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	<title>Arquivos aprendizado - Viver Mais Simples</title>
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	<description>Viver Mais Simples</description>
	<lastBuildDate>Thu, 01 Oct 2020 15:25:03 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Uma BMW em Saquarema</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Oct 2020 15:25:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[aprendizado]]></category>
		<category><![CDATA[Autenticidade]]></category>
		<category><![CDATA[autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[autodesenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[coragem]]></category>
		<category><![CDATA[humildade]]></category>
		<category><![CDATA[Resiliência]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Esta semana foi&#8230; Densa. Desafios em quase todas as frentes da vida. Golpes atordoantes. No ego. Na esperança. Na estabilidade.  Na inocência. O corpo dói. O coração dói. Sento na beira do mar revolto, a boca cheia de sal e aquele gosto de água do mar arranhando a garganta, após vencer a batalha de voltar [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Esta semana foi&#8230; Densa.</p>
<p>Desafios em quase todas as frentes da vida.</p>
<p>Golpes atordoantes. No ego. Na esperança. Na estabilidade.  Na inocência.</p>
<p>O corpo dói. O coração dói.</p>
<p>Sento na beira do mar revolto, a boca cheia de sal e aquele gosto de água do mar arranhando a garganta, após vencer a batalha de voltar á tona e sair do redemoinho.</p>
<p>Nenhum osso quebrado. A consciência de haver escolhido sabiamente a hora de deixar-me ir até a areia, sem lutar contra a força do oceano.</p>
<p>Saber também que cada parte minha está íntegra, apesar dos machucados e do sobressalto.</p>
<p>Houve muita torcida para eu não me afogar. E, claro,  algumas mãos me puxando para o fundo. Somadas todas as forças, foi com meus próprios braços e pernas que entrei no mar de ressaca. E com meus próprios braços e pernas saí. Viva.</p>
<p>Hora de seguir na estrada.</p>
<p>O terapeuta me avisa: é preciso saber ser BMW em Saquarema.</p>
<p>Saber reduzir a marcha e aproveitar a vista, quando não será possível correr até o máximo da velocidade e potência disponíveis.</p>
<p>Não, agora é hora de olhar o mar á distância, com respeito. A 40km por hora, passeio pela orla, ainda bastante selvagem.</p>
<p>As roupas ainda molhadas, o gosto amargo na boca e os ralados ardendo. Mas já vem uma brisa e o céu está tão lindo.</p>
<p>O carro vazio, sem passageiros, sem bagagem, sem missão a cumprir.</p>
<p>Apenas seguir em frente, sem pressa de chegar.</p>
<p>Assim reaprendo meu tamanho e descubro novas formas de ser.</p>
<p>Assim, economizo meu oxigênio para a próxima onda. Pois lugar de sereia é dentro da água.</p>
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		<title>Quebrando pratinhos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Jul 2014 14:36:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[aprendizado]]></category>
		<category><![CDATA[autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[humildade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Sou fascinada por equilibrismo, já me conheço bem&#8230;Pisco o olho, voilá! Pratinhos voando por todos os lados. &#160;Menos mãos e braços do que eu gostaria.Sinto que minha vida toda é um pulso:Perto, longe.Vazio, cheio.Percebo que, nos últimos meses, passei um tempo &#8220;no automático&#8221;. Pagar contas, avançar, experimentar aqui e ali para expandir.Agora, mais serena e [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Sou fascinada por equilibrismo, já me conheço bem&#8230;<br />Pisco o olho, voilá! Pratinhos voando por todos os lados. &nbsp;Menos mãos e braços do que eu gostaria.<br />Sinto que minha vida toda é um pulso:<br />Perto, longe.<br />Vazio, cheio.<br />Percebo que, nos últimos meses, passei um tempo &#8220;no automático&#8221;. Pagar contas, avançar, experimentar aqui e ali para expandir.<br />Agora, mais serena e otimista, posso escolher mais.<br />E escolho quebrar alguns pratos.</p>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/07/images.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img decoding="async" border="0" src="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/07/images.jpg" /></a></div>
