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	<title>Arquivos coragem - Viver Mais Simples</title>
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		<title>Já não mais ainda</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 May 2019 14:41:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[amor próprio]]></category>
		<category><![CDATA[antídotos]]></category>
		<category><![CDATA[autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[coragem]]></category>
		<category><![CDATA[gratidão]]></category>
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		<category><![CDATA[desenvolvimento pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[futuro]]></category>
		<category><![CDATA[sonhos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Isso de ser exatamente o que se é ainda vai nos levar além.  Paulo Leminski Desperto cheia de sensações. Havia sonhado com um enorme jacaré.  Era preciso contê-lo e o meio para isto era eletricidade. Primeiro eu sentia um medo e uma ansiedade. Até que não mais e já era possível libertá-lo. Um jacaré livre, mais manso, no [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="fr">Isso de ser exatamente o que se é ainda vai nos levar além.  <a href="https://www.pensador.com/autor/paulo_leminski/">Paulo Leminski</a></p>
<div></div>
<div>Desperto cheia de sensações. Havia sonhado com um enorme jacaré.  Era preciso contê-lo e o meio para isto era eletricidade.</div>
<div>Primeiro eu sentia um medo e uma ansiedade. Até que não mais e já era possível libertá-lo.</div>
<div>Um jacaré livre, mais manso, no entanto jacaré.</div>
<div></div>
<div>Em restrospecto, percebo que a agitação do sono reflete o movimento dos dias. Esperas, mudanças por vir, sentimentos alvoraçados abalroando-se por dentro.</div>
<div>Fazer fronteira e ampliar fronteiras. Acolher necessidades alheias e acolher-me.</div>
<div>Meus dias têm sido uma revoada de pensamentos e emoções. Decisões a tomar, sim e não por toda a parte.</div>
<div>Respiro fundo, muito fundo.</div>
<div></div>
<div>Para além de tanto tumulto, reencontro meu lago pacífico. Peixes nadam livres, coragem pulsa forte.</div>
<div>Há muita dádiva e experiência nutritiva no meu campo semeado.</div>
<div></div>
<div>Apesar do sobressalto no peito, permito-me sonhar com esperança. Gestar este segundo semestre com mais amor e mais prosperidade. Deleitar-me em antecipação com as férias necessárias.</div>
<div></div>
<div>Ainda tenho tanto a decidir e realizar. Mas por um momento, deito-me no mar da boa aventurança. Confio na minha boa sorte e na potência do meu trabalho de ser quem eu sou.</div>
<div></div>
<div>Já não mais. No entanto ainda.</div>
<div>O presente grávido de futuro me sustenta.</div>
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		<title>Encontrando fôlego</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Feb 2019 01:28:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[coragem]]></category>
		<category><![CDATA[Resiliência]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Barragem-tempestade-incêndio-helicóptero Uma onda tão perto da outra, quase fico sem respirar. Acolho a dor de feridas, desta vez tão próximas: Estive em Brumadinho há pouco mais de seis meses. A funcionária de uma amiga morreu, soterrada por sua própria casa, na Rocinha. Meu filho é um jovem atleta. Ricardo Boechat era uma voz familiar no [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Barragem-tempestade-incêndio-helicóptero</p>
<p>Uma onda tão perto da outra, quase fico sem respirar.</p>
<p>Acolho a dor de feridas, desta vez tão próximas:</p>
<p>Estive em <strong><a href="https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2019/02/inhotim-reabre-em-brumadinho-com-missao-de-reerguer-cidade.shtml">Brumadinho </a></strong>há pouco mais de seis meses.</p>
<p>A funcionária de uma amiga morreu, soterrada por sua própria casa, na <strong><a href="https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2019/02/07/rocinha-foi-regiao-mais-atingida-pela-chuva-no-rio-video-mostra-morador-levado-por-correnteza.ghtml">Rocinha</a></strong>.</p>
<p>Meu filho é um <strong><a href="https://esportes.estadao.com.br/noticias/futebol,incendio-no-ninho-do-urubu-ct-do-flamengo,70002713388">jovem atleta</a></strong>.</p>
<p><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Ricardo_Boechat"><strong>Ricardo Boechat</strong></a> era uma voz familiar no meu cotidiano.</p>
<p>A Cidade. O Estado. O País. Tão longe dos meus sonhos.</p>
<p>Busco coragem no fundo de meus pulmões. E respiro.</p>
<p>Respiro no encontro com outros seres humanos amorosos na resistência.</p>
<p>Respiro ao dar minha modesta ajuda ao morador em situação de rua.</p>
<p>Respiro ao comprar fraldas para o pai de gêmeos.</p>
<p>Respiro ao apoiar projetos de quem se desdobra para embelezar o mundo e o coração dos homens.</p>
<p>Respiro ao dar mais um passo no inventário de meu pai.</p>
<p>Respiro no demorado mergulho no mar.</p>
<p>Respiro ao cozinhar para o irmão em tratamento.</p>
<p>Respiro ao chorar no ombro que me acolhe.</p>
<p>Respiro e ajudo a respirar.</p>
<p>Teimosamente respiro. Minha teimosia vem de longe. Vem da paciência de meu avô, que comprou sua fazenda aos setenta anos. Vem a obstinação de meu pai. Vem da esperança corporificada em meus fihos.  Persistência cujo nome é Celso, Alberto, Leonardo, Olivia.</p>
<p>Respiro.</p>
<p>Aprendo a respirar debaixo de água, fogo, lama e fumaça.</p>
<p>E assim, cuidando de me próprio fôlego&#8230;</p>
<p>Ofereço-te minha mão.</p>
<p>Se você sente desalento, medo ou outro tipo de sentimento relacionado, <strong><a href="leticia@leticiacarneiro.com">conte para mim</a></strong>. Estou pensando em maneiras de contribuir para nossa resiliência coletiva.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>2018: o ano de atravessar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Feb 2019 21:24:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[coragem]]></category>
		<category><![CDATA[equilíbrio]]></category>
		<category><![CDATA[gratidão]]></category>
		<category><![CDATA[planejamento]]></category>
		<category><![CDATA[sonho de bom tamanho]]></category>
		<category><![CDATA[vontades frouxas]]></category>
		<category><![CDATA[Balanço 2018]]></category>
		<category><![CDATA[Vontades Frouxas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em 2019, o Viver Mais Simples completa dez anos.  Apesar do silêncio desde setembro, sinto a voz cada vez vindo de mais fundo. Dei-me um pouco  mais de tempo para os tradicionais posts de início de ano. Hoje, navegando pelas fotos de 2018, soube que era a hora de contar para vocês como foi meu ano [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em 2019, o Viver Mais Simples completa dez anos.  Apesar do silêncio desde setembro, sinto a voz cada vez vindo de mais fundo. Dei-me um pouco  mais de tempo para os tradicionais posts de início de ano. Hoje, navegando pelas fotos de 2018, soube que era a hora de contar para vocês como foi meu ano e partilhar meus sonhos de bom tamanho para 2019.</p>
<p>2018 foi muito intenso. Uma jornada de beleza e redemoinhos, com momentos onde o fôlego pareceu insuficiente. Mas não foi.  Conquistei feitos preciosos e atravessei as tempestades com muita elegância.</p>
<p>O tema do ano era &#8220;<a href="http://www.vivermaissimples.com/vontades-frouxas-2018-o-ano-de-reconhecer-me/">O ano de reconhecer-me</a>&#8220;. Mal sabia eu que o título original, &#8220;o ano de atravessar&#8221;, teria sido mais preciso.</p>
<p>2018 foi o ano mais escasso, financeiramente, desde o início do <a href="http://www.vivermaissimples.com/oito-anos-de-viver-mais-simples/">Viver Mais Simples</a>. Perdi-me no primeiro semestre com um grande projeto que tornou-se bastante penoso.  Decidi, junto com Érica, que era tempo de transformar o <a href="http://www.vivermaissimples.com/hora-de-fazer-lancando-o-odisseia/">Odisseia </a>numa parceria mais fluida.  Ainda me recuperando do<a href="http://www.vivermaissimples.com/faz-um-ano/"> luto de meu pai</a>, descobri que meu irmão caçula sofre de câncer metatástico. Mergulhei nas tarefas áridas de inventariante e síndica do condomínio de praia.  Vivi altos e baixos na vida pessoal.  Enfim, um ano de sobriedade e pragmatismo.</p>
