho próprio, o medo é grande e a incerteza é muita.
Se escolhemos uma estrada desconhecida, por onde passa menos gente ouvimos de dentro e de fora: 
"Você está louca? Isto não vai dar certo!".
Há dias em que tudo vai bem. Projetos, família, dinheiro. Em outros, tudo parece andar para trás.
Como sobreviver nestes momentos sombrios? Como resistir à tentação da rua mais trilhada, mesmo que menos feliz?
Como manter a fé acesa no peito e iluminando nossos passos?


Art Print by Nidhi Channani
Primeiro eu: 


1) Relembrar o plano
"Planos são inúteis, mas planejar é fundamental", ouvi do meu marido, através de fonte que desconheço. 
E realmente não devemos nos apegar demasiadamente a metas: the best goal is no goal.
MInha medida certa são as vontades frouxas, alicerçadas no propósito de seguir um caminho próprio onde ajude pessoas a frutificar.
Quando a fé fraqueja, é boa hora de revisitar este plano.  Ele não é só papel. Ele é fruto de uma reflexão que já tem dois anos, de um viver mais simples experimentado no corpo e no espírito.
Ter uma ideia da direção nos ajuda quando tudo parece sem sentido.


2) Respirar fundo e seguir em frente
A falta de crença no futuro vem e volta. Faz parte de ter feito uma escolha arriscada.
No entanto, antes de fazer algum movimento brusco ou agir sem pensar, respiro fundo.
Como diria Scarlett O'Hara, "Amanhã é outro dia".  Não é prudente adiar decisões indefinidamente, mas é possível esperar mais um dia antes de se desesperar.


3) Cuidar do corpo
Somos nosso corpo.  Às vezes, um descanso ou uma refeição já ajudarão bastante em nossa busca por um pouco de fé.  Outras vezes, um pouco de silêncio (dentro e fora), através de uma respiração consciente, de um fechar de olhos por alguns minutos. Ou quem sabe um banho?
Eu estou comigo.  Se tudo falhar, eu estou comigo. E sou muito.


4) Um bom amigo
Ventilar  nossas preocupações para alguém que saiba ouvir. Às vezes, nem precisamos de resposta, só ouvir nossa própria voz já acalma o coração.
Outras vezes, um bom amigo falará a palavra certa de sobriedade ou aconchego.
Não sigamos sós, vamos de mãos dadas.


5) Raízes fundas
Nossos valores são um incrível sustento para nossa fé.  No meu caso, um grande otimismo, uma firme crença na importância de fazer o bem.
Acreditar que meus ancestrais olham por mim e me guiam.
Saber o que o trabalho é uma força poderosa para transformar o mundo.
Acreditar na magia do acaso e na energia boa que emana de praticar meu próprio chamado.


Assim convoco minha fé, quando ela está fugidia.  Buscando presença, serenidade e a direção suficiente para mais um dia.


Agora você... Onde busca sua fé, quando ela falta?

Este é um post da série: "?". Mais detalhes sobre esta história,AQUI AQUI.