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	<title>Arquivos gratidão - Viver Mais Simples</title>
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	<description>Viver Mais Simples</description>
	<lastBuildDate>Fri, 29 Jan 2021 14:58:19 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Entre dois amores</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 Jan 2021 13:46:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[gratidão]]></category>
		<category><![CDATA[Luto]]></category>
		<category><![CDATA[memórias felizes]]></category>
		<category><![CDATA[Caio]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A amiga sábia me lembra: este dia de hoje, entre dois amores. Coincidência ou não, dia em que amanheço banhada de emoção por terminar o livro de Gilberto Dimenstein narrando seu percurso de câncer e morte. E portanto vida. Percurso que tracei junto a meu pai, Alberto, aniversariante do dia 28. E meu irmão Caio, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A amiga sábia me lembra: este dia de hoje, entre dois amores.<br />
Coincidência ou não, dia em que amanheço banhada de emoção por terminar o <strong><em>livro de Gilberto Dimenstein narrando seu percurso de câncer e morte</em></strong>. E portanto vida.</p>
<p>Percurso que tracei junto a meu pai, Alberto, aniversariante do dia 28. E meu irmão Caio, cujo primeiro aniversário de morte será amanhã, 30 de janeiro.</p>
<p>Na maioria dos dias, estas duas saudades me acompanham silenciosas, velando carinhosamente o meu avanço diário sobre as tarefas e desafios.</p>
<p>Mas neste último mês, percebo-me envolta numa nuvem de tristeza, que me faz andar vagarosa e que me urge recolhimento e autocompaixão.</p>
<p>Sigo lidando com a vida como ela é, tomando providências, firme e prática como boa capricorniana. Mas o preço aparece logo: não tenho a mesma energia incansável, a vitalidade surpreendente. Para cada dia ou semana de trabalho, um longo período de recolhimento e pausa.</p>
<p>Sigo ambiciosa. Conciliando duas Formações intensas, uma em <em><a href="https://www.sbdg.org.br/site/programas/programa-de-formacao-em-desenvolvimento-dos-grupos/">Dinâmica de Grupos</a></em> e outra em, vejam só,<strong><em> Tanatologia e Cuidados Paliativos</em></strong>.</p>
<p>Parece loucura, mas navegar neste ambiente onde a vida (e a morte) são vistas sem pudores e com profundidade é curativo para mim.</p>
<p>Sinto-me impaciente com quase todas as coisas e pessoas. Contenho-me usando o treino de polidez que recebi ao longo dos anos. Mas não estranhem se estou mais calada ou distante.<br />
A carne anda viva e qualquer toque, por mais sutil, ressoa como ferida.</p>
<p>Surpreendo-me com a força e fragilidade que emergem da mesma fonte.</p>
<p>Por um lado, sinto-me mais pronta, menos ingênua. Do outro, sinto a energia escoar entre as pernas, sinto o coração machucado atemorizar-se diante das novas dores.</p>
<p>Não tenho nem palavras para descrever o vazio deixado pela partida de meu pai e meu irmão. É como se o mundo tivesse menos pessoas que me conheçam e me perdoem por tudo o que sabem da minha imperfeição.</p>
<p>A saudade se mistura como uma solidão imensa. São muitos os confortos que mitigam estes sentimentos: a espiritualidade, os abraços, os estudos, as amizades e amores vivos.</p>
<p>Ainda assim. Hoje todos os ossos e nervos doem. Latejam as conversas perdidas, os sorrisos, os olhares.</p>
<p>Hoje tudo o que eu sei sucumbe a tudo o que eu sinto. Nada a fazer. Respeitar as lágrimas, abraçar-me.<br />
Saber que amanhã é outro dia e depois mais outro.</p>
<p>Alguns, serão bons. Outros, não.</p>
<p>Escrevo para mim mesma, para que, ao ouvir-me, saiba que estou acompanhada por mim. E que me compreendo e aceito minha inconformidade com a Morte, em perfeita convivência com a inexorável certeza de que a Morte é inexorável.</p>
<p>Sou mãe de mim mesma. Irmã de mim mesma. E assim, aconchegada, ecoam dentro do meu corpo tudo que é meu pai e meu irmão.</p>
<p>Estamos separados por um véu. Hoje mais espesso. Amanhã, não sabemos.</p>
<p>Hoje é um dia entre amores.<br />
Viver este dia de olhos abertos, meu presente para nós três.</p>
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		<title>Já não mais ainda</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 May 2019 14:41:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[amor próprio]]></category>
		<category><![CDATA[antídotos]]></category>
		<category><![CDATA[autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[coragem]]></category>
		<category><![CDATA[gratidão]]></category>
		<category><![CDATA[ansiedade]]></category>
		<category><![CDATA[desenvolvimento pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[futuro]]></category>
		<category><![CDATA[sonhos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Isso de ser exatamente o que se é ainda vai nos levar além.  Paulo Leminski Desperto cheia de sensações. Havia sonhado com um enorme jacaré.  Era preciso contê-lo e o meio para isto era eletricidade. Primeiro eu sentia um medo e uma ansiedade. Até que não mais e já era possível libertá-lo. Um jacaré livre, mais manso, no [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="fr">Isso de ser exatamente o que se é ainda vai nos levar além.  <a href="https://www.pensador.com/autor/paulo_leminski/">Paulo Leminski</a></p>
<div></div>
<div>Desperto cheia de sensações. Havia sonhado com um enorme jacaré.  Era preciso contê-lo e o meio para isto era eletricidade.</div>
<div>Primeiro eu sentia um medo e uma ansiedade. Até que não mais e já era possível libertá-lo.</div>
<div>Um jacaré livre, mais manso, no entanto jacaré.</div>
<div></div>
<div>Em restrospecto, percebo que a agitação do sono reflete o movimento dos dias. Esperas, mudanças por vir, sentimentos alvoraçados abalroando-se por dentro.</div>
