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	<title>Arquivos fronteira - Viver Mais Simples</title>
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	<description>Viver Mais Simples</description>
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		<title>A borda da vida</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Feb 2014 13:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[aprendizado]]></category>
		<category><![CDATA[balanço]]></category>
		<category><![CDATA[equilíbrio]]></category>
		<category><![CDATA[fronteira]]></category>
		<category><![CDATA[resiliência]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Morreu o pé de manjericão. Após anos de luta silenciosa, desistiu. Mataram-no o calor escorchante, o desatento regar, a terra cansada, o tempo certo de existir de um manjericão. Tudo isso e, ainda assim, doeu-me. Mirar assim a borda das coisas. Há limite para o corpo e para vida, preciso aprender a acreditar. Senti-me atônita [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div>Morreu o<a href="http://www.vivermaissimples.com/2013/12/como-um-pe-de-manjericao.html"> pé de manjericão.</a></div>
<div>Após anos de luta silenciosa, desistiu.</div>
<div>Mataram-no o calor escorchante, o desatento regar, a terra cansada, o tempo certo de existir de um manjericão.</div>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/02/8b0987c4a577b10006369b3aea76d32c.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img fetchpriority="high" decoding="async" border="0" src="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/02/8b0987c4a577b10006369b3aea76d32c.jpg" height="320" width="223" /></a></div>
<div></div>
<div>Tudo isso e, ainda assim, doeu-me.</div>
<div>Mirar assim a borda das coisas.</div>
<div>Há limite para o corpo e para vida, preciso aprender a acreditar.</div>
<div>Senti-me atônita pela minha ingenuidade. Apesar de meus mortos e minhas pedras, eu ainda insisto em fingir que não.</div>
<div>Desistindo finalmente do manjericão, olhei de olhos bem abertos para mim.</div>
<div>Meu corpo, minha alma, toda eu, são como um manjericão em cultivo.</div>
<div>Às vezes, murcho. Haja água, autoamor e coragem para recomeçar.</div>
<div>Outras, acusando o golpe do moto contínuo de ser mãe, esposa, empreendedora e tão resistente ao descansar.</div>
<div>A tristeza dentro de mim é também pelo manjericão, símbolo de meu otimismo incansável&nbsp; e fantasias de infinitude. Mas sobretudo por mim mesma, cada vez mais sabedora de que a estrada de conhecer-me e melhorar-me não tem fim, mas certamente tem um preço.</div>
<div>Despeço-me do meu manjericão ressequido, com uma vaga gratidão.&nbsp; Quantas vezes temos a chance de segurar um&nbsp;&nbsp;lampejo de nosso futur oem nossas mãos?</div>
<div>Um dia também eu serei um manjericão seco.</div>
<div>Portanto que eu viva muito, navegue aventuras, ame com entusiasmo, voe sonhos de bom tamanho.</div>
<div>Pois o dia em que meu corpo se exaurir e a seiva de minha vida se esgotar, haverá de valer a pena cada dia de sol, cada lágrima, todo suor.</div>
<p></p>
<div>Sonho em transformar-me numa doce e útil lembrança, como meu manjericão resiliente</div>
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		<title>Fazer fronteira</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Jul 2012 18:24:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[dentro]]></category>
		<category><![CDATA[fronteira]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia formativa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uns gostam de brincar dentro de casa. Mergulhar em livros, meditar no silêncio, viajar nos filmes.Aconchegados no sofá da sala, refletem sobre o mundo e pensam bons pensamentos. Eu não. &#160;Sou sedenta por aventuras. Adoro o quintal, o horizonte, o lá fora e o bem longe.Adoro gente. Nova, velha, doida varrida.Adoro conversar, abraçar, rir, dar [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uns gostam de brincar dentro de casa. Mergulhar em livros, meditar no silêncio, viajar nos filmes.<br />Aconchegados no sofá da sala, refletem sobre o mundo e pensam bons pensamentos.</p>
<p>Eu não. &nbsp;Sou sedenta por aventuras. Adoro o quintal, o horizonte, o lá fora e o bem longe.<br />Adoro gente. Nova, velha, doida varrida.<br />Adoro conversar, abraçar, rir, dar gritinhos de alegria.<br />Sou assim.<br />Mas estou aprendendo outras coisas:<br />Fazer fronteira, para não me embolar no outro e com o outro.</p>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2012/07/261771797060440354_klsOGUn7_b.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img decoding="async" border="0" src="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2012/07/261771797060440354_klsOGUn7_b.jpg" /></a></div>
<p>Para não vazar de tanta abundância. Não perder o tom e curtir uma ressaca daquelas, de ter ido além do limite.<br />Falar mais do que devo. Dar mais do que posso.<br />Estou aprendendo.<br /><a href="http://www.vivermaissimples.com/2012/06/de-dentro-para-fora.html">Estar dentro</a> e fora. Entrar e sair. Abrir a porta e fechar.<br />Meu dentro é vasto, talvez mais vasto do que os campos que anseio por explorar.<br />Nesta valsa, redescubro quem sou e o que dou conta de ser.<br />Minha fronteira é amiga dos viajantes e dos turistas visitantes. Mas esta é minha terra e é preciso cuidá-la&#8230;<br />Bem-vindo ao meu continente&#8230;<br />&nbsp;Por favor, explore com cuidado.</p>
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