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	<title>Arquivos caminho próprio - Viver Mais Simples</title>
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	<description>Viver Mais Simples</description>
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		<title>Qual é o seu nome?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2020 21:32:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[caminho próprio]]></category>
		<category><![CDATA[Autenticidade]]></category>
		<category><![CDATA[autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[coragem]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres que correm com os lobos]]></category>
		<category><![CDATA[raízes fundas]]></category>
		<category><![CDATA[Regina Rapacci]]></category>
		<category><![CDATA[torna-te quem tu és]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Minha missão cada vez mais clara: ajudar pessoas a &#8220;tornarem-se quem são&#8221;. Por que é difícil. Ser. Todos os dias converso com pessoas em busca de uma vida coerente consigo mesmas. Lutando contra as vozes desafiadoras: &#8220;Você não vai conseguir&#8221;. &#8220;Você merece mais&#8221;. &#8220;Isto nunca foi feito antes&#8221;. &#8220;Este caminho não é seguro&#8221;. &#8220;Eu já [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Minha missão cada vez mais clara: ajudar pessoas a &#8220;tornarem-se quem são&#8221;.</p>
<p>Por que é difícil. Ser.</p>
<p>Todos os dias converso com pessoas em busca de uma vida coerente consigo mesmas. Lutando contra as vozes desafiadoras: &#8220;Você não vai conseguir&#8221;. &#8220;Você merece mais&#8221;. &#8220;Isto nunca foi feito antes&#8221;. &#8220;Este caminho não é seguro&#8221;. &#8220;Eu já fiz isso e deu errado&#8221;.</p>
<p>Nos piores dias, estas vozes parecem ser nossas. E acreditamos nelas.</p>
<p>Aí, aprendi com a mestra <strong><em><a href="https://www.reginarapacci.com/">Regina Rapacci</a></em></strong>, é hora de perguntar: &#8220;Qual é o seu nome?&#8221;</p>
<p>Meu nome é Leticia.</p>
<p>Herdei de uma tia-avó, mítica na família. Ela me deu como dote poder ser um pouco diferente, pois havia feito escolhas diferentes antes.</p>
<p>Mas também me legou sombra: morreu jovem e longe da terra natal.  Então nosso nome evoca um final triste, mesmo com uma história de vida tão linda. E um preço alto para a coragem.</p>
<p>Mas a verdade é que passei minha vida escolhendo meu nome.</p>
<p>Que aspectos da tia-avó manter. O que fazer com o compromisso em ser alegria (o significado de Leticia). Sem contar o Carneiro da Silva.</p>
<p>Gosto (e uso profissionalmente) o Carneiro. Silva, me parece muito igual a todo mundo. Carneiro da Silva tem o peso da família quatrocentona do interior.</p>
<p>Também aprecio os apelidos: Lê. Let. Lelê. Titice (que era também o apelido de minha tia-avó e só usado por alguns poucos primos mais velhos e meu pai).</p>
<p>Além destes, nomes: Manhê ou Mããããe. Meu Anjo, como me chama meu marido (uma ironia ou doçura, chamar a esposa impaciente e espevitada assim&#8230;).</p>
<p>Quando casei da primeira vez, mantive o nome de solteira. Dizia &#8220;que já era famosa&#8221;. Aos 25 anos&#8230;</p>
<p>Alguns destes nomes, escolhi. Outros me escolheram.  Uns aquecem mais meu coração.</p>
<p>E com eles, inventei títulos. Organizadora de Ideias. Facilitadora de Aprendizagem Sócio-Emocional.</p>
<p>Ás vezes, me defino diferente: capricorniana, campista, flamenguista não-praticante. E estou sempre a ampliar o dicionário de Leticias: taróloga, facilitadora on-line&#8230;</p>
<p>Desta busca infindável e por vezes doída, encontro a compaixão pelas pessoas que buscam meu trabalho e meu apoio.</p>
<p>Como é difícil encontrar o nome que cabe a você. E honrar este nome. E protegê-lo dos Barba Azuis da vida.</p>
<p>Neste caminho, aprendo também o silêncio. O lugar onde meu nome é um sussurro.</p>
<p>Para que você possa bradar a plenos pulmões.</p>
<p>Qual é o seu nome mesmo?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Pequenos Sinais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 Aug 2014 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[caminho próprio]]></category>
