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	<title>Arquivos equilíbrio - Viver Mais Simples</title>
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	<description>Viver Mais Simples</description>
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		<title>2018: o ano de atravessar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Feb 2019 21:24:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[coragem]]></category>
		<category><![CDATA[equilíbrio]]></category>
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		<category><![CDATA[planejamento]]></category>
		<category><![CDATA[sonho de bom tamanho]]></category>
		<category><![CDATA[vontades frouxas]]></category>
		<category><![CDATA[Balanço 2018]]></category>
		<category><![CDATA[Vontades Frouxas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em 2019, o Viver Mais Simples completa dez anos.  Apesar do silêncio desde setembro, sinto a voz cada vez vindo de mais fundo. Dei-me um pouco  mais de tempo para os tradicionais posts de início de ano. Hoje, navegando pelas fotos de 2018, soube que era a hora de contar para vocês como foi meu ano [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Em 2019, o Viver Mais Simples completa dez anos.  Apesar do silêncio desde setembro, sinto a voz cada vez vindo de mais fundo. Dei-me um pouco  mais de tempo para os tradicionais posts de início de ano. Hoje, navegando pelas fotos de 2018, soube que era a hora de contar para vocês como foi meu ano e partilhar meus sonhos de bom tamanho para 2019.</p>
<p>2018 foi muito intenso. Uma jornada de beleza e redemoinhos, com momentos onde o fôlego pareceu insuficiente. Mas não foi.  Conquistei feitos preciosos e atravessei as tempestades com muita elegância.</p>
<p>O tema do ano era &#8220;<a href="http://www.vivermaissimples.com/vontades-frouxas-2018-o-ano-de-reconhecer-me/">O ano de reconhecer-me</a>&#8220;. Mal sabia eu que o título original, &#8220;o ano de atravessar&#8221;, teria sido mais preciso.</p>
<p>2018 foi o ano mais escasso, financeiramente, desde o início do <a href="http://www.vivermaissimples.com/oito-anos-de-viver-mais-simples/">Viver Mais Simples</a>. Perdi-me no primeiro semestre com um grande projeto que tornou-se bastante penoso.  Decidi, junto com Érica, que era tempo de transformar o <a href="http://www.vivermaissimples.com/hora-de-fazer-lancando-o-odisseia/">Odisseia </a>numa parceria mais fluida.  Ainda me recuperando do<a href="http://www.vivermaissimples.com/faz-um-ano/"> luto de meu pai</a>, descobri que meu irmão caçula sofre de câncer metatástico. Mergulhei nas tarefas áridas de inventariante e síndica do condomínio de praia.  Vivi altos e baixos na vida pessoal.  Enfim, um ano de sobriedade e pragmatismo.</p>
<p>Por outro lado, foi um tempo de outras riquezas, daquelas mais raras:  minhas relações de amizade floresceram, com momentos de muita intimidade e emoção.  Trabalhei em águas mais profundas do que nunca, tanto na organização de ideias como no projeto Escafandro, meu trabalho mais autoral desde o <a href="http://www.vivermaissimples.com/afinal-o-que-e-o-voe/">Voe</a>.  Fui Mãe com M maiúsculo, vivendo momentos de muita parceria com meus filhos e o pai deles.  Usufruí da disciplina e conhecimento advindos das reformas e projetos burocráticos que empreendi com muito sucesso.  Guardei um tempo valioso para meu crescimento espiritual, emocional e intelectual, incluindo os novos saberes na <a href="https://papodehomem.com.br/comunicacao-nao-violenta-o-que-e-e-como-praticar/">Comunicação Não Violenta</a> e <a href="http://afferolab.educacao.ws/blog/wp-content/uploads/2016/01/livro-6d.pdf">Aprendizagem para adultos</a>.</p>
<p>Emerjo desta odisseia com muita certeza de que preciso ser mais focada e precisa neste ano. Contudo, também aprendi que é possível viver momentos gloriosos mesmo nos tempos mais sombrios. Esta fé anima minha coragem e minha esperança: vale muito a pena ser quem eu  sou.</p>
<p>O Brasil, o Rio e o mundo não estão na sua fase mais bonita de se ver. Novos governos que não priorizam Direitos Humanos ou Ambientais; uma economia ainda recolhida; violência e pobreza espalhadas pelas ruas.  Vejo tudo com muita atenção e autoempatia. Ainda é tempo de travessia e há muito o que fazer.</p>
<p>Não sou mais tão inocente no meu entusiasmo. Ele agora vem de um outro lugar. De quem não tem mais pai ou marido. De quem ainda precisa batalhar pela sustentabilidade do Viver Mais Simples. Mas meus músculos estão prontos e sinto mais amor e gratidão do que nunca. Vamos em frente!</p>
<p>Mas antes, vamos olhar o retrovisor&#8230;</p>
<p>As<a href="http://www.vivermaissimples.com/vontades-frouxas-2018-o-ano-de-reconhecer-me/"> vontades-frouxas</a> foram sóbrias e quase todas alcançadas, mostrando o valor de meu trabalho com intenções:</p>
<p><strong>Autonomia com  Responsabilidade para os filhos: </strong>Léo  exerceu sua liberdade de ir e vir, transitando entre a escola, o clube e passeios com os amigos. Vibrei vendo sua performance como atleta de basquete do Fluminense. Mas sobretudo foi o ano em que ele deu uma virada na escola, apoiada num bom plano feito a seis mãos comigo e o pai dele. Destaco também sua redação sobre a violência contra as mulheres, um momento de muito orgulho para mim.</p>
<p>Olivia também floresceu, frequentando a casa de amigas e, aos poucos, vencendo seu medo de ficar só. Enfrentou também uma turma mais avançada na Ginástica Rítmica e foi muito corajosa em persistir.  Amadureceu suas emoções e foi uma filha alegre, criativa e parceira. Cozinhamos muito juntas e tivemos um ano de mais conversa e menos brigas.</p>
<p><strong>Trabalhar com sentido:</strong>  aqui, experimentei as duas pontas.  Ser guiada pelo medo da escassez e ser capaz de navegar com desenvoltura em águas profundas.</p>
