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	<title>Arquivos vida - Viver Mais Simples</title>
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	<description>Viver Mais Simples</description>
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		<title>A Morte, a Vida e o tudo entre elas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Aug 2012 20:14:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[adriana ferreira]]></category>
		<category><![CDATA[morte]]></category>
		<category><![CDATA[vida]]></category>
		<category><![CDATA[workshop dos sonhos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O que fazer face à Morte?Como viver dia após dia, sabendo que é inexorável morrermos?Não é possível escapar. Nem nós, nem quem amamos. Sentir e pensar gestados no último Workshop dos Sonhos de Adriana Ferreira.Três dias experimentando um pouco da vida e da morte, num trabalho sobre as estações da vida. Volto, para descobrir que [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O que fazer face à Morte?<br />Como viver dia após dia, sabendo que é inexorável morrermos?<br />Não é possível escapar. Nem nós, nem quem amamos.</p>
<p>Sentir e pensar gestados no último Workshop dos Sonhos de <a href="http://www.vivermaissimples.com/2011/06/palpite-do-coracao.html">Adriana Ferreira</a>.<br />Três dias experimentando um pouco da vida e da morte, num trabalho sobre as estações da vida.</p>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2012/08/555161_10150907305297294_1548214739_n-1.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img fetchpriority="high" decoding="async" border="0" height="320" src="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2012/08/555161_10150907305297294_1548214739_n.jpg" width="320" /></a></div>
<p>Volto, para descobrir que a mãe de um de meus mais queridos amigos partira.<br />O que dizer? O que fazer?<br />Invoquei meu coração, que descubro um guerreiro valoroso e cheio de coragem. Disse, simplesmente: &#8220;Sinto muito não ter estado com você nesta hora&#8221;.</p>
<p>Nada de frases de consolo ou de referências a quem foi.<br /><b>Na hora da morte, só nos resta honrar a vida e os vivos.</b> Os vivos é quem choram, deparando-se com a falta, a memória, o que não foi e jamais será.</p>
<p>O que nos resta? O que podemos fazer diante da morte?</p>
<p>Diante da iminente e, ainda assim, &nbsp;inesperada hora da partida, só nos resta <b>viver fundo e forte cada dia desta jornada.</b><br />Não estocar tempo bom. Não perder tempo com mágoas, vinganças e reclamações.</p>
<p>O caminho é em frente e eu vou com tudo. &nbsp;<b>Diante da morte, só me resta a vida. </b>&nbsp;Vida que pulsa em todo o meu corpo e chega nas pernas que querem ir longe, bem longe.</p>
<p>Vida que escorre em lágrimas de alegria e tristeza, dos olhos que veem<b> um horizonte imenso</b> <b>e grávido de mim.</b></p>
<p>Diante da morte, é &nbsp;hora de ser mais amigo que nunca. É hora de enamorar-se de quem amamos. É hora de rir, chorar, gritar e dançar. <br />A morte vem adiante. Vamos ao encontro dela com sangue nas veias.</p>
<div style="clear: both; text-align: center;"></div>
<p></p>
<div style="clear: both; text-align: center;"></div>
<div style="clear: both; text-align: center;"></div>
<p>Para que, quando for a hora, lamentemos apenas não poder brincar mais, não poder amar mais.<br />Que não haja arrependimento pelo que não foi feito. Apenas gratidão por tudo que experimentamos e o legado de amor e construção que não mais nos pertencerá.</p>
<p>A morte é certa. Todo o resto é possibilidade.</p>
<p><b>Para Vicente, Claudinha e Elisa.</b></p>
<p></p>
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		<title>A poesia avessa da vida</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Jun 2012 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[crise]]></category>
		<category><![CDATA[desafio]]></category>
		<category><![CDATA[Maternidade]]></category>
		<category><![CDATA[vida]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ser mãe é uma aventura por dia. Aprendemos novos truques a cada momento. &#160; Sentimos estar perdendo a batalha a cada dois minutos. Uma gangorra de alegria, sustos e culpa. &#160; Um momento de rir do carinho inesperado da filha. Um momento de consolar o filho. Ontem foi assim. Tempo de consolar. Enfrentamos a primeira [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Ser mãe é uma aventura por dia.</p>
<div>Aprendemos novos truques a cada momento. &nbsp;</div>
<div>Sentimos estar perdendo a batalha a cada dois minutos. Uma gangorra de alegria, sustos e culpa. &nbsp;</div>
<div>Um momento de rir do carinho inesperado da filha. Um momento de consolar o filho.</div>
<div>Ontem foi assim. Tempo de consolar.</div>
<div>Enfrentamos a primeira morte de bichinho de estimação. &nbsp;Um peixinho dourado, muito animadinho nos primeiros dias.</div>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2012/06/148337381445996481_Q6rhgYuI_b.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img decoding="async" border="0" src="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2012/06/148337381445996481_Q6rhgYuI_b.jpg" /></a></div>
<div>A inexperiência da família deve ser responsável. Se foi excesso ou falta de comida, falta de oxigenação, não sei.&nbsp;</div>
<div>Talvez o estranho tom esverdeado do aquário seja um risco ambiental merecedor de investigação.</div>
<div>Não sei.</div>
<div>Só sei que estava só, com duas crianças pequenas, explicando que o &#8220;peixinho foi para o céu&#8221;, caçando um triste corpinho preso no canto do aquário.</div>
<div>O marido, coitado, teve seu happy hour interrompido pela esposa frustrada com a falta de consideração do peixinho. Que hora para morrer! Final do dia, quando estou sem ninguém para me ajudar e todos estão exaustos.</div>
<div>Mas, ao final, o instinto maternal prevaleceu.</div>
<div>Despedidas formais e solenes. Consolar as lágrimas muitas. Acolher a possibilidade de um novo peixe, assim que reequilibramos o ecossistema.</div>
<div>E aguentar, firme, as associações diretas da filhinha com a morte da bisavó, do bisavô que nem conheceu. E o golpe final: &#8220;Eu não quero morrer&#8221;.</div>
<div>Para quem vai ter um bichinho de estimação, vale a reflexão.</div>
<div>Não me arrependo. &nbsp;Valeu pela chance de discutir morte, vida, céu, esperança, estar junto, ritual. </div>
<div>Passado o drama, os dois dormiram.</div>
<div>E restou eu, só e desperta. Pensando sobre morte, vida, esperança, ritual.&nbsp;</div>
<div>Sentindo uma saudade danada das minhas avós e do meu avô.&nbsp;</div>
<div>E enfrentando meu medo silencioso de perder quem eu amo.</div>
<div>Um peixinho morto pode nos ensinar muito.</div>
<div></div>
<div>
<div></div>
</div>
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