		<category><![CDATA[gratidão]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Muitos dos milagres que buscamos todos os dias não são grandiosos.Pelo contrário. A soma de pequenos &#8220;acasos&#8221; é o verdadeiro tesouro da vida.Por vezes são tão minúsculos que nos passam desapercebidos.A sorte de um encontro auspicioso. A porta aberta quando mais precisávamos. O quase acidente que não se concretizou.Uma inspiração bem aproveitada. &#160;Um auxílio luxuoso [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Muitos dos milagres que buscamos todos os dias não são grandiosos.<br />Pelo contrário. A soma de pequenos &#8220;acasos&#8221; é o verdadeiro tesouro da vida.<br />Por vezes são tão minúsculos que nos passam desapercebidos.<br />A sorte de um encontro auspicioso. A porta aberta quando mais precisávamos. O quase acidente que não se concretizou.<br />Uma inspiração bem aproveitada. &nbsp;Um auxílio luxuoso inesperado.<br />Todos os dias recebemos estes presentes. Nem sempre os aproveitamos.<br />Distraídos por nossas grandes dificuldades ou sonhos desmedidos, passamos por cima daquilo que foi a origem de muito, muito mais do que esperávamos.<br />Tantas vezes dei-me conta que a soma de pequenos atos de amor e eventuais momentos de sorte criaram grandes movimentos na minha vida.</p>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/08/0a49a494b0e73bbbfecab2d64a8c61d9.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img decoding="async" border="0" src="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/08/0a49a494b0e73bbbfecab2d64a8c61d9.jpg" /></a></div>
<p>Assim conheci meu marido. &nbsp;Amigo de amigo, tocador de violão. Eu tinha uma viagem com a turma e me lembrei que seria apropriado ter um músico no grupo. Insisti, na maior inocência, que o amigo em comum o convidasse. Desde então, estamos juntos.</p>
<p>Ou ainda o percurso para começar um processo de coaching sem muita iniciativa de minha parte, na última corporação em que trabalhei. Movimento que gerou uma onda muito, muito maior, que culmina na minha própria formação como coach!</p>
<p>Pequenos sinais de fumaça que tive a sorte, intuição ou bom senso de abraçar.<br />Assim, com assombro e gratidão, conheci o amor de minha vida e minha vocação.</p>
<p>Sinto que o grande desafio de nossa caminhada é seguir atento aos pequenos sinais do mundo ao nosso redor. Estas pistas valiosas, migalhas, pedrinhas diminutas vão se avolumando no fluxo da vida e fazendo nosso destino.</p>
<p>Nossas escolhas desenham contorno para esta estrada. Mas estes improváveis encontros e discretos milagres o pavimentam&#8230;</p>
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		<title>O tempo sem hora</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 Jun 2014 14:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[caminho próprio]]></category>
		<category><![CDATA[tempo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Lá fora, os reclames anunciam: Dia dos Namorados.Tem gente que se aborrece. Que inconveniência! A estreia da Copa coincidiu com o dia oficial de comemorar o amor.Eu não. Há anos, aprendemos: todo o dia é igualmente bom para celebrar.O dia oficial fica assim como um lembrete, em torno do qual frouxamente nos organizamos.No começo, almoços [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Lá fora, os reclames anunciam: Dia dos Namorados.<br />Tem gente que se aborrece. Que inconveniência! A estreia da Copa coincidiu com o dia oficial de comemorar o amor.<br />Eu não. Há anos, aprendemos: todo o dia é igualmente bom para celebrar.<br />O dia oficial fica assim como um lembrete, em torno do qual frouxamente nos organizamos.<br />No começo, almoços e jantares fora de hora. Encontrávamos amigos nas filas imensas, nós já indo embora.<br />Hoje, respeitamos o nosso calendário com ainda mais ousadia e liberdade. Tem quem cuide das crianças? Está tranquilo no trabalho?<br />Isto é suficiente.</p>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/06/b101769ac856bf1b2dacaf40975378ae.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img fetchpriority="high" decoding="async" border="0" src="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/06/b101769ac856bf1b2dacaf40975378ae.jpg" height="320" width="217" /></a></div>
<p>Na vida, nos atamos aos dias impostos, à agenda alheia. &nbsp;Será que &nbsp;meu coração está com vontade hoje? Ou será que acordei meio azeda, ou tem reunião importante na agenda do marido?<br />Desrespeitamos nosso ritmo interior para seguir o calendário da maioria.</p>