<p>Por outro lado, foi um tempo de outras riquezas, daquelas mais raras:  minhas relações de amizade floresceram, com momentos de muita intimidade e emoção.  Trabalhei em águas mais profundas do que nunca, tanto na organização de ideias como no projeto Escafandro, meu trabalho mais autoral desde o <a href="http://www.vivermaissimples.com/afinal-o-que-e-o-voe/">Voe</a>.  Fui Mãe com M maiúsculo, vivendo momentos de muita parceria com meus filhos e o pai deles.  Usufruí da disciplina e conhecimento advindos das reformas e projetos burocráticos que empreendi com muito sucesso.  Guardei um tempo valioso para meu crescimento espiritual, emocional e intelectual, incluindo os novos saberes na <a href="https://papodehomem.com.br/comunicacao-nao-violenta-o-que-e-e-como-praticar/">Comunicação Não Violenta</a> e <a href="http://afferolab.educacao.ws/blog/wp-content/uploads/2016/01/livro-6d.pdf">Aprendizagem para adultos</a>.</p>
<p>Emerjo desta odisseia com muita certeza de que preciso ser mais focada e precisa neste ano. Contudo, também aprendi que é possível viver momentos gloriosos mesmo nos tempos mais sombrios. Esta fé anima minha coragem e minha esperança: vale muito a pena ser quem eu  sou.</p>
<p>O Brasil, o Rio e o mundo não estão na sua fase mais bonita de se ver. Novos governos que não priorizam Direitos Humanos ou Ambientais; uma economia ainda recolhida; violência e pobreza espalhadas pelas ruas.  Vejo tudo com muita atenção e autoempatia. Ainda é tempo de travessia e há muito o que fazer.</p>
<p>Não sou mais tão inocente no meu entusiasmo. Ele agora vem de um outro lugar. De quem não tem mais pai ou marido. De quem ainda precisa batalhar pela sustentabilidade do Viver Mais Simples. Mas meus músculos estão prontos e sinto mais amor e gratidão do que nunca. Vamos em frente!</p>
<p>Mas antes, vamos olhar o retrovisor&#8230;</p>
<p>As<a href="http://www.vivermaissimples.com/vontades-frouxas-2018-o-ano-de-reconhecer-me/"> vontades-frouxas</a> foram sóbrias e quase todas alcançadas, mostrando o valor de meu trabalho com intenções:</p>
<p><strong>Autonomia com  Responsabilidade para os filhos: </strong>Léo  exerceu sua liberdade de ir e vir, transitando entre a escola, o clube e passeios com os amigos. Vibrei vendo sua performance como atleta de basquete do Fluminense. Mas sobretudo foi o ano em que ele deu uma virada na escola, apoiada num bom plano feito a seis mãos comigo e o pai dele. Destaco também sua redação sobre a violência contra as mulheres, um momento de muito orgulho para mim.</p>
<p>Olivia também floresceu, frequentando a casa de amigas e, aos poucos, vencendo seu medo de ficar só. Enfrentou também uma turma mais avançada na Ginástica Rítmica e foi muito corajosa em persistir.  Amadureceu suas emoções e foi uma filha alegre, criativa e parceira. Cozinhamos muito juntas e tivemos um ano de mais conversa e menos brigas.</p>
<p><strong>Trabalhar com sentido:</strong>  aqui, experimentei as duas pontas.  Ser guiada pelo medo da escassez e ser capaz de navegar com desenvoltura em águas profundas.</p>
<p>O medo da escassez me levou a envolver-me num projeto grande e complicado no primeiro semestre. No final, perdi foco e comprometi minha capacidade de implementar meus próprios planos. O projeto acabou cancelado, mas dele trago aprendizados valiosos sobre câncer e seu tratamento; uma parceria mais madura com o amigo de longa data Gian, que logo rendeu um lindo workshop; um convívio íntimo com uma velha amiga da família; estar de novo em São Paulo e trabalhar com uma nova cliente muito especial.</p>
<p>Outro marco do ano foi a decisão de &#8220;fechar&#8221; o negócio Odisseia. Érica e eu seguimos na parceria, mas sem dedicar esforços a marketing, divulgação, etc. De forma contraintuitiva, a decisão nos trouxe novos trabalhos e uma participação inesquecível na &#8220;<a href="https://www.facebook.com/sulamericaparadiso/videos/hora-do-blush/1630178207020115/">Hora do Blush</a>&#8221; de Isabella Saes. Este novo modelo de parceria dialoga com nossos projetos diferenciados de vida e trabalho, numa harmonia orgânica que tem nos feito muito felizes e realizadas.</p>
<p>Foi um ano de criar novos vínculos na <a href="https://www.afferolab.com.br/">Affero</a>, conhecendo uma rede incrível de facilitadores e realizando dois workshops.  Também foi o ano de inaugurar meu trabalho na <a href="http://www.escoladerebeldia.com/">Escola de Rebeldia</a>, com o workshop de autoconhecimento e inteligência Escafandro. Talvez o  meu trabalho mais autêntico desde o <a href="http://www.vivermaissimples.com/category/sem-categoria/">Voe</a>. Com a diferença de um tamanho bem mais manejável!  Também fiz outros projetos mais pontuais com parceiros e clientes queridos.</p>
<p>Não poderia deixar de citar clientes muito especiais de organização de ideias: alguns novos, outros nem tanto&#8230; Michel, Paula, Breno, Renato, Léo, Alba, Isadora, Saam, Pat e Clara. Sinto-me muito grata por tudo o que construímos.</p>
<p><strong>Viver do &#8220;dinheiro novo&#8221;: </strong>este foi, sem dúvida, o ponto vulnerável do ano. Por uma série de motivos, foi um dos anos menos rentáveis desde que saí do mundo corporativo.  As reservas seguraram o tranco, mas esta é uma prioridade para 2019. Eu imaginava que trabalhar em projetos de outras pessoas seria uma boa saída. Aprendi que é importante sustentar a visibilidade e frequência de minhas iniciativas próprias, mesmo me abrindo para parcerias. Também refleti sobre a boa medida de trabalho voluntário e a serviço de outros projetos. Este é um ano que pede disciplina, foco e ritmo e sei que não será de uma hora para outra, mas vamos avante.</p>
<p><strong>Caminhar no amor</strong></p>
<p>Aqui, também um aprendizado sobre diferenças, individualidade e crescimento.  Ainda em processo, mas um convite para um maior equilíbrio entre os meus projetos pessoais e os projetos em parceria.  Mesmo entre alguma turbulência, foi um tempo de lindas viagens, muita arte e muita superação.  São dois anos de uma aventura muito bem-vinda.</p>
<p>O mais belo da trajetória foi acompanhar a transição profissional de meu amor: seu curso de Iluminação Cênica, seus primeiros trabalhos, incluindo Incômodos, no Castelo do Flamento e King, na Cidade das Artes.  Ser testemunha de tanta coragem e determinação foi um grande presente.</p>
<p><strong>Cuidar das raízes</strong></p>
<p>Aqui, um dos marcos do meu ano: usar do inventário de meu pai para pavimentar as relações com os tios, meus irmãos e minha madrasta. Aprender a ser órfã, sendo gente grande que frequenta cartório e resolve tarefas espinhosas.  E fazer com alegria, curtindo a casa dos avós que já partiram, sentindo-me em comunhão com meu pai. Tem sido duro (e ainda tem chão até fecharmos toda a burocracia), mas foi um dos pontos altos do ano, de uma forma inesperada.</p>
<p><a href="http://www.vivermaissimples.com/ancoragem-para-zarpar/"><strong>Ancoragem</strong></a>:</p>
<p>Como sempre, um dos pilares do Viver Mais Simples. E este ano foi um pouco diferente do planejado, mas não faltou: Três Workshops dos Sonhos com <a href="https://www.facebook.com/corpointeiro/posts/corpo-inteiro-uma-conquista-resulta-de-mais-de-35-anos-de-pesquisa-de-adriana-fe/1765498883681533/">Adriana Ferreira</a>, um workshop das Intenções com <a href="https://www.facebook.com/oficinaestudos/">Zeneide Jacob Mendes</a>; <a href="https://www.youtube.com/watch?v=nY_pMR0aaSA">Formação em 6ds</a> na Affero; Curso de Comunicação Reparativa com Sérgio Harari e um Workshop com Joan Garriga sobre Constelações Familiares.</p>
<p>No campo espiritual, foi o ano difícil de me despedir de Abadiânia após a descoberta da perversidade ali existente. Despedida dura, todavia com gratidão pelas bençãos recebidas, mesmo enlutada pela forma como um local sagrado foi violado.  Sigo na busca, com outras parcerias e outros locais.</p>