<div>Fazer fronteira e ampliar fronteiras. Acolher necessidades alheias e acolher-me.</div>
<div>Meus dias têm sido uma revoada de pensamentos e emoções. Decisões a tomar, sim e não por toda a parte.</div>
<div>Respiro fundo, muito fundo.</div>
<div></div>
<div>Para além de tanto tumulto, reencontro meu lago pacífico. Peixes nadam livres, coragem pulsa forte.</div>
<div>Há muita dádiva e experiência nutritiva no meu campo semeado.</div>
<div></div>
<div>Apesar do sobressalto no peito, permito-me sonhar com esperança. Gestar este segundo semestre com mais amor e mais prosperidade. Deleitar-me em antecipação com as férias necessárias.</div>
<div></div>
<div>Ainda tenho tanto a decidir e realizar. Mas por um momento, deito-me no mar da boa aventurança. Confio na minha boa sorte e na potência do meu trabalho de ser quem eu sou.</div>
<div></div>
<div>Já não mais. No entanto ainda.</div>
<div>O presente grávido de futuro me sustenta.</div>
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		<title>2018: o ano de atravessar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Feb 2019 21:24:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[coragem]]></category>
		<category><![CDATA[equilíbrio]]></category>
		<category><![CDATA[gratidão]]></category>
		<category><![CDATA[planejamento]]></category>
		<category><![CDATA[sonho de bom tamanho]]></category>
		<category><![CDATA[vontades frouxas]]></category>
		<category><![CDATA[Balanço 2018]]></category>
		<category><![CDATA[Vontades Frouxas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em 2019, o Viver Mais Simples completa dez anos.  Apesar do silêncio desde setembro, sinto a voz cada vez vindo de mais fundo. Dei-me um pouco  mais de tempo para os tradicionais posts de início de ano. Hoje, navegando pelas fotos de 2018, soube que era a hora de contar para vocês como foi meu ano [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em 2019, o Viver Mais Simples completa dez anos.  Apesar do silêncio desde setembro, sinto a voz cada vez vindo de mais fundo. Dei-me um pouco  mais de tempo para os tradicionais posts de início de ano. Hoje, navegando pelas fotos de 2018, soube que era a hora de contar para vocês como foi meu ano e partilhar meus sonhos de bom tamanho para 2019.</p>
<p>2018 foi muito intenso. Uma jornada de beleza e redemoinhos, com momentos onde o fôlego pareceu insuficiente. Mas não foi.  Conquistei feitos preciosos e atravessei as tempestades com muita elegância.</p>
<p>O tema do ano era &#8220;<a href="http://www.vivermaissimples.com/vontades-frouxas-2018-o-ano-de-reconhecer-me/">O ano de reconhecer-me</a>&#8220;. Mal sabia eu que o título original, &#8220;o ano de atravessar&#8221;, teria sido mais preciso.</p>
<p>2018 foi o ano mais escasso, financeiramente, desde o início do <a href="http://www.vivermaissimples.com/oito-anos-de-viver-mais-simples/">Viver Mais Simples</a>. Perdi-me no primeiro semestre com um grande projeto que tornou-se bastante penoso.  Decidi, junto com Érica, que era tempo de transformar o <a href="http://www.vivermaissimples.com/hora-de-fazer-lancando-o-odisseia/">Odisseia </a>numa parceria mais fluida.  Ainda me recuperando do<a href="http://www.vivermaissimples.com/faz-um-ano/"> luto de meu pai</a>, descobri que meu irmão caçula sofre de câncer metatástico. Mergulhei nas tarefas áridas de inventariante e síndica do condomínio de praia.  Vivi altos e baixos na vida pessoal.  Enfim, um ano de sobriedade e pragmatismo.</p>
<p>Por outro lado, foi um tempo de outras riquezas, daquelas mais raras:  minhas relações de amizade floresceram, com momentos de muita intimidade e emoção.  Trabalhei em águas mais profundas do que nunca, tanto na organização de ideias como no projeto Escafandro, meu trabalho mais autoral desde o <a href="http://www.vivermaissimples.com/afinal-o-que-e-o-voe/">Voe</a>.  Fui Mãe com M maiúsculo, vivendo momentos de muita parceria com meus filhos e o pai deles.  Usufruí da disciplina e conhecimento advindos das reformas e projetos burocráticos que empreendi com muito sucesso.  Guardei um tempo valioso para meu crescimento espiritual, emocional e intelectual, incluindo os novos saberes na <a href="https://papodehomem.com.br/comunicacao-nao-violenta-o-que-e-e-como-praticar/">Comunicação Não Violenta</a> e <a href="http://afferolab.educacao.ws/blog/wp-content/uploads/2016/01/livro-6d.pdf">Aprendizagem para adultos</a>.</p>
<p>Emerjo desta odisseia com muita certeza de que preciso ser mais focada e precisa neste ano. Contudo, também aprendi que é possível viver momentos gloriosos mesmo nos tempos mais sombrios. Esta fé anima minha coragem e minha esperança: vale muito a pena ser quem eu  sou.</p>
<p>O Brasil, o Rio e o mundo não estão na sua fase mais bonita de se ver. Novos governos que não priorizam Direitos Humanos ou Ambientais; uma economia ainda recolhida; violência e pobreza espalhadas pelas ruas.  Vejo tudo com muita atenção e autoempatia. Ainda é tempo de travessia e há muito o que fazer.</p>
<p>Não sou mais tão inocente no meu entusiasmo. Ele agora vem de um outro lugar. De quem não tem mais pai ou marido. De quem ainda precisa batalhar pela sustentabilidade do Viver Mais Simples. Mas meus músculos estão prontos e sinto mais amor e gratidão do que nunca. Vamos em frente!</p>
<p>Mas antes, vamos olhar o retrovisor&#8230;</p>
<p>As<a href="http://www.vivermaissimples.com/vontades-frouxas-2018-o-ano-de-reconhecer-me/"> vontades-frouxas</a> foram sóbrias e quase todas alcançadas, mostrando o valor de meu trabalho com intenções:</p>
