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	<title>Arquivos memórias felizes - Viver Mais Simples</title>
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	<description>Viver Mais Simples</description>
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		<title>Entre dois amores</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 Jan 2021 13:46:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[gratidão]]></category>
		<category><![CDATA[Luto]]></category>
		<category><![CDATA[memórias felizes]]></category>
		<category><![CDATA[Caio]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A amiga sábia me lembra: este dia de hoje, entre dois amores. Coincidência ou não, dia em que amanheço banhada de emoção por terminar o livro de Gilberto Dimenstein narrando seu percurso de câncer e morte. E portanto vida. Percurso que tracei junto a meu pai, Alberto, aniversariante do dia 28. E meu irmão Caio, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A amiga sábia me lembra: este dia de hoje, entre dois amores.<br />
Coincidência ou não, dia em que amanheço banhada de emoção por terminar o <strong><em>livro de Gilberto Dimenstein narrando seu percurso de câncer e morte</em></strong>. E portanto vida.</p>
<p>Percurso que tracei junto a meu pai, Alberto, aniversariante do dia 28. E meu irmão Caio, cujo primeiro aniversário de morte será amanhã, 30 de janeiro.</p>
<p>Na maioria dos dias, estas duas saudades me acompanham silenciosas, velando carinhosamente o meu avanço diário sobre as tarefas e desafios.</p>
<p>Mas neste último mês, percebo-me envolta numa nuvem de tristeza, que me faz andar vagarosa e que me urge recolhimento e autocompaixão.</p>
<p>Sigo lidando com a vida como ela é, tomando providências, firme e prática como boa capricorniana. Mas o preço aparece logo: não tenho a mesma energia incansável, a vitalidade surpreendente. Para cada dia ou semana de trabalho, um longo período de recolhimento e pausa.</p>
<p>Sigo ambiciosa. Conciliando duas Formações intensas, uma em <em><a href="https://www.sbdg.org.br/site/programas/programa-de-formacao-em-desenvolvimento-dos-grupos/">Dinâmica de Grupos</a></em> e outra em, vejam só,<strong><em> Tanatologia e Cuidados Paliativos</em></strong>.</p>
<p>Parece loucura, mas navegar neste ambiente onde a vida (e a morte) são vistas sem pudores e com profundidade é curativo para mim.</p>
<p>Sinto-me impaciente com quase todas as coisas e pessoas. Contenho-me usando o treino de polidez que recebi ao longo dos anos. Mas não estranhem se estou mais calada ou distante.<br />
A carne anda viva e qualquer toque, por mais sutil, ressoa como ferida.</p>
<p>Surpreendo-me com a força e fragilidade que emergem da mesma fonte.</p>
<p>Por um lado, sinto-me mais pronta, menos ingênua. Do outro, sinto a energia escoar entre as pernas, sinto o coração machucado atemorizar-se diante das novas dores.</p>
<p>Não tenho nem palavras para descrever o vazio deixado pela partida de meu pai e meu irmão. É como se o mundo tivesse menos pessoas que me conheçam e me perdoem por tudo o que sabem da minha imperfeição.</p>
<p>A saudade se mistura como uma solidão imensa. São muitos os confortos que mitigam estes sentimentos: a espiritualidade, os abraços, os estudos, as amizades e amores vivos.</p>
<p>Ainda assim. Hoje todos os ossos e nervos doem. Latejam as conversas perdidas, os sorrisos, os olhares.</p>
<p>Hoje tudo o que eu sei sucumbe a tudo o que eu sinto. Nada a fazer. Respeitar as lágrimas, abraçar-me.<br />
Saber que amanhã é outro dia e depois mais outro.</p>
<p>Alguns, serão bons. Outros, não.</p>
<p>Escrevo para mim mesma, para que, ao ouvir-me, saiba que estou acompanhada por mim. E que me compreendo e aceito minha inconformidade com a Morte, em perfeita convivência com a inexorável certeza de que a Morte é inexorável.</p>
<p>Sou mãe de mim mesma. Irmã de mim mesma. E assim, aconchegada, ecoam dentro do meu corpo tudo que é meu pai e meu irmão.</p>
<p>Estamos separados por um véu. Hoje mais espesso. Amanhã, não sabemos.</p>
<p>Hoje é um dia entre amores.<br />
Viver este dia de olhos abertos, meu presente para nós três.</p>
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		<title>O tempo é bom</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 May 2020 19:39:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[memórias felizes]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[Caio]]></category>
		<category><![CDATA[coronavirus]]></category>
		<category><![CDATA[gratidão]]></category>
		<category><![CDATA[Léo]]></category>
		<category><![CDATA[luto]]></category>
		<category><![CDATA[Maternidade]]></category>
		<category><![CDATA[Saudade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Leonardo, hoje você faz quinze anos. 2020 tem sido um ano bem único. Neste seu aniversário, te ofereço um presente bem meu. O olhar apreciativo sobre o que aperta e amassa nosso coração na esperança que seja cura de mãe para filho (ou seja, amor). Estamos em resguardo há mais de dois meses. Sei o [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Leonardo, hoje você faz quinze anos.<br />