<p>Foi um ano de muita arte  e viagens também.  Fui ver shows de Paralamas, Frejat e o meu favorito, Ofertório com Caetano e filhos.  Viajei várias vezes para São Paulo, mas também a Uberaba para a vernissage de minha amiga Suze Villas-Boas&#8230; E o ponto alto, uma viagem deliciosa por Minas, incluindo o Santuário do Caraça e Inhotim. Tudo guiado pelo professor de Arte Flávio Gil.</p>
<p>Foi um ano em que li muito pouco, mas o que li valeu a pena:   Amor que faz bem, de Joan Garriga e <a href="https://www.travessa.com.br/comunicacao-nao-violenta-tecnicas-para-aprimorar-relacionamentos-pessoais-e-profissionais-3-ed-2006/artigo/ba37ce85-b76a-4a61-af59-33ca3b624636">Comunicação Não-Violenta de Marshall Rosemberg</a>.</p>
<p>E um tipo novo de ancoragem que foi fazer pequenas reformas na casa de praia e no apartamento do Rio, resultando em uma energia boa de vida doméstica azeitada.</p>
<p>O cuidado com o corpo começou a ser pauta no final de ano: comecei a <a href="https://www.eutonia.org.br/profissionais/maria.thereza.feitosa">Eutonia </a>e, mesmo que um tanto errática, segui com a homeopatia, terapias e acupuntura.</p>
<p>As artes coralinas foram representadas pela culinária&#8230; Mas peguei mais firme em  2019&#8230;</p>
<p>Finalmente, uma vontade frouxa não formulada mas que foi um dos pontos altos de 2018: <strong>a amizade</strong>.</p>
<p>Tive quatro encontros maravilhosos com as amigas &#8220;da Maré&#8221;, um grupo criado por Érica e cheio de mulheres interessantes e interessadas, que se encontram a cada estação. O mais emocionante foi o &#8220;Sarau da Saudade&#8221; em julho, mês de aniversário de um ano da morte meu pai. Fizemos um jantar lá em casa e cada uma leu um texto ou falou de uma memória do pai que já partiu. Inesquecível.</p>
<p>2018 foi assim: agridoce, claro/escuro.  Um ano de contrastes que me ensinou muito e me fez crescer. Por isto sou grata.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Para fechar, 2018 &#8220;in a nutshell&#8221; para eu me lembrar para sempre de tanta aventura, beleza e travessia&#8230;</p>
<p><strong>Janeiro</strong>:  Temporada na Praia de Carapebus e peça A Alma Imoral</p>
<p><strong>Fevereiro</strong>: 45 anos com Conga, na Casa da Tata; Carnaval na Praia; Ateliê no Escuro</p>
<p><strong>Março</strong>: Abadiânia; Itaperuna; Jantar com Breno; Semana Santa Praia; Assalto</p>
<p><strong>Abril</strong>: Encontro Maré, Affero Forquilhinha; Viagem SP; Workshop dos Sonhos Matutu</p>
<p><strong>Maio</strong>: Viagem SP com crianças; Jornada Odisseia; Odisseia Orientação Vocacional; Workshop Affero Eneva; 1a Comunhão Alê</p>
<p><strong>Junho: </strong>Show Ofertório; Viagem SP com crianças; Liv Mundi; Peça Blood, Blood, Blood; Começa curso CNV; Show Tributo Queen; Aniversário Tetê</p>
<p><strong>Julho</strong>: Sarau da Saudade; Estreia da Olivia na Kihu; Hora do Blush com Érica; Capitalismo Consciente com Maurício; Show Paralamas e Frejat; Show Arranco de Varsóvia; Fotos by Rogério Belório; Viagem Minas</p>
<p><strong>Agosto</strong>: PlaynPlug; Transformação Digital com Carol; Workshop Kimberly Clark; Festa Aniversário Bernardo; Trabalho História com amigos do Léo</p>
<p><strong>Setembro</strong>: Lançamento Barba Azul, com minha contracapa; Festa Olivia; Fórum Reiventar; Rifa Carijó e Artistas da Mata; Show Moça Prosa; Musical Elza; Workshop IMC (Coca);  Incêndio Museu Nacional</p>
<p><strong>Outubro</strong>: Reuniões com irmãos e tios para falar de inventário; Constelação com Anna Isabel;  Viagem para Uberaba (Sonhos e Suze), Campos do Jordão e Penedo; PréVestibular Social em Magé</p>
<p><strong>Novembro</strong>: Peça Malala; Abadiânia; Workshop Coca-Cola; Workshop Joan Garriga; Workshop Sonhos Tiradentes; Check Up; Festival GastroGalactico</p>
<p><strong>Dezembro</strong>: Festa de Halloween para Yoda; Encontros de Natal; Mapa com Chris; Centro com Sérgio; Workshop Marketing Coca; Workshop Aquatop; Workshop Globosat; Workshop Lego com Olivia; King (Lennom); Reformas casa e casa de praia; Workshop Intenções; Semana com sobrinhos;  Caio com câncer</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Um futuro sobre cinzas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Sep 2018 15:49:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[coragem]]></category>
		<category><![CDATA[memórias felizes]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Todos que por aqui passem protejam esta laje, pois ela guarda um documento que revela a cultura de uma geração e um marco na história de um povo que soube construir o seu próprio futuro”.  Texto escrito no chão do Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista. Ontem meu coração se incendiou. No início, uma [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>“<strong><em>Todos que por aqui passem protejam esta laje, pois ela guarda um documento que revela a cultura de uma geração e um marco na história de um povo que soube construir o seu próprio futuro”. </em></strong><br />
Texto escrito no chão do Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista.</p>
<p>Ontem meu coração se incendiou.</p>
<p>No início, uma tristeza e uma dor física.  Melancolia, sentir-me inerte. Como se estivesse sufocando na fumaça incessante que transbordava da tela da tv.</p>
<p>Aos poucos, lendo textos de amigos, vendo as notícias e as reações, meus sentimentos clarearam. E quero honrar este processo com este texto, ilustrado pela inocência de minha priminha Gabi ao visitar a Aranha do Mar. Aranhad do Mar que veio lá do Japão e agora mora no céu dos objetos perdidos pelo descaso humano.</p>
<p>São diversas camadas de dor e as compartilho na esperança de enlaçarmos nossas mãos enquanto digerimos como construir um futuro para esta cidade e este país abandonados.</p>
<p><strong>A primeira dor foi da perda afetiva.</strong></p>
<p>Muitos descreveram a sua reação ao incêndio assim: &#8220;foi como perder alguém da família&#8221;. Claro. O Museu Nacional guardava muito mais do que os preciosos 20 milhões de tesouros incinerados.  Ele guardava um espaço afetivo na nossa memória de criança. E nas nossas histórias como mães e pais.  Foi perder uma parte nossa, sem possibilidade de retorno. Um fim. A morte de alguém da família.</p>
<p><strong>A segunda dor foi do sentimento de impotência.</strong></p>
<p><i>&#8220;A gente se acostuma à violência, e aceitando a violência, que haja número para os mortos. E, aceitando os números, aceita não haver a paz.<br />
A gente se acostuma a coisas demais para não sofrer. A gente se acostuma para não se ralar na aspereza para preservar a pele.<br />
A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que de tanto se acostumar, se perde por si mesma.<br />
A gente se acostuma, eu sei, mas não devia.&#8221; </i>Marina Colassanti</p>
<p>A cada dia que caminho sobressaltada. A cada dia que finjo ignorar famílias e mais famílias de moradores de rua. A cada dia que vejo um estabelecimento de portas fechadas. A cada dia que testemunho lados que deveriam estar juntos esbravejando sectarismos.  A cada notícia de desfalque, salário abusivo de parlamentares, escárnio com nosso povo e nosso futuro.</p>
<p>A cada dia, me enterrava num sentimento de impotência e anestesia. &#8220;A gente se acostuma&#8221;.   Não quero e não posso mais viver assim.</p>
<p><strong>A terceira dor foi de solidariedade. </strong></p>
<p>Tantas histórias dos pesquisadores e pesquisadoras, aos prantos, enterrando décadas de pesquisa.  Amigas que trabalham com Ciência, Arte e na Universidade Pública desabafando sua exaustão em lutar contra um fogo que se alastra veloz: o fogo da ignorância e do descuido com a Educação e o Conhecimento. Cientistas desconsolados, recordando que acenderam a chama do seu desejo de servir à Ciência bem ali,  entre esqueletos de dinossauro, borboletas e múmias.</p>
<p>Ouvir estas vozes e presenciar estas lágrimas doeu muito. O outro sofre tanbém. O outro luta, tantas vezes sozinho.</p>
<p>Percebi que a cada dia, eu vinha morrendo um pouco. Mas persistia em sobreviver, buscando luz nos meus planos, sem muita fé nos governos, nas mudanças de fora. Mas, de certa forma, anestesiada e relativamente míope. O fogo do Museu Nacional me reanimou.</p>