<p>O medo da escassez me levou a envolver-me num projeto grande e complicado no primeiro semestre. No final, perdi foco e comprometi minha capacidade de implementar meus próprios planos. O projeto acabou cancelado, mas dele trago aprendizados valiosos sobre câncer e seu tratamento; uma parceria mais madura com o amigo de longa data Gian, que logo rendeu um lindo workshop; um convívio íntimo com uma velha amiga da família; estar de novo em São Paulo e trabalhar com uma nova cliente muito especial.</p>
<p>Outro marco do ano foi a decisão de &#8220;fechar&#8221; o negócio Odisseia. Érica e eu seguimos na parceria, mas sem dedicar esforços a marketing, divulgação, etc. De forma contraintuitiva, a decisão nos trouxe novos trabalhos e uma participação inesquecível na &#8220;<a href="https://www.facebook.com/sulamericaparadiso/videos/hora-do-blush/1630178207020115/">Hora do Blush</a>&#8221; de Isabella Saes. Este novo modelo de parceria dialoga com nossos projetos diferenciados de vida e trabalho, numa harmonia orgânica que tem nos feito muito felizes e realizadas.</p>
<p>Foi um ano de criar novos vínculos na <a href="https://www.afferolab.com.br/">Affero</a>, conhecendo uma rede incrível de facilitadores e realizando dois workshops.  Também foi o ano de inaugurar meu trabalho na <a href="http://www.escoladerebeldia.com/">Escola de Rebeldia</a>, com o workshop de autoconhecimento e inteligência Escafandro. Talvez o  meu trabalho mais autêntico desde o <a href="http://www.vivermaissimples.com/category/sem-categoria/">Voe</a>. Com a diferença de um tamanho bem mais manejável!  Também fiz outros projetos mais pontuais com parceiros e clientes queridos.</p>
<p>Não poderia deixar de citar clientes muito especiais de organização de ideias: alguns novos, outros nem tanto&#8230; Michel, Paula, Breno, Renato, Léo, Alba, Isadora, Saam, Pat e Clara. Sinto-me muito grata por tudo o que construímos.</p>
<p><strong>Viver do &#8220;dinheiro novo&#8221;: </strong>este foi, sem dúvida, o ponto vulnerável do ano. Por uma série de motivos, foi um dos anos menos rentáveis desde que saí do mundo corporativo.  As reservas seguraram o tranco, mas esta é uma prioridade para 2019. Eu imaginava que trabalhar em projetos de outras pessoas seria uma boa saída. Aprendi que é importante sustentar a visibilidade e frequência de minhas iniciativas próprias, mesmo me abrindo para parcerias. Também refleti sobre a boa medida de trabalho voluntário e a serviço de outros projetos. Este é um ano que pede disciplina, foco e ritmo e sei que não será de uma hora para outra, mas vamos avante.</p>
<p><strong>Caminhar no amor</strong></p>
<p>Aqui, também um aprendizado sobre diferenças, individualidade e crescimento.  Ainda em processo, mas um convite para um maior equilíbrio entre os meus projetos pessoais e os projetos em parceria.  Mesmo entre alguma turbulência, foi um tempo de lindas viagens, muita arte e muita superação.  São dois anos de uma aventura muito bem-vinda.</p>
<p>O mais belo da trajetória foi acompanhar a transição profissional de meu amor: seu curso de Iluminação Cênica, seus primeiros trabalhos, incluindo Incômodos, no Castelo do Flamento e King, na Cidade das Artes.  Ser testemunha de tanta coragem e determinação foi um grande presente.</p>
<p><strong>Cuidar das raízes</strong></p>
<p>Aqui, um dos marcos do meu ano: usar do inventário de meu pai para pavimentar as relações com os tios, meus irmãos e minha madrasta. Aprender a ser órfã, sendo gente grande que frequenta cartório e resolve tarefas espinhosas.  E fazer com alegria, curtindo a casa dos avós que já partiram, sentindo-me em comunhão com meu pai. Tem sido duro (e ainda tem chão até fecharmos toda a burocracia), mas foi um dos pontos altos do ano, de uma forma inesperada.</p>
<p><a href="http://www.vivermaissimples.com/ancoragem-para-zarpar/"><strong>Ancoragem</strong></a>:</p>
<p>Como sempre, um dos pilares do Viver Mais Simples. E este ano foi um pouco diferente do planejado, mas não faltou: Três Workshops dos Sonhos com <a href="https://www.facebook.com/corpointeiro/posts/corpo-inteiro-uma-conquista-resulta-de-mais-de-35-anos-de-pesquisa-de-adriana-fe/1765498883681533/">Adriana Ferreira</a>, um workshop das Intenções com <a href="https://www.facebook.com/oficinaestudos/">Zeneide Jacob Mendes</a>; <a href="https://www.youtube.com/watch?v=nY_pMR0aaSA">Formação em 6ds</a> na Affero; Curso de Comunicação Reparativa com Sérgio Harari e um Workshop com Joan Garriga sobre Constelações Familiares.</p>
<p>No campo espiritual, foi o ano difícil de me despedir de Abadiânia após a descoberta da perversidade ali existente. Despedida dura, todavia com gratidão pelas bençãos recebidas, mesmo enlutada pela forma como um local sagrado foi violado.  Sigo na busca, com outras parcerias e outros locais.</p>
<p>Foi um ano de muita arte  e viagens também.  Fui ver shows de Paralamas, Frejat e o meu favorito, Ofertório com Caetano e filhos.  Viajei várias vezes para São Paulo, mas também a Uberaba para a vernissage de minha amiga Suze Villas-Boas&#8230; E o ponto alto, uma viagem deliciosa por Minas, incluindo o Santuário do Caraça e Inhotim. Tudo guiado pelo professor de Arte Flávio Gil.</p>
<p>Foi um ano em que li muito pouco, mas o que li valeu a pena:   Amor que faz bem, de Joan Garriga e <a href="https://www.travessa.com.br/comunicacao-nao-violenta-tecnicas-para-aprimorar-relacionamentos-pessoais-e-profissionais-3-ed-2006/artigo/ba37ce85-b76a-4a61-af59-33ca3b624636">Comunicação Não-Violenta de Marshall Rosemberg</a>.</p>
<p>E um tipo novo de ancoragem que foi fazer pequenas reformas na casa de praia e no apartamento do Rio, resultando em uma energia boa de vida doméstica azeitada.</p>
<p>O cuidado com o corpo começou a ser pauta no final de ano: comecei a <a href="https://www.eutonia.org.br/profissionais/maria.thereza.feitosa">Eutonia </a>e, mesmo que um tanto errática, segui com a homeopatia, terapias e acupuntura.</p>
<p>As artes coralinas foram representadas pela culinária&#8230; Mas peguei mais firme em  2019&#8230;</p>
