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	<title>Arquivos resiliência - Viver Mais Simples</title>
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		<title>A beleza da tíbia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Feb 2019 14:35:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[resiliência]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[corpo]]></category>
		<category><![CDATA[eutonia]]></category>
		<category><![CDATA[Resiliência]]></category>
		<category><![CDATA[thereza feitosa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>São tempos de muitas nuvens. Para a travessia ser menos penosa, recebo o conselho da Mestra: cultive sua vida interior. Cultivo. No desenferrujar das palavras; na reativação de atividades físicas; nas longas pausas e banhos de mar ainda mais longos. E, às quartas, na Eutonia. Eutonia que nem sei bem definir, mas sinto como um [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>São tempos de muitas nuvens. Para a travessia ser menos penosa, recebo o conselho da Mestra: <strong>cultive sua vida interior.</strong></p>
<p>Cultivo. No desenferrujar das palavras; na reativação de atividades físicas; nas longas pausas e banhos de mar ainda mais longos. E, às quartas, na <em><strong><a href="https://www.eutonia.org.br/">Eutonia.</a></strong></em></p>
<p><em><strong><a href="https://www.eutonia.org.br/">Eutonia </a></strong></em>que nem sei bem definir, mas sinto como um espaço de conhecer meu corpo, suas delicadezas e forças, guiada pela fala poética e precisa de <em><strong>Thereza Feitosa.</strong> </em>Consciência Corporal, relaxamento e inspiração para os dias de chuva. Tudo isso junto.</p>
<p>Hoje, como sempre, exploramos. Primeiro, articulações: dedos, ombros, quadris, cotovelos, joelhos&#8230; Descubro deliciada o quanto sou flexível, arredondada e conectada internamente.</p>
<p>O passeio se amplia e chegamos na tíbia.  Aprendo que ossos tem vazios. Escuto meu  suave tamborilar na superfícies da perna.  Reconheço este osso peculiar&#8230; Sustenta as bailarinas, com a mesma doçura e resistência que meu sobrepeso.</p>
<p>Até isto aprendo a amar. Nos macios de meus tecidos, revelam-se nuances, coragem, adaptabilidade a este mundo tão duro. Meus tecidos sábios amortecem pancadas enquanto protegem vísceras, ossos, músculos.</p>
<p>Mergulho no bálsamo de estar presente e, ao mesmo tempo, mirar nada em especial.  Por isso digo que a Eutonia é meu Yoga e minha meditação.</p>
<p>Saio serena, alegre e grata por tantas riquezas reveladas entre cada pedaço de meu corpo. Guiada pela voz aveludada de Thereza, reconheço-me, amplio-me.</p>
<p>Eu sou meu corpo. Contemplar tanta abundância e possibilidade evoca a resiliência necessária para me resguardar e me expandir aqui fora também.</p>
<p>A intuição vai me guiando. Cuidado com o que é pontudo, sem pressa, com precisão.  Como a vida pede.</p>
<p>Enamoro-me de minha tíbia.  Raíz elegante para caminhar longe. Nem preciso acelerar o passo.</p>
<p>É suficiente degustar a dança de tecidos, ossos e músculos interligados, valsando com elegância a valsa do bem viver.</p>
<p>A tíbia tem indescrítivel beleza. É dura e porosa. É reta e voluptuosa. Faz par com a fíbula e, juntas, sustentam milhas e milhas de aventuras.</p>
<p>Meu corpo segue entrelaçado firmemente com minha alma. Sinto calor, pulso, esperança.</p>
<p>É bom estar viva.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Os primeiros raios de sol</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Aug 2014 14:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[aventura]]></category>
		<category><![CDATA[confiar]]></category>
		<category><![CDATA[coragem]]></category>
		<category><![CDATA[resiliência]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Há tempos em que caminhamos no escuro.O começo é duro:Tatear nas sombras. Pisar em falso.A tristeza e solidão da noite sem lua.Não saber muito bem o que nos espera. Amigo ou inimigo?O sobressalto com a folha seca.Não ver o horizonte. Para estes tempos, Winston Churchill dizia:&#8220;Se você está atravessando o inferno, continue andando&#8221;. Pois se [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Há tempos em que caminhamos no escuro.<br />O começo é duro:<br />Tatear nas sombras. Pisar em falso.<br />A tristeza e solidão da noite sem lua.<br />Não saber muito bem o que nos espera. Amigo ou inimigo?<br />O sobressalto com a folha seca.<br />Não ver o horizonte.</p>