2020 tem sido um ano bem único.<br />
Neste seu aniversário, te ofereço um presente bem meu. O olhar apreciativo sobre o que aperta e amassa nosso coração na esperança que seja cura de mãe para filho (ou seja, amor).</p>
<p>Estamos em resguardo há mais de dois meses. Sei o quanto te custa, meu geminiano de pés voadores e braços longos. Sei que a saudade dos amigos é grande, a vontade de ir para longe da barra da minha saia&#8230; Para ser autêntico, livre e leve, todas estas coisas que você busca e faz tão bem.<br />
Este resguardo é um bem que fazemos ao mundo, meu filho. Quando ficamos em casa, cuidamos de suas avós e seu avô. E dos avôs e avós de outras pessoas. Honramos o trabalho duro de profissionais da saúde, da limpeza, de pessoas que mantém os serviços mais essenciais. Damos uma lição sobre democracia e liberdade, que jamais devem estar contra o bem estar comum e devem se alicerçar na Arte e na Ciência para que haja beleza e evolução da Humanidade.</p>
<p>A vida não é justa, eu sei. Em janeiro você se despediu do tio Caio. Tão jovens. Ele e você.<br />
Apenas quinze anos e já se despediu também do avô e da bisavó. É duro.<br />
E por a vida não ser justa, é tão importante ter no mundo pessoas como você, coração de leão. Quando fazemos o bem, transformamos fel em mirra (fel é algo bem amargo e mirra é uma erva que purifica).<br />
Fazemos isso quando somos bons amigos de nossos amigos e quando respeitamos e cuidamos das pessoas, inclusive nossa irmã mais nova que nos tira do sério. Quando o fazemos, o mundo fica melhor e portanto a injustiça dói menos. Mas dói.<br />
E aí, é importante sempre cuidar da gente e de nossos sentimentos.<br />
Se estamos como raiva, olhar bem no olho da raiva e perguntar: por que você está aqui? O que preciso fazer para te aplacar?<br />
Se estamos tristes, olhar no coração da tristeza e falar:  tudo bem você estar aqui. Eu estou aqui também.   Tenho espaço para você dentro de mim.<br />
Se estamos felizes, prestar atenção no que nos faz felizes, para sempre cuidar do fogo que alimenta esta alegria como o mais precioso tesouro.<br />
Eu faço o meu melhor para ser uma boa mãe. Comecei escolhendo um bom pai para você e me deixando ser escolhida por ele também. Faço comidas gostosas, dou as broncas necessárias e, muita vezes, as desnecessárias. Aí eu tento olhar para a minha imperfeição como mãe para me melhorar, sim. Mas sobretudo para te contar como a gente é imperfeita mesma e é impossível impedir um tropeço ou outro. Porém é possível tentar ser melhor, pedir perdão e dar risada de si mesma.<br />
15 anos e vejo você buscar suas asas, construir a pessoa que você é. Espero sempre te dar espaço para isso, mas mesmo quando parecer apertado, eu sei que você tem a potência para sair e descobrir o mundo. Eu lembro bem do dia em que você nasceu e foi assim mesmo.<br />
Eu queria te ensinar tudo que eu sei e não sei, eu queria te proteger de todo o mal, eu queria que a sua vida fosse mais linda do que a melhor história do mundo.<br />
Mas meus superpoderes de mãe, são limitados. Então eu te ofereço meu colo, minha humildade, minha experiência, minha crepioca de manhã, as partidas de buraco. E sei que de vez em quando escapa um grito, então eu te ofereço minha vulnerabilidade e consciência de que por mais que eu busque acertar, erro feio e com frequência.<br />
Pode faltar tudo, mas amor por você nunca. Porque eu não posso te prometer um monte de coisas e você agora já sabe que a vida é incerta e tudo pode virar de cabeça para baixo. E você ter que usar máscara ainda por cima. De cabeça para baixo e tudo.<br />
Mas amor sempre, grande e fundo, isso posso te prometer.<br />
Quando sua irmã estava para chegar, eu li e reli o livrinho que dizia que meu amor não era como bolo, que a gente parte em pedaços e um dia acaba.<br />
Meu amor se multiplica.<br />
A cada dia que vejo você esticar mais um centímetro e a voz engrossar mais um tom. A cada dia em que você sorri, chora ou fica bravo. A cada dia.Todo dia.<br />
Hoje vai ter bolo fondant da Táta, brigadeiro, beijo e abraço.<br />
A vida é assim. Brindamos com o que temos para hoje.<br />
Sou grata por ter você. Este milagre que saiu da minha barriga e hoje quase não cabe no colchão. Mas que sempre será meu primeiro filho, minha maior estreia, um bem que eu trouxe para o mundo.<br />
A vida pode ser injusta muitas vezes. Mas nem me importo. Numa vida onde há você, vale muito a pena viver.<br />
E eu vivo assim, incansavelmente tentando deixar este mesmo mundo um pouco melhor para você.(e sua irmã, sem ciúmes, ok?).</p>
<p>Te amo, Léo.<br />
Feliz Aniversário.</p>
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		<title>Um futuro sobre cinzas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Sep 2018 15:49:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[coragem]]></category>