<p>Já sei como é.<br /><b>Primeiro passo</b>, olhar sem pressa tudo que está na minha vida e nos meus planos.<br />Cada projeto, todos com sua penca de tarefas anexadas.<br /><b>Ver o que tenho, para enxergar o que posso.</b><br />&nbsp;Este é tipicamente o momento &#8220;oops, de novo&#8221;. Quando percebo que criei mais do que posso realizar.</p>
<p><b>Segundo passo</b>: sintonizar-me com o meu dentro. &nbsp;O que palpita mais, o que me energiza?<br /><b>Ouvir o que acende meu coração. Para seguir verdadeira com meu propósito.</b><br /><b><br /></b>Mas também há o que é preciso, mesmo um pouco chato. O que contribui para uma causa maior, mesmo trabalhoso.<br /><b>Persistir no que é pavimento. Investir no que viabiliza o caminho.</b></p>
<p><b>Terceiro passo</b>: Dizer sim para o que está florescendo. &nbsp;Dizer não para o que está engasgado.<br />Alguns projetos ganham corpo com relativo menor esforço. Plantamos (o que é trabalho), mas a colheita vem sem demasiado sacrifício.<br />Trabalho de jardinagem.<br />Cuidar das plantas que crescem. Guardar ou desistir das sementes que não.<br />Bem engavetei umas cinco iniciativas de variados tamanhos, só esta semana.<br />Fico aliviada.<br /><b>Eleger o que permanecerá caminho. Para a caminhada ser possível.</b></p>
<p><b>Quarto passo: </b>cautela ao abrir novas frentes.<br />Há o inevitável. A nova sala que preciso encontrar. O novo exame oral que requer prática e estudo. Estas frentes pedem um abraço calmo e firme.<br />Outros convites são tentações.<br />Tudo que posso adiar, será adiado.<br />Tudo o que não for sintonizado com meu eu mais profundo, não será.<br /><b>Dizer não, para dizer sim.</b></p>
<p>Sei que no seu devido tempo, estarei novamente revendo pratinhos. &nbsp;Mas só por hoje, vou cuidar de minha energia, focando no que é preciso e mais promissor.</p>
<p>Menos é mais: a estrada é longa.</p>
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		<title>A limonada da vida</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Jun 2014 14:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[aprendizado]]></category>
		<category><![CDATA[gratidão]]></category>
		<category><![CDATA[protagonismo]]></category>
		<category><![CDATA[resiliência]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Sou famosa por perder voos nas condições mais prosaicas. Cada equívoco, dinheiro e tempo se perdem. Mas sempre aprendo um pouco. Já cheguei um dia depois do voo para Londres.&#160; Já cheguei variadamente atrasada sem saber que o estava. Com isso, aprendi a revisar horários e dias com mais afinco. Pelo visto, ainda não o [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div>Sou famosa por perder voos nas condições mais prosaicas.</div>
<div>Cada equívoco, dinheiro e tempo se perdem. Mas sempre aprendo um pouco.</div>
<div>Já cheguei um dia depois do voo para Londres.&nbsp; Já cheguei variadamente atrasada sem saber que o estava.</div>
<div>Com isso, aprendi a revisar horários e dias com mais afinco. Pelo visto, ainda não o suficiente.</div>
<div>A última vez que perdi um voo foi com requinte.&nbsp; Cheguei mais cedo, antecipei o voo em 90 minutos.&nbsp; Olhei distraída o novo horário e&#8230; Perdi o voo.</div>
<div>No início, fiquei aborrecida. Depois não.</div>
<div>Explico o porquê.</div>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/06/eee19650640c50740a0d1dae98bcd0ff.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img fetchpriority="high" decoding="async" border="0" src="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/06/eee19650640c50740a0d1dae98bcd0ff.jpg" height="320" width="213" /></a></div>
<div></div>
<div>Quando descobri o meu erro (e prejuízo), sabia que a responsabilidade era minha e só minha. Não tentei culpar mais nada. O atendente que não circulou o horário da partida. A funcionária que me fez transitar entre filas, perdendo tempo. Eles foram atrapalhados, mas tudo começou comigo.</div>
<div>Pensei em como usei os 30 minutos extras que me causaram o atraso.&nbsp; E os usei fazendo gentilezas com os outros e comigo.&nbsp; Lembro-me do meu bom humor fazendo check in, da paciência com um vendedor com medo da supervisora não vê-lo contando todo seu aborrecido script&#8230; Da generosidade com uma pessoa bem pobre que vasculhava lixeiras.</div>
