Quando não há mais nada a fazer

Há vezes onde já esgotamos o repertório do que podemos fazer a respeito de algo que nos preocupa.
Esbarramos naquele abismo impossível de ultrapassar: o que não está a nosso alcance.
Nada nos resta, a não ser ficar com nosso medo, nossa tristeza, nossa espera.
Silenciosa espera, tão aguda por dentro.
Esperar o próximo movimento, o próximo capítulo.
Esperar.

É tudo escuro no coração, o que virá a seguir é mistério.
Boa ou má notícia?
Não sabemos.

Fizemos o que estava ao nosso alcance, fizemos nosso melhor.

Por ora é tudo.

Gostaríamos de tentar algo mais, de buscar um último recurso. Quem sabe ele mudará o destino já traçado...

Não.
A resposta é não.

Nada mais podemos fazer além de tratar nossas feridas e cuidar de nosso medo.
Esperar.
Esperar um dia novo, uma nova esperança ou apenas um desfecho, seja o que for.
Seja lá quem for terminar a história (Deus ou o outro), quiçá honre os capítulos que amorosamente ou desajeitadamente construímos. Mas nem isso é certo.

Seja o que for que aperta o peito, agora não há mais nada a fazer.
Confiemos no tempo, confiemos nas sabedoria de nossas cicatrizes.
Elas serão nossos remos neste oceano onde nada mais podemos fazer. A não ser atravessar.

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