		<category><![CDATA[memórias felizes]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Todos que por aqui passem protejam esta laje, pois ela guarda um documento que revela a cultura de uma geração e um marco na história de um povo que soube construir o seu próprio futuro”.  Texto escrito no chão do Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista. Ontem meu coração se incendiou. No início, uma [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>“<strong><em>Todos que por aqui passem protejam esta laje, pois ela guarda um documento que revela a cultura de uma geração e um marco na história de um povo que soube construir o seu próprio futuro”. </em></strong><br />
Texto escrito no chão do Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista.</p>
<p>Ontem meu coração se incendiou.</p>
<p>No início, uma tristeza e uma dor física.  Melancolia, sentir-me inerte. Como se estivesse sufocando na fumaça incessante que transbordava da tela da tv.</p>
<p>Aos poucos, lendo textos de amigos, vendo as notícias e as reações, meus sentimentos clarearam. E quero honrar este processo com este texto, ilustrado pela inocência de minha priminha Gabi ao visitar a Aranha do Mar. Aranhad do Mar que veio lá do Japão e agora mora no céu dos objetos perdidos pelo descaso humano.</p>
<p>São diversas camadas de dor e as compartilho na esperança de enlaçarmos nossas mãos enquanto digerimos como construir um futuro para esta cidade e este país abandonados.</p>
<p><strong>A primeira dor foi da perda afetiva.</strong></p>
<p>Muitos descreveram a sua reação ao incêndio assim: &#8220;foi como perder alguém da família&#8221;. Claro. O Museu Nacional guardava muito mais do que os preciosos 20 milhões de tesouros incinerados.  Ele guardava um espaço afetivo na nossa memória de criança. E nas nossas histórias como mães e pais.  Foi perder uma parte nossa, sem possibilidade de retorno. Um fim. A morte de alguém da família.</p>
<p><strong>A segunda dor foi do sentimento de impotência.</strong></p>
<p><i>&#8220;A gente se acostuma à violência, e aceitando a violência, que haja número para os mortos. E, aceitando os números, aceita não haver a paz.<br />
A gente se acostuma a coisas demais para não sofrer. A gente se acostuma para não se ralar na aspereza para preservar a pele.<br />
A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que de tanto se acostumar, se perde por si mesma.<br />
A gente se acostuma, eu sei, mas não devia.&#8221; </i>Marina Colassanti</p>
<p>A cada dia que caminho sobressaltada. A cada dia que finjo ignorar famílias e mais famílias de moradores de rua. A cada dia que vejo um estabelecimento de portas fechadas. A cada dia que testemunho lados que deveriam estar juntos esbravejando sectarismos.  A cada notícia de desfalque, salário abusivo de parlamentares, escárnio com nosso povo e nosso futuro.</p>
<p>A cada dia, me enterrava num sentimento de impotência e anestesia. &#8220;A gente se acostuma&#8221;.   Não quero e não posso mais viver assim.</p>
<p><strong>A terceira dor foi de solidariedade. </strong></p>
<p>Tantas histórias dos pesquisadores e pesquisadoras, aos prantos, enterrando décadas de pesquisa.  Amigas que trabalham com Ciência, Arte e na Universidade Pública desabafando sua exaustão em lutar contra um fogo que se alastra veloz: o fogo da ignorância e do descuido com a Educação e o Conhecimento. Cientistas desconsolados, recordando que acenderam a chama do seu desejo de servir à Ciência bem ali,  entre esqueletos de dinossauro, borboletas e múmias.</p>
<p>Ouvir estas vozes e presenciar estas lágrimas doeu muito. O outro sofre tanbém. O outro luta, tantas vezes sozinho.</p>
<p>Percebi que a cada dia, eu vinha morrendo um pouco. Mas persistia em sobreviver, buscando luz nos meus planos, sem muita fé nos governos, nas mudanças de fora. Mas, de certa forma, anestesiada e relativamente míope. O fogo do Museu Nacional me reanimou.</p>
<p><strong>Precisamos honrar tudo o  que perdemos:</strong></p>
<p>&#8220;Queimamos o quinto maior acervo do mundo.<br />
Queimamos o fóssil de 12 mil anos de Luzia, descoberta que refez todas as pesquisas sobre ocu<span class="text_exposed_show">pação das Américas.<br />
Queimamos murais de Pompeia.<br />
Queimamos o sarcófago de Sha Amum Em Su, um dos únicos no mundo que nunca foram abertos.<br />
Queimamos o acervo de botânica Bertha Lutz.<br />
Queimamos o maior dinossauro brasileiro já montado com peças quase todas originais.<br />
Queimamos o Angaturama Limai, maior carnívoro brasileiro.<br />
Queimamos alguns fósseis de plantas já extintas.<br />
Queimamos o maior acervo de meteoritos da América Latina.<br />
Queimamos o trono do rei Adandozan, do reino africano de Daomé, datado do século XVIII.<br />
Queimamos o prédio onde foi assinada a independência do Brasil.<br />
Queimamos duas bibliotecas.</span></p>
<div class="text_exposed_show">
<p>Queimamos a carreira de 90 pesquisadores e outros técnicos.</p>
<p>O que arde no Museu é uma parte da história antropológica da humanidade. Da história científica da humanidade.</p>
<p>Se eles pudessem, nos queimavam junto com as paredes do museu, com o prédio em si, com as salas de onde D. Pedro II reinou, com os corredores por onde transitaram os feitores da primeira constituição da república,<br />
se eles pudessem, eles nos queimavam.</p>
<p>É imensurável o que perdemos. Rui Da Cruz Jr. &#8221;</p>