<div>Calculei o tamanho do meu prejuízo.&nbsp; Foi um extra desnecessário, mas um custo aceitável para mais um aprendizado. E o tempo extra não comprometeria minha agenda.</div>
<div>Meditei, finalmente, sobre outros eventos mais relevantes, como a perda recente de uma pessoa querida. Pensei com suavidade e amor na sua família.&nbsp; Definitivamente, perder meu voo não mereceria um gasto de energia criando casos na empresa aérea, ou sendo mesquinha com os profissionais envolvidos na minha trapalhada.</div>
<div>Nunca é fácil escorregar numa antiga casca de banana. Mas com gratidão, percebi o quanto sou diferente da primeira vez em que enfrentei um “no show” na minha vida.</div>
<div>O discreto mau humor vai passar, consegui reclamar só um pouquinho com os colegas de fila. Senti-me vitoriosa.</div>
<div>Também me senti humilde. Minhas gentilezas anteriores não foram premiadas imediatamente.&nbsp; Meu engano recordou-me que nem sempre coisas boas acontecem com o que faz o bem.&nbsp;&nbsp; Não deve ser a esperança de recompensa a mover meus bons atos. Não, é preciso ancorá-los em algo mais profundo e resiliente.</div>
<p></p>
<div>Já com um discreto sorriso nos lábios, quase agradeço o meu infortúnio.&nbsp; O tanto que me ensinou é uma dádiva.</div>
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		<title>Fazer tempo</title>
		<link>https://www.vivermaissimples.com/fazer-tempo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 09 Mar 2014 13:56:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[aprendizado]]></category>
		<category><![CDATA[autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[produtividade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ando por aí e ouço queixas de como a vida está complicada, corrida.De fato, é muito para darmos conta, cada vez mais. Por ar, mar ou terra, estamos imersos em palavras, imagens e sons.Como não sucumbir a esta correnteza? Como escapar da inércia? Como ser donos de nossa estrada, cultivando passos com sentido e significado?Não [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Ando por aí e ouço queixas de como a vida está complicada, corrida.<br />De fato, é muito para darmos conta, cada vez mais. Por ar, mar ou terra, estamos imersos em palavras, imagens e sons.<br />Como não sucumbir a esta correnteza? Como escapar da inércia? Como ser donos de nossa estrada, cultivando passos com sentido e significado?<br />Não são perguntas fáceis, mas tampouco impossíveis.</p>
<p>Um bom primeiro passo é fazer tempo.</p>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/03/9ea4a2da3e7e0ce28f2f9d023b94cc42.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img decoding="async" border="0" src="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/03/9ea4a2da3e7e0ce28f2f9d023b94cc42.jpg" height="320" width="213" /></a></div>
<p>Para começar, não é preciso muito.<br />Garimpar o bastante para ler o livro, fazer as unhas ou a corrida, ligar para o amigo. Um cochilo &nbsp;reparador após o almoço, mesmo que na cadeira do escritório. Uma história para os filhos, um pouco de meditação.</p>
<p>Para os mais aventureiros, um passinho mais largo: uma aula de dança ou vinhos; um dia para sair com o marido/esposa.</p>
<p>Com o hábito, haverá espaço &nbsp;para cursos, viagens e o prêmio supremo: fazer nada.</p>
<p>Cada um tem sua medida e sua necessidade. Mas todos precisamos de pausa.<br />No fluxo initerrupto de uma rotina sem paradas, perdermo-nos.</p>
<p>Acostumamo-nos a dizer sim quando precisamos dizer não. Aceitamos convites que nos roubam de nós mesmos. &nbsp;Procrastinamos. Fazemos o que é menos importante primeiro.</p>
<p>A pausa nos serve de muitas maneiras:<br />&#8211; Dá uma chance para desligarmos o automático e refletirmos antes de agir.<br />&#8211; Repousa nossa cabeça, atordoada por tantos pensamentos.<br />&#8211; Acalma o coração acelerado, oportunidade de reconexão com o respirar.</p>
<p>Na pausa, nascem ideias inéditas, planos improváveis. &nbsp;Estes, podem ser a chave para o viver mais simples que vislumbramos.</p>
<p>No começo de tudo, bastou-me uma semana para enxergar o que já estava ali há tanto tempo. Vinha maturando dentro de mim e só precisava de espaço para virar plano e ação.</p>
<p>&#8220;Mas eu não tenho tempo&#8221;. Ninguém tem e todos temos. As mesmas 24 horas são salomonicamente distribuídas. Todos os dias.</p>
