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	<title>Arquivos coragem - Viver Mais Simples</title>
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	<description>Viver Mais Simples</description>
	<lastBuildDate>Mon, 08 Mar 2021 13:14:41 +0000</lastBuildDate>
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		<title>A arte de parir a si mesma</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Mar 2021 13:14:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[coragem]]></category>
		<category><![CDATA[desenvolvimento pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[feminino]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres que correm com os lobos]]></category>
		<category><![CDATA[viver mais simples]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Hoje é o Dia Internacional da Mulher. Eu, que passo desatenta pela maior parte das datas &#8220;oficiais&#8221;, hoje não. Nesta segunda-feira, a  responsabilidade e a força de ser mulher estão inflamadas no meu corpo. Ao invés de pus, expurgo palavras. Gestar. Minha primeira revelação foi saber gestar palavras. Depois meus dois filhos. Depois peixes. A [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje é o Dia Internacional da Mulher. Eu, que passo desatenta pela maior parte das datas &#8220;oficiais&#8221;, hoje não.</p>
<p>Nesta segunda-feira, a  responsabilidade e a força de ser mulher estão inflamadas no meu corpo. Ao invés de pus, expurgo palavras.</p>
<p><strong>Gestar</strong>.</p>
<p>Minha primeira revelação foi saber gestar palavras. Depois meus dois filhos. Depois <em><strong><a href="http://www.vivermaissimples.com/a-menina-e-os-peixes/">peixes</a></strong></em>.</p>
<p>A lição aprendida é que gosto do gestar. O cultivo, a nutrição necessária.  A espera acalma meu ritmo inquieto. O movimento dentro torna-se suficiente.</p>
<p>Eu fui uma <em><strong><a href="http://www.vivermaissimples.com/uma-crianca-estranha/">menina estranha. </a></strong></em>Conversava com as ondas do mar.  Gostava de ficar a sós com minha imaginação.</p>
<p>A vida me despertou a extroversão, mas gestar traz de volta<strong><em><a href="http://www.vivermaissimples.com/introvertida-em-treinamento/"> esta Leticia mais quieta, mas consigo. </a></em></strong></p>
<p><strong>Parir</strong>:</p>
<p>Sempre fiz da minha criatividade, alavanca. Alavanca para tentar o novo. Alavanca para desafiar padrões.<em><strong><a href="http://www.vivermaissimples.com/para-a-arquibancada/"> Alavanca para sustentar minha diferença versus as expectativas do outro (e da outra).</a></strong></em></p>
<p>Por isso gerar e parir e criar são todos verbos na minha oração.</p>
<p>Tenho a coragem suficiente de suportar as dores de parir. Desde crianças até novos capítulos de minha vida.</p>
<p>Sustentar escolhas pouco ortodoxas. Ir contra a corrente.</p>
<p>Apenas outro dia, uma amiga da adolescência me contou que meu pai sempre elogiava minha autonomia. &#8220;Nunca dependeu de homem nenhum&#8221; nas ocasiões em que se esbarravam na esquina do bairro onde eram vizinhos.</p>
<p>Acho curioso e oportuno meu pai, que sempre enfrentei com minha ousadia e irreverência, me mandar esta recado póstumo.</p>
<p>Nunca minha coragem foi tão testada. Porque mulher, para enfrentar o mundo, tem que se fazer duas vezes maior.</p>
<p>Machucam-me o peso de fazer-me maior por fora, do jeito homem de ser maior. Falar mais alto. Mais forte. Por cima da outra fala.</p>
<p>Aprendo a fazer-me maior por dentro. No silêncio e sabedoria de sacerdotisa.</p>
<p><strong>Florescer</strong></p>
<p>Um desafio de ser mulher é sustentar a sutileza do feminino sem se tornar vítima de predadores.</p>
<p>Cultivar o sensível de olhos abertos.<strong><em><a href="http://www.vivermaissimples.com/metamorfonelope/"> Penélope </a></em></strong>1 x 0 <strong><em><a href="http://www.vivermaissimples.com/barba-azul/">Barba Azul</a></em></strong>.</p>