<p><strong>Precisamos honrar tudo o  que perdemos:</strong></p>
<p>&#8220;Queimamos o quinto maior acervo do mundo.<br />
Queimamos o fóssil de 12 mil anos de Luzia, descoberta que refez todas as pesquisas sobre ocu<span class="text_exposed_show">pação das Américas.<br />
Queimamos murais de Pompeia.<br />
Queimamos o sarcófago de Sha Amum Em Su, um dos únicos no mundo que nunca foram abertos.<br />
Queimamos o acervo de botânica Bertha Lutz.<br />
Queimamos o maior dinossauro brasileiro já montado com peças quase todas originais.<br />
Queimamos o Angaturama Limai, maior carnívoro brasileiro.<br />
Queimamos alguns fósseis de plantas já extintas.<br />
Queimamos o maior acervo de meteoritos da América Latina.<br />
Queimamos o trono do rei Adandozan, do reino africano de Daomé, datado do século XVIII.<br />
Queimamos o prédio onde foi assinada a independência do Brasil.<br />
Queimamos duas bibliotecas.</span></p>
<div class="text_exposed_show">
<p>Queimamos a carreira de 90 pesquisadores e outros técnicos.</p>
<p>O que arde no Museu é uma parte da história antropológica da humanidade. Da história científica da humanidade.</p>
<p>Se eles pudessem, nos queimavam junto com as paredes do museu, com o prédio em si, com as salas de onde D. Pedro II reinou, com os corredores por onde transitaram os feitores da primeira constituição da república,<br />
se eles pudessem, eles nos queimavam.</p>
<p>É imensurável o que perdemos. Rui Da Cruz Jr. &#8221;</p>
<p>Destas três dores, pretendo erguer meu convite à resistência. Por que basta. Nós somos muitos. Nós somos mais. Nós queremos um futuro com Educação, Arte, Ciência, Cultura, Progresso, Justiça e Prosperidade.</p>
</div>
<p>Cada um pode fazer sua parte para que estas cinzas não virem simplesmente pó. Que estas cinzas sejam semente para uma transformação real. Um marco para mudarmos a história desta cidade e deste país que amamos.</p>
<p><strong>Como podemos ajudar?</strong></p>
<p><strong>Ajudando a preservar a memória do Museu:</strong> os alunos de museologia da UNIRIO iniciaram um movimento para resgatar imagens do Museu Nacional. Envie suas fotos para: <strong>thg.museo@gmail.com</strong></p>
<p>Contribuindo  e se engajando com  a <em><strong><a href="https://www.facebook.com/amigosdomuseunacional/">Associação de Amigos do Museu Nacional</a> , </strong></em>entidade da sociedade civil que desde 1937 tenta cumprir o vácuo do Governo, como ocorre em tantos outros museus.</p>
<p><strong>Evitando disseminar Fake News e reproduzindo mensagens de ódio, mesmo com a intenção de discordar.</strong> Vamos manter nossas mentes e corações elevados e conscientes. Vamos vibrar positivo por nossa cidade e nosso país.</p>
<p><strong>Votando em candidatos com uma plataforma clara e experiência comprovada em áreas como Educação, Ciência e Cultura</strong>. Atenção com candidatos que priorizam a &#8220;recuperação econômica&#8221;. Sem uma política clara de Educação, não há como crescer economicamente de forma melhor distribuída e sustentável. Com injustiça social, não há paz possível.</p>
<p>Comparecendo ao <strong>ato público hoje, 3 de setembro, às 16h, na Cinelândia</strong>. Eu estarei lá.</p>
<p>Encerro este texto com trechos de Carlos Drummond de Andrade que sempre invoco em momentos de grande tristeza e necessidade de caminharmos juntos. Vamos de mãos dadas.</p>
<p>Mãos Dadas<br />
Não serei o poeta de um mundo caduco<br />
Também não cantarei o mundo futuro<br />
Estou preso à vida e olho meus companheiros<br />
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças<br />
Entre eles, considero a enorme realidade<br />
O presente é tão grande, não nos afastemos<br />
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas</p>
<p>(&#8230;)<br />
O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes<br />
A vida presente&#8221;  Carlos Drummond de Andrade</p>
<p>O Museu Nacional viverá para sempre no meu coração. Viva Lucy, as múmias, os dinossauros, a Aranha do Mar, os insetos, os artefatos indígenas&#8230; Viva o Museu! Viva a Educação,  a Ciência e a Cultura!</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>O tempo entre esperas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jun 2016 18:54:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[coragem]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Foram muitos dias, como acontece de vez em quando por aqui. Aqui dentro, maremotos acontecem. O maior desafio: contê-los. Contê-los firmemente, até domar as ondas selvagens. Medir as decisões, pesar as palavras. Aguardar o momento propício. Fazer uma coisa de cada vez. Tudo isso é desafiador para mim. Tudo isso é necessário. Tateio os próximos [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Foram muitos dias, como acontece de vez em quando por aqui.</p>
<p>Aqui dentro, maremotos acontecem. O maior desafio: contê-los. Contê-los firmemente, até domar as ondas selvagens.</p>
<p>Medir as decisões, pesar as palavras. Aguardar o momento propício. Fazer uma coisa de cada vez.</p>
<p>Tudo isso é desafiador para mim.</p>
<p>Tudo isso é necessário.</p>
<p>Tateio os próximos passos da estrada, revendo o mapa a todo instante.</p>
<p>Pensar nas consequências, para criar paciência.</p>
<p>Amar as pedras, vislumbrando melhores dias.</p>
<p>Muitos planos, muitos marcos a atingir. Há uma certa solidão neste caminhar.</p>
<p>Respiro fundo, abraço-me com firmeza.</p>
<p>Logo mais, colheita.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Os primeiros raios de sol</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Aug 2014 14:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[aventura]]></category>
		<category><![CDATA[confiar]]></category>
		<category><![CDATA[coragem]]></category>
		<category><![CDATA[resiliência]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Há tempos em que caminhamos no escuro.O começo é duro:Tatear nas sombras. Pisar em falso.A tristeza e solidão da noite sem lua.Não saber muito bem o que nos espera. Amigo ou inimigo?O sobressalto com a folha seca.Não ver o horizonte. Para estes tempos, Winston Churchill dizia:&#8220;Se você está atravessando o inferno, continue andando&#8221;. Pois se [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Há tempos em que caminhamos no escuro.<br />O começo é duro:<br />Tatear nas sombras. Pisar em falso.<br />A tristeza e solidão da noite sem lua.<br />Não saber muito bem o que nos espera. Amigo ou inimigo?<br />O sobressalto com a folha seca.<br />Não ver o horizonte.</p>
<p>Para estes tempos, Winston Churchill dizia:<br />&#8220;Se você está atravessando o inferno, continue andando&#8221;.</p>
<p>Pois se ousarmos prosseguir, apesar do cansaço.<br />Se invocarmos nossa coragem e perseverarmos.<br /><b>Veremos os primeiros raios de sol.</b></p>
<p>De primeira, pode parecer um sonho. &nbsp;Tudo torna-se um pouco mágico entre a noite e o dia.<br />Não vemos com clareza.<br />É um carro vindo em nossa direção? Um farol, ao longe? Um barco, uma lanterna?</p>
<div style="clear: both; text-align: center;"></div>
<p></p>
<table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a href="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/08/faab7297488117a539d684c249560e40.jpg" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><img fetchpriority="high" decoding="async" border="0" src="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/08/faab7297488117a539d684c249560e40.jpg" height="400" width="265" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;">Flickr Greg from Maine</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Mas então, acontece.<br />O que era uma mancha sem forma, irradia esperanças.<br />Os primeiros passos dados. Os primeiros progressos.<br />As primeiras conquistas.<br />O alívio de um descanso.<br />Os primeiros raios de sol.</p>
<p>Esperando este alento, sigamos.<br />Sigamos sobre as pedras, sigamos com nosso coração em chamas.<br />Sigamos atravessando lágrimas. Sigamos apesar da raiva, do medo, do desamparo.</p>
<p>Ali, depois daquela curva, estará o fim da noite.<br />Os primeiros raios de sol.</p>
<p></p>