<p>Finalmente, uma vontade frouxa não formulada mas que foi um dos pontos altos de 2018: <strong>a amizade</strong>.</p>
<p>Tive quatro encontros maravilhosos com as amigas &#8220;da Maré&#8221;, um grupo criado por Érica e cheio de mulheres interessantes e interessadas, que se encontram a cada estação. O mais emocionante foi o &#8220;Sarau da Saudade&#8221; em julho, mês de aniversário de um ano da morte meu pai. Fizemos um jantar lá em casa e cada uma leu um texto ou falou de uma memória do pai que já partiu. Inesquecível.</p>
<p>2018 foi assim: agridoce, claro/escuro.  Um ano de contrastes que me ensinou muito e me fez crescer. Por isto sou grata.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Para fechar, 2018 &#8220;in a nutshell&#8221; para eu me lembrar para sempre de tanta aventura, beleza e travessia&#8230;</p>
<p><strong>Janeiro</strong>:  Temporada na Praia de Carapebus e peça A Alma Imoral</p>
<p><strong>Fevereiro</strong>: 45 anos com Conga, na Casa da Tata; Carnaval na Praia; Ateliê no Escuro</p>
<p><strong>Março</strong>: Abadiânia; Itaperuna; Jantar com Breno; Semana Santa Praia; Assalto</p>
<p><strong>Abril</strong>: Encontro Maré, Affero Forquilhinha; Viagem SP; Workshop dos Sonhos Matutu</p>
<p><strong>Maio</strong>: Viagem SP com crianças; Jornada Odisseia; Odisseia Orientação Vocacional; Workshop Affero Eneva; 1a Comunhão Alê</p>
<p><strong>Junho: </strong>Show Ofertório; Viagem SP com crianças; Liv Mundi; Peça Blood, Blood, Blood; Começa curso CNV; Show Tributo Queen; Aniversário Tetê</p>
<p><strong>Julho</strong>: Sarau da Saudade; Estreia da Olivia na Kihu; Hora do Blush com Érica; Capitalismo Consciente com Maurício; Show Paralamas e Frejat; Show Arranco de Varsóvia; Fotos by Rogério Belório; Viagem Minas</p>
<p><strong>Agosto</strong>: PlaynPlug; Transformação Digital com Carol; Workshop Kimberly Clark; Festa Aniversário Bernardo; Trabalho História com amigos do Léo</p>
<p><strong>Setembro</strong>: Lançamento Barba Azul, com minha contracapa; Festa Olivia; Fórum Reiventar; Rifa Carijó e Artistas da Mata; Show Moça Prosa; Musical Elza; Workshop IMC (Coca);  Incêndio Museu Nacional</p>
<p><strong>Outubro</strong>: Reuniões com irmãos e tios para falar de inventário; Constelação com Anna Isabel;  Viagem para Uberaba (Sonhos e Suze), Campos do Jordão e Penedo; PréVestibular Social em Magé</p>
<p><strong>Novembro</strong>: Peça Malala; Abadiânia; Workshop Coca-Cola; Workshop Joan Garriga; Workshop Sonhos Tiradentes; Check Up; Festival GastroGalactico</p>
<p><strong>Dezembro</strong>: Festa de Halloween para Yoda; Encontros de Natal; Mapa com Chris; Centro com Sérgio; Workshop Marketing Coca; Workshop Aquatop; Workshop Globosat; Workshop Lego com Olivia; King (Lennom); Reformas casa e casa de praia; Workshop Intenções; Semana com sobrinhos;  Caio com câncer</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Passado, presente e futuro. Como usar?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Jul 2018 19:05:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[equilíbrio]]></category>
		<category><![CDATA[simplificar]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[futuro]]></category>
		<category><![CDATA[martha niklaus]]></category>
		<category><![CDATA[o futuro do trabalho]]></category>
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		<category><![CDATA[tranformação digital]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes A vida presente” Poema Mãos Dadas, por Carlos Drummond de Andrade Aprendo com o Google o que quer dizer #tbt, comovida pelas fotos em celebração ao dia dos avós. “Tbt significa throwback thursday, que pode ser traduzido do inglês para quinta-feira do retorno ou regresso. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p id="fcac" class="graf graf--p graf--startsWithDoubleQuote graf-after--figure"><em class="markup--em markup--p-em">“O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes</em><br />
<em class="markup--em markup--p-em">A vida presente” </em>Poema Mãos Dadas, por Carlos Drummond de Andrade</p>
<p id="5da2" class="graf graf--p graf-after--p">Aprendo com o Google o que quer dizer #tbt, comovida pelas fotos em celebração ao dia dos avós.</p>
<p id="f6ff" class="graf graf--p graf--startsWithDoubleQuote graf-after--p"><strong class="markup--strong markup--p-strong"><em class="markup--em markup--p-em">“Tbt </em></strong><em class="markup--em markup--p-em">significa throwback thursday, que pode ser traduzido do inglês para quinta-feira do retorno ou regresso. É uma hashtag utilizada pelos usuários de redes sociais para marcar fotos que se referem ao passado, que deem saudades, simbolizada por #</em><strong class="markup--strong markup--p-strong"><em class="markup--em markup--p-em">tbt</em></strong><em class="markup--em markup--p-em">.”</em></p>
<p id="13b9" class="graf graf--p graf-after--p">Eu, sempre mais poética, traduziria #tbt simplesmente como um recorte nostálgico, um fragmento de saudade, um pedacinho de passado e todo o conforto que ele traz. Na rapidez deste mundo tantas vezes descartável, resgatar fotos antigas, digitalizadas de nossos álbuns empoeirados, é quase um ato de resistência.</p>
<p id="8300" class="graf graf--p graf-after--p">No mesmo dia, aprendo a improvisar um vídeo de 20 segundos para divulgar minha aula na <a class="markup--anchor markup--p-anchor" href="https://www.escoladerebeldia.com.br/" target="_blank" rel="nofollow noopener" data-href="https://www.escoladerebeldia.com.br/">Escola da Rebeldia</a>. Quase termino um relacionamento por conta da frustração de não saber encaixar o celular no tripé recém-comprado. O Youtube salvou o relacionamento e aprendi mais uma lição.</p>
<p id="f6a3" class="graf graf--p graf-after--p">Agora vivo assim, Na corda bamba entre o momento #tbt e o futuro digital onde serei mais pixel do que célula (??!!?).</p>
