Fracassar com grande ousadia

“Não é o crítico que conta
Nem aquele que aponta os que tropeçam.
Ou ainda aquele que pensa que poderia ter feito melhor.
O real valor está naquele que enfrenta a arena.
Aquele com a face marcada de poeira, sangue e suor.
Aquele que resiste corajosamente.
Aquele que erra dia após dia.
Aquele que persiste com  entusiasmo e dedicação.
Ele que, no melhor,  saboreia o triunfo das grandes realizações
E,  no pior, fracassa com grande ousadia.”
Theodore Roosevelt
Alessandro Gottardo

Tenho refletido muito sobre minha insistência em assumir riscos.
Há muito tempo pratico. E pago o alto preço.
A cara a tapa, ali disponível.
Haja olho roxo.
Mas há uma beleza em arriscar-se.
A beleza de sentir-se vivo, sentir-se criança, sentir-se criando novos  presentes e futuros.
E também a beleza da humildade. De saber-se falível. De ver sonhos desmancharam-se nas impossibilidades da vida.
De tropeçar e saber-se humano.

A torcida é contra, muitas vezes. A batalha dura, outras tantas.
Mas o prazer de ter tentado só não supera o prazer de termos conseguido, quando conseguimos.
Durante a batalha, a arena é sangrenta.
Mas quando acaba, levanto-me.
Cansada, doída mas inteira. Cada vez mais inteira.