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		<title>Joelhos ralados</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Jul 2014 14:37:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[coragem]]></category>
		<category><![CDATA[gratidão]]></category>
		<category><![CDATA[resiliência]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Há tempos,&#160;escrevi sobre a dura experiência de enfrentar uma frustração.Recentemente, passei por uma situação difícil, o que sempre acorda reflexões em mim.Fui reprovada em um exame importante.Um pouco mais áspero que outras perdas, pois o caráter de uma prova não deixa dúvidas. &#160;É sim ou não.E foi não.Um duro golpe.Na hora, me desarmei. Chorei, desconsolada. [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Há tempos,&nbsp;<a href="http://www.vivermaissimples.com/2012/05/quem-nao-teve-um-um-projeto-querido-que.html">escrevi sobre a dura experiência de enfrentar uma frustração</a>.<br />Recentemente, passei por uma situação difícil, o que sempre acorda reflexões em mim.<br />Fui reprovada em um exame importante.<br />Um pouco mais áspero que outras perdas, pois o caráter de uma prova não deixa dúvidas. &nbsp;É sim ou não.<br />E foi não.<br />Um duro golpe.<br />Na hora, me desarmei. Chorei, desconsolada. Desesperei-me com a perspectiva de repetir o ciclo em seis meses. &nbsp;Enfrentar tudo de novo.<br />Lembrei-me de outros momentos assim. O ano em que fui reprovada na escola. Fazer o teste de direção por três vezes, até passar. Lá estava eu, novamente &#8220;fora do sistema&#8221;.</p>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/07/fc937bdda26605fb99bd261f028d6102.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img decoding="async" border="0" src="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/07/fc937bdda26605fb99bd261f028d6102.jpg" height="211" width="320" /></a></div>
<p>No entanto, algo foi diferente. &nbsp;Desta vez, não fiquei culpando a mim ou aos outros. &nbsp;<b>Não perdi tempo com lamentações do que não foi e poderia ter sido.</b><br /><b><br /></b><b>Com muita humildade, reconheci o que faltou</b>. &nbsp;Meu diagnóstico era claro. Sou meio avessa a processos e métodos estruturados, justamente o que este tipo de exame testa&#8230; Mas é preciso saber destes conteúdos, no destino que escolhi. Reconheci que não estava suficientemente preparada.</p>
<p><b>Escolhi persistir.</b> Sim, acho importante atravessar este portal, então atravessarei.</p>
<p>Pude perceber, com gratidão, a gentileza das avaliadoras, a generosidade e pontualidade de meu parceiro nesta aventura.<br /><b>E esta gratidão me consolou.</b></p>
<p>Ao ser protagonista de meu &nbsp;próprio fracasso, me permiti estar vulnerável e esta vulnerabilidade chamou empatia. Empatia dos amigos, das profissionais envolvidas, da família.</p>
<p><b>E esta empatia neutralizou minha vergonha</b> (como bem me ensinou <a href="http://www.ted.com/talks/brene_brown_listening_to_shame">Brené Brown</a>).</p>
<p><b>Um pouco mais animada, pensei alternativas.</b> Praticar. &nbsp;Usufruir da supervisão extra que terei.<br /><b><br /></b><b>Agi</b>, conclamando voluntários para me ajudar. Já são quase quinze, em dois dias. No final, esta &#8220;derrota&#8221; bem pode me abrir novas e inesperadas parcerias.</p>
<p>Mas no meio de tudo, progressos à parte, percebi minha tristeza ali, bem quieta e funda.<br /><b>E fiquei com minha tristeza. Me acompanhei, com carinho e paciência.</b></p>
<p>Pois sim, é possível atravessar o tombo, aprender com ele. Mas também é preciso acolher nossa vontade de que tivesse sido mais fácil, o desfecho fosse outro. &nbsp;A tristeza pelo que poderia ter sido e não foi.</p>
<p><b>Sigo em frente,</b> cada vez mais confiante de que em janeiro atravessarei este portal. Mas também abraço minha tristeza, memória de que sou humana e preferia estar celebrando minha aprovação.</p>
<p>Olhando o trajeto, sinto orgulho e gratidão pelo aprendizado.<br />Não estou só e é apenas o começo.<br />Muito sim me aguarda, na trilha aberta por este não.</p>
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			</item>
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		<title>Melhores momentos do #WDS2014!</title>
		<link>https://www.vivermaissimples.com/melhores-momentos-do-wds2014/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 20 Jul 2014 16:39:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[#wds2014]]></category>
		<category><![CDATA[ancoragem]]></category>
		<category><![CDATA[coragem]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Armosa Studios Todos os anos desde 2011, o World Domination Summit invade Portland, atraindo aqueles em busca de &#8220;uma vida memorável num mundo convencional&#8221;.O evento é construído sobre três pilares: Aventura, Comunidade e Serviço.Não tive coragem de ir no primeiro ano e me arrependi profundamente.Desde então, minha peregrinação ao Oregon já virou um programa sagrado. [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a href="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/07/14618063866_c7a432cae0_z.jpg" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;"><img decoding="async" border="0" src="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/07/14618063866_c7a432cae0_z.jpg" height="266" width="400" /></span></a></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;"><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif; font-size: small;">Armosa Studios</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;">Todos os anos desde 2011, o <a href="https://worlddominationsummit.com/">World Domination Summit</a> invade Portland, atraindo aqueles em busca de &#8220;<b>uma vida memorável num mundo convencional&#8221;</b>.</span><br /><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;">O evento é construído sobre três pilares: <b>Aventura, Comunidade e Serviço.</b></span><br /><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;">Não tive coragem de ir no primeiro ano e me arrependi profundamente.</span><br /><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;">Desde então, minha peregrinação ao Oregon já virou um programa sagrado. Já até comprei o ingresso para 2015!</span><br /><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;">Meu sonho é levar mais e mais brasileiros comigo, mas enquanto isso não acontece, compartilho aqui os meus momentos favoritos deste ano (sem ordem de prioridade&#8230;)!</span><br /><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;"><br /></span><b><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;">#1 Bater um recorde Guiness</span></b><br /><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;">O WDS é famoso por criar tradições não-convencionais: <a href="https://www.youtube.com/watch?v=F8p1-YbgLYM">Bollywood Dancing</a>; festas em locais inusitados como o zoológico&#8230; E, desde o ano passado, bater Recordes Guinness.</span><br /><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;"><a href="https://www.flickr.com/photos/chrisguillebeau/sets/72157634647055545/">2013 foi o ano de criar a maior corrente humana dentro da água</a>. Na época, fiquei desanimada com a perspectiva de um banho frio, mas este ano, eu &nbsp;participei!&nbsp;</span><br /><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;">O desafio era construir uma sequência de ioga com o maior número de pessoas. Eu participei! 808 formaram um dominó humano, alternando cinco poses. Eu passei um bom tempo incentivando meu vizinho, o pequeno Ben, de cinco anos (quem desmancha a pose, desqualifica o recorde!).</span><br /><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;">Veja se me encontra na foto abaixo&#8230;</span></p>