<p>Proponho uma singela revolução. Cada um dono de seus dias, recolhendo-se ou comemorando de acordo com o que sente o coração e o que pede o bom senso.</p>
<p>Emergir desta correnteza de iguais, escolhendo com carinho o momento mais propício para o presente, o beijo, o jantar.</p>
<p>Fomos juntos, Lucrécio e eu, desfrutar um do outro numa descompromissada quarta-feira, 11/6. &nbsp;Não havia lista de espera &nbsp;e pudemos caminhar tranquilamente pela rua, sem esbarrar no corre-corre de milhares de casais estressados com a luta para encontrar um espaço decente de celebrar o estar junto.</p>
<p>Convite simples, este que eu faço: que o relógio e a folhinha conectem-se com o seu coração, adequando os programas às pessoas e não o contrário.</p>
<p>Um novo ano juntos, brindando com bom humor o drible cotidiano. Inventando um espaço único para nós, fora do tempo imposto. Um tempo sem hora e sem pressa, onde cabe nós dois.</p>
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		<title>Uma história</title>
		<link>https://www.vivermaissimples.com/uma-historia/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Apr 2014 11:59:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[caminho próprio]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Texto de 19/7/2011, garimpado de arquivos antigos. Um dia o grito implodiu. Sem ar. Um semi-soluço engasgado em algum lugar do peito. Este foi o dia em que ela disse: chega! Não pensava mais. Só sentia um latejamento excruciante, uma vontade de chorar. Não podia contar para ninguém e queria contar a todos. Uma vida [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div><i><b>Texto de 19/7/2011, garimpado de arquivos antigos.</b></i></div>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/04/40020fe56d49ad24317f26de3e01344c.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img decoding="async" border="0" src="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/04/40020fe56d49ad24317f26de3e01344c.jpg" height="320" width="212" /></a></div>
<div></div>
<div>Um dia o grito implodiu. Sem ar. Um semi-soluço engasgado em algum lugar do peito.</div>
<div>Este foi o dia em que ela disse: chega!</div>
<div>Não pensava mais. Só sentia um latejamento excruciante, uma vontade de chorar. Não podia contar para ninguém e queria contar a todos.</div>
<div>Uma vida inteira estava sendo recortada, para caber dentro do coração. Mas ela ainda não sabia.</div>
<div>O primeiro passo foi escapar. Um refúgio nas montanhas serviria. Lá, o oxigênio lentamente encontrou passagem.&nbsp; Lá começou a jornada, nas folhas brancas de um caderno, entre livros e terapias alternativas.</div>
<div>Os primeiros passos foram velozes, aos tropeços. A vida subitamente era preciosa. &nbsp;&nbsp;Havia possibilidades. Novas. Medos novos também.</div>
<div>Sair da empresa.&nbsp; Mudar de cidade. Tornar-se pedestre. À tiracolo, um bebê de um ano, uma criança de cinco. Um marido atordoado. Perplexidade.</div>
<div>Pela primeira vez, a enorme cabeça pensante perdia -de lavada- para o coração.</div>
<div>Pensar não havia levado este corpo de cem quilos muito longe.</div>
<div>O tempo passou.&nbsp; O começo foi quase tradicional, comparado com o que veio depois.</div>
<div>Primeiro caminhar, um regime básico, alguns tratamentos estéticos. Só de respirar, emagreceu dez quilos.</div>
<div>Depois o tempo trouxe possibilidade, disponibilidade. O olhar se aguçou, novos sabores passearam pelo cardápio.</div>
<div>Um trabalho puxou outro trabalho. O dinheiro entrou e saiu.&nbsp; Mas ela era feliz e voltou a ser escritora.&nbsp; Escrever reafirmou o destino. Ela, que começara havia tantos anos e deixara a caneta tombar pelo caminho.</div>
<div>Agora escrevia com fúria (ou delicadeza?).</div>
<div>Descobria novas facetas. Descobria novas ferramentas. Conheceu novas pessoas. </div>
<div>E o mundo abriu-se completo.</div>
<div>A caminhada levou a outros viajantes.&nbsp; Comer melhor, exercitar-se já era insuficiente.</div>
<div>Buscou novos mestres, novas artes.&nbsp; Repetia &#8220;por que não?&#8221; e servia-se de mais um bocado da vida.</div>
<div>Já não era reconhecida. Nem como executiva-célebre, nem como figura, tamanha a transformação.</div>
<div>Errou tremendamente.&nbsp; Gastou como antes. Fez propostas mirabolantes. Comprou materiais desnecessários.</div>