<p>Portanto o que nos falta não é tempo, mas escolha. Escolher o que fazer com este tempo fugidio.<br />Todas as técnicas de produtividade que conheço partem de um mesmo lugar:</p>
<p>1) O que quero realizar? (agora, hoje, esta semana, nesta vida)<br />2) O que é mais importante e o que é mais urgente?</p>
<p>Se fazemos o que é importante sempre, temos menos emergências: não fica tanto para a última hora.</p>
<p><b>Se eu fosse então resumir o que há de mais essencial em fazer tempo, seria assim:</b></p>
<p>1) Não precisa ser muito tempo. Uma hora ou mais por dia já pode fazer milagres.<br />2) Sem pausa, não prosperamos. Precisamos descansar, acalmar, abrir espaço para o novo.<br />3) Gestão de tempo é escolha. O que é mais importante? O que é de fato necessário (não deixe para amanhã o que pode deixar para lá&#8230;).</p>
<p>Fazer tempo é o primeiro passo de um viver mais simples. Façamos tempo, com gosto e calma.<br />Façamos tempo para um caminho que seja próprio, uma estrada que trilhemos com gosto&#8230;<br />E vocês, como fazem tempo?</p>
<p><b>Para quem quiser se aprofundar:</b><br /><a href="http://odisseiaetc.blogspot.com.br/2012/01/contra-falta-de-tempo-kanban.html">Kanban</a><br />Haiku Productivity<br /><a href="http://gettingthingsdone.com/">GTD</a><br /><a href="http://zenhabits.net/zen-to-done-ztd-the-ultimate-simple-productivity-system/">ZTD</a><br /><a href="http://efetividade.net/">Efetividade.net</a><br /><a href="http://www.wiseaction.pt/comunidade-virtual/recursos-gtd%C2%AE/gtd-em-20-minutos/">Wise Action</a><br /><a href="http://www.pequenoguru.com.br/downloads/Os%207%20H%E1bitos%20das%20Pessoas%20Altamente%20Eficazes.pdf">7 hábitos p</a>or Pequeno Guru<br /><a href="http://papodehomem.com.br/o-dr-stephen-r-covey-ensina-a-trabalhar/">7 hábitos p</a>or Papo de Homem<br /><a href="http://www.stevepavlina.com/blog/2004/11/sharpen-the-saw/">Steven Pavlina</a></p>
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		<title>Coração Alado</title>
		<link>https://www.vivermaissimples.com/coracao-alado/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Feb 2014 23:22:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[aprendizado]]></category>
		<category><![CDATA[aventura]]></category>
		<category><![CDATA[balanço]]></category>
		<category><![CDATA[caminho próprio]]></category>
		<category><![CDATA[gratidão]]></category>
		<category><![CDATA[honrar o caminho]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Foram tempos estranhos.Dias nublados, apertos, agudezas.Dia após outro, avancei.Confiei na luz de dentro, amparei-me na luz de fora, persisti.Ao final deste mergulho, sinto-me plena de voo. Repensei caminhos, ajustei as asas.O céu brilha azul, incendiado por meus sonhos de bom tamanho e minha bússola desperta.Novidades virão. Velhas novidades e outras mais jovens. Paulo Stockler Sinto-me [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Foram tempos estranhos.<br />Dias nublados, apertos, agudezas.<br />Dia após outro, avancei.<br />Confiei na luz de dentro, amparei-me na luz de fora, persisti.<br />Ao final deste mergulho, sinto-me plena de voo. Repensei caminhos, ajustei as asas.<br />O céu brilha azul, incendiado por meus sonhos de bom tamanho e minha bússola desperta.<br />Novidades virão. Velhas novidades e outras mais jovens.</p>
<div style="clear: both; text-align: center;"></div>
<p></p>
<table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a href="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/02/paulostockler.jpg" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><img decoding="async" border="0" src="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/02/paulostockler.jpg" height="239" width="320" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;">Paulo Stockler</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<div style="clear: both; text-align: center;"></div>
<p>Sinto-me como se estivesse mais uma vez no início da estrada do viver mais simples, mas na verdade já estive aqui e sabia menos de mim.<br />Sorvo da experiência com deleite e gratidão. Acaricio as velhas cicatrizes com esperança e brilho no olhar.<br />Surpreendo-me com a simplicidade do que devo seguir. Orgulho-me da coragem de deixar para trás o que é preciso.<br />Hoje é um dia feliz.<br />Piso com os dois pés no meu caminho próprio.<br />No horizonte, novos planos para o Viver Mais Simples e o Odisseia. Um grosso calhamaço repousa em meu escritório, esperando edição. O calendário se preenche de jornadas heróicas.<br />No presente, o amor renovado pelo marido, as crianças florescendo, o corpo valsando uma dança mais leve.<br />No passado, raízes fundas e memórias felizes.</p>