<p id="b78c" class="graf graf--p graf-after--p">Agarro-me ao presente. Agarro-me nas <a class="markup--anchor markup--p-anchor" href="http://www.amigosdopacoimperial.org.br/?p=1237" target="_blank" rel="nofollow noopener" data-href="http://www.amigosdopacoimperial.org.br/?p=1237">obras de Martha Niklau que conheci num passeio inesperado ao Paço Imperial.</a> Mais do que isto, agarro-me à narrativa de Martha explicando sua arte, costurando passado, presente e futuro.</p>
<p id="97f3" class="graf graf--p graf-after--p">Ainda pela manhã, eu desabafava com a sócia sobre minha sensação de estar obsoleta. Sei bem sobre sentimentos, ideias organizando-se e acolher chamas que ardem sem serem compreendidas. Mas penei para encaixar o celular no tripé.</p>
<p id="1350" class="graf graf--p graf-after--p">Preciso aprender a editar vídeos, a fazer <em class="markup--em markup--p-em">lives,</em> a incluir <em class="markup--em markup--p-em">links</em> no <em class="markup--em markup--p-em">Instagram</em>… Vou aprendendo aos poucos, colando das ferramentas de busca e dos youtubers adolescentes. Avanço lentamente, sentindo-me bem mais velha do que sou.</p>
<p id="49ed" class="graf graf--p graf-after--p">Pausa.</p>
<p id="e7c6" class="graf graf--p graf-after--p">Ponho os pés no chão, ouço a campainha do BRT lá embaixo, o vrrruum contínuo do metrô e do trânsito. Degusto o tec-tec dos dedos no teclado. Sinto-me viva, um pouco mais jovem e esperançosa.</p>
<p id="779c" class="graf graf--p graf-after--p">Dentro de minha barriga, nadam os peixes. Martha me provocava mais cedo: às vezes somos peixe, outras isca ou anzol. Falava de como nos enredamos nas redes (metafóricas e não). Apontava um caminho: as frestas, as brechas que interpretei, entre outras coisas, como portais entre o digital e o real, entre o passado e o futuro. Esta brecha que agora é o presente. Sinto-me peixe.</p>
<p id="5ae4" class="graf graf--p graf-after--p">Por um momento, desprendi-me dos anzóis e sou um peixe livre, nadando entre minhas palavras. Palavras fluindo apesar do receio de ser demasiadamente analógica para este tempo volátil.</p>
<p id="8e50" class="graf graf--p graf-after--p">Por um momento, sou peixe e respiro o presente enquanto prateio no ar.</p>
<p id="1c60" class="graf graf--p graf-after--p">Já é noite lá fora. Aqui dentro, tremeluzem saudades, oxigênio e as incertezas de mil amanhãs.</p>
<p id="0533" class="graf graf--p graf-after--p">Agarro-me à arte, ao sentir e a fé. Espero poder navegar entre tantas eras, sem perder muito pé.</p>
<p id="988c" class="graf graf--p graf-after--p">E se me afogar, virarei peixe.</p>
<p id="5764" class="graf graf--p graf-after--p"><em class="markup--em markup--p-em">PS: Para me ajudar a me entender neste novo mundo digital, convidei a Carol Wosiack. Ela vai facilitar a próxima Roda de Conversa com o tema Transformação Digital, aqui na Cinelândia.</em></p>
<p id="9ed1" class="graf graf--p graf-after--p"><em class="markup--em markup--p-em">Inscrições: leticia@leticiacarneiro.com</em></p>
<figure id="305f" class="graf graf--figure graf-after--p graf--trailing">
<div class="aspectRatioPlaceholder is-locked">
<div id="attachment_6952" style="width: 308px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-6952" class="size-medium wp-image-6952" src="http://www.vivermaissimples.com/wp-content/uploads/2018/07/leticia_template_3-1-298x300.png" alt="" width="298" height="300" srcset="https://www.vivermaissimples.com/wp-content/uploads/2018/07/leticia_template_3-1-298x300.png 298w, https://www.vivermaissimples.com/wp-content/uploads/2018/07/leticia_template_3-1-150x150.png 150w, https://www.vivermaissimples.com/wp-content/uploads/2018/07/leticia_template_3-1-768x774.png 768w, https://www.vivermaissimples.com/wp-content/uploads/2018/07/leticia_template_3-1-1016x1024.png 1016w, https://www.vivermaissimples.com/wp-content/uploads/2018/07/leticia_template_3-1.png 1200w" sizes="(max-width: 298px) 100vw, 298px" /><p id="caption-attachment-6952" class="wp-caption-text">design: Caio Carneiro</p></div>
</div>
</figure>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Sobre a arte de viver</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Mar 2018 10:40:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2018]]></category>
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		<category><![CDATA[viver mais simples]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estar vivo é ser uma nova realidade a cada novo dia. O que motiva a caminhada? Quais as alegrias? E os espinhos? Viver é muito perigoso, diziam Guimarães Rosa e meu pai.  Porque é impreciso, diziam Fernando Pessoa e Caetano. Imprecisão e perigo me assombram de tempos em tempos. Mais agora, que amadureço enquanto aprendo [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Estar vivo é ser uma nova realidade a cada novo dia.</p>
<p>O que motiva a caminhada? Quais as alegrias? E os espinhos?</p>
<p>Viver é muito perigoso, diziam Guimarães Rosa e meu pai.  Porque é impreciso, diziam Fernando Pessoa e Caetano.</p>
<p>Imprecisão e perigo me assombram de tempos em tempos. Mais agora, que amadureço enquanto aprendo a ser órfã.</p>
<p>Compreendo que a arte de viver é a arte de gerenciar energia.</p>
<p>Nos relacionamentos.  Nos pensamentos.  Nas tarefas. Onde vou por meu foco?  Quem vai me rodear e por quanto tempo estaremos juntos?  O que me inspira? O que me drena?</p>
<p>Tudo isso no contexto de um corpo que evolui e envelhece. A interação entre este corpo e o mundo constrói o que é minha vida.</p>
<p>2017 foi um ano de novidades.</p>
<p>O amor que arrebatou o coração e despertou novas vontades, reorganizando o uso do tempo.</p>
<p>A morte que leva consigo certezas e garantias ilusórias, mas ainda assim estruturantes.</p>
<p>Amanheço 2018 mais sóbria. O amor mais de bom tamanho, o luto mais conhecido e suportável.</p>
<p>O ano que passou foi um turbilhão. Bem no final, levantei a cabeça do rodopio célere e tive fôlego para plantar algumas sementes que agora espero brotar, cultivando paciência e fé.</p>