<p><strong>Autonomia com  Responsabilidade para os filhos: </strong>Léo  exerceu sua liberdade de ir e vir, transitando entre a escola, o clube e passeios com os amigos. Vibrei vendo sua performance como atleta de basquete do Fluminense. Mas sobretudo foi o ano em que ele deu uma virada na escola, apoiada num bom plano feito a seis mãos comigo e o pai dele. Destaco também sua redação sobre a violência contra as mulheres, um momento de muito orgulho para mim.</p>
<p>Olivia também floresceu, frequentando a casa de amigas e, aos poucos, vencendo seu medo de ficar só. Enfrentou também uma turma mais avançada na Ginástica Rítmica e foi muito corajosa em persistir.  Amadureceu suas emoções e foi uma filha alegre, criativa e parceira. Cozinhamos muito juntas e tivemos um ano de mais conversa e menos brigas.</p>
<p><strong>Trabalhar com sentido:</strong>  aqui, experimentei as duas pontas.  Ser guiada pelo medo da escassez e ser capaz de navegar com desenvoltura em águas profundas.</p>
<p>O medo da escassez me levou a envolver-me num projeto grande e complicado no primeiro semestre. No final, perdi foco e comprometi minha capacidade de implementar meus próprios planos. O projeto acabou cancelado, mas dele trago aprendizados valiosos sobre câncer e seu tratamento; uma parceria mais madura com o amigo de longa data Gian, que logo rendeu um lindo workshop; um convívio íntimo com uma velha amiga da família; estar de novo em São Paulo e trabalhar com uma nova cliente muito especial.</p>
<p>Outro marco do ano foi a decisão de &#8220;fechar&#8221; o negócio Odisseia. Érica e eu seguimos na parceria, mas sem dedicar esforços a marketing, divulgação, etc. De forma contraintuitiva, a decisão nos trouxe novos trabalhos e uma participação inesquecível na &#8220;<a href="https://www.facebook.com/sulamericaparadiso/videos/hora-do-blush/1630178207020115/">Hora do Blush</a>&#8221; de Isabella Saes. Este novo modelo de parceria dialoga com nossos projetos diferenciados de vida e trabalho, numa harmonia orgânica que tem nos feito muito felizes e realizadas.</p>
<p>Foi um ano de criar novos vínculos na <a href="https://www.afferolab.com.br/">Affero</a>, conhecendo uma rede incrível de facilitadores e realizando dois workshops.  Também foi o ano de inaugurar meu trabalho na <a href="http://www.escoladerebeldia.com/">Escola de Rebeldia</a>, com o workshop de autoconhecimento e inteligência Escafandro. Talvez o  meu trabalho mais autêntico desde o <a href="http://www.vivermaissimples.com/category/sem-categoria/">Voe</a>. Com a diferença de um tamanho bem mais manejável!  Também fiz outros projetos mais pontuais com parceiros e clientes queridos.</p>
<p>Não poderia deixar de citar clientes muito especiais de organização de ideias: alguns novos, outros nem tanto&#8230; Michel, Paula, Breno, Renato, Léo, Alba, Isadora, Saam, Pat e Clara. Sinto-me muito grata por tudo o que construímos.</p>
<p><strong>Viver do &#8220;dinheiro novo&#8221;: </strong>este foi, sem dúvida, o ponto vulnerável do ano. Por uma série de motivos, foi um dos anos menos rentáveis desde que saí do mundo corporativo.  As reservas seguraram o tranco, mas esta é uma prioridade para 2019. Eu imaginava que trabalhar em projetos de outras pessoas seria uma boa saída. Aprendi que é importante sustentar a visibilidade e frequência de minhas iniciativas próprias, mesmo me abrindo para parcerias. Também refleti sobre a boa medida de trabalho voluntário e a serviço de outros projetos. Este é um ano que pede disciplina, foco e ritmo e sei que não será de uma hora para outra, mas vamos avante.</p>
<p><strong>Caminhar no amor</strong></p>
<p>Aqui, também um aprendizado sobre diferenças, individualidade e crescimento.  Ainda em processo, mas um convite para um maior equilíbrio entre os meus projetos pessoais e os projetos em parceria.  Mesmo entre alguma turbulência, foi um tempo de lindas viagens, muita arte e muita superação.  São dois anos de uma aventura muito bem-vinda.</p>
<p>O mais belo da trajetória foi acompanhar a transição profissional de meu amor: seu curso de Iluminação Cênica, seus primeiros trabalhos, incluindo Incômodos, no Castelo do Flamento e King, na Cidade das Artes.  Ser testemunha de tanta coragem e determinação foi um grande presente.</p>
<p><strong>Cuidar das raízes</strong></p>
<p>Aqui, um dos marcos do meu ano: usar do inventário de meu pai para pavimentar as relações com os tios, meus irmãos e minha madrasta. Aprender a ser órfã, sendo gente grande que frequenta cartório e resolve tarefas espinhosas.  E fazer com alegria, curtindo a casa dos avós que já partiram, sentindo-me em comunhão com meu pai. Tem sido duro (e ainda tem chão até fecharmos toda a burocracia), mas foi um dos pontos altos do ano, de uma forma inesperada.</p>
<p><a href="http://www.vivermaissimples.com/ancoragem-para-zarpar/"><strong>Ancoragem</strong></a>:</p>
<p>Como sempre, um dos pilares do Viver Mais Simples. E este ano foi um pouco diferente do planejado, mas não faltou: Três Workshops dos Sonhos com <a href="https://www.facebook.com/corpointeiro/posts/corpo-inteiro-uma-conquista-resulta-de-mais-de-35-anos-de-pesquisa-de-adriana-fe/1765498883681533/">Adriana Ferreira</a>, um workshop das Intenções com <a href="https://www.facebook.com/oficinaestudos/">Zeneide Jacob Mendes</a>; <a href="https://www.youtube.com/watch?v=nY_pMR0aaSA">Formação em 6ds</a> na Affero; Curso de Comunicação Reparativa com Sérgio Harari e um Workshop com Joan Garriga sobre Constelações Familiares.</p>
<p>No campo espiritual, foi o ano difícil de me despedir de Abadiânia após a descoberta da perversidade ali existente. Despedida dura, todavia com gratidão pelas bençãos recebidas, mesmo enlutada pela forma como um local sagrado foi violado.  Sigo na busca, com outras parcerias e outros locais.</p>
<p>Foi um ano de muita arte  e viagens também.  Fui ver shows de Paralamas, Frejat e o meu favorito, Ofertório com Caetano e filhos.  Viajei várias vezes para São Paulo, mas também a Uberaba para a vernissage de minha amiga Suze Villas-Boas&#8230; E o ponto alto, uma viagem deliciosa por Minas, incluindo o Santuário do Caraça e Inhotim. Tudo guiado pelo professor de Arte Flávio Gil.</p>