<p>Destas três dores, pretendo erguer meu convite à resistência. Por que basta. Nós somos muitos. Nós somos mais. Nós queremos um futuro com Educação, Arte, Ciência, Cultura, Progresso, Justiça e Prosperidade.</p>
</div>
<p>Cada um pode fazer sua parte para que estas cinzas não virem simplesmente pó. Que estas cinzas sejam semente para uma transformação real. Um marco para mudarmos a história desta cidade e deste país que amamos.</p>
<p><strong>Como podemos ajudar?</strong></p>
<p><strong>Ajudando a preservar a memória do Museu:</strong> os alunos de museologia da UNIRIO iniciaram um movimento para resgatar imagens do Museu Nacional. Envie suas fotos para: <strong>thg.museo@gmail.com</strong></p>
<p>Contribuindo  e se engajando com  a <em><strong><a href="https://www.facebook.com/amigosdomuseunacional/">Associação de Amigos do Museu Nacional</a> , </strong></em>entidade da sociedade civil que desde 1937 tenta cumprir o vácuo do Governo, como ocorre em tantos outros museus.</p>
<p><strong>Evitando disseminar Fake News e reproduzindo mensagens de ódio, mesmo com a intenção de discordar.</strong> Vamos manter nossas mentes e corações elevados e conscientes. Vamos vibrar positivo por nossa cidade e nosso país.</p>
<p><strong>Votando em candidatos com uma plataforma clara e experiência comprovada em áreas como Educação, Ciência e Cultura</strong>. Atenção com candidatos que priorizam a &#8220;recuperação econômica&#8221;. Sem uma política clara de Educação, não há como crescer economicamente de forma melhor distribuída e sustentável. Com injustiça social, não há paz possível.</p>
<p>Comparecendo ao <strong>ato público hoje, 3 de setembro, às 16h, na Cinelândia</strong>. Eu estarei lá.</p>
<p>Encerro este texto com trechos de Carlos Drummond de Andrade que sempre invoco em momentos de grande tristeza e necessidade de caminharmos juntos. Vamos de mãos dadas.</p>
<p>Mãos Dadas<br />
Não serei o poeta de um mundo caduco<br />
Também não cantarei o mundo futuro<br />
Estou preso à vida e olho meus companheiros<br />
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças<br />
Entre eles, considero a enorme realidade<br />
O presente é tão grande, não nos afastemos<br />
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas</p>
<p>(&#8230;)<br />
O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes<br />
A vida presente&#8221;  Carlos Drummond de Andrade</p>
<p>O Museu Nacional viverá para sempre no meu coração. Viva Lucy, as múmias, os dinossauros, a Aranha do Mar, os insetos, os artefatos indígenas&#8230; Viva o Museu! Viva a Educação,  a Ciência e a Cultura!</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Faz um ano&#8230;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Jul 2018 21:15:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[gratidão]]></category>
		<category><![CDATA[memórias felizes]]></category>
		<category><![CDATA[luto]]></category>
		<category><![CDATA[Meu pai]]></category>
		<category><![CDATA[vivermaissimples]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Faz um ano que me tornei órfã de você. Cada uma das quatro letras repleta de saudades, lembranças e muito espanto. Ainda é tão acesa a memória de sua cabeça quente sob minhas mãos. Do choro caudaloso após ser surpreendida por este contato inesperado entre a borda de sua vida e de sua  morte. Depois, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Faz um ano que me tornei órfã de você. Cada uma das quatro letras repleta de saudades, lembranças e muito espanto.</p>
<p>Ainda é tão acesa a memória de sua cabeça quente sob minhas mãos. Do choro caudaloso após ser surpreendida por este contato inesperado entre a borda de sua vida e de sua  morte.</p>
<p>Depois, a sensação de caminhar na água, por meses a fio. O ar era água. Tudo era água, dentro e fora de mim.</p>
<p>Meus dias foram uma aquarela, aos poucos ganhando novo contorno. Nitidez, nova textura. E se apropriando do novo título.</p>
<p>Órfã.</p>
<p>Não sei explicar tudo que vem com este substantivo.  Um mundo de sensações e aprendizagens entre a boca aberta no início e o &#8220;Ahn?&#8221; do final.</p>
<p>Estupefata, descubro o que todos me diziam. A saudade não passa nunca. Se depender de mim, Alberto bailará no reino do lembrados por muito tempo.</p>
<p>A Orfandade me faz atônita, mas também traz coisas belas.</p>
<p>A surpresa de ver quão vivo você mora em mim. Nas palavras, valores, memórias incontáveis. Como te perder fora, consolidou você dentro. Meu pai.</p>
<p>Volta e meia choro. Com frequência. E a lágrima é alívio e homenagem. Eu estou viva e choro a sua morte.  Mas sobretudo, estou viva. E amo esta vida ainda mais, mesmo sem você por perto.</p>
<p>Sua partida deixou as cores mais marcantes.  Deixou os encontros com os tios na Chacrinha mais significativos.  Fez-me amar a Ribeira, como nunca antes.  Porque a Ribeira agora é o solo sagrado onde você repousa e é também legado, história, esperança, futuro.</p>
<p>Tudo é diferente. E mesmo a tristeza não rouba o valioso de estar tão mais desperta para a saúde, o amor, o estar juntos. E tão indisponível para certas discussões inúteis, desgastes desnecessários,  futilidades.</p>