<div>Mas foi assim que aprendeu. Encontrando seu caminho.</div>
<div>Lentamente, pessoas começaram a procurá-la. Fosse pela coragem, fosse pela capacidade de organizar ideias. </div>
<div>Descobriu habilidades inéditas.&nbsp; Um novo chamado para um novo coração.&nbsp; Ela, andarilha sem bússola, transitou por labirintos.</div>
<div>Esbarrava em pessoas, o coração pouco a pouco apertado, de novo.</div>
<div>Uma mulher irrompia dentro dela, qual Minerva da cabeça de&nbsp; Zeus.</div>
<div>A dor era insuportável e assim o parto se fez.</div>
<div>Vinte anos de história viraram passado querido, nostalgia.</div>
<div>Uma vez mais foi incompreendida, mas agora já era um costume.&nbsp; Seguiu, claudicante rumo a voos e quimeras.</div>
<div>No bolso, vontades frouxas. Na mente, planos mirabolantes. No coração, uma tristeza alegre, uma verdade nascente.</div>
<div>O&nbsp; chão abriu-se a cada passo. Nada via adiante e tudo via.&nbsp; Sabia que algo era destino no segundo exato em que este algo se desvelava.</div>
<div>Chorou com gosto e era doce. Sentiu o calor e o frio fustigando uma pele agora curtida.</div>
<div>Ainda era inverno, mas por dentro o verão flamejava.&nbsp; Estou viva. Gritava em silêncio.</div>
<div>Ninguém queria ouvir. Todos queriam ouvir.</div>
<div>Uma loucura de riso e lágrimas, serena, no entanto.</div>
<div>Era um mar de pérolas, pouco a pouco colhidas.</div>
<div>Estrada de pedras e pés descalços, mas ela prosseguia.</div>
<div>Agora havia respirar. Agora havia horizonte.&nbsp; Perseguir borboletas era uma forma de viver.&nbsp; Só para voar com elas, sem pretensão de machucar. Não, machucar tinha sido riscado do dicionário, pelo menos no que diz respeito ao que é voluntário.</div>
<div>Eram poucos iguais a ela. Mas o suficiente para os dias mais escuros.</div>
<div>Gritou mais uma vez. Era lágrima e ânimo, transbordo sereno.</div>
<div>Era doce, era tempero.</div>
<div>Um viver mais simples se avizinhava.&nbsp; Caminho solitário, mas com fé. Comia o pior pão e deliciava-se. </div>
<div>Devolvia ao mundo somente amor. Às vezes uma febre. Às vezes um carinho solto. Às vezes um abraço tão apertado que sufocava impiedosamente os aflitos.</div>
<div>O amor era tanto que pressionava os ossos. Ela se agigantava, mesmo tão mais delgada.</div>
<div>Os pés cravavam-se na terra-asfalto. Os olhos buscavam o infinito e o infinito era para dentro.</div>
<div>Tudo fazia sentido, mesmo sendo tudo mistério.</div>
<div>Era julho, mas podia ter sido novembro.&nbsp; Havia mortos, as crianças ainda não sabiam. Mas tudo estava escrito e ela aceitava.</div>
<div>Pela primeira vez em toda uma vida, era suficiente. A busca não lhe custava nada.&nbsp; A busca fazia parte de todas as coisas, como uma natureza de ser humana.</div>
<p></p>
<div>E cada vez mais humana se tornava. Não sobre-humana, desumana ou super-humana. Assim, humana.&nbsp; Carne, ossos, futura cinza.&nbsp; E no&nbsp; meio de tudo, um coração latejava vermelho e contente.&nbsp; Era julho. Mas poderia ser qualquer época. Por que tudo era seu tempo agora. Tempo de recomeço.</div>
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		<title>Honrar nossos sonhos</title>
		<link>https://www.vivermaissimples.com/honrar-nossos-sonhos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Mar 2014 15:54:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[caminho próprio]]></category>
		<category><![CDATA[gratidão]]></category>
		<category><![CDATA[honrar o caminho]]></category>
		<category><![CDATA[sonho de bom tamanho]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Muitas vezes andamos distraídos pelas intempéries cotidianas e o cansaço generalizado.(Empreender, ser mãe, mulher, esposa, irmã, filha. Ufa!).Esta distração diminui nossa habilidade de enxergar o muito que temos, o tanto que trilhamos.Também joga uma neblina nas perspectivas, embaça o julgamento do que é ser feliz, afinal. Hoje li um texto lindamente cru do André Gravatá, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Muitas vezes andamos distraídos pelas intempéries cotidianas e o cansaço generalizado.<br />(Empreender, ser mãe, mulher, esposa, irmã, filha. Ufa!).<br />Esta distração diminui nossa habilidade de enxergar o muito que temos, o tanto que trilhamos.<br />Também joga uma neblina nas perspectivas, embaça o julgamento do que é ser feliz, afinal.</p>