<p>Sucessivos mergulhos para dentro me revelaram pérolas-talismãs.   A rede de apoio de outras mulheres. A parceria com homens sábios.  O saber alternar o corpo muscular com o corpo que fala baixo e ganha tempo, como Sherazade.</p>
<p>Florescer, para além de compreender o alimento que nutre a alma, é fazer-me mais íntima da humildade, do perdão.</p>
<p>Difícil, quando crepitam fogos da raiva e me afogam águas do ressentimento. Persisto.</p>
<p>Tento ser gentil comigo e com o interlocutor, mesmo que por vezes adversário.</p>
<p><strong>Frutificar</strong></p>
<p>Da flor virá o fruto.</p>
<p>O filho que torna-se um homem bom. A filha que torna-se uma artista inteira.</p>
<p>O amor maduro que é pavimento para novos sonhos.</p>
<p>A jornada de semear humanidade nos corações e escritórios.</p>
<p>As palavras que derramo aqui e acolá, na esperança de um mundo de olhos, asas e corações abertos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ser mulher. Dor, delícia, mas jamais tédio. Renovar-se fênix de dentro do próprio ventre.</p>
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		<title>Uma BMW em Saquarema</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Oct 2020 15:25:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[aprendizado]]></category>
		<category><![CDATA[Autenticidade]]></category>
		<category><![CDATA[autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[autodesenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[coragem]]></category>
		<category><![CDATA[humildade]]></category>
		<category><![CDATA[Resiliência]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Esta semana foi&#8230; Densa. Desafios em quase todas as frentes da vida. Golpes atordoantes. No ego. Na esperança. Na estabilidade.  Na inocência. O corpo dói. O coração dói. Sento na beira do mar revolto, a boca cheia de sal e aquele gosto de água do mar arranhando a garganta, após vencer a batalha de voltar [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Esta semana foi&#8230; Densa.</p>
<p>Desafios em quase todas as frentes da vida.</p>
<p>Golpes atordoantes. No ego. Na esperança. Na estabilidade.  Na inocência.</p>
<p>O corpo dói. O coração dói.</p>
<p>Sento na beira do mar revolto, a boca cheia de sal e aquele gosto de água do mar arranhando a garganta, após vencer a batalha de voltar á tona e sair do redemoinho.</p>
<p>Nenhum osso quebrado. A consciência de haver escolhido sabiamente a hora de deixar-me ir até a areia, sem lutar contra a força do oceano.</p>
<p>Saber também que cada parte minha está íntegra, apesar dos machucados e do sobressalto.</p>
<p>Houve muita torcida para eu não me afogar. E, claro,  algumas mãos me puxando para o fundo. Somadas todas as forças, foi com meus próprios braços e pernas que entrei no mar de ressaca. E com meus próprios braços e pernas saí. Viva.</p>
<p>Hora de seguir na estrada.</p>
<p>O terapeuta me avisa: é preciso saber ser BMW em Saquarema.</p>
<p>Saber reduzir a marcha e aproveitar a vista, quando não será possível correr até o máximo da velocidade e potência disponíveis.</p>
<p>Não, agora é hora de olhar o mar á distância, com respeito. A 40km por hora, passeio pela orla, ainda bastante selvagem.</p>
<p>As roupas ainda molhadas, o gosto amargo na boca e os ralados ardendo. Mas já vem uma brisa e o céu está tão lindo.</p>
<p>O carro vazio, sem passageiros, sem bagagem, sem missão a cumprir.</p>
<p>Apenas seguir em frente, sem pressa de chegar.</p>
<p>Assim reaprendo meu tamanho e descubro novas formas de ser.</p>
<p>Assim, economizo meu oxigênio para a próxima onda. Pois lugar de sereia é dentro da água.</p>
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		<title>Qual é o seu nome?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2020 21:32:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[caminho próprio]]></category>
		<category><![CDATA[Autenticidade]]></category>
		<category><![CDATA[autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[coragem]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres que correm com os lobos]]></category>
