Espada em punho

Tenho experimentado algumas batalhas, que evocam tempos antigos.
O corpo acostumado á paz, é convocado para debates inflamados, limites firmes, rompantes.
Assisto, um pouco alarmada, o quão familiar aínda é a guerra.

Registro, com novos olhos para dentro, os estragos: pernas bambas, coração ralado, os batimentos aos saltos.
É estranho e familiar vestir-me de guerreira e ir para o front.
Vou, um pouco contrariada.
Volto, um pouco ferida.
Mas grata.
Por saber não ser sempre.
Por poder retirar-me.
Por ousar defender-me.
Por escolher onde e como e com quem.
Meu corpo moído pede descanso e abrigo.
Entrego-me.
Amanhã pode ser dia de tudo. Estou pronta.

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