O Diabo Bom

Era dia de MiniVoe.
Num experimento da oficina de literatura com Daniela Belmiro, sorteio uma carta: "O Diabo".
Olho surpresa, o coração dividido entre minha moral cristã e minha intuição.
Relembro a aula perdida de faculdade, onde aprendi da etimologia: "Diabo é o que divide. Demônio é o que move".
Numa outra ocasião, a hoje voadora Pamela comentava: "seu daimon está presente". Ela citava o conceito grego de daimon para se referir aos comentários certeiros que meus peixes volta e meia me sussurram.

Tarot de Salvador Dalí

A carta ficou tamborilando em meus pensamentos.
Seus múltiplos significados: movimento, abundância, prosperidade.
O tabu que carrega:  O demônio que tenta Jó. O diabo inimigo de Deus.

Na dúvida entre dois caminhos, faço aquilo em que mais acredito: escolho.
Escolho o demônio criador, amigo de Deus. O gênio que busca criar um novo mundo, melhor.
O diabo que traz o humor, a irreverência, a autenticidade. Aquele que, incansavelmente, questiona o velho, o estático, o morto.

Buscando imagens para ilustrar este texto, a última coincidência. O baralho de Dalí traz uma borboleta na carta do Diabo.

Sorrio.
As borboletas que ainda moravam junto com meus peixes em minha barriga, se libertaram no dia 31 de janeiro.
Em breve, novos movimentos, invenções, ousadias.
É tempo de enterrar as velhas estruturas já sem valor.  É tempo de voar.
Aguardem notícias em breve...

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