<p>Sua morte me faz acreditar que cada dia vale mais que antes.  Não há tempo a perder com brigas, reclamações, mágoas sem sentido.</p>
<p>Tudo urge, tudo pulsa, tudo é força de transformação.</p>
<p>Você me mostrou de forma tão concreta: meu pai doente, virou um morto sereno, então cinza e agora cajueiro.</p>
<p>Tudo ficou menos morto. Apesar de você ter morrido.</p>
<p>Eu agora saboreio os minutos com a certeza de que são preciosos. Por que cada minuto ao seu lado, revela-se um tesouro. Mesmo os mais doídos.  Tudo é você, agora infinito.</p>
<p>Faz um ano.</p>
<p>Hoje, passei o dia perambulando entre as recordações e cuidando de sua neta doente.  Passado e futuro entrelaçados, e o meu choro intermitente sendo a ponte entre as gerações.</p>
<p>Você está morto e eu, órfã.</p>
<p>Abracei outros órfãos desde então. Viúvas também.  E fui mais solidária do que antes, porque agora aprendi coisas novas que apenas sua morte poderia me ensinar.</p>
<p>Esta estreia é vitalícia. Serei doravante órfã.  Não poderia  imaginar que haveria uma parte doce.  Que haveria motivos por que agradecer.</p>
<p>Gosto-me mais assim.</p>
<p>Mas seu eu pudesse, ah, seu eu pudesse.</p>
<p>Como gostaria de mais uma conversa entre nós&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>2017: o ano inesquecível</title>
		<link>https://www.vivermaissimples.com/2017-o-ano-inesquecivel/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 Dec 2017 15:03:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Balanço do ano]]></category>
		<category><![CDATA[memórias felizes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>2017 foi devidamente criticado. Considerado um ano para esquecer. Vi nas mídias, nas conversas entreouvidas no metrô, até eu me peguei maldizendo este ano. Todavia hoje, imersa no turbilhão destes últimos dias, exausta das emoções vividas, contemplei por um breve instante todos os momentos maravilhosos que experimentei e posso afirmar: 2017 foi um ano inesquecível, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>2017 foi devidamente criticado. Considerado um ano para esquecer. Vi nas mídias, nas conversas entreouvidas no metrô, até eu me peguei maldizendo este ano.</p>
<p>Todavia hoje, imersa no turbilhão destes últimos dias, exausta das emoções vividas, contemplei por um breve instante todos os momentos maravilhosos que experimentei e posso afirmar: 2017 foi um ano inesquecível, um dos mais profundos e transformadores de minha vida.</p>
<p>Começo lembrando do meu aniversário. Meu filho fez um tapete de bilhetes de amor na escada da casa de praia. No final me esperava um café da manhã amoroso. A filha, ciumenta, não ficou atrás&#8230; Organizou uma festa-surpresa e fui recebida por amigos queridos com uma paródia linda, cantada á capela.</p>
<p>Ainda em janeiro, passei dias maravilhosos em Paraty, com meus amigos Samara, Thaís e Hugo.  Voltei para o Rio renovada e lá encontrei um grande amor que vem me acompanhando há onze meses.</p>
<p>Em março, retornei a Paraty, para uma primeira de muitas viagens românticas que nutriram meu ano.</p>
<p>Em maio, passei momentos deliciosos com meu pai, boadrasta, irmãos e sobrinhos. A melhor viagem em família que jamais fizemos. E ainda fiz uma linda comemoração de doze anos para meu filho, com seus amigos que se tornaram parte de minha família.</p>
<p>No final de junho, me reconciliei com minha mãe, num reencontro que foi uma das maiores bençãos da minha vida até hoje.</p>
<p>Aproveitei intensamente os últimos meses de meu pai. Beijei sua cabeça calva, disse eu te amo inúmeras vezes. Agradeci a ele por tudo e pude ficar bem perto nos seus últimos dias.</p>
<p>Em setembro, fiz -em parceria com o pai de meus filhos- uma linda festa de nove anos para Olivia. Toda construída artesanalmente, como a amizade profunda que temos até hoje.</p>
<p>Em outubro, fui a São Paulo ver um show sensacional de minha banda favorita, o U2, sem dúvida a trilha de 2017.</p>
<p>Em novembro, passei dias tranquilos com meu amor e meus filhos, na Praia onde recarrego minhas energias desde que nasci.</p>
<p>Em dezembro, celebrei o natal com amigos e familiares, recebi e dei amor que não se mede em palavras.</p>
<p>E hoje, no apagar deste 2017, estou satisfeita com meu trabalho, com saúde para mim e quem amo, com planos e parcerias costurados para o ano que vem. Ás vésperas de vinte dias de paz e descanso na minha Praia querida.</p>
<p>Durante o ano, participei de atividades voluntárias no CRIADD, onde ajudei quem cuida de jovens em semi-liberdade.  Conheci Nuno, Karla, Isa, Filhão, Serginho e tantos novos parceiros. Estreitei laços com amigos de longa e curta data.</p>
<p>Fiz vários projetos para a Affero Lab, com visitas praticamente mensais à São Paulo, hospedada luxuosamente com minha amiga Leticia Peixoto.  Fiz um belo trabalho para a Coca, a Reserva e a Brasil Brokers com minha sócia Érica Cavour.  Recebi clientes maravilhosos na Organização de ideias. Criei o Plug &amp; Play com a parceira Márcia Penna. Trabalhei muito com o tema Coragem.  O Odisseia estreou o Jornada de Orientação Vocacional.  Fiz a Formação no Perfil Comportamental DISC.</p>