<p>Foram tempos estranhos, mas amo com devoção cada pedra, cada espinho.<br />Em frente e com tudo, é o vento de hoje.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>A borda da vida</title>
		<link>https://www.vivermaissimples.com/a-borda-da-vida/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Feb 2014 13:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[aprendizado]]></category>
		<category><![CDATA[balanço]]></category>
		<category><![CDATA[equilíbrio]]></category>
		<category><![CDATA[fronteira]]></category>
		<category><![CDATA[resiliência]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Morreu o pé de manjericão. Após anos de luta silenciosa, desistiu. Mataram-no o calor escorchante, o desatento regar, a terra cansada, o tempo certo de existir de um manjericão. Tudo isso e, ainda assim, doeu-me. Mirar assim a borda das coisas. Há limite para o corpo e para vida, preciso aprender a acreditar. Senti-me atônita [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div>Morreu o<a href="http://www.vivermaissimples.com/2013/12/como-um-pe-de-manjericao.html"> pé de manjericão.</a></div>
<div>Após anos de luta silenciosa, desistiu.</div>
<div>Mataram-no o calor escorchante, o desatento regar, a terra cansada, o tempo certo de existir de um manjericão.</div>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/02/8b0987c4a577b10006369b3aea76d32c.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" src="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/02/8b0987c4a577b10006369b3aea76d32c.jpg" height="320" width="223" /></a></div>
<div></div>
<div>Tudo isso e, ainda assim, doeu-me.</div>
<div>Mirar assim a borda das coisas.</div>
<div>Há limite para o corpo e para vida, preciso aprender a acreditar.</div>
<div>Senti-me atônita pela minha ingenuidade. Apesar de meus mortos e minhas pedras, eu ainda insisto em fingir que não.</div>
<div>Desistindo finalmente do manjericão, olhei de olhos bem abertos para mim.</div>
<div>Meu corpo, minha alma, toda eu, são como um manjericão em cultivo.</div>
<div>Às vezes, murcho. Haja água, autoamor e coragem para recomeçar.</div>
<div>Outras, acusando o golpe do moto contínuo de ser mãe, esposa, empreendedora e tão resistente ao descansar.</div>
<div>A tristeza dentro de mim é também pelo manjericão, símbolo de meu otimismo incansável&nbsp; e fantasias de infinitude. Mas sobretudo por mim mesma, cada vez mais sabedora de que a estrada de conhecer-me e melhorar-me não tem fim, mas certamente tem um preço.</div>
<div>Despeço-me do meu manjericão ressequido, com uma vaga gratidão.&nbsp; Quantas vezes temos a chance de segurar um&nbsp;&nbsp;lampejo de nosso futur oem nossas mãos?</div>
<div>Um dia também eu serei um manjericão seco.</div>
<div>Portanto que eu viva muito, navegue aventuras, ame com entusiasmo, voe sonhos de bom tamanho.</div>
<div>Pois o dia em que meu corpo se exaurir e a seiva de minha vida se esgotar, haverá de valer a pena cada dia de sol, cada lágrima, todo suor.</div>
<p></p>
<div>Sonho em transformar-me numa doce e útil lembrança, como meu manjericão resiliente</div>
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		<title>Amar as marcas do caminho</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Feb 2014 13:47:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[aprendizado]]></category>
		<category><![CDATA[autenticidade]]></category>
		<category><![CDATA[balanço]]></category>
		<category><![CDATA[caminho próprio]]></category>
		<category><![CDATA[honrar o caminho]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O ano começou com muitas reflexões e promessa de mudança. Tanto frescor, tanta novidade! Mas havia algo mais. &#160;Olhei para dentro e senti vontade de honrar também o que é antigo, o que lentamente se apaga. Banhei-me nas águas tranquilas e no andar sussurrante do amadurecer. Pulsou em mim um desejo de paz, de estar [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O ano começou com muitas reflexões e promessa de mudança.</p>
<div>Tanto frescor, tanta novidade!</div>