		<category><![CDATA[raízes fundas]]></category>
		<category><![CDATA[Regina Rapacci]]></category>
		<category><![CDATA[torna-te quem tu és]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Minha missão cada vez mais clara: ajudar pessoas a &#8220;tornarem-se quem são&#8221;. Por que é difícil. Ser. Todos os dias converso com pessoas em busca de uma vida coerente consigo mesmas. Lutando contra as vozes desafiadoras: &#8220;Você não vai conseguir&#8221;. &#8220;Você merece mais&#8221;. &#8220;Isto nunca foi feito antes&#8221;. &#8220;Este caminho não é seguro&#8221;. &#8220;Eu já [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Minha missão cada vez mais clara: ajudar pessoas a &#8220;tornarem-se quem são&#8221;.</p>
<p>Por que é difícil. Ser.</p>
<p>Todos os dias converso com pessoas em busca de uma vida coerente consigo mesmas. Lutando contra as vozes desafiadoras: &#8220;Você não vai conseguir&#8221;. &#8220;Você merece mais&#8221;. &#8220;Isto nunca foi feito antes&#8221;. &#8220;Este caminho não é seguro&#8221;. &#8220;Eu já fiz isso e deu errado&#8221;.</p>
<p>Nos piores dias, estas vozes parecem ser nossas. E acreditamos nelas.</p>
<p>Aí, aprendi com a mestra <strong><em><a href="https://www.reginarapacci.com/">Regina Rapacci</a></em></strong>, é hora de perguntar: &#8220;Qual é o seu nome?&#8221;</p>
<p>Meu nome é Leticia.</p>
<p>Herdei de uma tia-avó, mítica na família. Ela me deu como dote poder ser um pouco diferente, pois havia feito escolhas diferentes antes.</p>
<p>Mas também me legou sombra: morreu jovem e longe da terra natal.  Então nosso nome evoca um final triste, mesmo com uma história de vida tão linda. E um preço alto para a coragem.</p>
<p>Mas a verdade é que passei minha vida escolhendo meu nome.</p>
<p>Que aspectos da tia-avó manter. O que fazer com o compromisso em ser alegria (o significado de Leticia). Sem contar o Carneiro da Silva.</p>
<p>Gosto (e uso profissionalmente) o Carneiro. Silva, me parece muito igual a todo mundo. Carneiro da Silva tem o peso da família quatrocentona do interior.</p>
<p>Também aprecio os apelidos: Lê. Let. Lelê. Titice (que era também o apelido de minha tia-avó e só usado por alguns poucos primos mais velhos e meu pai).</p>
<p>Além destes, nomes: Manhê ou Mããããe. Meu Anjo, como me chama meu marido (uma ironia ou doçura, chamar a esposa impaciente e espevitada assim&#8230;).</p>
<p>Quando casei da primeira vez, mantive o nome de solteira. Dizia &#8220;que já era famosa&#8221;. Aos 25 anos&#8230;</p>
<p>Alguns destes nomes, escolhi. Outros me escolheram.  Uns aquecem mais meu coração.</p>
<p>E com eles, inventei títulos. Organizadora de Ideias. Facilitadora de Aprendizagem Sócio-Emocional.</p>
<p>Ás vezes, me defino diferente: capricorniana, campista, flamenguista não-praticante. E estou sempre a ampliar o dicionário de Leticias: taróloga, facilitadora on-line&#8230;</p>
<p>Desta busca infindável e por vezes doída, encontro a compaixão pelas pessoas que buscam meu trabalho e meu apoio.</p>
<p>Como é difícil encontrar o nome que cabe a você. E honrar este nome. E protegê-lo dos Barba Azuis da vida.</p>
<p>Neste caminho, aprendo também o silêncio. O lugar onde meu nome é um sussurro.</p>
<p>Para que você possa bradar a plenos pulmões.</p>
<p>Qual é o seu nome mesmo?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Encontrando fôlego</title>
		<link>https://www.vivermaissimples.com/encontrandofolego/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Feb 2019 01:28:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[coragem]]></category>
		<category><![CDATA[Resiliência]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Barragem-tempestade-incêndio-helicóptero Uma onda tão perto da outra, quase fico sem respirar. Acolho a dor de feridas, desta vez tão próximas: Estive em Brumadinho há pouco mais de seis meses. A funcionária de uma amiga morreu, soterrada por sua própria casa, na Rocinha. Meu filho é um jovem atleta. Ricardo Boechat era uma voz familiar no [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Barragem-tempestade-incêndio-helicóptero</p>