<p>Frequentei um grupo de estudos sobre &#8220;Mulheres que Correm com os Lobos&#8221;, fiz um Workshop dos Sonhos e um Workshop das Intenções. Fiz aulas de canto com Max, de corpo com Rafael, de contação de histórias com Daniela e Júlia. Me cuidei e fui cuidada com terapias, homeopatia, fisiatria, Pilates, Constelação Familiar, acupuntura.  Embelezei, remocei, emagreci.  Chorei, sorri. Ouvi muita música, namorei, abracei e beijei, fui ao teatro e a shows. Recebi amigos, frequentei suas casas. Atravessei o luto de meu pai, a recuperação escolar de meu filho, a crise no país, a falta de grana geral.</p>
<p>Não fiz inimigos. Fui uma pessoa melhor, mais grata, mais gentil.</p>
<p>E certamente me esqueço de partes importantes da jornada, pois foi rica, variada e surpreendente.</p>
<p>2017 foi provavelmente um dos anos mais significativos de minha vida.  Foi preciso prestar atenção no que realmente importa. Foi preciso honrar pedras e flores com igual gratidão. Foi preciso aceitar que tudo me serviu, foi necessário, foi bom para eu ser mais humana e resiliente.</p>
<p>E você? Como foi o seu ano?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Quintal  em meu coração</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 12 Jan 2014 13:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[memórias felizes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Fora&#160; mais de um quintal, é verdade. Mas agora era aquele e nenhum mais existia. Cheiros, barulho de folha molhada, cores verde e amarela.&#160; Silêncios entrecortados por bater de asas miúdas. Insetos por toda a parte. Abiú roxo, cabeluda, carambola, jabuticaba. Este quintal remexe meu coração. Os pés o repisam há muitas décadas.&#160; Antes de [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div><a href="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/01/b3b99a9330e9d82220d7a83a4f0e30ef-1.jpg" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"><img decoding="async" border="0" src="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/01/b3b99a9330e9d82220d7a83a4f0e30ef.jpg" height="320" width="134" /></a>Fora&nbsp; mais de um quintal, é verdade.</div>
<div>Mas agora era aquele e nenhum mais existia.</div>
<div>Cheiros, barulho de folha molhada, cores verde e amarela.&nbsp; Silêncios entrecortados por bater de asas miúdas. Insetos por toda a parte.</div>
<div>Abiú roxo, cabeluda, carambola, jabuticaba.</div>
<div>Este quintal remexe meu coração.</div>
<div>Os pés o repisam há muitas décadas.&nbsp; Antes de mim, nele pisaram meus avós e meus pais.</div>
<div>Este quintal guarda muitos segredos.</div>
<div>Minhas aventuras de menina. Minhas vergonhas.&nbsp; Meus devaneios.</div>
<div>Este quintal andava empoeirado, é verdade: andei brincando muito a sério de gente grande.</div>
<div>Mas pronto, já foi.&nbsp; O primeiro tesouro encontrado reacendeu a criança.</div>
<div>Pisei no tijolo laranja da varanda como se fosse dia de fim de escola.&nbsp;</div>
<div>E era.</div>
<p></p>
<div></div>
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		<title>Acontece em meu coração</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jan 2014 13:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[memórias felizes]]></category>
		<category><![CDATA[São Paulo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Há lugares que permanecem vivos dentro de nós.Mistura de memórias felizes, sabores, sons e cheiros.Lugares onde fomos profundamente felizes, onde experimentamos transformações, onde nos conectamos com pessoas inesquecíveis.São Paulo é assim, no meu coração. 2013 foi um ano intenso, precisava recarregar.Instintivamente, fui contra o fluxo.Uma semana de férias em Sampinha, como meu filho carinhosamente a [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Há lugares que permanecem vivos dentro de nós.<br />Mistura de memórias felizes, sabores, sons e cheiros.<br />Lugares onde fomos profundamente felizes, onde experimentamos transformações, onde nos conectamos com pessoas inesquecíveis.<br />São Paulo é assim, no meu coração.</p>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/01/dce674b312fb851f1e0568d2eb42c1cd-1.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img fetchpriority="high" decoding="async" border="0" height="266" src="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/01/dce674b312fb851f1e0568d2eb42c1cd.jpg" width="400" /></a></div>
<p>2013 foi um ano intenso, precisava recarregar.<br />Instintivamente, fui contra o fluxo.<br />Uma semana de férias em Sampinha, como meu filho carinhosamente a apelidou.<br />E o ano novo.<br />Escolha incomum, como prontamente descobrimos ao atravessarmos avenidas vazias em plena manhã de domingo.</p>
<p>Foi um intervalo relaxante no ritmo louco de dezembro.</p>
<p>Passeamos por entornos familiares: a Liberdade e sua feirinha. &nbsp;O Parque Villa Lobos, onde Léo brincava na grama.</p>
<p>Revisitamos &#8220;nosso&#8221; supermercado, &#8220;nosso&#8221; posto de gasolina.<br />Sobretudo nos embebemos da suave e formal educação paulistana, nos sorrisos desajeitados e na presteza em dizer sim.</p>