<div>Mas havia algo mais. &nbsp;Olhei para dentro e senti vontade de honrar também o que é antigo, o que lentamente se apaga.</div>
<div>Banhei-me nas águas tranquilas e no andar sussurrante do amadurecer.</div>
<div>Pulsou em mim um desejo de paz, de estar sem pressa neste mundo. Acolher todos os anos que &nbsp;correm em minhas veias.</div>
<div>Hoje solto minhas velas neste lago profundo que é desfrutar o tempo que já passou.</div>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/02/4d230ff36c2302e262e7e0b401e95888.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" src="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/02/4d230ff36c2302e262e7e0b401e95888.jpg" height="320" width="217" /></a></div>
<div></div>
<div>Não é nostalgia, pois não é sobre o passado que escrevo. É sobre o meu corpo e minha vida presente, com todas as tatuagens estampadas ano após ano nesta aventura de vida inteira.</div>
<div>Dei-me tempo para enxergar o que a correria dos dias nublava: já não sou tão jovem e isso tem seu preço, nem de todo mau.</div>
<div>Sim, meu corpo range e dói em algumas partes. Não se recupera tão serelepe de meus (muitos) desrespeitos a seus limites.</div>
<div>Tampouco estou decrépita, claro. Sinto-me bem viva e com toda energia de quem recomeça estradas.</div>
<div>Estou neste ponto quase meio, contudo ainda bem longe do fim (espero).</div>
<div></div>
<div>Comecei desacelerando. Desliguei as turbinas do trabalho, apreciei o mar, as areias, o vento e as cores do verão.</div>
<div>Cozinhei um pouco. Ouvi pessoas.</div>
<div>Tentei, com algum êxito, silenciar meus próprios excessos.</div>
<div>Orgulhei-me das cicatrizes, perdoei arrependimentos. &nbsp;Apaguei histórias vencidas.</div>
<div>Experimentei viver alguns dias como se não houvesse amanhã. Outros, como se não houvesse ontem.</div>
<div>Mapeei minhas fragilidades físicas e preocupei-me, como há muito não fazia.</div>
<div>Concluí passar muito tempo alimentando bobagens e irrelevâncias, machucados desimportantes que uma boa noite de sono apaga.</div>
<div>É processo para muitos anos, eu sei.</div>
<div>Mas foi nutritivo.</div>
<div>Deste mergulho, trago mais otimismo. Percebo que algo desinflama em meu coração e isto é bom.</div>
<div>Para celebrar esta vida já tão repleta de passos, decidi não mais esconder meus cabelos brancos.</div>
<div>(Como tudo, é teste e pode ser revertido, se me aprouver).</div>
<div>Mas por agora, olho enternecida os primeiros fios se espalharem, teia de minha história, rumo do meu saber ser.</div>
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		<title>O que realmente importa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jan 2014 13:39:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[antídotos]]></category>
		<category><![CDATA[aprendizado]]></category>
		<category><![CDATA[presente]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Inícios de ano despertam um vento de nostalgia em mim.A ideia de um ano velho se despedindo.Meu aniversário, no dia três, marco de mais quilometragem nesta estrada.O começo de janeiro é um tempo de reflexão na minha vida.Mas o impacto de tudo isso, sempre estampa num único lugar: o presente. Passei um final de ano [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Inícios de ano despertam um vento de nostalgia em mim.<br />A ideia de um ano velho se despedindo.<br />Meu aniversário, no dia três, marco de mais quilometragem nesta estrada.<br />O começo de janeiro é um tempo de reflexão na minha vida.<br />Mas o impacto de tudo isso, sempre estampa num único lugar: <b>o presente.</b></p>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/01/a7a3f3211c9c51508a573953f3c74abb.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img decoding="async" border="0" src="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/01/a7a3f3211c9c51508a573953f3c74abb.jpg" /></a></div>
