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	<title>Arquivos school of life - Viver Mais Simples</title>
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	<description>Viver Mais Simples</description>
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		<title>Histórias da terra, por Daniela Lerda</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 May 2013 14:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Daniela Lerda]]></category>
		<category><![CDATA[guest post]]></category>
		<category><![CDATA[school of life]]></category>
		<category><![CDATA[sustentabilidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Conheci Daniela no curso Intensivo do School of Life, em abril deste ano. De cara nos identificamos pela intensidade de nossas paixões. Ela dedica sua vida á apoiar a construção de negócios que gerem um impacto positivo no meio ambiente e&#160;sociedade, através de sua empresa, a PADMA. Quando me enviou um breve relato de uma [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><i>Conheci Daniela no curso Intensivo do School of Life, em abril deste ano.  De cara nos identificamos pela intensidade de nossas paixões. Ela dedica sua vida á apoiar a construção de negócios que gerem um impacto positivo no meio ambiente e&nbsp;sociedade, através de sua empresa, a PADMA.</i></p>
<div><i>Quando me enviou um breve relato de uma de suas viagens, meu coração neto de plantador se comoveu e pedi para ela compartilhar aqui em nossa comunidade.</i></div>
<div><i>Seu texto me fez ter muita gratidão pela comida que tenho o privilégio de comer todos os dias.&nbsp;Com vocês, Seu João, D. Neusa e Daniela Lerda!</i></p>
<div style="clear: both; text-align: center;"></div>
<table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a href="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2013/05/download-1.jpg" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><img fetchpriority="high" decoding="async" border="0" height="240" src="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2013/05/download.jpg" width="320" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;">Imagem: Daniela Lerda</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<div>Cheguei essa semana de Minas, onde visitei produtores de mamona (Ricinus communis L.), fruto utilizado pela industria de óleos vegetais e para a produção de biodiesel.  A viagem foi linda. Visitei agricultores familiares no norte do estado; gente humilde, e ao mesmo tempo, cheia de dignidade.&nbsp;</div>
<div>Foi lá que conheci o Seu João; pai de 14 (7 meninos e 7 meninas).  Me lembrou aquele filme das antigas &#8211; Sete Esposas para Sete Irmãos!!<br />Seu João é esposo de dona Neusa, católico fiel, e agricultor nato.  “Esse aí, é daqueles que nunca desiste,” comentou Dona Neusa. “Mesmo quando vamos perder tudo, como vai ser nesse ano.”<br />A seca e o calor do ultimo verão, deixaram quase todos os agricultores da região quebrados.  “Só restava olhar para as mudinhas murchando no sol e solo rachado”.<br />Por conta da seca e calor extremo, muitos produtores não terão do que viver esse ano.  Muitos dependem diretamente da renda que retiram de seus plantios.  Mas e quando não tem produção?” perguntei.   “Ah fia, dá-se um jeito,” afirmou Seu João.<br />Preferi não aprofundar.  No fundo, no fundo, não tinha nada a dizer diante de uma situação como a dele.<br />Quando perguntei como ele fez para se livrar das lagartas que atacaram sua lavoura, respondeu “Ah, isso não gosto de contar não.  Ninguém acredita! Venci as bicha com a reza.   Voltei pra casa, depois de passar uns dias na cidade, e já tinham comido quase metade da lavoura.  Fiquei preocupado!  E comecei a rezar. Fui andando e rezando, cercando a área das lagartas num cinturão.  No dia seguinte, tinham ido embora.  Não sei pra onde&#8230;nem quero saber!”  A linha que dividia a área devorada pelas lagartas era marcante. De um lado, tudo morto, seco, amarelo.  Do outro, brotavam pés de feijão e mamona, sorrindo para o Seu João.<br />Fiquei positivamente surpresa em como a vida no campo melhorou. Claro que estamos falando de Minas Gerais, que junto com o RJ e SP, está entre os estados do Brasil melhor assistidos por serviços públicos.   Ao mesmo tempo, é inspirador ver agricultores humildes com acesso a água (nem sempre de boa qualidade..), eletricidade, casas de alvenaria, televisão, geladeira, fogão, postos de saúde acessíveis&#8230;e ainda assim trabalhando a terra, dia pós dia, ano após ano, seca trás seca.