O próximo passo

Há dias em que nosso otimismo é testado. Agora mesmo, tive uns desapontamentos.
Depois de tanto autoconhecimento, joelhos ralados não assustam tanto, mas ainda assim desanimam.
O desafio maior: como prosseguir?
Caí, levantei, avaliei as feridas. Nada mortal.
Mas e o medo de cair de novo? E a lembrança incômoda de todas as quedas anteriores? E a dor presente, o sobressalto?
Depois do tombo, como reunir energia para o próximo passo?
Alejandra Jiménez Hinojosa

Peito ralado, pondero.
Escuto a resposta:
Suavemente.

Primeiro aprender qual foi a casca de banana.  O que poderia ter sido feito diferente? Qual minha responsabilidade nesta história?

Depois, acolher o sentimento: frustração, medo, raiva, arrependimento.
Na minha vida, sempre faço isso melhor de mãos dadas. Um ouvido amigo, um abraço solidário.

Finalmente, agir. E agora? Reparações, superações, planos B.
Ou simplesmente uma pausa para descansar o coração (que é agir também!).

Ainda sinto a agulhada da decepção, mas vislumbro um melhor amanhã.
Aprendi, daí gratidão.
Vai passar, daí esperança e força para dar mais um passo.
O próximo passo.