<p>Passei um final de ano um pouco estranho.<br />Naveguei por cidades, pessoas e memórias.<br />Emocionei-me, fiquei cansada, alegre, triste.<br />E houve aqueles momentos mais especiais, onde o coração sentiu uma pontada de sentir tão forte, como se um galho de cerejeira o espetasse.<br />Quase nunca estes momentos são grandiosos.<br />Foram singelos, pequenos gestos que me recordaram que estou viva. Com medo, mas viva. Sem nenhuma garantia, mas viva, vivíssima.<br />Dançar depois do cinema com minha pequena Olivia. Até quando ela me concederá este privilégio?<br />Fazer nada, escutando silêncios. Sem compromissos, só eu comigo.<br />Conversar sem pressa nem interrupção com o marido.<br />Revisitar espaços onde fui feliz, apenas para lembrar o quanto eu sou feliz.<br />Atravessar conversas para perceber o tanto que tenho e o quanto me custou para consegui-lo.<br />Ver meus filhos se abraçarem, nutrindo minha esperança de irmãos-amigos, um sonho importante meu.</p>
<p>E agora.<br />Agora neste preciso momento em que escrevo letra por letra. E agradeço este dom de contar histórias.<br />Pois conto histórias para me acordar e me adormecer.<br />Conto histórias para não me perder no caminho de ser eu &nbsp;mesma.<br />Escrever é minha cura, minha redenção.<br />E escrevo hoje, sobre todos os tempos.<br />Fiquemos aqui, neste hoje. Juntos.</p>
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		<title>Um passo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 06 Oct 2013 20:46:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[aprendizado]]></category>
		<category><![CDATA[mudança]]></category>
		<category><![CDATA[pausa]]></category>
		<category><![CDATA[planejamento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Tenho sonhos, visões, fantasias, sou uma de nós.Humanos.A novidade é aprender a dar passos menores. Melhor ainda, um passo de cada vez. E esperar.Exercício bem difícil, às vezes, excruciante.O pequeno e a espera. Tão desafiadores para mim.Sou dada a voos bem altos, amo escancarar minhas amplas asas rumo ao infinito.E sou capaz sim, bem sei, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Tenho sonhos, visões, fantasias, sou uma de nós.<br />Humanos.<br />A novidade é aprender a dar passos menores. Melhor ainda, um passo de cada vez.</p>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2013/10/5b0cf9050c2fbf12aa4065a681a98c6e-1.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" height="320" src="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2013/10/5b0cf9050c2fbf12aa4065a681a98c6e.jpg" width="222" /></a></div>
<p>E esperar.<br />Exercício bem difícil, às vezes, excruciante.<br />O pequeno e a espera. Tão desafiadores para mim.<br />Sou dada a voos bem altos, amo escancarar minhas amplas asas rumo ao infinito.<br />E sou capaz sim, bem sei, de voar bonito e bem longe.<br />Sou capaz, mas será preciso?<br />Aprendiz de <a href="http://www.vivermaissimples.com/2011/03/asas-para-voar.html">Dédalo</a>, venho praticando sonhos de bom tamanho.<br />O caminho é longo, a vida é larga e eu sou grande.<br />Mas é preciso cuidar-me mais. Preservar-me.<br />Povoo a terra de sementes, algumas (muitas) não vingarão.<br />Aliás, já cultivei árvores inteiras, só para deixá-las para trás.<br />O tempo agora é de um pouco.<br />O trabalho está bem plantado, os próximos desejos rabiscados no meu imaginário. Agora é regar os brotos e esperar.<br />Enquanto isso, somente os passos necessários. Um de cada vez. Miudinhos.<br />Esperar.<br />Otimista, de que haverá sol e água suficiente para as mudas.<br />Confiante, que o não não foi não devia ter sido.<br />E persistir no que é maior: viver mais simples e ajudar o outro no frutificar, sendo feliz. E neste movimento, ser eu mesma feliz e frutífera.<br />São também tempos de poda e geadas inesperadas, vez por outra, desmanchando o que era dado como certo.<br />Mais do que nunca, é hora de sabedoria, paciência e pausa.<br />Lancei minhas sementes ao vento e agora, vou avançando cuidadosamente.<br />Sem pressas inúteis, nem excessos. <br />Entre silêncios e esperança, atravesso esta transição.<br />Intuo novidades grandes, voluptuosas e ardentes.<br />Não agora.<br />Agora é tempo de gestar possíveis.<br />Sigo calada e atenta, olhos de estrela no arado.</p>
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		<title>Abrindo perspectivas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Aug 2013 14:50:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[aprendizado]]></category>
		<category><![CDATA[compaixão]]></category>