<table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a href="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/07/Leticia-at-the-Great-Namast.jpg" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" src="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/07/Leticia-at-the-Great-Namast.jpg" height="265" width="400" /></span></a></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;"><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif; font-size: small;">Armosa Studios</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><b><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;"><br /></span></b><b><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;">#2 Momentos mágicos a toda hora</span></b><br /><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;">A melhor parte do WDS são os encontros. Ninguém jamais julga sonhos ou ideias, ao contrário. Por mais louco que seja seu projeto, todos acham absolutamente possível.</span><br /><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;">Esta disponibilidade se reflete na qualidade das conversas. Em pouco tempo, já estamos falando de nossas vidas, nossos talentos, nossos desafios.</span><br /><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;">Este ano, pela primeira vez viajei sozinha para o WDS. Mas não me faltou companhia.</span><br /><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;">Passei &nbsp;uma tarde memorável com minha amiga Lisa, que é artista e acabou de deixar seu emprego para viver de suas aulas de arte. Tomei café da manhã com a sorridente Wanda, para quem prometi enviar o primeiro capítulo de meu livro até 15 de agosto.</span><br /><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;">Emocionei-me ao compartilhar minha história de vida com a coach Darleen, na fila para visitar uma Tiny House de verdade (não sabe o que é Tiny House? Veja <a href="http://padtinyhouses.com/dee-williams/">AQUI</a>).</span><br /><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;">&nbsp;Pude abraçar meus amigos Steven e Autumn (os dois rindo na primeira fila da foto). Quanto progresso fizemos. Todos os anos compartilhamos nossa caminhada, é incrível o tanto que andamos.</span></p>
<table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a href="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/07/14470700070_b5cbcb975e_z.jpg" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" src="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/07/14470700070_b5cbcb975e_z.jpg" height="266" width="400" /></span></a></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;"><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif; font-size: small;">Meus amigos Steven e Autumn. Imagem Armosa Studios</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><b><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;">#3 Inspiração para avançar</span></b><br /><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;">A participação da comunidade WDS é fortemente encorajada. &nbsp;Sempre há algumas sessões com participantes contando suas histórias em cinco minutos ou mesmo 60 segundos. Projetos ousados, vitórias contra a adversidade. Momentos que iluminam nossa estrada.</span><br /><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;">A escolha dos palestrantes também privilegia quem já enfrentou seus percalços. Muitos foram pobres, sofreram abusos. &nbsp;Muitos fracassaram antes de encontrar seu caminho.</span></p>
<div style="clear: both; text-align: center;"></div>
<p><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;">Ninguém recebe cachê no WDS. Quem vai lá, é por sintonia com o projeto e vontade autêntica de partilhar sua história. E que histórias. &nbsp;Da mulher que deixou tudo para viver numa casa menor que um quarto de empregada. Do homem que deixou de usar carro e ficou em silêncio por 27 anos pela causa ambiental. Palavras inesquecíveis. Exemplos que aquecem o coração.</span></p>
<table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a href="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/07/14454635720_5c06c4ccf3_z.jpg" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" src="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/07/14454635720_5c06c4ccf3_z.jpg" height="266" width="400" /></span></a></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;"><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif; font-size: small;">Armosa Studios</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><b><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;">#4 Ferramentas práticas para empreender sonhos</span></b><br /><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;">As palestras e workshops do WDS tem um viés bem concreto.</span><br /><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;">Crie uma visão e a ponha em prática.</span><br /><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;">Foi assim no WDS Academy com <a href="http://www.jonathanfie
lds.com/">Jonathan Fields</a>, onde aprendi 18 passos para criar e fortalecer uma revolução pessoal. &nbsp;Ou &nbsp;nas três poderosas perguntas sugeridas por<a href="http://michaelhyatt.com/"> Michael Hyatt</a>:</span><br /><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;"><b>1) Como quero ser lembrado? &nbsp;</b></span><br /><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;"><b>2) O que é importante para mim?</b></span><br /><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;"><b>3) Qual é a única decisão corajosa e simples que tenho que tomar hoje?</b></span><br /><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;"><br /></span><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;">E tantas outras lições e exemplos vivos de conduta, que a cada sessão eu saía flutuando num turbilhão de ideias, planos e decisões!</span></p>
<table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a href="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/07/14633921876_6fe76ce866_z.jpg" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" src="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/07/14633921876_6fe76ce866_z.jpg" height="400" width="266" /></span></a></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;"><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif; font-size: small;">Michael Hyatt. Armosa Studios</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><b><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;">#5 Energia do bem</span></b><br /><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;">Nunca fui em um lugar com tão pouca reclamação. Todos têm boa vontade e &nbsp;mesmo o que não dá muito certo, é perdoado. &nbsp;As pessoas estão genuinamente disponíveis. Há muita alegria, celebração, emoção no ar.</span><br /><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;">Eu me sinto banhada numa corrente do bem, uma bolha de água quentinha e segura no meio do turbilhão da vida. Por três dias, tudo fica mais simples.</span><br /><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;">Também nunca estive em um lugar com tanta gente trabalhando pelo outro e com o outro. É inspirador, emocionante.</span></p>
<table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a href="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/07/14454627790_9302586a1c_z.jpg" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" src="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/07/14454627790_9302586a1c_z.jpg" height="266" width="400" /></span></a></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;"><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif; font-size: small;">Armosa Studios</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><b><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;"># 6 Exemplos de trabalho a serviço do outro</span></b><br /><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;">Todos os anos, Chris e sua turma inventam alguma forma de ajudar os outros.</span><br /><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;">A campanha <a href="http://www.vivermaissimples.com/2012/12/meu-presente-de-40-anos.html">charity:water de 2012</a>&nbsp;. &nbsp;</span><a href="http://www.vivermaissimples.com/2012/08/por-um-punhado-de-dolares.html" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;">O desafio dos cem dólares</a><span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;">. &nbsp;</span><br /><span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;">E agora, a WDS Foundation, que usará o dinheiro que sobra dos eventos para bancar projetos de transformação pelo mundo. &nbsp;Selecionaram três pessoas para receber uma bolsa, cada uma envolvida com uma causa social relevante.</span><br /><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;"><br /></span></p>