<p>Hoje li um <a href="http://papodehomem.com.br/como-nao-morrer-engasgado-com-o-proprio-umbigo/">texto lindamente cru </a>do André Gravatá, que me acordou, me fez pensar no muito por agradecer e &nbsp;na importância maior do legado afetivo e profissional versus as mesquinharias da rotina.</p>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/03/fad01aff26867374fb46c870bd9a773c.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img decoding="async" border="0" src="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/03/fad01aff26867374fb46c870bd9a773c.jpg" /></a></div>
<p>Por estas (não) coincidências da vida, logo em seguida fui organizar o e-mail e deparei-me com &nbsp;a lista de marcadores onde aloco os projetos de curto prazo:<br />&#8211; <b>Café Viver Mais Simples</b> (nova série de palestras VMS que começará em abril)<br />&#8211; <b>Livro Viver Mais Simples</b> (projeto que avança, com data-tentativa de lançamento para janeiro de 2015..)<br />&#8211; <b>Odisseia no Rio</b> (<a href="http://odisseiaetc.blogspot.com.br/p/agenda-odisseia.html">a próxima Jornada, que será 5/4</a>)<br />&#8211; <b>Palestra no Teresiano</b> (um novo trabalho com jovens, também em abril!)<br />&#8211;<b> Programação em São Paulo</b> (celebrar o aniversário de um amigo querido, um curso interessante, trabalho!)<br />&#8211; <b>Projeto Caio</b> (uma nova parceria com meu irmão recém-formado, um novo serviço a oferecer&#8230;)<br />&#8211; <b><a href="http://www.saladeideias.com.br/home">Sala de Ideias</a></b> (a gestação de uma nova parceria com gente interessante, inteligente e parceira)<br />&#8211; <b>Site </b>(o foco no Odisseia finalmente desempacou este projeto. Reunião na semana que vem!)<br /><b>&#8211; WDS2014</b> (encontrei uma companheira de aventuras para partilhar da viagem deste ano).</p>
<p>Contrastando a minha vida com as descritas no texto, não tive dúvida. Sou muito feliz, mesmo quando é difícil.<br />O mais profundo desta noção, para mim, foi entender que não é a relativa tranquilidade material que me distingue da maioria. É, sobretudo, estar vivendo meus sonhos, a serviço da história que desejo deixar escrita.<br />Também a consciência de que o processo contínuo de autoconhecimento dá seus frutos: quando eu foco no que é mais importante. Desapego do que é menos. &nbsp;Persisto, apesar do medo. &nbsp;Celebro.</p>
<p>Estou exausta após quatro eventos em muito pouco tempo, estou urgentemente precisada de uma manicure e uma cabelereira. Negligenciei a natação e a dieta, mas conseguir ir ao Pilates.</p>
<p>E assim, entre a realidade possível e a confiança de que posso alcançar extraordinários, abraço mais um dia.<br />Não fiz tudo o que queria hoje, mas o texto da quarta está entregue, os projetos em andamento&#8230; O casamento e os filhos no rumo, tem almoço de família no domingo.</p>
<p>A vida assim, inexata e satisfatória.<br />Por que tenho sonhos e sei da minha imperfeição e isto basta por hoje.</p>
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		<title>Poema para Carol</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 02 Mar 2014 14:28:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[caminho próprio]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Eu sou filha da terraEu sou filha do marEu sou filha do fogoEu sou filha do ar Dela brotam caminhospara em meus peixes nadarDele rompem centelhasque me deixam voar Eu sou filha dos sonhosque ainda estou a gestarEu sou mãe de um destinoque procuro criar Me abraço com a vidaEspaço de (en)cantar</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/03/8d95979b4b426d97b25667fd4d09bd8c.jpg" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"><img decoding="async" border="0" src="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/03/8d95979b4b426d97b25667fd4d09bd8c.jpg" height="320" width="135" /></a>Eu sou filha da terra<br />Eu sou filha do mar<br />Eu sou filha do fogo<br />Eu sou filha do ar</p>
<p>Dela brotam caminhos<br />para em meus peixes nadar<br />Dele rompem centelhas<br />que me deixam voar</p>
<p>Eu sou filha dos sonhos<br />que ainda estou a gestar<br />Eu sou mãe de um destino<br />que procuro criar</p>
<p>Me abraço com a vida<br />Espaço de (en)cantar</p>
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		<title>Coração Alado</title>