		<category><![CDATA[diversidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8220;Vi um vulto ao longeEra um bichoCheguei mais pertoEra um homemCheguei ainda mais pertoEra meu irmão&#8221; &#160; &#160; &#160; &#160;Provérbio Tibetano #1. Chego do almoço em meio a uma &#160;Cinelândia lotada de policiais.Pergunto a dois deles: &#8220;o que vai acontecer?&#8221;. Eles não sabem. &#160;No olhar deles vejo mais apreensão do que eu mesma sinto, por [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Vi um vulto ao longe<br />Era um bicho<br />Cheguei mais perto<br />Era um homem<br />Cheguei ainda mais perto<br />Era meu irmão&#8221;</p>
<p>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Provérbio Tibetano</p>
<p>#1. Chego do almoço em meio a uma &nbsp;Cinelândia lotada de policiais.<br />Pergunto a dois deles: &#8220;o que vai acontecer?&#8221;. Eles não sabem. &nbsp;No olhar deles vejo mais apreensão do que eu mesma sinto, por que estarei &#8220;protegida&#8221; num sexto andar, bem longe da rua.<br />Despeço-me desejando boa sorte para todos nós, subitamente consciente de não somos inimigos. Recebo um &#8220;vai com Deus&#8221; e um sorriso.</p>
<p><b>Será que o inimigo é o policial?</b><br /><b>Ou seria a violência, a falta de preparo, o medo generalizado, a</b><b>&nbsp;corrupção, a inércia, o descaso?</b><br /><b><br /></b></p>
<table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a href="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2013/08/pmcomflor.jpg" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><img decoding="async" border="0" src="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2013/08/pmcomflor.jpg" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;">Fonte:&nbsp;<a href="http://img.ly/4vki">http://img.ly/4vki</a></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>#2. Mídia Ninja vai no Roda Viva. &nbsp; Não vi o programa, apenas a repercussão. Alguns elogiam o momento histórico. Outros, como <a href="https://www.facebook.com/cronai/posts/10200681347210679">Cora Rónai</a>, questionam o maniqueísmo &#8220;mídia ninja é do bem x mídia tradicional&#8221; é do mal.<br />O projeto Fora do Eixo, ligado ao Mídia Ninja, deixou de ser pedra e virou vidraça. &nbsp;Há&nbsp;<a href="https://www.facebook.com/piravilela/posts/684090298272627">os que fazem a sua defesa </a>&nbsp;e <a href="https://www.facebook.com/beatriz.seigner">os que questionam o grupo</a>, Vale ler e refletir.<br /><b><br /></b><b>A &#8220;realidade&#8221;pode ser traduzida por vários pontos de vista e contada por vozes em vários tons. Há várias possibilidades de leitura. E há muito mais nuances do que os extremos Bem x Mal.</b><br /><b><br /></b>#3.Amigos aplaudem e questionam capa da revista TPM, mostrando mulher produzida vs. mulher não &nbsp;produzida.<br />Os que curtem, gostam da<a href="http://revistatpm.uol.com.br/revista/134/editorial/uma-verdade-inconveniente.html"> provocação ao modelo &#8220;mulher perfeita&#8221;.</a><br /><a href="http://julianacunha.com/blog/2013/08/07/tpm-e-os-limites-do-feminismo-de-farmacia/">Os que não curtem tanto</a>, lembram de modelos anoréxicas em propagandas da mesma revista.<br />Em comum: uma crítica ao padrão mulher-maravilhosa-sem-rugas-sem-cachos-sem-pelos<br /><b><br /></b><b>Diferente, mas igual. Mas diferente.</b></p>
<p>Poderia seguir mostrando exemplos e mais exemplos para provar o mesmo ponto:<br />&#8211; <b>Há mais de um jeito de enxergar (e narrar) o &nbsp;mundo</b><br /><b>&#8211; Esta diversidade é preciosa para formarmos nossas próprias escolhas e opinião.</b></p>
<p>O risco é considerarmos apenas uma fonte, uma voz, um jeito de pensar. &nbsp;E, cristalizados nesta verdade, sermos intolerantes e sem compaixão.<br />De perto, somos todos irmãos. Todos sentem dor, seja coquetel molotov, pedra portuguesa ou bala de borracha.<br />Alguns, claro, tem mais poder de fogo.<br />Mesmo assim,cada vez mais acredito no diálogo entre diferenças para encontrar um melhor caminho.<br /><b>Não violento.</b></p>
<p>Aprendi recentemente que verdades são acordos provisórios. &nbsp;Aprendi, há mais tempo, que amar é uma força que sustenta mais que o ódio.</p>
<p>Portanto, caminhemos de mãos dadas. Atentos e serenos. &nbsp;Inquietos e compassivos.<br />Não pensemos no Bem e no Mal. Vivamos o bem que podemos ser. E lidemos com o nosso mal e o mal alheio da melhor forma possível.</p>
<p>A pergunta no final, é esta: o que você está fazendo com tudo que recebe de informação? <b>Qual é a SUA opinião. E o que pretende fazer com ela?</b></p>
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