<p>Visito São Paulo com muita constância, mas pouco tempo. Desta vez, pude saboreá-la.<br />E como saboreei. Nas comidas, na limpeza. Em um pouco da sisudez do cinza, no ar rascante, pedindo um pouco de vento marinho.</p>
<p>Também pude testar minha lucidez, que as lembranças são porto edulcorado de fantasias. &nbsp;Visitei o novíssimo shopping JK Iguatemi. Um espaço higienizado para os &nbsp;muito ricos, onde não me senti à vontade.<br />São Paulo é isso também, foi bom recordar.</p>
<p>Vivi uma pausa revigorante, experimentando a sobriedade dos silêncios e de uma simples e regrada rotina. Banhada pela energia do lugar onde fui mãe, &nbsp;construi projetos profissionais maravilhosos e amizades da porta para dentro de casa, como os paulistas cultivam tão bem.</p>
<p>Voltei para o Rio feliz e saudosa. Não é possível estar em dois lugares, mas renovo meus votos de amor eterno á minha dura e doce São Paulo.</p>
<p>Coração vermelho-Masp batendo no peito.</p>
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		<title>Memórias de gestar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 09 Jun 2013 14:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Maternidade]]></category>
		<category><![CDATA[memórias felizes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Há tempos percebo: lembrar de um momento antigo pode ser literalmente revivê-lo.A memória de nosso corpo, se estamos atentos, evocará não só imagens, mas sentimentos, sensações, um outro lugar do passado para sempre arquivado em nós.Hoje foi assim. Por alguns instantes, fui convidada a revisitar a gravidez do meu primeiro filho.Era uma época onde eu [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Há tempos percebo: lembrar de um momento antigo pode ser literalmente revivê-lo.<br />A memória de nosso corpo, se estamos atentos, evocará não só imagens, mas sentimentos, sensações, um outro lugar do passado para sempre arquivado em nós.<br />Hoje foi assim. Por alguns instantes, fui convidada a revisitar a gravidez do meu primeiro filho.<br />Era uma época onde eu ainda tinha camadas e camadas de anestesia dos tempos antes de Viver Mais Simples. Por isso voltei lá como se fosse um pouco a primeira vez.</p>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2013/06/f3cdb36e05e5f02ea62855ad91d4a57a-1.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img decoding="async" border="0" height="320" src="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2013/06/f3cdb36e05e5f02ea62855ad91d4a57a.jpg" width="213" /></a></div>
<p>Foi um tempo intenso. Perdi meu primeiro bebê com nove semanas de gestação. Estar grávida de novo era um misto de alívio e medo.<br />Alívio, pois meu corpo era capaz de gerar outra vida.<br />Medo de perder outro filho, até as primeiras semanas passarem e a gestação se firmar em mim.<br />Navegar por este oceano de antes foi uma experiência mágica. &nbsp;Foi como rever a gênese do infinito amor pelo meu filho mais velho.<br />Aquele pavor de perdê-lo era proporcional ao quanto já o amava, o queria.<br />Também um tempo sagrado. &nbsp;A gravidez é um jeito de mágico de celebrar o mistério da vida. Fazer gente.<br />Lembro-me quão &nbsp;maravilhada esta descoberta me causou: eu faço gente&#8230;<br />Hoje relembrei os muitos pontapés do meu pequeno peixinho agitado. Nasceu amante do futebol e um espírito do ar, serelepe Mercúrio.<br />Eu o amo tanto que me inundei em lágrimas com a breve lembrança de seus primeiros dias em mim.<br />Ele perguntou curioso: &#8220;Por que você está chorando?&#8221;. E eu respondi: &#8220;Por que lembrar de estar grávida de você me fez lembrar o quanto você me fez (e faz) feliz&#8221;.<br />Nosso corpo é um templo de memórias felizes. Em meio a dias chuvosos, esta recordação de oito anos atrás foi uma suave brisa no meu coração.</p>
<p></p>
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		<title>Não é possível estocar tempo bom&#8230;</title>
		<link>https://www.vivermaissimples.com/nao-e-possivel-estocar-tempo-bom/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Jan 2013 13:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[memórias felizes]]></category>
		<category><![CDATA[presente]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8220;Folheando&#8221; distraidamente meu facebook, deparo-me com a seguinte notícia: &#160;&#8220;Inglesa com câncer terminal se cura após gastar todas as economias em viagem de despedida&#8221;. Imediatamente me lembrei de algumas verdades que venho cultivando no viver mais simples: &#8220;Por que a vida é agora&#8221; (patrocînio Visa)&#8220;Não é possível estocar tempo bom&#8221; Esta história miraculosa e singela [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Folheando&#8221; distraidamente meu facebook, deparo-me com a seguinte notícia: &nbsp;<a href="http://extra.globo.com/noticias/mundo/inglesa-com-cancer-terminal-se-cura-apos-gastar-todas-as-economias-em-viagem-de-despedida-7237466.html">&#8220;Inglesa com câncer terminal se cura após gastar todas as economias em viagem de despedida&#8221;</a>.</p>
<p>Imediatamente me lembrei de algumas verdades que venho cultivando no viver mais simples:</p>