		<link>https://www.vivermaissimples.com/coracao-alado/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Feb 2014 23:22:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[aprendizado]]></category>
		<category><![CDATA[aventura]]></category>
		<category><![CDATA[balanço]]></category>
		<category><![CDATA[caminho próprio]]></category>
		<category><![CDATA[gratidão]]></category>
		<category><![CDATA[honrar o caminho]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Foram tempos estranhos.Dias nublados, apertos, agudezas.Dia após outro, avancei.Confiei na luz de dentro, amparei-me na luz de fora, persisti.Ao final deste mergulho, sinto-me plena de voo. Repensei caminhos, ajustei as asas.O céu brilha azul, incendiado por meus sonhos de bom tamanho e minha bússola desperta.Novidades virão. Velhas novidades e outras mais jovens. Paulo Stockler Sinto-me [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Foram tempos estranhos.<br />Dias nublados, apertos, agudezas.<br />Dia após outro, avancei.<br />Confiei na luz de dentro, amparei-me na luz de fora, persisti.<br />Ao final deste mergulho, sinto-me plena de voo. Repensei caminhos, ajustei as asas.<br />O céu brilha azul, incendiado por meus sonhos de bom tamanho e minha bússola desperta.<br />Novidades virão. Velhas novidades e outras mais jovens.</p>
<div style="clear: both; text-align: center;"></div>
<p></p>
<table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a href="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/02/paulostockler.jpg" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" src="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/02/paulostockler.jpg" height="239" width="320" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;">Paulo Stockler</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<div style="clear: both; text-align: center;"></div>
<p>Sinto-me como se estivesse mais uma vez no início da estrada do viver mais simples, mas na verdade já estive aqui e sabia menos de mim.<br />Sorvo da experiência com deleite e gratidão. Acaricio as velhas cicatrizes com esperança e brilho no olhar.<br />Surpreendo-me com a simplicidade do que devo seguir. Orgulho-me da coragem de deixar para trás o que é preciso.<br />Hoje é um dia feliz.<br />Piso com os dois pés no meu caminho próprio.<br />No horizonte, novos planos para o Viver Mais Simples e o Odisseia. Um grosso calhamaço repousa em meu escritório, esperando edição. O calendário se preenche de jornadas heróicas.<br />No presente, o amor renovado pelo marido, as crianças florescendo, o corpo valsando uma dança mais leve.<br />No passado, raízes fundas e memórias felizes.</p>
<p>Foram tempos estranhos, mas amo com devoção cada pedra, cada espinho.<br />Em frente e com tudo, é o vento de hoje.</p>
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		<title>Infinito Singular</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 09 Feb 2014 23:48:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[caminho próprio]]></category>
		<category><![CDATA[gratidão]]></category>
		<category><![CDATA[Sentrinho]]></category>
		<category><![CDATA[singularidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Dia destes passei o dia num lugar de sonho e luta admirável. Onde cada um é convidado a ser quem é na mais profunda essência, contrariando diagnósticos, preconceitos e opiniões. Lá, perspectivas e expectativas valem menos do que o potencial presente e inesperado de cada indíviduo. Ajudar e ajudar-se é regra, não exceção. As dificuldades [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;">Dia destes passei o dia num lugar de sonho e luta admirável. Onde cada um é convidado a ser quem é na mais profunda essência, contrariando diagnósticos, preconceitos e opiniões. Lá, perspectivas e expectativas valem menos do que o potencial presente e inesperado de cada indíviduo.</span></div>
<div><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;">Ajudar e ajudar-se é regra, não exceção. As dificuldades são compartilhadas e atravessadas, respeitando as fronteiras inevitáveis.</span></div>