<table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a href="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/07/14470751250_47340a20e9_z.jpg" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" src="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/07/14470751250_47340a20e9_z.jpg" height="266" width="400" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;">Armosa Studios</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><b><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;">#7 As surpresas</span></b><br /><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;">A equipe do WDS é muito criativa. &nbsp;Já fizemos improvisações coletivas, karaokê coletivo&#8230; Este ano, tivemos um monociclista vestido de saia de escocês e Darth Vader, invadindo o palco. Mas não são só brincadeiras e diversão.</span><br /><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;"><br /></span></p>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/07/14638043221_5e4face6e7_z.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" src="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/07/14638043221_5e4face6e7_z.jpg" height="320" width="213" /></a></div>
<p><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;"><br /></span><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;">Durante as inscrições, havia uma barraca para você contar seus sonhos. &nbsp;No final do evento, três pessoas foram foram surpreendidas com a notícia de que seus sonhos seriam realizados! Um programa de culinária, incentivo para escrever um livro, entre outras coisas. &nbsp;A emoção dos premiados foi algo maravilhoso de se ver!</span><br /><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;"><br /></span></p>
<table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a href="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/07/14476188979_ab2d9fa15b_z.jpg" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" src="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/07/14476188979_ab2d9fa15b_z.jpg" height="266" width="400" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;">Armosa Studios</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a href="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/07/14660560484_91923f4800_z.jpg" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" src="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/07/14660560484_91923f4800_z.jpg" height="400" width="266" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;">Armosa Studios</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><b><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;">#8 Portland</span></b><br /><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;">Incentivada pela &#8220;Inconventional Race&#8221;, a gincana promovida todos os anos, dei meus primeiros passos pelos arredores de Portland. Desde então, me apaixonei por esta cidade fácil de viver, onde as pessoas sorriem para você. A limpeza, civilidade, acessibilidade e beleza são um ponto alto, mas nada se compara às mil formas de promover o convívio. Este ano, criaram o Portland Experience, uma pequena amostra das excentricidades da cidade e também de sua excelente cerveja e comida.&nbsp;</span><br /><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;">Mas o melhor é circular mesmo. Cada área tem algo a oferecer.</span><br /><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;">A praça central, Pioneer Square, é chamada de &#8220;sala de estar de Portland&#8221;. Lá é possível assistir um filme nas escadarias ou mesmo a Final da Copa do Mundo. &nbsp;A cidade é cheia de pracinhas com fontes de água para as crianças tomarem banho no verão. E a Feira Orgânica, aos sábados&#8230; Simplesmente imperdível.</span></p>
<div style="clear: both; text-align: center;"></div>
<table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0
" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"></p>
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a href="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/07/world.cup_.portland.pioneer.square.jpg" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" src="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/07/world.cup_.portland.pioneer.square.jpg" height="245" width="400" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;">Final da Copa em Pioneer Square. Imagem: Roundhouse</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><b><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;">#9 O que o WDS faz comigo</span></b><br /><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;">Empreender o caminho próprio não é fácil, vocês já sabem. Julho é uma época em que sinto ser necessário fazer uma pausa, revisar os planos, retraçar os caminhos. &nbsp;E o WDS sempre é uma força para me impulsionar e me ancorar, ao mesmo tempo.&nbsp;</span><br /><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;">Ainda estou um pouco agitada. Este ano de Copa foi mais árido do que o habitual. &nbsp;Mas tive novas ideias e entendi que algumas coisas tem que ficar para trás. Voltei mais produtiva e com mais foco. &nbsp;Percebo com clareza que estou bem avançada &nbsp;na estrada do viver não-convencional e de uma história memorável.</span><br /><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;">Lendo hoje o texto de despedida do Rubem Alves, senti muita gratidão por estar vivendo todos meus talentos, mesmo nos momentos de medo e desânimo. Algo de que sempre me recordo no WDS.</span><br /><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;"><br /></span><span style="background-color: white; line-height: 24px;"><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;">“Sou grato pela minha vida. Não terei últimas palavras a dizer. As que tinha para dizer, disse durante a minha vida. Recebi Muito. Fui muito amado. Tive muitos amigos. Plantei árvores, fiz jardins. Construí fontes, escrevi livros. Tive filhos, viajei, experimentei a beleza, lutei pelos meus sonhos. Que mais pode um homem desejar? Procurei fazer aquilo que meu coração pedia.” Rubem Alves.</span></span><br /><span style="background-color: white; color: #666666; line-height: 24px;"><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;"><br /></span></span><span style="background-color: white; line-height: 24px;"><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;">Se você ficou inspirado por este relato, inscreva-se <a href="https://worlddominationsummit.com/register"><b>AQUI </b></a>para receber o alerta da venda dos tickets para o WDS 2015.</span></span><br /><span style="background-color: white; line-height: 24px;"><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;"><b><br /></b></span></span><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;"><b><span style="background-color: white; line-height: 24px;">E se você quer ver minha emoção viva e pulsando ao contar estas histórias, farei uma <u>palestra em São Paulo nesta quarta, 23/7, &nbsp;no Impact Hub da &nbsp;Vila Madalena.</u> Lá, irei contar as histórias que vivi e compartilhar esta emoção.&nbsp;</span><span style="background-color: white; line-height: 24px;">Inscrições <a href="http://even.tc/wds2014SP">AQUI</a>.</span></b></span></p>
<p></p>
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		<title>Em frente, com medo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 12 Jul 2014 04:35:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[coragem]]></category>