<p>Para estes tempos, Winston Churchill dizia:<br />&#8220;Se você está atravessando o inferno, continue andando&#8221;.</p>
<p>Pois se ousarmos prosseguir, apesar do cansaço.<br />Se invocarmos nossa coragem e perseverarmos.<br /><b>Veremos os primeiros raios de sol.</b></p>
<p>De primeira, pode parecer um sonho. &nbsp;Tudo torna-se um pouco mágico entre a noite e o dia.<br />Não vemos com clareza.<br />É um carro vindo em nossa direção? Um farol, ao longe? Um barco, uma lanterna?</p>
<div style="clear: both; text-align: center;"></div>
<p></p>
<table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a href="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/08/faab7297488117a539d684c249560e40.jpg" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><img fetchpriority="high" decoding="async" border="0" src="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/08/faab7297488117a539d684c249560e40.jpg" height="400" width="265" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;">Flickr Greg from Maine</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Mas então, acontece.<br />O que era uma mancha sem forma, irradia esperanças.<br />Os primeiros passos dados. Os primeiros progressos.<br />As primeiras conquistas.<br />O alívio de um descanso.<br />Os primeiros raios de sol.</p>
<p>Esperando este alento, sigamos.<br />Sigamos sobre as pedras, sigamos com nosso coração em chamas.<br />Sigamos atravessando lágrimas. Sigamos apesar da raiva, do medo, do desamparo.</p>
<p>Ali, depois daquela curva, estará o fim da noite.<br />Os primeiros raios de sol.</p>
<p></p>
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		<title>Mal necessário</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Aug 2014 20:31:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[desafio]]></category>
		<category><![CDATA[gratidão]]></category>
		<category><![CDATA[resiliência]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma amiga perde o pai. E assim aprende sobre morte, enterro, herança, inventário. Eu preciso sair, com pressa, de meu escritório. E assim, aprendo sobre corretores, registros, ônus reais, comissões e impostos. Uma cliente decide ser terapeuta. E assim, precisa aprender a cobrar por um trabalho que preferia fazer de graça, mas não pode. autumnskymning@tumblr.com [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma amiga perde o pai. E assim aprende sobre morte, enterro, herança, inventário.</p>
<div>Eu preciso sair, com pressa, de meu escritório. E assim, aprendo sobre corretores, registros, ônus reais, comissões e impostos.</div>
<div>Uma cliente decide ser terapeuta. E assim, precisa aprender a cobrar por um trabalho que preferia fazer de graça, mas não pode.</div>
<table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a href="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/08/1b28bc644af9ea9212ead55f714ee4d3.jpg" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><img decoding="async" border="0" src="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/08/1b28bc644af9ea9212ead55f714ee4d3.jpg" height="320" width="257" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;">autumnskymning@tumblr.com</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<div></div>
<div>Situações difíceis, algumas inesperadas.</div>
<div>Com maior ou menor gravidade, a vida está sempre nos apresentando situações-surpresa.</div>
<div></div>
<div>Morte, traição, perda de saúde (nossa ou alheia). Ou (um pouco) menos dolorosas, mas incrivelmente desgastantes: questões com nossos filhos, brigas familiares, precisar ganhar mais dinheiro.&nbsp;</div>
<div>Até &nbsp;mesmo obstáculos rotineiros: um cartão cancelado, perder o celular, o wifi que não funciona durante uma viagem ao exterior.</div>
<div>Tudo serve para nos ensinar.</div>
<div></div>
<div>Não sou daquelas que pensa que só do difícil advém aprendizado.</div>
<div>Mas estou certa de que o que não me mata, me fortalece, como diria Nietszche.</div>
<div></div>
<div>Seria bom uma vida cor-de-rosa, onde aprendêssemos com paz e tranquilidade.</div>
<div>Mas não.&nbsp;</div>
<div>Vivemos entre tropeços, soluços e assombrações.</div>
<div></div>
<div>Sim, é verdade que também aprendo &nbsp;muito com o amor, a amizade, a compaixão, a generosidade.</div>
<div>São vivências mais prazerosas, que degusto deliciada.</div>