<p>Andei distraída, ausente de muitos lugares, inclusive destas páginas aqui.</p>
<p>Lentamente, retomo o ritmo, resgato a disciplina. Um passo por vez, um texto por semana.</p>
<p>O foco torna-se sustentar a caminhada.  Equilibrar os pratos da maternidade, com atenção e diligência.  Cuidar do amor mais maduro, construindo pontes para atravessar os abismos de cada um.  Arar a terra para que os trabalhos vicejem, num ano de deserto reaprendendo a florir.</p>
<p>Para lidar com tudo isso, reconecto-me. Comigo e meus pulsos de alegria e recolhimento.  Nas trocas com queridos e na aprendizagem do silêncio e solitude.  Monitorando o estado da alma e do corpo, cuidando do que se faz urgente.</p>
<p>Lentamente, reencontro minha voz e uma sanidade alicerçada em cicatriz e  um certo otimismo.  Vigiando os excessos, os desvarios, o que me tira do eixo.</p>
<p>A arte de viver é escrita com letras miúdas, sussurros sutis.  Uso tudo que construí e até alguns arrependimentos.</p>
<p>A vida segue perigosa e imprecisa, abraço-me comigo, sustentando a coragem e afeto na palma de minhas mãos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Modo Manual</title>
		<link>https://www.vivermaissimples.com/modo-manual/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Jul 2014 14:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[desafio]]></category>
		<category><![CDATA[equilíbrio]]></category>
		<category><![CDATA[escolha]]></category>
		<category><![CDATA[intenções]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Antes mesmo de abrir os olhos, perfilamos a lista de tarefas do dia.Rotinas, obrigações, deveres.Ligamos o automático e partimos.Stop. O que é isso em meu peito? Um suspiro represado, um sorriso esquecido?Uma saudade apertada, uma vontade de beijo? Respiro. O que é isso em meu corpo?Cansaço? Desejo? Fome? Sede? Dor? Sono? E se combinássemos?Daqui para [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Antes mesmo de abrir os olhos, perfilamos a lista de tarefas do dia.<br />Rotinas, obrigações, deveres.<br />Ligamos o automático e partimos.<br /><b>Stop</b>.</p>
<p>O que é isso em meu peito? Um suspiro represado, um sorriso esquecido?<br />Uma saudade apertada, uma vontade de beijo?</p>
<p>Respiro.</p>
<p>O que é isso em meu corpo?<br />Cansaço? Desejo? Fome? Sede? Dor? Sono?</p>
<p>E se combinássemos?<br />Daqui para a frente, quase todo o compromisso poderá ser adiado sem muito aviso prévio.<br />Basta ser dia de sol e o vento estar favorável.<br />Ou se der uma vontade danada de visitar aquele amigo querido. Ou de dormir uma tarde inteira.<br />Está permitido.</p>
<table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a href="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/07/5a717469bf49d6852169d35628c7dce3.jpg" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><img decoding="async" border="0" src="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/07/5a717469bf49d6852169d35628c7dce3.jpg" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;">photo.weibo.com</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A partir de hoje, comeremos quando tivermos fome, beberemos quando tivermos sede, deitaremos quando for preciso.</p>
<p>Trabalharemos muito, é claro. Mas o trabalho não há de roubar saúde da alma e do corpo, porque será feito com bom ritmo e muito cuidado.</p>
<p>Sei que é um sonho ousado, de difícil implementação. Mas nele quero amarrar o meu arado.<br />Um pouco dele já está de bom tamanho.<br />Ouvir-me, mais atenta. Redesenhar os excessos. &nbsp;Deixar-me quieta por horas, esperando recarregar a bateria.<br />Ligar o modo manual, ajustes finos ancorados no olhar e na intuição.<br />É fim de um dia mais lento, amanhã novas odisseias.</p>
<p>Prossigo. Com mais lentidão no meu caminhar.</p>
<p></p>
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		<title>De Bom Tamanho</title>
		<link>https://www.vivermaissimples.com/de-bom-tamanho/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 22 Jun 2014 03:52:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[coragem]]></category>
		<category><![CDATA[equilíbrio]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Qual a medida certa das coisas? &#160;Onde está o suficiente?A quantidade ideal, nem mais, nem menos. O ritmo de trabalho adequado. &#160;O mimar nossos filhos o bastante, mas não demasiado&#8230; &#160;Amar, dormir, comer, sonhar&#8230; Tudo requer medida,O quanto basta?Eu, hiperbólica-parabólica por natureza, vivo revendo minhas medidas.Para isso, uso todo o apoio possível: terapia, bons amigos, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Qual a medida certa das coisas? &nbsp;Onde está o suficiente?<br />A quantidade ideal, nem mais, nem menos. O ritmo de trabalho adequado. &nbsp;O mimar nossos filhos o bastante, mas não demasiado&#8230; &nbsp;Amar, dormir, comer, sonhar&#8230; Tudo requer medida,<br />O quanto basta?<br />Eu, hiperbólica-parabólica por natureza, vivo revendo minhas medidas.<br />Para isso, uso todo o apoio possível: terapia, bons amigos, o marido-continente, &nbsp;autoconhecimento mais do que tudo.<br />E mesmo amparada assim, é duro&#8230;Persisto por que já senti na minha pele o que é viver uma vida acima do próprio limite.</p>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/06/images.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img decoding="async" border="0" src="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/06/images.jpg" /></a></div>
<p>Sou uma workaholic em eterna recuperação. &nbsp;Como empreendedora, o desafio é redobrado. Ganho pelo que construo, não há mais contracheque à espera.<br />Estou numa fase particularmente crítica, prato cheio transbordando.<br />Um ano de mais plantio que colheita, difícil saber a hora de parar.<br />E ainda por cima (e Graças a Deus!) todos os projetos tão interessantes&#8230;<br />Tento não me perder de mim, enquanto abro horizontes.</p>