<p>Foi um ano em que li muito pouco, mas o que li valeu a pena:   Amor que faz bem, de Joan Garriga e <a href="https://www.travessa.com.br/comunicacao-nao-violenta-tecnicas-para-aprimorar-relacionamentos-pessoais-e-profissionais-3-ed-2006/artigo/ba37ce85-b76a-4a61-af59-33ca3b624636">Comunicação Não-Violenta de Marshall Rosemberg</a>.</p>
<p>E um tipo novo de ancoragem que foi fazer pequenas reformas na casa de praia e no apartamento do Rio, resultando em uma energia boa de vida doméstica azeitada.</p>
<p>O cuidado com o corpo começou a ser pauta no final de ano: comecei a <a href="https://www.eutonia.org.br/profissionais/maria.thereza.feitosa">Eutonia </a>e, mesmo que um tanto errática, segui com a homeopatia, terapias e acupuntura.</p>
<p>As artes coralinas foram representadas pela culinária&#8230; Mas peguei mais firme em  2019&#8230;</p>
<p>Finalmente, uma vontade frouxa não formulada mas que foi um dos pontos altos de 2018: <strong>a amizade</strong>.</p>
<p>Tive quatro encontros maravilhosos com as amigas &#8220;da Maré&#8221;, um grupo criado por Érica e cheio de mulheres interessantes e interessadas, que se encontram a cada estação. O mais emocionante foi o &#8220;Sarau da Saudade&#8221; em julho, mês de aniversário de um ano da morte meu pai. Fizemos um jantar lá em casa e cada uma leu um texto ou falou de uma memória do pai que já partiu. Inesquecível.</p>
<p>2018 foi assim: agridoce, claro/escuro.  Um ano de contrastes que me ensinou muito e me fez crescer. Por isto sou grata.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Para fechar, 2018 &#8220;in a nutshell&#8221; para eu me lembrar para sempre de tanta aventura, beleza e travessia&#8230;</p>
<p><strong>Janeiro</strong>:  Temporada na Praia de Carapebus e peça A Alma Imoral</p>
<p><strong>Fevereiro</strong>: 45 anos com Conga, na Casa da Tata; Carnaval na Praia; Ateliê no Escuro</p>
<p><strong>Março</strong>: Abadiânia; Itaperuna; Jantar com Breno; Semana Santa Praia; Assalto</p>
<p><strong>Abril</strong>: Encontro Maré, Affero Forquilhinha; Viagem SP; Workshop dos Sonhos Matutu</p>
<p><strong>Maio</strong>: Viagem SP com crianças; Jornada Odisseia; Odisseia Orientação Vocacional; Workshop Affero Eneva; 1a Comunhão Alê</p>
<p><strong>Junho: </strong>Show Ofertório; Viagem SP com crianças; Liv Mundi; Peça Blood, Blood, Blood; Começa curso CNV; Show Tributo Queen; Aniversário Tetê</p>
<p><strong>Julho</strong>: Sarau da Saudade; Estreia da Olivia na Kihu; Hora do Blush com Érica; Capitalismo Consciente com Maurício; Show Paralamas e Frejat; Show Arranco de Varsóvia; Fotos by Rogério Belório; Viagem Minas</p>
<p><strong>Agosto</strong>: PlaynPlug; Transformação Digital com Carol; Workshop Kimberly Clark; Festa Aniversário Bernardo; Trabalho História com amigos do Léo</p>
<p><strong>Setembro</strong>: Lançamento Barba Azul, com minha contracapa; Festa Olivia; Fórum Reiventar; Rifa Carijó e Artistas da Mata; Show Moça Prosa; Musical Elza; Workshop IMC (Coca);  Incêndio Museu Nacional</p>
<p><strong>Outubro</strong>: Reuniões com irmãos e tios para falar de inventário; Constelação com Anna Isabel;  Viagem para Uberaba (Sonhos e Suze), Campos do Jordão e Penedo; PréVestibular Social em Magé</p>
<p><strong>Novembro</strong>: Peça Malala; Abadiânia; Workshop Coca-Cola; Workshop Joan Garriga; Workshop Sonhos Tiradentes; Check Up; Festival GastroGalactico</p>
<p><strong>Dezembro</strong>: Festa de Halloween para Yoda; Encontros de Natal; Mapa com Chris; Centro com Sérgio; Workshop Marketing Coca; Workshop Aquatop; Workshop Globosat; Workshop Lego com Olivia; King (Lennom); Reformas casa e casa de praia; Workshop Intenções; Semana com sobrinhos;  Caio com câncer</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O post <a href="https://www.vivermaissimples.com/2018-o-ano-de-atravessar/">2018: o ano de atravessar</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.vivermaissimples.com">Viver Mais Simples</a>.</p>
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		<title>Faz um ano&#8230;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Jul 2018 21:15:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[gratidão]]></category>
		<category><![CDATA[memórias felizes]]></category>
		<category><![CDATA[luto]]></category>
		<category><![CDATA[Meu pai]]></category>
		<category><![CDATA[vivermaissimples]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Faz um ano que me tornei órfã de você. Cada uma das quatro letras repleta de saudades, lembranças e muito espanto. Ainda é tão acesa a memória de sua cabeça quente sob minhas mãos. Do choro caudaloso após ser surpreendida por este contato inesperado entre a borda de sua vida e de sua  morte. Depois, [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://www.vivermaissimples.com/faz-um-ano/">Faz um ano&#8230;</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.vivermaissimples.com">Viver Mais Simples</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Faz um ano que me tornei órfã de você. Cada uma das quatro letras repleta de saudades, lembranças e muito espanto.</p>
<p>Ainda é tão acesa a memória de sua cabeça quente sob minhas mãos. Do choro caudaloso após ser surpreendida por este contato inesperado entre a borda de sua vida e de sua  morte.</p>
<p>Depois, a sensação de caminhar na água, por meses a fio. O ar era água. Tudo era água, dentro e fora de mim.</p>
<p>Meus dias foram uma aquarela, aos poucos ganhando novo contorno. Nitidez, nova textura. E se apropriando do novo título.</p>
<p>Órfã.</p>