<p>&#8220;Por que a vida é agora&#8221; (patrocînio Visa)<br />&#8220;Não é possível estocar tempo bom&#8221;</p>
<div style="clear: both; text-align: center;"></div>
<p>Esta história miraculosa e singela só confirmou minhas suspeitas&#8230; Esperar um amanhã melhor tudo bem. Só não podemos, para isso, sacrificar nossas alegrias de hoje.</p>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2013/01/267330927850878937_ui5arr3w_b.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img decoding="async" border="0" src="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2013/01/267330927850878937_ui5arr3w_b.jpg" /></a></div>
<p>Pode parecer extremo gastar tanto dinheiro em viagens, mas são viagens possivelmente adiadas há anos. &#8220;Um dia, quando tivermos x, y ou z, iremos&#8221;.<br />Todos nós temos estes planos para &#8220;um dia&#8221;.<br />Mas um dia, será tarde. E, às vezes, este dia vem antes do que esperávamos.<br />Assim foi com esta família. E torço para que recomponham as finanças, mas estou certa que valeu a pena. Dinheiro é mais fácil de resgatar do que o tempo perdido.</p>
<p>Além de tudo isso, &nbsp;<a href="http://www.vivermaissimples.com/2010/08/memorias-felizes.html">memórias felizes.&nbsp;</a>&nbsp;O grande motivador por trás das escolhas desta mulher &#8220;sem futuro&#8221;.<br />Acredito visceralmente que é fundamental ter uma coleção de memórias felizes. &nbsp;Invernos virão. <a href="http://www.vivermaissimples.com/2012/09/sobre-oasis-e-deserto.html">Desertos </a>virão. <a href="http://www.vivermaissimples.com/2012/10/turbilhao.html">Turbilhões</a>.<br />E muitas e muitas vezes questionaremos nossa capacidade de atravessar invernos, desertos e turbilhões.<br />Perderemos coisas. Sofreremos.&nbsp;Faz parte.<br />Mas memórias felizes podem ser de inestimável valor no atravessar tempos de sombra.</p>
<p>Esta pequena história me encheu de gratidão. &nbsp;Por poder cultivar em meus filhos muitas memórias felizes. Por ter aprendido a importância do tempo hoje antes de tê-lo perdido para sempre.</p>
<p>Vamos celebrar as alegrias do hoje. &nbsp;Amanhã pode ser nunca.</p>
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		<title>Improviso de natal</title>
		<link>https://www.vivermaissimples.com/improviso-de-natal/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Dec 2012 13:44:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[gratidão]]></category>
		<category><![CDATA[memórias felizes]]></category>
		<category><![CDATA[natal]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Não estava nos planos, mas este ano passarei o dia 24 com meu pai, irmãos e boadrasta.Fato raro, portanto precioso.Hoje preparava o peru de natal, e pensava em cada um deles.Pensava em tudo que significam para mim, o que fizeram e fazem por &#160;mim.Sentia o peito bater forte com o tamanho do amor que sinto [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://www.vivermaissimples.com/improviso-de-natal/">Improviso de natal</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.vivermaissimples.com">Viver Mais Simples</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Não estava nos planos, mas este ano passarei o dia 24 com meu pai, irmãos e <a href="http://www.vivermaissimples.com/2012/05/um-conto-de-fadas-diferente.html">boadrasta</a>.<br />Fato raro, portanto precioso.<br />Hoje preparava o peru de natal, e pensava em cada um deles.<br />Pensava em tudo que significam para mim, o que fizeram e fazem por &nbsp;mim.<br />Sentia o peito bater forte com o tamanho do amor que sinto por eles. A diferença que fazem na minha vida.<br />Fiquei um pouco surpresa. Como eu andava desatenta!</p>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2012/12/48484133460177254_9CqOh0Wo_b.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img decoding="async" border="0" src="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2012/12/48484133460177254_9CqOh0Wo_b.jpg" /></a></div>
<p>Lembrei também um pouco do <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Grinch">Grinch</a>.<br />Afinal, como o plano era outro, já havíamos distribuído presentes, feito uma comemoração. O lado tumultuado do natal havia passado.<br />Restou apenas o que interessa: estar junto, lembrar-se com carinho das <a href="http://www.vivermaissimples.com/2010/08/memorias-felizes.html">memórias felizes</a>.<br />Passei a manhã escrevendo mensagens de natal para os meus amados.<br />Desejei coragem, doçura, alegria, responsabilidade, acolhimento, amizade, amor, perdão, firmeza.</p>
<p>Desejo o mesmo a vocês. <br />Um Feliz Natal, mais simples!</p>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2012/12/images1.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img decoding="async" border="0" src="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2012/12/images1.jpg" /></a></div>
<p></p>
<p>O post <a href="https://www.vivermaissimples.com/improviso-de-natal/">Improviso de natal</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.vivermaissimples.com">Viver Mais Simples</a>.</p>
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