<p>Uma onda tão perto da outra, quase fico sem respirar.</p>
<p>Acolho a dor de feridas, desta vez tão próximas:</p>
<p>Estive em <strong><a href="https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2019/02/inhotim-reabre-em-brumadinho-com-missao-de-reerguer-cidade.shtml">Brumadinho </a></strong>há pouco mais de seis meses.</p>
<p>A funcionária de uma amiga morreu, soterrada por sua própria casa, na <strong><a href="https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2019/02/07/rocinha-foi-regiao-mais-atingida-pela-chuva-no-rio-video-mostra-morador-levado-por-correnteza.ghtml">Rocinha</a></strong>.</p>
<p>Meu filho é um <strong><a href="https://esportes.estadao.com.br/noticias/futebol,incendio-no-ninho-do-urubu-ct-do-flamengo,70002713388">jovem atleta</a></strong>.</p>
<p><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Ricardo_Boechat"><strong>Ricardo Boechat</strong></a> era uma voz familiar no meu cotidiano.</p>
<p>A Cidade. O Estado. O País. Tão longe dos meus sonhos.</p>
<p>Busco coragem no fundo de meus pulmões. E respiro.</p>
<p>Respiro no encontro com outros seres humanos amorosos na resistência.</p>
<p>Respiro ao dar minha modesta ajuda ao morador em situação de rua.</p>
<p>Respiro ao comprar fraldas para o pai de gêmeos.</p>
<p>Respiro ao apoiar projetos de quem se desdobra para embelezar o mundo e o coração dos homens.</p>
<p>Respiro ao dar mais um passo no inventário de meu pai.</p>
<p>Respiro no demorado mergulho no mar.</p>
<p>Respiro ao cozinhar para o irmão em tratamento.</p>
<p>Respiro ao chorar no ombro que me acolhe.</p>
<p>Respiro e ajudo a respirar.</p>
<p>Teimosamente respiro. Minha teimosia vem de longe. Vem da paciência de meu avô, que comprou sua fazenda aos setenta anos. Vem a obstinação de meu pai. Vem da esperança corporificada em meus fihos.  Persistência cujo nome é Celso, Alberto, Leonardo, Olivia.</p>
<p>Respiro.</p>
<p>Aprendo a respirar debaixo de água, fogo, lama e fumaça.</p>
<p>E assim, cuidando de me próprio fôlego&#8230;</p>
<p>Ofereço-te minha mão.</p>
<p>Se você sente desalento, medo ou outro tipo de sentimento relacionado, <strong><a href="leticia@leticiacarneiro.com">conte para mim</a></strong>. Estou pensando em maneiras de contribuir para nossa resiliência coletiva.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Receita para ser feliz</title>
		<link>https://www.vivermaissimples.com/receita-para-ser-feliz/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 16 Sep 2018 14:31:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[coragem]]></category>
		<category><![CDATA[felicidade]]></category>
		<category><![CDATA[gratidão]]></category>
		<category><![CDATA[simplicicidade]]></category>
		<category><![CDATA[viver mais simples]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A busca de todo dia e, talvez, de todo mundo. Feliz, palavra extensa. Portanto inalcançável? Cada vez mais me interesso pela busca, e não pela linha de chegada. Aprendo com meu filho, quando tinha dez anos: Ser feliz era carinho, futebol, doce e videogame. Hoje aos 13, sinto que não mudou tanto. Talvez o futebol [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A busca de todo dia e, talvez, de todo mundo.</p>
<p>Feliz, palavra extensa. Portanto inalcançável?</p>
<p>Cada vez mais me interesso pela busca, e não pela linha de chegada.</p>
<p>Aprendo com meu filho, quando tinha dez anos:</p>
<p>Ser feliz era carinho, futebol, doce e videogame. Hoje aos 13, sinto que não mudou tanto. Talvez o futebol tenha virado basquete ou seja esporte em geral.</p>
<p>Eu, aos 45 anos, tenho minha própria lista:</p>
<ol>
<li>Viver a vida como uma aventura: experiências, encontros e movimento</li>
<li>Viver a vida com afeto: cuidar de meus filhos, amar e ser amada, cultivar as relações</li>