<p>Não sei explicar tudo que vem com este substantivo.  Um mundo de sensações e aprendizagens entre a boca aberta no início e o &#8220;Ahn?&#8221; do final.</p>
<p>Estupefata, descubro o que todos me diziam. A saudade não passa nunca. Se depender de mim, Alberto bailará no reino do lembrados por muito tempo.</p>
<p>A Orfandade me faz atônita, mas também traz coisas belas.</p>
<p>A surpresa de ver quão vivo você mora em mim. Nas palavras, valores, memórias incontáveis. Como te perder fora, consolidou você dentro. Meu pai.</p>
<p>Volta e meia choro. Com frequência. E a lágrima é alívio e homenagem. Eu estou viva e choro a sua morte.  Mas sobretudo, estou viva. E amo esta vida ainda mais, mesmo sem você por perto.</p>
<p>Sua partida deixou as cores mais marcantes.  Deixou os encontros com os tios na Chacrinha mais significativos.  Fez-me amar a Ribeira, como nunca antes.  Porque a Ribeira agora é o solo sagrado onde você repousa e é também legado, história, esperança, futuro.</p>
<p>Tudo é diferente. E mesmo a tristeza não rouba o valioso de estar tão mais desperta para a saúde, o amor, o estar juntos. E tão indisponível para certas discussões inúteis, desgastes desnecessários,  futilidades.</p>
<p>Sua morte me faz acreditar que cada dia vale mais que antes.  Não há tempo a perder com brigas, reclamações, mágoas sem sentido.</p>
<p>Tudo urge, tudo pulsa, tudo é força de transformação.</p>
<p>Você me mostrou de forma tão concreta: meu pai doente, virou um morto sereno, então cinza e agora cajueiro.</p>
<p>Tudo ficou menos morto. Apesar de você ter morrido.</p>
<p>Eu agora saboreio os minutos com a certeza de que são preciosos. Por que cada minuto ao seu lado, revela-se um tesouro. Mesmo os mais doídos.  Tudo é você, agora infinito.</p>
<p>Faz um ano.</p>
<p>Hoje, passei o dia perambulando entre as recordações e cuidando de sua neta doente.  Passado e futuro entrelaçados, e o meu choro intermitente sendo a ponte entre as gerações.</p>
<p>Você está morto e eu, órfã.</p>
<p>Abracei outros órfãos desde então. Viúvas também.  E fui mais solidária do que antes, porque agora aprendi coisas novas que apenas sua morte poderia me ensinar.</p>
<p>Esta estreia é vitalícia. Serei doravante órfã.  Não poderia  imaginar que haveria uma parte doce.  Que haveria motivos por que agradecer.</p>
<p>Gosto-me mais assim.</p>
<p>Mas seu eu pudesse, ah, seu eu pudesse.</p>
<p>Como gostaria de mais uma conversa entre nós&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Amor vertical</title>
		<link>https://www.vivermaissimples.com/amor-vertical/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 10 Aug 2014 17:26:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[gratidão]]></category>
		<category><![CDATA[jornada]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Hoje é Dia dos Pais.Dou-me conta, com alguma tristeza, que a maioria de meus grandes amigos já perdeu o seu.Agradeço por meu pai estar vivo e bem perto.Reflito, entre curiosa e admirada, sobre este papel, que desconheço. Ser pai. Ser mãe é parte do meu dia-a-dia. &#160;Cuidar, dar colo, ralhar. Pentear os cabelos da filha. [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje é Dia dos Pais.<br />Dou-me conta, com alguma tristeza, que a maioria de meus grandes amigos já perdeu o seu.<br />Agradeço por meu pai estar vivo e bem perto.<br />Reflito, entre curiosa e admirada, sobre este papel, que desconheço.</p>
<p>Ser pai.</p>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/08/vovo0001.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img fetchpriority="high" decoding="async" border="0" src="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/08/vovo0001.jpg" height="400" width="221" /></a></div>
<p>Ser mãe é parte do meu dia-a-dia. &nbsp;Cuidar, dar colo, ralhar. Pentear os cabelos da filha. &nbsp;Ajeitar a mochila do filho. Sou uma mãe moderninha, mas não há como fugir do cuidar, aninhar, nutrir.</p>
<p>Observo, curiosa, os pais ao meu redor. &nbsp;Meu marido, meu irmão, meus amigos. Meu pai.<br />Por mais que os anos passem, são ainda exigidos como provedores, detentores da disciplina e firmeza, portadores da verticalidade que decreta sim e não.<br />Quando mais velhos, espera-se sabedoria. Um bom conselho e uma certa doçura de avô.</p>
<p>Amo estes homens, divididos entre os velhos fazeres e as novas exigências.<br />Que sejam mais sensíveis. Que ajudem na lida doméstica. &nbsp;Que façam terapia. &nbsp;Que entendam o mundo feminino.</p>
<p>Vejo meu filho, de nove anos, formar-se homem. &nbsp;A violência que é formar-se homem.<br />Brigas, não poder chorar em público (ainda, meu Deus?).</p>
<p>Cercada destes varões, agradeço a sombra destes galhos altos.<br />Sou guerreira, mais para Ulisses que Penélope, mas ainda assim, formei-me mulher.<br />Não tive que provar minha força no pátio do colégio. Nem tive que esconder meus sentimentos e meus medos.</p>
<p>Ainda hoje, o homem que se despe e se mostra vulnerável, é exceção. &nbsp;Vejo muitas couraças.<br />Eu mesmo imponho armaduras a meu marido e filho, mesmo sem querer.</p>
<p>Pais, homens.<br />Agradeço sua presença e estendo meus braços.<br />Desejo profundamente que possam viver a si mesmos, genuinamente. <br />Sem ter que lutar para mostrar seu coração. Sem engolir lágrimas.</p>
<p>Reconheço, com humildade, que me forjei nos braços destes gigantes. Meu avô, meu pai, meu marido, &nbsp;meu filho. Meu padrinho, meus tios, meus amigos.<br />De braços dados com estes homens, empreendo minha própria jornada.<br />Buscando em mim a mulher que sou (e tantas vezes esqueço).<br />Alimentando a força e coragem ancestrais. Verticais.<br />Amor vertical, que me impulsiona e fortalece.<br />O amor de meus homens.</p>
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		<title>Mal necessário</title>