<div><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;">Eu estava no <b><a href="http://sentrinho.blogspot.com.br/">Sentrinho</a></b>, escola para pessoas “especiais”.</span></div>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/02/413881bdc0574962d50a62dde2efd240.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" src="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/02/413881bdc0574962d50a62dde2efd240.jpg" height="320" width="226" /></a></div>
<div><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;"><br /></span></div>
<div><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;">Foi uma grande aventura, que aqueceu meu coração. Pensar na paradoxal liberdade de não ser &#8220;normal&#8221;.&nbsp; Liberdade que vem com um enorme custo, é bom dizer.</span></div>
<div><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;">Mas ainda sim, liberdade. Semente de prosperidade pessoal através do esforço, da autoestima e da esperança.</span></div>
<div><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;">Nutrida da alegria das crianças e da determinação das cuidadoras, refleti sobre ser singular.</span></div>
<div><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;">Sonhei&nbsp; uma utopia onde cada um de nós fosse aceito como é, fora de qualquer norma ou padrão.</span></div>
<div><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;">Onde o tamanho de cada um fosse determinado por sua própria vontade de crescer.</span></div>
<div><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;">As brincadeiras e coisas sérias fossem escolhidas com base em aptidões, preferências e necessidades.</span></div>
<div><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;">Que qualquer jeito de ser fosse acolhido, sem comparações, exigências ou desdém.</span></div>
<div><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;">Gordos, baixos, magros, pretos, deformados, carecas, emotivos, destemperados, pobres, mulheres (virgens ou não),&nbsp; velhos, crianças, doentes, imperfeitos, pessoas de todas as métricas (por dentro e por fora) fossem deliciosamente apreciadas em sua desigualdade.</span></div>
<div><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;">Onde ser plural fosse respeitar o singular. O infinito singular que guardamos em nós. Que tantas vezes, matamos em nós.</span></div>
<div><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;">Obrigada, Sentrinho, por me lembrar que eu também sou especial e que nem sempre o mundo lá fora me aceitará como eu sou. Mas um bom começo é &nbsp;que eu me aceite, desafiando limite após limite, aprendendo com meus irmãos de Macaé.</span></div>
<div></div>
<div style="margin-top: 12.0pt; text-align: justify;"><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;"><i>Há mais de vinte anos o Sentrinho desenvolve um trabalho de inclusão de crianças e adultos especiais através da Educação, principalmente atendendo a pessoas de baixa renda.<o:p></o:p></i></span></div>
<div><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;"><i>Aceita-se contribuições, doações de itens de casa e roupas para homens, mullheres e crianças. Quem quiser conhecer mais este projeto pode olhar <a href="https://www.facebook.com/sentrinho.sentrom?fref=ts">AQUI</a>.</i></span></div>
<p><span style="font-family: &quot;Calibri&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 11.0pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin;"><br clear="all" style="mso-special-character: line-break; page-break-before: always;" /></span> </p>
<div></div>
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		<title>Amar as marcas do caminho</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Feb 2014 13:47:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[aprendizado]]></category>
		<category><![CDATA[autenticidade]]></category>
		<category><![CDATA[balanço]]></category>
		<category><![CDATA[caminho próprio]]></category>
		<category><![CDATA[honrar o caminho]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O ano começou com muitas reflexões e promessa de mudança. Tanto frescor, tanta novidade! Mas havia algo mais. &#160;Olhei para dentro e senti vontade de honrar também o que é antigo, o que lentamente se apaga. Banhei-me nas águas tranquilas e no andar sussurrante do amadurecer. Pulsou em mim um desejo de paz, de estar [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O ano começou com muitas reflexões e promessa de mudança.</p>
<div>Tanto frescor, tanta novidade!</div>