<div style="clear: both; text-align: center;"></div>
<p>Percebo que o caminho é sobriedade nas escolhas.<br />Algumas difíceis.<br />Dizer não para dizer sim.<br />Menos tempo para a família grande e amigos, para ter mais tempo para os filhos, o marido e o trabalho.<br />As crianças pedindo coleguinhas em casa, eu sem energia para multiplicar as mães dentro de mim.<br />Deslizes com a dieta e a ginástica, no malabarismo diário para encaixar o possível.<br />Insônias e dores de estômago, com a lista de tarefas gigante.<br />Vontades não cumpridas: cuidar mais do corpo, dormir mais cedo.</p>
<p>No entanto, em meio a tantas encruzilhadas, agradeço estar tão presente.<br />Sei do meu esforço e dos meus fracassos, mas ainda assim consigo celebrar as vitórias.<br />Entre tropeço e outro, mando o e-mail amigo, faço o telefonema necessário.<br />E nas emergências, no ápice do crítico, junto minhas forças e estou ali.<br />Em meio a minhas imensidões, sei do meu tamanho.<br />Às vezes, escapo de mim, mas sei o meu tamanho.<br />Tenho parado mais. Recuado. &nbsp;Deliberadamente deixado pratos cair.<br />É duro, ainda mais eu, tão exigente e boa moça.<br />Mas é preciso.</p>
<p>São tempos tsunâmicos que hão de passar.<br />Peço perdão aos que se sintam negligenciados, estão todos quentinhos no meu coração.<br />Persigo um tempo onde eu dê mais conta. Não é agora, mas me esforço para que seja logo.<br />Enquanto isso, avanço, de olho na minha fronteira e com a coragem em expansão.</p>
<p></p>
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		<title>Cinco passos para viver mais simples</title>
		<link>https://www.vivermaissimples.com/cinco-passos-para-viver-mais-simples/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Jun 2014 16:15:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ancoragem]]></category>
		<category><![CDATA[equilíbrio]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Este ano revisitei o spa onde o Viver Mais Simples começou, em um já longínquo 2009.Entre muitos reencontros, foi bom rever Keshav, um incrível terapeuta ayurvédico.Além de massagens mágicas, ele é também mestre de yoga.Arrisquei-me numa aula e aprendi muito além do que imaginava.A introdução foi sobre os cinco princípios que regem o yoga,&#160;por uma [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Este ano revisitei o spa onde o Viver Mais Simples começou, em um já longínquo 2009.<br />Entre muitos reencontros, foi bom rever Keshav, um incrível terapeuta ayurvédico.<br />Além de massagens mágicas, ele é também mestre de yoga.<br />Arrisquei-me numa aula e aprendi muito além do que imaginava.<br />A introdução foi sobre os cinco princípios que regem o yoga,&nbsp;por uma vida saudável e em equilíbrio. Um belo guia de viver mais simples&#8230;</p>
<table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a href="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/06/4372a09c6199ca742aae6e3645b21f66.jpg" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><img decoding="async" border="0" src="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/06/4372a09c6199ca742aae6e3645b21f66.jpg" height="320" width="320" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;">Cassia Beck</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><b>Respirar</b><br />Já havia aprendido: ar velho dentro da gente gera ansiedade. &nbsp;Desde então cultivo suspiros sonoros, profundos. Se estou nervosa ou agitada, respiro.<br />Não me entendi ainda com a meditação, mas a prática de respirar já é um alívio.<br />Para conectar-me com meu dentro, respiro profundo algumas vezes. Para acalmar-me, para ter paciência.<br />Respirar não é automático. Esquecemos de respirar, muito mais do que percebemos.<br /><b><br /></b><b>Repouso</b><br />Pausa, tempo para o corpo todo descansar, recompondo-se para o dia seguinte.<br />Aprendi no livro<a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?nitem=22417536"> Projeto Felicidade, de Gretchen Rubin</a>&nbsp;que mesmo adultos devem ter hora de dormir.<br />Tenho tentado 22h. Muitas vezes consigo e o dia seguinte é outro.<br />Além das horas regulamentares à noite, <b>uma boa soneca de vinte minutos faz milagres.</b><br />Aprendi muito sobre sonecas na sala de espera do <a href="http://www.pausadamente.com.br/">Pausadamente</a>, um negócio de que sou fã desde os primórdios do Viver Mais Simples.<br />Minha avó sempre teve este hábito, que deve tê-la ajudado muito a chegar aos 81 anos.</p>
<p><b>Uma alimentação bem escolhida</b><br />Não é só quantidade, mas qualidade.<br />Um critério interessante é a comida ser plena de <i>prana</i>. <i>Prana </i>é uma energia que flui no alimento. Quanto mais fresco, mais <i>prana</i>. Comida velha, antiga, processada&#8230; Menos <i>prana</i>.<br />Conheço muitas dietas, mas a simplicidade deste conceito me encantou. Quanto mais perto do campo onde foi plantado, mais <i>prana</i>. Quanto mais puro, mais <i>prana</i>&#8230;</p>
<p><b>Movimento</b><br />Novamente, uma amplitude. Mover-se pode ser dançar, caminhar, andar, brincar com o filho. Não é refém de métricas e estéticas. Apenas almeja a saúde.<br />Também não é só aeróbico, mas pensar o alongamento, a tonicidade&#8230;</p>
<p><b>Pensar positivo</b><br />Finalmente, uma prática que também encontra eco em outras filosofias. Aprendi com a Cabala que reclamar é puro desperdício de energia.<br />A Psicologia Positiva, de Martin Seligman, também acredita no poder da gratidão e num olhar construtivo sobre a adversidade.</p>
<p>Não é nada trivial almejar o equilíbrio. Estes cinco pilares requerem disciplina e escolhas difíceis. Mas me pareceu mais razoável este olhar aberto, sem tanta rigidez como nos manuais de perfeição disponíveis por aí. Uma busca ainda em processo, mas me deixou mais esperançosa!</p>