<div></div>
<div>Mas é preciso atravessar as montanhas do dia a dia, com suas leis e acordos áridos.</div>
<div></div>
<div>
<div>Na busca por uma nova sala para abrigar meu trabalho, recebi a ajuda de meu pai. Pude admirar a coleção de saberes que uma jornada turbulenta confere a um homem.</div>
<div></div>
<div>Meu pai, patriarca de sua família de origem, entende da lida do mundo muito bem. &nbsp;As contas, as perdas, as responsabilidades, os preços, as burocracias.</div>
<div>Senti-me amparada em ser aprendiz de um homem vivido, que enterrou seus pais, ajuda os tios idosos, se separou, teve quatro filhos, comprou e vendeu coisas.</div>
</div>
<div></div>
<div>Num tempo de navegar por documentos e escritórios, acolho com gratidão a ajuda bem-vinda.</div>
<div></div>
<div>Para abrir a picada deste caminho tão meu, é preciso avançar pelas tramas da vida. Por vezes, aborrecidas e tortuosas.</div>
<div></div>
<div>Com o peito cheio de esperança e as pernas determinadas, subo estes degraus. Estou chegando onde quero.</div>
<div></div>
<div></div>
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		<title>Joelhos ralados</title>
		<link>https://www.vivermaissimples.com/joelhos-ralados/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Jul 2014 14:37:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[coragem]]></category>
		<category><![CDATA[gratidão]]></category>
		<category><![CDATA[resiliência]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Há tempos,&#160;escrevi sobre a dura experiência de enfrentar uma frustração.Recentemente, passei por uma situação difícil, o que sempre acorda reflexões em mim.Fui reprovada em um exame importante.Um pouco mais áspero que outras perdas, pois o caráter de uma prova não deixa dúvidas. &#160;É sim ou não.E foi não.Um duro golpe.Na hora, me desarmei. Chorei, desconsolada. [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Há tempos,&nbsp;<a href="http://www.vivermaissimples.com/2012/05/quem-nao-teve-um-um-projeto-querido-que.html">escrevi sobre a dura experiência de enfrentar uma frustração</a>.<br />Recentemente, passei por uma situação difícil, o que sempre acorda reflexões em mim.<br />Fui reprovada em um exame importante.<br />Um pouco mais áspero que outras perdas, pois o caráter de uma prova não deixa dúvidas. &nbsp;É sim ou não.<br />E foi não.<br />Um duro golpe.<br />Na hora, me desarmei. Chorei, desconsolada. Desesperei-me com a perspectiva de repetir o ciclo em seis meses. &nbsp;Enfrentar tudo de novo.<br />Lembrei-me de outros momentos assim. O ano em que fui reprovada na escola. Fazer o teste de direção por três vezes, até passar. Lá estava eu, novamente &#8220;fora do sistema&#8221;.</p>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/07/fc937bdda26605fb99bd261f028d6102.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img decoding="async" border="0" src="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/07/fc937bdda26605fb99bd261f028d6102.jpg" height="211" width="320" /></a></div>
<p>No entanto, algo foi diferente. &nbsp;Desta vez, não fiquei culpando a mim ou aos outros. &nbsp;<b>Não perdi tempo com lamentações do que não foi e poderia ter sido.</b><br /><b><br /></b><b>Com muita humildade, reconheci o que faltou</b>. &nbsp;Meu diagnóstico era claro. Sou meio avessa a processos e métodos estruturados, justamente o que este tipo de exame testa&#8230; Mas é preciso saber destes conteúdos, no destino que escolhi. Reconheci que não estava suficientemente preparada.</p>
<p><b>Escolhi persistir.</b> Sim, acho importante atravessar este portal, então atravessarei.</p>
<p>Pude perceber, com gratidão, a gentileza das avaliadoras, a generosidade e pontualidade de meu parceiro nesta aventura.<br /><b>E esta gratidão me consolou.</b></p>
<p>Ao ser protagonista de meu &nbsp;próprio fracasso, me permiti estar vulnerável e esta vulnerabilidade chamou empatia. Empatia dos amigos, das profissionais envolvidas, da família.</p>
<p><b>E esta empatia neutralizou minha vergonha</b> (como bem me ensinou <a href="http://www.ted.com/talks/brene_brown_listening_to_shame">Brené Brown</a>).</p>
<p><b>Um pouco mais animada, pensei alternativas.</b> Praticar. &nbsp;Usufruir da supervisão extra que terei.<br /><b><br /></b><b>Agi</b>, conclamando voluntários para me ajudar. Já são quase quinze, em dois dias. No final, esta &#8220;derrota&#8221; bem pode me abrir novas e inesperadas parcerias.</p>