		<link>https://www.vivermaissimples.com/mal-necessario/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Aug 2014 20:31:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[desafio]]></category>
		<category><![CDATA[gratidão]]></category>
		<category><![CDATA[resiliência]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma amiga perde o pai. E assim aprende sobre morte, enterro, herança, inventário. Eu preciso sair, com pressa, de meu escritório. E assim, aprendo sobre corretores, registros, ônus reais, comissões e impostos. Uma cliente decide ser terapeuta. E assim, precisa aprender a cobrar por um trabalho que preferia fazer de graça, mas não pode. autumnskymning@tumblr.com [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma amiga perde o pai. E assim aprende sobre morte, enterro, herança, inventário.</p>
<div>Eu preciso sair, com pressa, de meu escritório. E assim, aprendo sobre corretores, registros, ônus reais, comissões e impostos.</div>
<div>Uma cliente decide ser terapeuta. E assim, precisa aprender a cobrar por um trabalho que preferia fazer de graça, mas não pode.</div>
<table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a href="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/08/1b28bc644af9ea9212ead55f714ee4d3.jpg" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><img decoding="async" border="0" src="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/08/1b28bc644af9ea9212ead55f714ee4d3.jpg" height="320" width="257" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;">autumnskymning@tumblr.com</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<div></div>
<div>Situações difíceis, algumas inesperadas.</div>
<div>Com maior ou menor gravidade, a vida está sempre nos apresentando situações-surpresa.</div>
<div></div>
<div>Morte, traição, perda de saúde (nossa ou alheia). Ou (um pouco) menos dolorosas, mas incrivelmente desgastantes: questões com nossos filhos, brigas familiares, precisar ganhar mais dinheiro.&nbsp;</div>
<div>Até &nbsp;mesmo obstáculos rotineiros: um cartão cancelado, perder o celular, o wifi que não funciona durante uma viagem ao exterior.</div>
<div>Tudo serve para nos ensinar.</div>
<div></div>
<div>Não sou daquelas que pensa que só do difícil advém aprendizado.</div>
<div>Mas estou certa de que o que não me mata, me fortalece, como diria Nietszche.</div>
<div></div>
<div>Seria bom uma vida cor-de-rosa, onde aprendêssemos com paz e tranquilidade.</div>
<div>Mas não.&nbsp;</div>
<div>Vivemos entre tropeços, soluços e assombrações.</div>
<div></div>
<div>Sim, é verdade que também aprendo &nbsp;muito com o amor, a amizade, a compaixão, a generosidade.</div>
<div>São vivências mais prazerosas, que degusto deliciada.</div>
<div></div>
<div>Mas é preciso atravessar as montanhas do dia a dia, com suas leis e acordos áridos.</div>
<div></div>
<div>
<div>Na busca por uma nova sala para abrigar meu trabalho, recebi a ajuda de meu pai. Pude admirar a coleção de saberes que uma jornada turbulenta confere a um homem.</div>
<div></div>
<div>Meu pai, patriarca de sua família de origem, entende da lida do mundo muito bem. &nbsp;As contas, as perdas, as responsabilidades, os preços, as burocracias.</div>
<div>Senti-me amparada em ser aprendiz de um homem vivido, que enterrou seus pais, ajuda os tios idosos, se separou, teve quatro filhos, comprou e vendeu coisas.</div>
</div>
<div></div>
<div>Num tempo de navegar por documentos e escritórios, acolho com gratidão a ajuda bem-vinda.</div>
<div></div>
<div>Para abrir a picada deste caminho tão meu, é preciso avançar pelas tramas da vida. Por vezes, aborrecidas e tortuosas.</div>
<div></div>
<div>Com o peito cheio de esperança e as pernas determinadas, subo estes degraus. Estou chegando onde quero.</div>
<div></div>
<div></div>
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		<title>Pequenos Sinais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 Aug 2014 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[caminho próprio]]></category>
		<category><![CDATA[gratidão]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Muitos dos milagres que buscamos todos os dias não são grandiosos.Pelo contrário. A soma de pequenos &#8220;acasos&#8221; é o verdadeiro tesouro da vida.Por vezes são tão minúsculos que nos passam desapercebidos.A sorte de um encontro auspicioso. A porta aberta quando mais precisávamos. O quase acidente que não se concretizou.Uma inspiração bem aproveitada. &#160;Um auxílio luxuoso [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Muitos dos milagres que buscamos todos os dias não são grandiosos.<br />Pelo contrário. A soma de pequenos &#8220;acasos&#8221; é o verdadeiro tesouro da vida.<br />Por vezes são tão minúsculos que nos passam desapercebidos.<br />A sorte de um encontro auspicioso. A porta aberta quando mais precisávamos. O quase acidente que não se concretizou.<br />Uma inspiração bem aproveitada. &nbsp;Um auxílio luxuoso inesperado.<br />Todos os dias recebemos estes presentes. Nem sempre os aproveitamos.<br />Distraídos por nossas grandes dificuldades ou sonhos desmedidos, passamos por cima daquilo que foi a origem de muito, muito mais do que esperávamos.<br />Tantas vezes dei-me conta que a soma de pequenos atos de amor e eventuais momentos de sorte criaram grandes movimentos na minha vida.</p>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/08/0a49a494b0e73bbbfecab2d64a8c61d9.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img decoding="async" border="0" src="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/08/0a49a494b0e73bbbfecab2d64a8c61d9.jpg" /></a></div>
<p>Assim conheci meu marido. &nbsp;Amigo de amigo, tocador de violão. Eu tinha uma viagem com a turma e me lembrei que seria apropriado ter um músico no grupo. Insisti, na maior inocência, que o amigo em comum o convidasse. Desde então, estamos juntos.</p>