<li>Viver a vida com sabedoria: aceitar os dias nublados, receber as emoções difíceis, querer ser feliz mais do que estar certa.</li>
<li>Viver a vida em aprendizado: tentar, errar e buscar sentido no erro.  Reorientar-me depois dos tropeços. Evitar os velhos buracos.</li>
</ol>
<p>Há outras coisas que estou ainda tateando: o silêncio, a solitude, a paciência, a satisfação.</p>
<p>O saldo, consulto no peito a cada instante. Agora mesmo, há um pouco de tristeza sem nome, um quentinho na barriga de acontecimentos deliciosos e uma esperança luzindo firme e tépida em meio a ventanias.</p>
<p>Da lição de meu filho, prezo sobretudo a simplicidade. A mistura de sentimento profundo (carinho) com os prazeres mais cotidianos (o doce).</p>
<p>Ondas agridoces lambem meu coração ardido. Ardido de paixão pela vida, necessidade de coragem e amor, muito amor.</p>
<p>E a felicidade torna-se este mosaico de salgados, doces e amargos.  Mosaico caleidoscópico, aquecido pela brasa dos meus desejos e abrandado pelo molhado de minhas lágrimas.</p>
<p>Felicidade que, afinal, é a mistura de sabores. O contraste que faz o bom brilhar forte e o ruim realçar o bom.</p>
<p>Felicidade agora é esta sensação de que, se eu morresse hoje, minha vida valeu a pena e foi memorável.</p>
<p>Felicidade agora é esta sensação de querer viver mais, para continuar este cultivo de travessias e gratidão.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Doçura e Força</title>
		<link>https://www.vivermaissimples.com/docura-e-forca/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 31 Dec 2016 14:47:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[coragem]]></category>
		<category><![CDATA[mudança]]></category>
		<category><![CDATA[Ser mulher]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Força Avançar Sem cair E se cair Levantar Persistir Lutar Expandir Mostrar as garras e os dentes &#160; Doçura Nutrir-me Cuidar-me Amar-me Receber o tanto que mereço Crescer o espaço do desfrute Do bom Do mel Do manso &#160; Coração valente, mas suave Desbravar sem me ferir</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Força</p>
<p>Avançar</p>
<p>Sem cair</p>
<p>E se cair</p>
<p>Levantar</p>
<p>Persistir</p>
<p>Lutar</p>
<p>Expandir</p>
<p>Mostrar as garras e os dentes</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Doçura</p>
<p>Nutrir-me</p>
<p>Cuidar-me</p>
<p>Amar-me</p>
<p>Receber o tanto que mereço</p>
<p>Crescer o espaço do desfrute</p>
<p>Do bom</p>
<p>Do mel</p>
<p>Do manso</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Coração valente, mas suave</p>
<p>Desbravar sem me ferir</p>
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		<title>Tempo gengibre</title>
		<link>https://www.vivermaissimples.com/tempo-gengibre/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Oct 2016 14:10:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[coragem]]></category>
		<category><![CDATA[desenvolvimento pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[viver mais simples]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na culinária japonesa, o gengibre é usado para a transição entre pratos. Propicia uma limpeza do paladar. É também estimulante, aquece,  espanta a tristeza. Agora são meus tempos gengibre. Transição entre páginas. Lenta e inexorável digestão de passados, presente e futuros. Há uma certa excitação no ar, efeitos colaterais de minha motilidade. Desfruto as delícias [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Na culinária japonesa, o gengibre é usado para a transição entre pratos. Propicia uma limpeza do paladar.</p>
<p>É também estimulante, aquece,  espanta a tristeza.</p>
<p>Agora são meus tempos gengibre.</p>
<p>Transição entre páginas. Lenta e inexorável digestão de passados, presente e futuros.</p>
<p>Há uma certa excitação no ar, efeitos colaterais de minha motilidade.</p>
<p>Desfruto as delícias da casa nova e observo sentimentos inéditos ou esquecidos baterem na porta.</p>