<p>Mas no meio de tudo, progressos à parte, percebi minha tristeza ali, bem quieta e funda.<br /><b>E fiquei com minha tristeza. Me acompanhei, com carinho e paciência.</b></p>
<p>Pois sim, é possível atravessar o tombo, aprender com ele. Mas também é preciso acolher nossa vontade de que tivesse sido mais fácil, o desfecho fosse outro. &nbsp;A tristeza pelo que poderia ter sido e não foi.</p>
<p><b>Sigo em frente,</b> cada vez mais confiante de que em janeiro atravessarei este portal. Mas também abraço minha tristeza, memória de que sou humana e preferia estar celebrando minha aprovação.</p>
<p>Olhando o trajeto, sinto orgulho e gratidão pelo aprendizado.<br />Não estou só e é apenas o começo.<br />Muito sim me aguarda, na trilha aberta por este não.</p>
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		<title>Em frente, com medo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 12 Jul 2014 04:35:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[coragem]]></category>
		<category><![CDATA[resiliência]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quando penso que aprendi muito sobre coragem, recebo uma lição de humildade.Há muito receio dentro de mim, esta luta jamais está 100% ganha.Foi assim nesta última viagem, a primeira por minha conta, em muito tempo.O destino já era desafio: Nova Iorque, cidade gigante e com cara de poucos amigos.Meu primeiro obstáculo: atravessar a famigerada alfândega [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Quando penso que aprendi muito sobre coragem, recebo uma lição de humildade.<br />Há muito receio dentro de mim, esta luta jamais está 100% ganha.<br />Foi assim nesta última viagem, a primeira por minha conta, em muito tempo.<br />O destino já era desafio: Nova Iorque, cidade gigante e com cara de poucos amigos.<br />Meu primeiro obstáculo: atravessar a famigerada alfândega americana, onde já passei maus bocados.<br />Permitiram minha entrada, sem percalços.<br />Cheguei num dia ensolarado, consegui alcançar o hotel quase sem me perder.<br />Tudo parecia bem.<br />Até descobrir que o hotel estava sem wi-fi. Sem internet para me guiar, o canal para o trabalho e a família estava comprometido.<br />Para piorar, o cartão foi bloqueado, devo ter avisado da viagem muito em cima.<br />Vivi um razoável pânico, logo raiva, descontada nos funcionários do hotel.<br />Com fome e cansada, minha cabeça dava voltas. Diante do abismo da vitimização, o pulo era tentador.<br />Não.</p>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/07/budget-travel-new-york-city-1.png" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" src="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/07/budget-travel-new-york-city-1.png" height="275" width="400" /></a></div>
<p>Avancei passo a passo, usando a ajuda que pude arrebanhar aqui e ali.<br />Comprei um chip para o celular, sozinha, &nbsp;pela primeira vez.<br />Comprei um &#8220;calling card&#8221;, recordando os bons tempos de Londres.<br />Assim, pude me comunicar com o marido, ágil em contatar o banco.<br />Respirei fundo e reconheci que não iria poder trabalhar ou mesmo escrever para o blog. Paciência. Devia ser um sinal para eu descansar, refleti.<br />Primeira etapa vencida, mas ainda não era o fim da batalha.<br />Dediquei-me a cumprir a longa lista de compras e, lógico, o banco bloqueou o cartão novamente.<br />Já estava mais descolada, me virei até conectar-me com a central de cartões através do bendito calling card.<br />No último dia, quase nada havia visto da cidade, no entra e sai de lojas e resolver pepinos.<br />Baqueada com a derrota do Brasil, suspirando de saudades do marido e seu senso de direção, ainda restava uma última tarefa: comprar um par de chuteiras para o filho.<br />Tenho uma relação precária com o Google Maps no celular e, aos trancos e barrancos, cheguei nos dois endereços que eu tinha. Nenhum deles resolvia meu problema. O tempo se esgotava e eu, tardiamente, caí em mim: que espere o par de chuteiras!<br />Entrei num restaurante no Soho, para deliciar-me com um almoço maravilhoso, finalizado com um calmante chá de lavanda. &nbsp;O preço era comparável às refeições sem muita graça de Times Square. A experiência, infinitamente superior.<br />Briguei com o metrô intimidante, com direito a tomar um trem que &nbsp;me levou até o Harlem, quando eu tentava chegar no Central Park. Mas não sucumbi.