<p><b>Keshav </b>atende em Ipanema, quem tiver interesse pode contatá-lo pelo facebook, <a href="https://www.facebook.com/keshvam?fref=ts">AQUI</a>.</p>
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		<title>A borda da vida</title>
		<link>https://www.vivermaissimples.com/a-borda-da-vida/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Feb 2014 13:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[aprendizado]]></category>
		<category><![CDATA[balanço]]></category>
		<category><![CDATA[equilíbrio]]></category>
		<category><![CDATA[fronteira]]></category>
		<category><![CDATA[resiliência]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Morreu o pé de manjericão. Após anos de luta silenciosa, desistiu. Mataram-no o calor escorchante, o desatento regar, a terra cansada, o tempo certo de existir de um manjericão. Tudo isso e, ainda assim, doeu-me. Mirar assim a borda das coisas. Há limite para o corpo e para vida, preciso aprender a acreditar. Senti-me atônita [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div>Morreu o<a href="http://www.vivermaissimples.com/2013/12/como-um-pe-de-manjericao.html"> pé de manjericão.</a></div>
<div>Após anos de luta silenciosa, desistiu.</div>
<div>Mataram-no o calor escorchante, o desatento regar, a terra cansada, o tempo certo de existir de um manjericão.</div>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/02/8b0987c4a577b10006369b3aea76d32c.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img decoding="async" border="0" src="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/02/8b0987c4a577b10006369b3aea76d32c.jpg" height="320" width="223" /></a></div>
<div></div>
<div>Tudo isso e, ainda assim, doeu-me.</div>
<div>Mirar assim a borda das coisas.</div>
<div>Há limite para o corpo e para vida, preciso aprender a acreditar.</div>
<div>Senti-me atônita pela minha ingenuidade. Apesar de meus mortos e minhas pedras, eu ainda insisto em fingir que não.</div>
<div>Desistindo finalmente do manjericão, olhei de olhos bem abertos para mim.</div>
<div>Meu corpo, minha alma, toda eu, são como um manjericão em cultivo.</div>
<div>Às vezes, murcho. Haja água, autoamor e coragem para recomeçar.</div>
<div>Outras, acusando o golpe do moto contínuo de ser mãe, esposa, empreendedora e tão resistente ao descansar.</div>
<div>A tristeza dentro de mim é também pelo manjericão, símbolo de meu otimismo incansável&nbsp; e fantasias de infinitude. Mas sobretudo por mim mesma, cada vez mais sabedora de que a estrada de conhecer-me e melhorar-me não tem fim, mas certamente tem um preço.</div>
<div>Despeço-me do meu manjericão ressequido, com uma vaga gratidão.&nbsp; Quantas vezes temos a chance de segurar um&nbsp;&nbsp;lampejo de nosso futur oem nossas mãos?</div>
<div>Um dia também eu serei um manjericão seco.</div>
<div>Portanto que eu viva muito, navegue aventuras, ame com entusiasmo, voe sonhos de bom tamanho.</div>
<div>Pois o dia em que meu corpo se exaurir e a seiva de minha vida se esgotar, haverá de valer a pena cada dia de sol, cada lágrima, todo suor.</div>
<p></p>
<div>Sonho em transformar-me numa doce e útil lembrança, como meu manjericão resiliente</div>
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			</item>
		<item>
		<title>Sempre eu, nunca igual</title>
		<link>https://www.vivermaissimples.com/sempre-eu-nunca-igual/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 19 May 2013 20:26:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[aprendizado]]></category>
		<category><![CDATA[autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[equilíbrio]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Desde sempre fui movimentos.Ávida por novidades, curiosa por gente e histórias.Conversas, paisagens, enredos sugeridos. Tudo me cativa, atrai meu olhar.Estou sempre em busca de uma nova porta. Vida-caleidoscópio.Contudo, esta natureza cobra seus preços. &#160;Este meu amor por imprevistos e mudança irrompe de um profundo dentro. É parte de minha essência mais primal. Sou um vendaval [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Desde sempre fui movimentos.<br />Ávida por novidades, curiosa por gente e histórias.<br />Conversas, paisagens, enredos sugeridos. Tudo me cativa, atrai meu olhar.<br />Estou sempre em busca de uma nova porta. Vida-caleidoscópio.<br />Contudo, esta natureza cobra seus preços. &nbsp;Este meu amor por imprevistos e mudança irrompe de um profundo dentro. É parte de minha essência mais primal. Sou um vendaval de humores.<br />Amanheço mansa, anoiteço farpa.</p>
<table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a href="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2013/05/2042d59b597ed347d78c235b913ee396-1.jpg" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" height="320" src="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2013/05/2042d59b597ed347d78c235b913ee396.jpg" width="168" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;"><span style="background-color: white; color: #171717; font-family: 'Helvetica Neue', arial, sans-serif; font-size: 15px; line-height: 20px; text-align: start;">James Nares ~ In Three Words, 2012</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Mal percebo e minha lua mudou. Já é tempestade, terremoto. Relampejo, furiosa.<br />Não creio na estereotipia de que é da mulher ter tais veleidades.<br />De fato, suspeito ser algo mais visceral. &nbsp;Talvez corra lava em minhas veias. Esta fome de incerteza e transição incandescente me constitui, célula por célula.<br />Poesia à parte, quando vêm trovões, sou varrida por ondas de mau humor ou intolerância e sempre me arrependo.<br />Percebo-me arisca, dura, imprópria para consumo humano.<br />Tento (nem sempre consigo), minimizar os estragos, dando alguns passos para trás.<br />É difícil.<br />Conheço um pouco mais de mim e já aprendi quando fico mais propícia a virar tormento. <br />Fatores habituais de risco são o tédio, a rotina ou mesmo um pacato final de domingo, quando estou mais desprevenida.<br />Hoje foi assim. O dia passou rápido e sem surpresas, e quando vi, já era quase noite.<br />E não é quase nunca assim, mas hoje veio com um certo vazio. Cresci espinhos.<br />Sinto muito.<br />Sinto mesmo.<br />Gostaria de ser um pouco mais calma, um pouco mais lenta, mas dentro de mim vivem estas paixões, esta vontade de aventura.<br />Penso que na vida é preciso sustentar o pulso, navegar com ritmo. &nbsp;Só entre montanha-russas, eu engasgaria em adrenalina.<br />Minha cabeça sabe que é preciso um pouco de paz para sustentar equilíbrio.<br />Mas meu coração, ah, meu coração&#8230;</p>