<br />Senti uma enorme gratidão pelo trabalho que fazem na produção de alimentos.<br />E ao mesmo tempo, vi, e sei, que é uma vida dura.  Viver de plantar é um grande risco! Esse ano, os agricultores que visitei perderam tudo por conta do clima.  E cá entre nós, é inaceitável que esse agricultores sejam impactados por problemas climáticos, quando o governo federal tem seguro que garante 65% da renda prevista para estes casos.  Na realidade, os bons programas da agricultura familiar, simplesmente não chegam para quem mais precisa!<br />O que mais me impressionou, é o quanto as novas gerações não se interessam em ficar no campo. Todos vão a escola, e buscam uma vida melhor que a de seus pais. Querem morar na cidade, ter conforto e acesso aos bens de consumo que&nbsp;todos almejamos. Há também o preconceito quanto a quem vive da terra, jovens não querem ser tidos como &#8220;jecas&#8221;, &#8220;matutos&#8221; ou coisas do gênero.  Imagino que no futuro teremos dificuldade em encontrar pessoas dispostas a produzir alimentos&#8230;e a agricultura se tornará cada vez mais mecanizada, menos diversificada, mais química, e intensificada.      <br />É esse o futuro que queremos?  Como mudar esse cenário?  É sobre isso que ando refletindo ultimamente&#8230;</div>
</div>
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		<title>Literatura Experimental&#8230;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 07 Apr 2013 22:51:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[criatividade]]></category>
		<category><![CDATA[school of life]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Imersa há três dias no Intensivo do School of Life, entre outras coisas produzi textos diferentes do meu habitual. Compartilho aqui, para lembrar-me sempre de que posso brincar mais e sempre. SP Intensivo School of Life Minha biografiaNasci no interior, há 40 anos.Passei a infância entre natureza e avós.Com cinco, fui ao Japão e comecei [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Imersa há três dias no Intensivo do School of Life, entre outras coisas produzi textos diferentes do meu habitual.</p>
<p>Compartilho aqui, para lembrar-me sempre de que posso brincar mais e sempre.</p>
<div style="clear: both; text-align: center;"></div>
<table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a href="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2013/04/532943_517554304946451_1613006429_n-1.jpg" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><img decoding="async" border="0" height="266" src="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2013/04/532943_517554304946451_1613006429_n.jpg" width="400" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;">SP Intensivo School of Life</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<div style="clear: both; text-align: center;"></div>
<p><b>Minha biografia</b><br />Nasci no interior, há 40 anos.<br />Passei a infância entre natureza e avós.<br />Com cinco, fui ao Japão e comecei a escrever poesias.<br />Com treze, tinha dois livros publicados.<br />Formei, casei, fui executiva quinze anos.<br />Em 2009, decidi mudar de vida para viver mais simples.<br />E fui. E está sendo.<br />Sou organizadora de ideias para pessoas e negócios que querem frutificar sendo felizes.<br />Sou casada há vinte anos. &nbsp;Mãe de um, há sete. Mãe de dois, há quatro.<br />Quero viver o suficiente para meus filhos perdoarem meus erros.<br />E eu desfrutar de meus aprendizados.</p>
<p><b>Minha biografia para o futuro</b><br />Segui no meu caminho próprio, colhendo frutos e alegrias. Acolhendo tristezas.<br />Emagreci o suficiente para poder dançar e brincar com os netos.<br />(Chegaram muitos anos depois)<br />Viajei muito para dentro e para fora.<br />O casamento sobreviveu aos chacoalhos.<br />O terceiro livro saiu. Depois outros.<br />Desta vez, publicados por mim mesma.<br />Morri sem dor e virei estrela.<br />&nbsp;6/4/13</p>
<p><b>Para Denise</b><br />As mão ávidas buscaram a tinta.<br />Lambuzou-se.<br />O aroma da tela assaltava os sentidos.<br />Lambê-la. Cheirá-la&#8230;<br />Azuis, amarelos e vermelhos<br />misturados com pressa e pungência<br />A roupa ensopada, pingava solvente e óleo.<br />Agitava os pincéis<br />com a impaciência de quem espera<br />o ponto de um bechamel</p>
<p>Finalmente, transtornada,<br />contempla a iguaria arrancada de suas vísceras<br />Viva e pulsante e crua.<br />Um steak tartar<br />Esperando a primeira mordida.<br />&nbsp;7/4/13</p>
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