<br />Respirei fundo, retomei o caminho.<br />No parque, tirei os sapatos, deitei na grama e respirei fundo. Muito fundo.<br />Subitamente presente, percebi a conexão com muitos momentos de minha vida recente.<br />Imersa em tarefas e dificuldades, esqueço-me de me entregar para o presente e respirar.<br />Quando vi, fluíam lágrimas de saudade e remorso ao pensar em todo o mau humor, impaciência e pressa no lidar com os filhos, o marido, os amigos, os pais e irmãos.<br />Deitada na terra macia, prometi aprender com a experiência novaiorquina.<br />Menos correria, menos tarefa.<br />Mais atenção ao que realmente importa: quem eu amo, fazer o que é preciso, sem me esgarçar.<br />Levantei-me e já era quase hora de ir embora.<br />Com alívio, agradeci a calma dureza de saber que há hora para persistir e há hora para ceder.<br />Assim, saí fortalecida destes dias agridoces. &nbsp;A mala cheia de compras, uma maior consciência de que eu andava no automático.<br />Para fechar a epopeia, um último sinal.<br />No aeroporto rumo à Portland, uma atendente malcriada me pegou de calça curta no meu medo. A tal ponto, que eu, confusa, já ia pagando 125 dólares de excesso de peso. Uma alma caridosa veio em meu intermédio e sugeriu um remanejo entre mochilas. Salvou meu dia e meu bolso.<br />Deixei NY sem tanta saudade, mas com muita gratidão.<br />Todo dia é dia de aprender a lidar com medos e coragens.<br />Aprendi novos caminhos para avançar e percebi fragilidades necessárias.<br />Com medo e tudo, é tempo de caminhar.</p>
<p></p>
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		<title>A limonada da vida</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Jun 2014 14:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[aprendizado]]></category>
		<category><![CDATA[gratidão]]></category>
		<category><![CDATA[protagonismo]]></category>
		<category><![CDATA[resiliência]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Sou famosa por perder voos nas condições mais prosaicas. Cada equívoco, dinheiro e tempo se perdem. Mas sempre aprendo um pouco. Já cheguei um dia depois do voo para Londres.&#160; Já cheguei variadamente atrasada sem saber que o estava. Com isso, aprendi a revisar horários e dias com mais afinco. Pelo visto, ainda não o [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div>Sou famosa por perder voos nas condições mais prosaicas.</div>
<div>Cada equívoco, dinheiro e tempo se perdem. Mas sempre aprendo um pouco.</div>
<div>Já cheguei um dia depois do voo para Londres.&nbsp; Já cheguei variadamente atrasada sem saber que o estava.</div>
<div>Com isso, aprendi a revisar horários e dias com mais afinco. Pelo visto, ainda não o suficiente.</div>
<div>A última vez que perdi um voo foi com requinte.&nbsp; Cheguei mais cedo, antecipei o voo em 90 minutos.&nbsp; Olhei distraída o novo horário e&#8230; Perdi o voo.</div>
<div>No início, fiquei aborrecida. Depois não.</div>
<div>Explico o porquê.</div>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/06/eee19650640c50740a0d1dae98bcd0ff.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" src="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/06/eee19650640c50740a0d1dae98bcd0ff.jpg" height="320" width="213" /></a></div>
<div></div>
<div>Quando descobri o meu erro (e prejuízo), sabia que a responsabilidade era minha e só minha. Não tentei culpar mais nada. O atendente que não circulou o horário da partida. A funcionária que me fez transitar entre filas, perdendo tempo. Eles foram atrapalhados, mas tudo começou comigo.</div>
<div>Pensei em como usei os 30 minutos extras que me causaram o atraso.&nbsp; E os usei fazendo gentilezas com os outros e comigo.&nbsp; Lembro-me do meu bom humor fazendo check in, da paciência com um vendedor com medo da supervisora não vê-lo contando todo seu aborrecido script&#8230; Da generosidade com uma pessoa bem pobre que vasculhava lixeiras.</div>
<div>Calculei o tamanho do meu prejuízo.&nbsp; Foi um extra desnecessário, mas um custo aceitável para mais um aprendizado. E o tempo extra não comprometeria minha agenda.</div>
<div>Meditei, finalmente, sobre outros eventos mais relevantes, como a perda recente de uma pessoa querida. Pensei com suavidade e amor na sua família.&nbsp; Definitivamente, perder meu voo não mereceria um gasto de energia criando casos na empresa aérea, ou sendo mesquinha com os profissionais envolvidos na minha trapalhada.</div>