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		<title>O jeito agridoce da vida</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 17 Mar 2013 20:38:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[caminho próprio]]></category>
		<category><![CDATA[coragem]]></category>
		<category><![CDATA[equilíbrio]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[resiliência]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ser feliz dá trabalho.Isto eu já sabia. Elena Romanova O que eu venho aprendendo é a navegar por um oceano de alegrias E tristezas.No mesmo prato, corpo e espaço. Uma parte de nossa vida é transformação, crescimento, expansão.Outra parte é pedra, solidão, luta e sombra.Assim tem sido. Talvez sempre tenha sido, mas estava anestesiada demais [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Ser feliz dá trabalho.<br />Isto eu já sabia.</p>
<table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a href="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2013/03/d01636631c2cf845418f768273874234-1.jpg" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" height="276" src="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2013/03/d01636631c2cf845418f768273874234.jpg" width="320" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;"><span style="background-color: white; color: #211922; font-family: 'helvetica neue', arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 14.84375px; text-align: start;">Elena Romanova</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O que eu venho aprendendo é a navegar por um oceano de alegrias <b>E</b> tristezas.<br />No mesmo prato, corpo e espaço.</p>
<p>Uma parte de nossa vida é transformação, crescimento, expansão.<br />Outra parte é pedra, solidão, luta e sombra.<br />Assim tem sido. Talvez sempre tenha sido, mas estava anestesiada demais para perceber.<br />Agora, nesta caminhada em carne viva, nada se desperdiça. Tudo é sentido, tudo fica marcado.<br />Todos os sentimentos do mundo atravessam meu coração. Alguns espada, outros raio de sol.<br />Por um lado, realização, frutificar e gratidão.<br />Por outro lado, peleja, tropeços e improvisos.<br />Um sabor agridoce.<br />Bons momentos atropelam discussões difíceis. &nbsp;Um sorriso sem graça ilumina o coração encardido.<br />Integrar vida pessoal e vida profissional, mais uma vez e sempre, a grande questão da vida.<br />Sigo em frente, mesmo sem saber por onde. <br />Confio.</p>
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		<title>Ventania</title>
		<link>https://www.vivermaissimples.com/ventania/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Oct 2012 15:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ancoragem]]></category>
		<category><![CDATA[aprendizado]]></category>
		<category><![CDATA[autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[equilíbrio]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8220;Eu não sei dançarTão devagarPara te acompanhar&#8221;Marina Olho em volta, olho dentro de mim e vejo que estou em rebuliço. Aprendi com meu amigo Guilherme Lito um pouco sobre o Ayurveda e seus &#8220;estados&#8221;. Ainda não aprendi o suficiente, mas já percebi que estou meio vento: desequilibrada, acelerada, intoxicada. Hora de reajustar as velas.Há quase [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Eu não sei dançar<br />Tão devagar<br />Para te acompanhar&#8221;<br />Marina</p>
<p>Olho em volta, olho dentro de mim e vejo que estou em rebuliço.</p>
<p>Aprendi com meu amigo Guilherme Lito um pouco sobre o Ayurveda e seus &#8220;estados&#8221;. Ainda não aprendi o suficiente, mas já percebi que estou meio vento: desequilibrada, acelerada, intoxicada.</p>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2012/10/277886239477932286_sT4sdRM7_b.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img decoding="async" border="0" src="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2012/10/277886239477932286_sT4sdRM7_b.jpg" /></a></div>
<p><b>Hora de reajustar as velas.</b><br />Há quase três anos atrás, iniciei uma jornada que transformou tudo em mim. Meu corpo, meu trabalho, minha forma de estar no mundo.<br />Comecei um profundo processo de fazer menos, consumir menos venenos. Processo que me levou a emagrecer quase vinte quilos e ter as melhores noites de sono da minha vida.</p>
<p>Passado os primeiros meses em contemplação e experimento, chegou a hora de construir o novo capítulo da carreira. E no meio do caminho, o casamento também sofreu dramáticos reajustes.</p>
<p>A conta de tudo isso veio este ano. Doze quilos a mais. &nbsp;Impaciência, aceleração, sono mais difícil.</p>
<p>Devagar, tateio pelo equilíbrio.<br />A ancoragem ajuda muito (terapia, co-corpar com quem é mais sereno do que eu). &nbsp;Minha autoconsciência é pilar firme para eu não escorregar no oceano de minhas aventuras. Mas ainda falta. Ainda engulo um bocado de água no caminho.</p>
<p>Hoje acordei veloz. &nbsp;Uma hora de hidroginástica na piscina, continuei &nbsp;veloz. &nbsp;Agora escrevo estas palavras para buscar uma pausa. <br />Que o próximo salto virá do silêncio da minha alma e da lentidão do bater do meu coração.<br />Ainda não consegui, mas há terra à vista.</p>
<p>Mesmo de pé com meu vento, eu vejo que chegarei lá.</p>
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