<div>Mas havia algo mais. &nbsp;Olhei para dentro e senti vontade de honrar também o que é antigo, o que lentamente se apaga.</div>
<div>Banhei-me nas águas tranquilas e no andar sussurrante do amadurecer.</div>
<div>Pulsou em mim um desejo de paz, de estar sem pressa neste mundo. Acolher todos os anos que &nbsp;correm em minhas veias.</div>
<div>Hoje solto minhas velas neste lago profundo que é desfrutar o tempo que já passou.</div>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/02/4d230ff36c2302e262e7e0b401e95888.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" src="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/02/4d230ff36c2302e262e7e0b401e95888.jpg" height="320" width="217" /></a></div>
<div></div>
<div>Não é nostalgia, pois não é sobre o passado que escrevo. É sobre o meu corpo e minha vida presente, com todas as tatuagens estampadas ano após ano nesta aventura de vida inteira.</div>
<div>Dei-me tempo para enxergar o que a correria dos dias nublava: já não sou tão jovem e isso tem seu preço, nem de todo mau.</div>
<div>Sim, meu corpo range e dói em algumas partes. Não se recupera tão serelepe de meus (muitos) desrespeitos a seus limites.</div>
<div>Tampouco estou decrépita, claro. Sinto-me bem viva e com toda energia de quem recomeça estradas.</div>
<div>Estou neste ponto quase meio, contudo ainda bem longe do fim (espero).</div>
<div></div>
<div>Comecei desacelerando. Desliguei as turbinas do trabalho, apreciei o mar, as areias, o vento e as cores do verão.</div>
<div>Cozinhei um pouco. Ouvi pessoas.</div>
<div>Tentei, com algum êxito, silenciar meus próprios excessos.</div>
<div>Orgulhei-me das cicatrizes, perdoei arrependimentos. &nbsp;Apaguei histórias vencidas.</div>
<div>Experimentei viver alguns dias como se não houvesse amanhã. Outros, como se não houvesse ontem.</div>
<div>Mapeei minhas fragilidades físicas e preocupei-me, como há muito não fazia.</div>
<div>Concluí passar muito tempo alimentando bobagens e irrelevâncias, machucados desimportantes que uma boa noite de sono apaga.</div>
<div>É processo para muitos anos, eu sei.</div>
<div>Mas foi nutritivo.</div>
<div>Deste mergulho, trago mais otimismo. Percebo que algo desinflama em meu coração e isto é bom.</div>
<div>Para celebrar esta vida já tão repleta de passos, decidi não mais esconder meus cabelos brancos.</div>
<div>(Como tudo, é teste e pode ser revertido, se me aprouver).</div>
<div>Mas por agora, olho enternecida os primeiros fios se espalharem, teia de minha história, rumo do meu saber ser.</div>
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		<title>Oração da sombra</title>
		<link>https://www.vivermaissimples.com/oracao-da-sombra/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 17 Nov 2013 13:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[caminho próprio]]></category>
		<category><![CDATA[workshop dos sonhos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Dentro de mim corre um rioProfundo e turbulentoSeu leito é incerto e selvagemArranha o fundo do peito Dentro de mim arde um fogoCrepitando furiosoLabaredas flamejantesCoragens, insônias, assombros Dentro de mim mora um ventoRedemoinho sem tréguaFustiga o velho e o lentoInflando minhas próprias velas Dentro de mim nascem sonhosPalavras, sons e sustentoRecordam-me que sou de terraConstruindo [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2013/11/0ff66b3f1109396d98d23cdcbcb6b678-1.jpg" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" height="320" src="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2013/11/0ff66b3f1109396d98d23cdcbcb6b678.jpg" width="203" /></a></div>
<p>Dentro de mim corre um rio<br />Profundo e turbulento<br />Seu leito é incerto e selvagem<br />Arranha o fundo do peito</p>
<p>Dentro de mim arde um fogo<br />Crepitando furioso<br />Labaredas flamejantes<br />Coragens, insônias, assombros</p>
<p>Dentro de mim mora um vento<br />Redemoinho sem trégua<br />Fustiga o velho e o lento<br />Inflando minhas próprias velas</p>
<p>Dentro de mim nascem sonhos<br />Palavras, sons e sustento<br />Recordam-me que sou de terra<br />Construindo o chão que invento</p>
<p>O post <a href="https://www.vivermaissimples.com/oracao-da-sombra/">Oração da sombra</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.vivermaissimples.com">Viver Mais Simples</a>.</p>
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