<div>Nunca é fácil escorregar numa antiga casca de banana. Mas com gratidão, percebi o quanto sou diferente da primeira vez em que enfrentei um “no show” na minha vida.</div>
<div>O discreto mau humor vai passar, consegui reclamar só um pouquinho com os colegas de fila. Senti-me vitoriosa.</div>
<div>Também me senti humilde. Minhas gentilezas anteriores não foram premiadas imediatamente.&nbsp; Meu engano recordou-me que nem sempre coisas boas acontecem com o que faz o bem.&nbsp;&nbsp; Não deve ser a esperança de recompensa a mover meus bons atos. Não, é preciso ancorá-los em algo mais profundo e resiliente.</div>
<p></p>
<div>Já com um discreto sorriso nos lábios, quase agradeço o meu infortúnio.&nbsp; O tanto que me ensinou é uma dádiva.</div>
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		<title>Pescaria</title>
		<link>https://www.vivermaissimples.com/pescaria/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Jun 2014 14:52:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[coragem]]></category>
		<category><![CDATA[gratidão]]></category>
		<category><![CDATA[resiliência]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“O negócio é sair para pescar quando a maré não está para peixe” Raul Seixas Yeohghstudio Seguir em frente é desafio. Tantas forças e fatos nos fazem duvidar, é difícil reunir forças para navegar a corrente. Lá fora, tempestades rugem, ventos fustigam o caminho. Lá fora é inverno e incêndio. Mas não desanimo. Estranhamente, teimosamente, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div>“O negócio é sair para pescar quando a maré não está para peixe” Raul Seixas</div>
<div></div>
<table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a href="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/06/571022666c6889a87f4ffb75027b8277.jpg" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" src="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/06/571022666c6889a87f4ffb75027b8277.jpg" height="320" width="228" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;"><span style="background-color: white; color: #333333; font-family: 'Helvetica Neue', Helvetica, 'ヒラギノ角ゴ Pro W3', 'Hiragino Kaku Gothic Pro', メイリオ, Meiryo, 'ＭＳ Ｐゴシック', arial, sans-serif; line-height: 17px; text-align: start;">Yeohghstudio</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<div>Seguir em frente é desafio.</div>
<div>Tantas forças e fatos nos fazem duvidar, é difícil reunir forças para navegar a corrente.</div>
<div>Lá fora, tempestades rugem, ventos fustigam o caminho. Lá fora é inverno e incêndio.</div>
<div>Mas não desanimo. Estranhamente, teimosamente, olho para a rede e os remos com sóbrio entusiasmo.</div>
<div>Sóbrio porque&nbsp; não é tempo de muitos.</div>
<div>Porém, mais que tudo entusiasmo. Nunca brilhou tão forte minha centelha. Nunca estive tão certa de estar no meu caminho.</div>
<div>Alguns momentos de fraqueza me assombram. Temores, cansaços. &nbsp;Não desisto. </div>
<div>Prossigo com &nbsp;minha fé e as sombras recuam, contrariadas.</div>
<div>Atenta, não me distraio remoendo escassez.</div>
<div>Por isso posso ver as mudas nascendo, às vezes, tão miúdas &nbsp;e frágeis.</div>
<div>Assim,&nbsp; posso sorver &nbsp;avidamente todos os cumprimentos ao meu trabalho.&nbsp; Captar, com gratidão, os mais tênues sinais de fumaça enviados por Deus.</div>
<div>A beleza de reinventar-se aos quarenta anos é que já sei mais de mim, não me assusto com qualquer monstro embaixo da cama.</div>
<div>Já velejei navios. Custaram-me &nbsp;sangue e suor.</div>
<div>Já desisti de ilusões para nutrir sonhos. </div>
<div>Já vi um pouco de muito e, afortunadamente, não vi demasiada tragédia ou absurdos.</div>
<div>A vida &#8211; mesmo na dureza de suas pedras e na altitude de suas montanhas- &nbsp;tem sido generosa.</div>
<div>Empurro meu barco para o mar. Não estou só, nem com medo.&nbsp; Pressinto peixes, de variados tamanhos.</div>
<div>Uso todas as ferramentas que ganhei ou construí.&nbsp; O passo é firme, não me mareio com o balanço do mar.</div>
<div>Sigo em frente. </div>
<div>A pescaria dos corajosos tem sempre sabor. Lanço minha jangada com meus companheiros.&nbsp; Ainda que a rede não transborde de peixes, terá valido a aventura e as histórias para contar.</div>
<p></p>
<div>Benefícios de renascer num tempo mais maduro.</div>
