Em (novo) tempo

Já é 2015.  O último texto já parece tão antigo no longínquo dezembro.
Pisquei os olhos e já fazem duas semanas. Intensas.
The Balloon Flight by *travisJhanson on deviantART

Este final de ano foi bastante diferente:
Todo ano faço um workshop das intenções, com minha Mestre Zeneide Jacob. É um tempo de inventariar a caminhada e traçar novas flechas para o futuro.
2014 não foi diferente e lá estava eu entre recortes e papéis maravilhosos, meditando sobre meu porvir.
Então dei-me conta do que já suspeitava.
Antecipei 2015.
Explico.
Dezembro é tempo de balanço, avaliar o que avançamos,  contabilizar perdas e ganhos. E um usual tempo de pausa antes de recomeçar. Pausa que já me custou meses para retomar o ritmo da vida cotidiana e profissional.
Então pausei, não pausando. Passei novembro e dezembro a semear 2015.
Não foi de todo acaso.  Penei em 2014 com um primeiro semestre seco de rendas e pródigo em investimentos mal planejados. Decidi fazer diferente.
Planejei férias menores, organizei um fluxo de caixa mais azeitado, com algumas entradas para dar fôlego.
Optei por férias um tanto mais frugais. Em casa, negociamos bem as despesas de início de ano.
Mas nem tudo foi corte e enxugamento.
A reforma na casa,  desejo de dois anos, foi desenhada e posta em ação.
Alguns projetos profissionais foram encaminhados mesmo no inóspito fim de ano.
E há o que não havíamos previsto. Reaquecer laços com o irmão querido, por conta de percalços da vida que convidaram à parceria.
Uma viagem imprevista, bálsamo para a família.
Agora estou isolada no meu balneário rústico, aos poucos me reconectando com o trabalho, num tempo mais suave.
Começar o ano novo no ano velho.

Quem diria que seria tão bom?