<p>Ou ainda o percurso para começar um processo de coaching sem muita iniciativa de minha parte, na última corporação em que trabalhei. Movimento que gerou uma onda muito, muito maior, que culmina na minha própria formação como coach!</p>
<p>Pequenos sinais de fumaça que tive a sorte, intuição ou bom senso de abraçar.<br />Assim, com assombro e gratidão, conheci o amor de minha vida e minha vocação.</p>
<p>Sinto que o grande desafio de nossa caminhada é seguir atento aos pequenos sinais do mundo ao nosso redor. Estas pistas valiosas, migalhas, pedrinhas diminutas vão se avolumando no fluxo da vida e fazendo nosso destino.</p>
<p>Nossas escolhas desenham contorno para esta estrada. Mas estes improváveis encontros e discretos milagres o pavimentam&#8230;</p>
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		<title>Joelhos ralados</title>
		<link>https://www.vivermaissimples.com/joelhos-ralados/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Jul 2014 14:37:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[coragem]]></category>
		<category><![CDATA[gratidão]]></category>
		<category><![CDATA[resiliência]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Há tempos,&#160;escrevi sobre a dura experiência de enfrentar uma frustração.Recentemente, passei por uma situação difícil, o que sempre acorda reflexões em mim.Fui reprovada em um exame importante.Um pouco mais áspero que outras perdas, pois o caráter de uma prova não deixa dúvidas. &#160;É sim ou não.E foi não.Um duro golpe.Na hora, me desarmei. Chorei, desconsolada. [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Há tempos,&nbsp;<a href="http://www.vivermaissimples.com/2012/05/quem-nao-teve-um-um-projeto-querido-que.html">escrevi sobre a dura experiência de enfrentar uma frustração</a>.<br />Recentemente, passei por uma situação difícil, o que sempre acorda reflexões em mim.<br />Fui reprovada em um exame importante.<br />Um pouco mais áspero que outras perdas, pois o caráter de uma prova não deixa dúvidas. &nbsp;É sim ou não.<br />E foi não.<br />Um duro golpe.<br />Na hora, me desarmei. Chorei, desconsolada. Desesperei-me com a perspectiva de repetir o ciclo em seis meses. &nbsp;Enfrentar tudo de novo.<br />Lembrei-me de outros momentos assim. O ano em que fui reprovada na escola. Fazer o teste de direção por três vezes, até passar. Lá estava eu, novamente &#8220;fora do sistema&#8221;.</p>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/07/fc937bdda26605fb99bd261f028d6102.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img decoding="async" border="0" src="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/07/fc937bdda26605fb99bd261f028d6102.jpg" height="211" width="320" /></a></div>
<p>No entanto, algo foi diferente. &nbsp;Desta vez, não fiquei culpando a mim ou aos outros. &nbsp;<b>Não perdi tempo com lamentações do que não foi e poderia ter sido.</b><br /><b><br /></b><b>Com muita humildade, reconheci o que faltou</b>. &nbsp;Meu diagnóstico era claro. Sou meio avessa a processos e métodos estruturados, justamente o que este tipo de exame testa&#8230; Mas é preciso saber destes conteúdos, no destino que escolhi. Reconheci que não estava suficientemente preparada.</p>
<p><b>Escolhi persistir.</b> Sim, acho importante atravessar este portal, então atravessarei.</p>
<p>Pude perceber, com gratidão, a gentileza das avaliadoras, a generosidade e pontualidade de meu parceiro nesta aventura.<br /><b>E esta gratidão me consolou.</b></p>
<p>Ao ser protagonista de meu &nbsp;próprio fracasso, me permiti estar vulnerável e esta vulnerabilidade chamou empatia. Empatia dos amigos, das profissionais envolvidas, da família.</p>
<p><b>E esta empatia neutralizou minha vergonha</b> (como bem me ensinou <a href="http://www.ted.com/talks/brene_brown_listening_to_shame">Brené Brown</a>).</p>
<p><b>Um pouco mais animada, pensei alternativas.</b> Praticar. &nbsp;Usufruir da supervisão extra que terei.<br /><b><br /></b><b>Agi</b>, conclamando voluntários para me ajudar. Já são quase quinze, em dois dias. No final, esta &#8220;derrota&#8221; bem pode me abrir novas e inesperadas parcerias.</p>
<p>Mas no meio de tudo, progressos à parte, percebi minha tristeza ali, bem quieta e funda.<br /><b>E fiquei com minha tristeza. Me acompanhei, com carinho e paciência.</b></p>
<p>Pois sim, é possível atravessar o tombo, aprender com ele. Mas também é preciso acolher nossa vontade de que tivesse sido mais fácil, o desfecho fosse outro. &nbsp;A tristeza pelo que poderia ter sido e não foi.</p>
<p><b>Sigo em frente,</b> cada vez mais confiante de que em janeiro atravessarei este portal. Mas também abraço minha tristeza, memória de que sou humana e preferia estar celebrando minha aprovação.</p>
<p>Olhando o trajeto, sinto orgulho e gratidão pelo aprendizado.<br />Não estou só e é apenas o começo.<br />Muito sim me aguarda, na trilha aberta por este não.</p>
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		<title>A limonada da vida</title>
		<link>https://www.vivermaissimples.com/a-limonada-da-vida/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Jun 2014 14:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[aprendizado]]></category>
		<category><![CDATA[gratidão]]></category>
		<category><![CDATA[protagonismo]]></category>
		<category><![CDATA[resiliência]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Sou famosa por perder voos nas condições mais prosaicas. Cada equívoco, dinheiro e tempo se perdem. Mas sempre aprendo um pouco. Já cheguei um dia depois do voo para Londres.&#160; Já cheguei variadamente atrasada sem saber que o estava. Com isso, aprendi a revisar horários e dias com mais afinco. Pelo visto, ainda não o [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div>Sou famosa por perder voos nas condições mais prosaicas.</div>