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		<title>Um canteiro na maresia</title>
		<link>https://www.vivermaissimples.com/um-canteiro-na-maresia/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 May 2014 13:03:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[coragem]]></category>
		<category><![CDATA[criatividade]]></category>
		<category><![CDATA[resiliência]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um dia, uma cliente me contou sobre como fez brotar plantas na sua varanda, varrida pela maresia.É difícil sustentar vida sob ventos inclementes.Ela conseguiu, o que não me surpreende, tendo conhecido seu jeito de ser fecundo e generoso.Achei muito bonita esta imagem.Pois não é o que fazemos na vida, todo o tempo?Plantar sementes em terrenos [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um dia, uma cliente me contou sobre como fez brotar plantas na sua varanda, varrida pela maresia.<br />É difícil sustentar vida sob ventos inclementes.<br />Ela conseguiu, o que não me surpreende, tendo conhecido seu jeito de ser fecundo e generoso.<br />Achei muito bonita esta imagem.<br />Pois não é o que fazemos na vida, todo o tempo?<br />Plantar sementes em terrenos inóspitos, firmar mudas em meio a tempestades.<br />Proteger nossa fragilidade das torrentes da vida.<br />Somos todos jardineiros.<br />Minha cliente iluminou meu coração com a esperança que podemos atravessar a aridez salgada dos dias ruins e frutificar.</p>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/05/a542dd83e7f3661211ce4ee2468f4abe.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" src="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/05/a542dd83e7f3661211ce4ee2468f4abe.jpg" height="320" width="213" /></a></div>
<p>Temos em nós criatividade e resiliência. Nossas lágrimas não secarão nossa alma.<br />Quiçá a regarão.<br />Não há dia sem desgraça, nossa ou alheia.<br />Não me importa.<br />Agora aprendi: é possível.<br />Minha querida cliente me ensinou.<br />Com fé, energia e perseverança, nosso jardim há de bruxulear verdejante, por cima da dor, do medo e da tristeza.<br />Vamos todos juntos, cultivar este canteiro sagrado.<br />O canteiro de nosso espírito, sempre fustigado, mas capaz de resistir.</p>
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		<title>Pescaria</title>
		<link>https://www.vivermaissimples.com/pescaria-2/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 11 May 2014 19:45:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[coragem]]></category>
		<category><![CDATA[gratidão]]></category>
		<category><![CDATA[resiliência]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“O negócio é sair para pescar quando a maré não está para peixe” Raul Seixas Yeohghstudio Seguir em frente é desafio. Tantas forças e fatos nos fazem duvidar, é difícil reunir forças para navegar a corrente. Lá fora, tempestades rugem, ventos fustigam o caminho. Lá fora é inverno e incêndio. Mas não desanimo. Estranhamente, teimosamente, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div>“O negócio é sair para pescar quando a maré não está para peixe” Raul Seixas</div>
<div></div>
<table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a href="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/05/571022666c6889a87f4ffb75027b8277.jpg" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" src="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/05/571022666c6889a87f4ffb75027b8277.jpg" height="320" width="228" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;"><span style="background-color: white; color: #333333; font-family: 'Helvetica Neue', Helvetica, 'ヒラギノ角ゴ Pro W3', 'Hiragino Kaku Gothic Pro', メイリオ, Meiryo, 'ＭＳ Ｐゴシック', arial, sans-serif; line-height: 17px; text-align: start;">Yeohghstudio</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<div></div>
<div>Seguir em frente é desafio.</div>
<div>Tantas forças e fatos nos fazem duvidar, é difícil reunir forças para navegar a corrente.</div>
<div>Lá fora, tempestades rugem, ventos fustigam o caminho. Lá fora é inverno e incêndio.</div>
<div>Mas não desanimo. Estranhamente, teimosamente, olho para a rede e os remos com sóbrio entusiasmo.</div>
<div>Sóbrio porque&nbsp; não é tempo de muitos.</div>
<div>Porém, mais que tudo entusiasmo. Nunca brilhou tão forte minha centelha. Nunca estive tão certa de estar no meu caminho.</div>
