Tornar-se oceano

"Diz-se que, mesmo antes de um rio cair no oceano ele treme
de medo.
Olha para trás, para toda a jornada,os cumes, as montanhas,
o longo caminho sinuoso através das florestas, através dos
povoados, e vê à sua frente um oceano tão vasto que entrar
nele nada mais é do que desaparecer para sempre.
Mas não há outra maneira. O rio não pode voltar.
Ninguém pode voltar.Voltar é impossível na existência. Você
pode apenas ir em frente.
O rio precisa se arriscar e entrar no oceano.
E somente quando ele entra no oceano é que o medo
desaparece.
Porque apenas então o rio saberá que não se trata de
desaparecer no oceano, mas tornar-se oceano.
Por um lado é desaparecimento e por outro lado é
renascimento.
Assim somos nós.
Só podemos ir em frente e arriscar.
Coragem !! Avance firme e torne-se Oceano!!!
Osho"


Cada um de nós carrega uma centelha divina.
Uma missão no mundo, um chamado, uma boa estrela para amarrar o arado.
Nem sempre a encontramos e é uma pena.
Mas eu encontrei a minha: ajudar pessoas e negócios a frutificar, sendo felizes.

Neste caminho, venho forjando uma nova inteireza, inédita e maravilhosa.
Nele, redescubro-me, dispo-me, abraço tempestades.
Apenas para sair lavada, nova e de alma limpinha.
Não estou só.  Tenho bons companheiros.  Heróis, como eu, na busca por ser oceano.

O medo é grande. 

O rio sinua entre margens conhecidas. Paisagens esperadas.
O oceano é amplo, caudaloso e turbulento.
Para nós, é também inexorável.
Seguimos ondulando.  Atravessamos pedras, desafiamos ventos.
Somos oceanos por ser, avançamos.

O coração acelera, sente o frio, o receio, o escuro.
E espanta-o, pulsando coragem.  
Somos água que corre, vida que segue, sonho que se realiza.

Há noites longas, sem lua.
Há quem não acredite em nós, nossos feitos e almejos.
Mas somos mais e mais oceano.

Dançamos alegres, saltamos sobre o ceticismo, o sarcasmo, a aridez.
Nosso tempo é hoje, nosso amor é muito, nossa vontade de servir, imensurável.
Somos oceano.
E é tudo que somos.

(Para Virgínia Almeida, Luciano Paiva, Érica Cavour, Patricia Capella e Lucrécio Brasil)

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