Pé na estrada

 Em mudança, vida pedestre

O ano vem grávido de grandes novidades.
Um provável novo apartamento. Uma possível nova empregada. Além de tudo que já estava sonhado: o livro, o Odisseia, mais clientes para o coaching.
E um carro.
Pois é.
Vinha eu toda convicta de manter mais um tempo como pedestre.
E durante as últimas viagens, aconteceu.
Avaliando as novas rotinas criadas por viver em outro bairro, pulsou esta possibilidade.

Um carro.
Alguns podem se espantar com minha mudança de ideia meio súbita.
Eu não.
Tento (às vezes, com esforço) abraçar esta flexibilidade de refinar meu viver mais simples de quando em quando.
Não ter carro foi muito bom enquanto durou… Os tempos como pedestre me permitiram repensar o como ser motorista.
Uso esta experiência agora.
Primeiro, na escolha do veículo: usado, “modesto” 1.6, feito para ser transporte, sem luxos.
Depois na filosofia: carro é recurso substituto para táxis e carros alugados,  conexão entre Laranjeiras e Botafogo.
Ponte motora entre o clube e a casa nova, meio de buscar a filha na escola em outro bairro.

E era mesmo para ser, o acaso comprovou.

Gestava caminhos possíveis e esbarro com um anúncio da amiga descrevendo o carro ideal: modelo que já piloto há tempos na locadora; motor na potência certa, flex e… Vermelho.
Por anos tive um carro vermelho. Adorava. Tão fácil de fácil de encontrar  no estacionamento…
Fechamos negócio e já estou feliz com o presente que está chegando.
Não me iludo. Mudar não é fácil e traz seus riscos.
Não é sem receio que faço este movimento. O trânsito anda de fato selvagem, como será viver novamente a loucura do dia a dia nas ruas engarrafadas e impacientes?
Vamos com cuidado nesta nova estrada, buscando ser meio pedestre, apesar da garagem recém-ocupada…
E por quê compartilhar tão prosaica decisão?
Por que gostaria que meu novo carro vermelho não fosse apenas um experimento meu. Gostaria que fosse um convite para todos vocês repensarem o que pode ser mudado, o que deve ser experimentado.
Se der errado, ok, recomeçamos (não estranhem se em alguns meses eu mude de ideia novamente…).
Como diria Arnaldo Antunes:

Só porque eu falei não quer dizer que eu sei

Só porque eu falei não quer dizer que eu não posso estar errado
Só porque eu falei não quer dizer que é lei
Só porque eu falei não quer dizer que se eu falei está falado
Eu já mudei de ideia
E você com isso?
Eu sou volúvel
Não tenho compromisso”

O vídeo completo aqui:

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