<div>Alguns momentos de fraqueza me assombram. Temores, cansaços. &nbsp;Não desisto. </div>
<div>Prossigo com &nbsp;minha fé e as sombras recuam, contrariadas.</div>
<div>Atenta, não me distraio remoendo escassez.</div>
<div>Por isso posso ver as mudas nascendo, às vezes, tão miúdas &nbsp;e frágeis.</div>
<div>Assim,&nbsp; posso sorver &nbsp;avidamente todos os cumprimentos ao meu trabalho.&nbsp; Captar, com gratidão, os mais tênues sinais de fumaça enviados por Deus.</div>
<div>A beleza de reinventar-se aos quarenta anos é que já sei mais de mim, não me assusto com qualquer monstro embaixo da cama.</div>
<div>Já velejei navios. Custaram-me &nbsp;sangue e suor.</div>
<div>Já desisti de ilusões para nutrir sonhos. </div>
<div>Já vi um pouco de muito e, afortunadamente, não vi demasiada tragédia ou absurdos.</div>
<div>A vida &#8211; mesmo na dureza de suas pedras e na altitude de suas montanhas- &nbsp;tem sido generosa.</div>
<div>Empurro meu barco para o mar. Não estou só, nem com medo.&nbsp; Pressinto peixes, de variados tamanhos.</div>
<div>Uso todas as ferramentas que ganhei ou construí.&nbsp; O passo é firme, não me mareio com o balanço do mar.</div>
<div>Sigo em frente. </div>
<div>A pescaria dos corajosos tem sempre sabor. Lanço minha jangada com meus companheiros.&nbsp; Ainda que a rede não transborde de peixes, terá valido a aventura e as histórias para contar.</div>
<p></p>
<div>Benefícios de renascer madura.</div>
<p>O post <a href="https://www.vivermaissimples.com/pescaria-2/">Pescaria</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.vivermaissimples.com">Viver Mais Simples</a>.</p>
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		<title>O que diria minha avó</title>
		<link>https://www.vivermaissimples.com/o-que-diria-minha-avo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Apr 2014 12:12:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[gratidão]]></category>
		<category><![CDATA[resiliência]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Lá fora, discutem-se macacos e bananas.Aqui dentro, faz vinte anos.Vinte anos que minha avó Regina morreu, ensinando-me &#160;a lidar com a partida, com a saudade. A perda mais aguda que eu havia vivido até então (talvez até hoje). Aprendi muito nestes vinte anos. Aprendi sobretudo a bordar emoções, transformando-as em sentimentos (a antroposofia me ensinou [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/04/282910_4160586416187_956102045_n.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" src="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/04/282910_4160586416187_956102045_n.jpg" height="320" width="240" /></a></div>
<p>Lá fora, discutem-se macacos e bananas.<br />Aqui dentro, faz vinte anos.<br />Vinte anos que minha avó Regina morreu, ensinando-me &nbsp;a lidar com a partida, com a saudade. A perda mais aguda que eu havia vivido até então (talvez até hoje).</p>
<p>Aprendi muito nestes vinte anos. Aprendi sobretudo a bordar emoções, transformando-as em sentimentos (a antroposofia me ensinou que sentimento é emoção ponderada).<br />Sabe aquela dor bruta que assalta o peito? É suavizada ao percebermos, com gratidão, que doer ensina também.<br />Quando minha avó morreu, chorei uns dois ou três dias. Mal conseguia falar. Só senti.<br />Quando passou, ficou a saudade, ainda tão viva e muita. Mas pude atravessar. Por vinte anos atravesso.</p>
<p>Hoje, as dores são outras.<br />Da jovenzinha de namoro novo e ideais na cabeça, tornei-me uma mulher, casada há duas décadas com o mesmo homem. Mãe de duas crianças intensas, desafiadoras e criativas. &nbsp;Mãe também de um projeto de mim mesma, ainda tenro, mas em franco crescimento.</p>
<p>Mudaram os medos, as perspectivas e as coragens.<br />Muitas vezes recorri a minha avó para me acudir em apertos.<br />Olho os apertos de hoje e me pergunto.<br />O que vovó Regina diria?</p>
<p>Acho que sei a resposta.<br />Diria: &#8220;Minha filha, isso tudo passa. Com fé, amor e capricho, tudo há de se ajeitar&#8221;.<br />Me daria um colo e eu sairia convicta.</p>
<p>Neste 30 de abril, me dou um colo, me abraço e digo: &#8220;Vovó tem razão&#8221;.</p>
<p>O post <a href="https://www.vivermaissimples.com/o-que-diria-minha-avo/">O que diria minha avó</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.vivermaissimples.com">Viver Mais Simples</a>.</p>
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