Preto com Branco

O ano está terminando.
Aqui começa o balanço.

Foi bom.
Tanto conquistei, recebi, compartilhei.
Foi difícil.
Tanto perdi, tanto enfrentei.
Encontrado em autumnskymning.tumblr.com

Estou atenta a este paradoxo. Não é de hoje que o percebi.
A vida não é linha, é laço.
Tantas paralelas que não esperam o infinito.

Às vezes, anseio por certezas.
Tolinha.
Não há certeza além da morte (e mesmo aí, há controvérsia).

Aposto no preto com branco, então.
Misturas, convívio, surpresa.
O que sairá deste emaranhado? Prata, cinza, branco sujo?

Não sei. Nunca sei.
Tudo bem.
Olhando para trás, tudo bem.
Olhando para a frente, ainda melhor.

Sei que não vivi todas as maravilhas que hei de viver.
Tampouco as dores.

Com esta sobriedade, encerro o ano, continuo a vida.
Perdas monumentais. Ganhos extraordinários.

Não estou exultante ou eufórica.
Mas também não estou desanimada ou sombria.

Sigo otimista, coração cheio de esperanças.
Busco ser mais humilde. Eu não escrevo sozinha esta história.

Sobretudo, gratidão.
Gratidão pela flor. Gratidão pela pedra.
2014 foi ano de aprendizado.
Saio mais forte, aguerrida
(que no meu vocabulário, é ser agarrada com a vida).
Saio mais sábia, espero.
Sou oceano,
mas preciso viver de piscina em piscina para dar conta de mim mesma.

E assim, começa oficialmente a temporada de colheita no Viver Mais Simples.