		<category><![CDATA[resiliência]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quando penso que aprendi muito sobre coragem, recebo uma lição de humildade.Há muito receio dentro de mim, esta luta jamais está 100% ganha.Foi assim nesta última viagem, a primeira por minha conta, em muito tempo.O destino já era desafio: Nova Iorque, cidade gigante e com cara de poucos amigos.Meu primeiro obstáculo: atravessar a famigerada alfândega [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Quando penso que aprendi muito sobre coragem, recebo uma lição de humildade.<br />Há muito receio dentro de mim, esta luta jamais está 100% ganha.<br />Foi assim nesta última viagem, a primeira por minha conta, em muito tempo.<br />O destino já era desafio: Nova Iorque, cidade gigante e com cara de poucos amigos.<br />Meu primeiro obstáculo: atravessar a famigerada alfândega americana, onde já passei maus bocados.<br />Permitiram minha entrada, sem percalços.<br />Cheguei num dia ensolarado, consegui alcançar o hotel quase sem me perder.<br />Tudo parecia bem.<br />Até descobrir que o hotel estava sem wi-fi. Sem internet para me guiar, o canal para o trabalho e a família estava comprometido.<br />Para piorar, o cartão foi bloqueado, devo ter avisado da viagem muito em cima.<br />Vivi um razoável pânico, logo raiva, descontada nos funcionários do hotel.<br />Com fome e cansada, minha cabeça dava voltas. Diante do abismo da vitimização, o pulo era tentador.<br />Não.</p>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/07/budget-travel-new-york-city-1.png" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" src="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/07/budget-travel-new-york-city-1.png" height="275" width="400" /></a></div>
<p>Avancei passo a passo, usando a ajuda que pude arrebanhar aqui e ali.<br />Comprei um chip para o celular, sozinha, &nbsp;pela primeira vez.<br />Comprei um &#8220;calling card&#8221;, recordando os bons tempos de Londres.<br />Assim, pude me comunicar com o marido, ágil em contatar o banco.<br />Respirei fundo e reconheci que não iria poder trabalhar ou mesmo escrever para o blog. Paciência. Devia ser um sinal para eu descansar, refleti.<br />Primeira etapa vencida, mas ainda não era o fim da batalha.<br />Dediquei-me a cumprir a longa lista de compras e, lógico, o banco bloqueou o cartão novamente.<br />Já estava mais descolada, me virei até conectar-me com a central de cartões através do bendito calling card.<br />No último dia, quase nada havia visto da cidade, no entra e sai de lojas e resolver pepinos.<br />Baqueada com a derrota do Brasil, suspirando de saudades do marido e seu senso de direção, ainda restava uma última tarefa: comprar um par de chuteiras para o filho.<br />Tenho uma relação precária com o Google Maps no celular e, aos trancos e barrancos, cheguei nos dois endereços que eu tinha. Nenhum deles resolvia meu problema. O tempo se esgotava e eu, tardiamente, caí em mim: que espere o par de chuteiras!<br />Entrei num restaurante no Soho, para deliciar-me com um almoço maravilhoso, finalizado com um calmante chá de lavanda. &nbsp;O preço era comparável às refeições sem muita graça de Times Square. A experiência, infinitamente superior.<br />Briguei com o metrô intimidante, com direito a tomar um trem que &nbsp;me levou até o Harlem, quando eu tentava chegar no Central Park. Mas não sucumbi.<br />Respirei fundo, retomei o caminho.<br />No parque, tirei os sapatos, deitei na grama e respirei fundo. Muito fundo.<br />Subitamente presente, percebi a conexão com muitos momentos de minha vida recente.<br />Imersa em tarefas e dificuldades, esqueço-me de me entregar para o presente e respirar.<br />Quando vi, fluíam lágrimas de saudade e remorso ao pensar em todo o mau humor, impaciência e pressa no lidar com os filhos, o marido, os amigos, os pais e irmãos.<br />Deitada na terra macia, prometi aprender com a experiência novaiorquina.<br />Menos correria, menos tarefa.<br />Mais atenção ao que realmente importa: quem eu amo, fazer o que é preciso, sem me esgarçar.<br />Levantei-me e já era quase hora de ir embora.<br />Com alívio, agradeci a calma dureza de saber que há hora para persistir e há hora para ceder.<br />Assim, saí fortalecida destes dias agridoces. &nbsp;A mala cheia de compras, uma maior consciência de que eu andava no automático.<br />Para fechar a epopeia, um último sinal.<br />No aeroporto rumo à Portland, uma atendente malcriada me pegou de calça curta no meu medo. A tal ponto, que eu, confusa, já ia pagando 125 dólares de excesso de peso. Uma alma caridosa veio em meu intermédio e sugeriu um remanejo entre mochilas. Salvou meu dia e meu bolso.<br />Deixei NY sem tanta saudade, mas com muita gratidão.<br />Todo dia é dia de aprender a lidar com medos e coragens.<br />Aprendi novos caminhos para avançar e percebi fragilidades necessárias.<br />Com medo e tudo, é tempo de caminhar.</p>
<p></p>
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		<title>De Bom Tamanho</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 22 Jun 2014 03:52:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[coragem]]></category>
		<category><![CDATA[equilíbrio]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Qual a medida certa das coisas? &#160;Onde está o suficiente?A quantidade ideal, nem mais, nem menos. O ritmo de trabalho adequado. &#160;O mimar nossos filhos o bastante, mas não demasiado&#8230; &#160;Amar, dormir, comer, sonhar&#8230; Tudo requer medida,O quanto basta?Eu, hiperbólica-parabólica por natureza, vivo revendo minhas medidas.Para isso, uso todo o apoio possível: terapia, bons amigos, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Qual a medida certa das coisas? &nbsp;Onde está o suficiente?<br />A quantidade ideal, nem mais, nem menos. O ritmo de trabalho adequado. &nbsp;O mimar nossos filhos o bastante, mas não demasiado&#8230; &nbsp;Amar, dormir, comer, sonhar&#8230; Tudo requer medida,<br />O quanto basta?<br />Eu, hiperbólica-parabólica por natureza, vivo revendo minhas medidas.<br />Para isso, uso todo o apoio possível: terapia, bons amigos, o marido-continente, &nbsp;autoconhecimento mais do que tudo.<br />E mesmo amparada assim, é duro&#8230;Persisto por que já senti na minha pele o que é viver uma vida acima do próprio limite.</p>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/06/images.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img decoding="async" border="0" src="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/06/images.jpg" /></a></div>
<p>Sou uma workaholic em eterna recuperação. &nbsp;Como empreendedora, o desafio é redobrado. Ganho pelo que construo, não há mais contracheque à espera.<br />Estou numa fase particularmente crítica, prato cheio transbordando.<br />Um ano de mais plantio que colheita, difícil saber a hora de parar.<br />E ainda por cima (e Graças a Deus!) todos os projetos tão interessantes&#8230;<br />Tento não me perder de mim, enquanto abro horizontes.</p>
<div style="clear: both; text-align: center;"></div>
<p>Percebo que o caminho é sobriedade nas escolhas.<br />Algumas difíceis.<br />Dizer não para dizer sim.<br />Menos tempo para a família grande e amigos, para ter mais tempo para os filhos, o marido e o trabalho.<br />As crianças pedindo coleguinhas em casa, eu sem energia para multiplicar as mães dentro de mim.<br />Deslizes com a dieta e a ginástica, no malabarismo diário para encaixar o possível.<br />Insônias e dores de estômago, com a lista de tarefas gigante.<br />Vontades não cumpridas: cuidar mais do corpo, dormir mais cedo.</p>
<p>No entanto, em meio a tantas encruzilhadas, agradeço estar tão presente.<br />Sei do meu esforço e dos meus fracassos, mas ainda assim consigo celebrar as vitórias.<br />Entre tropeço e outro, mando o e-mail amigo, faço o telefonema necessário.<br />E nas emergências, no ápice do crítico, junto minhas forças e estou ali.<br />Em meio a minhas imensidões, sei do meu tamanho.<br />Às vezes, escapo de mim, mas sei o meu tamanho.<br />Tenho parado mais. Recuado. &nbsp;Deliberadamente deixado pratos cair.<br />É duro, ainda mais eu, tão exigente e boa moça.<br />Mas é preciso.</p>
<p>São tempos tsunâmicos que hão de passar.<br />Peço perdão aos que se sintam negligenciados, estão todos quentinhos no meu coração.<br />Persigo um tempo onde eu dê mais conta. Não é agora, mas me esforço para que seja logo.<br />Enquanto isso, avanço, de olho na minha fronteira e com a coragem em expansão.</p>
<p></p>
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