<div>Cada equívoco, dinheiro e tempo se perdem. Mas sempre aprendo um pouco.</div>
<div>Já cheguei um dia depois do voo para Londres.&nbsp; Já cheguei variadamente atrasada sem saber que o estava.</div>
<div>Com isso, aprendi a revisar horários e dias com mais afinco. Pelo visto, ainda não o suficiente.</div>
<div>A última vez que perdi um voo foi com requinte.&nbsp; Cheguei mais cedo, antecipei o voo em 90 minutos.&nbsp; Olhei distraída o novo horário e&#8230; Perdi o voo.</div>
<div>No início, fiquei aborrecida. Depois não.</div>
<div>Explico o porquê.</div>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/06/eee19650640c50740a0d1dae98bcd0ff.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" src="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/06/eee19650640c50740a0d1dae98bcd0ff.jpg" height="320" width="213" /></a></div>
<div></div>
<div>Quando descobri o meu erro (e prejuízo), sabia que a responsabilidade era minha e só minha. Não tentei culpar mais nada. O atendente que não circulou o horário da partida. A funcionária que me fez transitar entre filas, perdendo tempo. Eles foram atrapalhados, mas tudo começou comigo.</div>
<div>Pensei em como usei os 30 minutos extras que me causaram o atraso.&nbsp; E os usei fazendo gentilezas com os outros e comigo.&nbsp; Lembro-me do meu bom humor fazendo check in, da paciência com um vendedor com medo da supervisora não vê-lo contando todo seu aborrecido script&#8230; Da generosidade com uma pessoa bem pobre que vasculhava lixeiras.</div>
<div>Calculei o tamanho do meu prejuízo.&nbsp; Foi um extra desnecessário, mas um custo aceitável para mais um aprendizado. E o tempo extra não comprometeria minha agenda.</div>
<div>Meditei, finalmente, sobre outros eventos mais relevantes, como a perda recente de uma pessoa querida. Pensei com suavidade e amor na sua família.&nbsp; Definitivamente, perder meu voo não mereceria um gasto de energia criando casos na empresa aérea, ou sendo mesquinha com os profissionais envolvidos na minha trapalhada.</div>
<div>Nunca é fácil escorregar numa antiga casca de banana. Mas com gratidão, percebi o quanto sou diferente da primeira vez em que enfrentei um “no show” na minha vida.</div>
<div>O discreto mau humor vai passar, consegui reclamar só um pouquinho com os colegas de fila. Senti-me vitoriosa.</div>
<div>Também me senti humilde. Minhas gentilezas anteriores não foram premiadas imediatamente.&nbsp; Meu engano recordou-me que nem sempre coisas boas acontecem com o que faz o bem.&nbsp;&nbsp; Não deve ser a esperança de recompensa a mover meus bons atos. Não, é preciso ancorá-los em algo mais profundo e resiliente.</div>
<p></p>
<div>Já com um discreto sorriso nos lábios, quase agradeço o meu infortúnio.&nbsp; O tanto que me ensinou é uma dádiva.</div>
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		<title>O fim do deserto</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Jun 2014 14:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[esperança]]></category>
		<category><![CDATA[gratidão]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>De acordo com a Cabala é hora de celebrar o Shavuot que &#8220;representa o final de sete semanas de refinamento, que costumam ser difíceis, mas muito valiosas para quem escolheu viver guiado pela luz divina. (Portal da Cabala)&#8221; Ouço relatos de áridas travessias por todos os cantos. &#160;Eu mesma andei pisando na areia fofa do [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>De acordo com a Cabala é hora de celebrar o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Shavuot">Shavuot que &#8220;</a>representa o final de sete semanas de refinamento, que costumam ser difíceis, mas muito valiosas para quem escolheu viver guiado pela luz divina. (<a href="https://www.facebook.com/portaldacabala/posts/764851736888081">Portal da Cabala</a>)&#8221;</p>
<div>
<div>Ouço relatos de áridas travessias por todos os cantos. &nbsp;Eu mesma andei pisando na areia fofa do deserto, mais do que gostaria.</div>
<div>Por isso, trago hoje uma boa-nova. Este tempo está para acabar.</div>
<div></div>
<div>Pressinto que a densidade deste início do ano começa a ser ventilada por uma morna brisa de esperança. Observo movimentos, pequenos e grandes, de florescimento e despertar.</div>
<div></div>
<div>No campo material, vejo projetos nascendo ou ressurgindo. &nbsp;Vejo a caminhada menos penosa.&nbsp;</div>
<div>Vejo o fim do deserto.</div>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/06/eec93faa3b6edcab9658cf5b59485e91.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em; text-align: right;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" src="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/06/eec93faa3b6edcab9658cf5b59485e91.jpg" height="320" width="180" /></a></div>
<div></div>
<div>Sim. Logo ali temos um oásis.</div>
<div>Pode parecer difícil de acreditar. Afinal é tempo de Copa, o ano não começou, blá, blá e blá.</div>
<div>Mas preste atenção.</div>
<div>Sinta.</div>
<div>Algo mudou.</div>
<div>Seja o que for que te impedia, está mais fraco.&nbsp;</div>
<div>Tristeza, raiva, medo.</div>
<div>Não importa o nome. É hora de superá-lo.</div>
<div>Pode estar ainda imperceptível, mas já esta aí.</div>
<div>O fim do deserto.</div>
<div>Hora de acreditar no poder repousante da sombra.</div>
<div>Não para desfalecer e entregar-se.</div>
<div>Nunca.</div>
<div>Mas para simplesmente recuperar o fôlego, ajoelhar-se e <a href="http://www.vivermaissimples.com/2013/03/fazer-uma-gratidao.html">fazer uma gratidão</a>.</div>
<div>Um gole d&#8217;água e pronto. Podemos ir em frente.</div>
<div>O deserto chegou ao fim.</div>
<div></div>
<div></p>
<div></div>
</div>
</div>
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