<p>Mas não me iludo. É tempo de transição e o processo não é trivial nem rápido.</p>
<p>Presto muita atenção no que emerge. Despertei para tantas coisas e costumo me empolgar com os malabares.</p>
<p>Respiro fundo, recordo a ioga recém-incorporada na agenda.</p>
<p>São tempos entre. O tempo que fica ali, no espaço apertado entre  o antes e o depois.</p>
<p>É preciso alargá-lo.</p>
<p>Tempos para olhos bem abertos e coração protegido.</p>
<p>Tal criança, aprendo a hora de avançar e recuar. Experimentar novidades e respeitar a rotina.</p>
<p>Ouço músicas novas, mas também reaprendo a canção muito antiga que embala toda a mulher que floresce.</p>
<p>O gengibre pica a língua, acorda os sentidos.</p>
<p>Caminho assim, bem alerta. São novas paisagens.</p>
<p>É inevitável perder-me. Urge cuidar para não esquecer o caminho de volta.</p>
<p>De volta para mim.</p>
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		<title>O sabor da vida</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Sep 2016 21:21:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[coragem]]></category>
		<category><![CDATA[desenvolvimento pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[mudança]]></category>
		<category><![CDATA[transição]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A doçura. Do despertar barulhento dos filhos. Da maciez da colcha nova. Do quente no chuveiro forte. Do vento súbito no rosto, na caminhada. Do café, o pão de mel, o arroz mexido com ovos. Do amor recebido e partilhado. Do cuidado dos amigos. De testemunhar o florescer do outro. &#160; O azedo. De lidar com tantas novidades. Dos dias cansados. Dos [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A doçura.</p>
<p>Do despertar barulhento dos filhos.</p>
<p>Da maciez da colcha nova.</p>
<p>Do quente no chuveiro forte.</p>
<p>Do vento súbito no rosto, na caminhada.</p>
<p>Do café, o pão de mel, o arroz mexido com ovos.</p>
<p>Do amor recebido e partilhado. Do cuidado dos amigos.</p>
<p>De testemunhar o florescer do outro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O azedo.</p>
<p>De lidar com tantas novidades.</p>
<p>Dos dias cansados.</p>
<p>Dos filhos atordoados.</p>
<p>Dos muitos afazeres.</p>
<p>Da parte que não deu certo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O salgado.</p>
<p>Das lágrimas dos dias nublados.</p>
<p>O amargo.</p>
<p>Do que podia ter sido.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Caleidoscópios sabores. Inesperados. Nem tanto.</p>
<p>Mas sobretudo, sentir o gosto das coisas.</p>
<p>Salivar novamente pela vida.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Barba Azul</title>
		<link>https://www.vivermaissimples.com/barba-azul/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Sep 2016 02:00:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[coragem]]></category>
		<category><![CDATA[feminino]]></category>
		<category><![CDATA[viver mais simples]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Novamente, meu atual livro favorito: &#8220;Mulheres que Correm com os Lobos&#8220;. No Grupo de Estudos, falávamos sobre a figura do Barba Azul, entidade psíquica que nos boicota ou pessoas reais que nos sufocam. Logo, o meu Barba Azul aparece. Culpa. Sentimento de inadequação. Raiva. Sei bem seus nomes. Seguro firme meu coração selvagem. Ele pulsa. [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://www.vivermaissimples.com/barba-azul/">Barba Azul</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.vivermaissimples.com">Viver Mais Simples</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Novamente, meu atual livro favorito: &#8220;<a href="http://www.livrariacultura.com.br/p/mulheres-que-correm-com-os-lobos-60871">Mulheres que Correm com os Lobos</a>&#8220;.</p>
<p>No Grupo de Estudos, falávamos sobre a figura do <a href="http://contosclarissapinkolaestes.blogspot.com.br/2011/03/o-barba-azul.html">Barba Azul</a>, entidade psíquica que nos boicota ou pessoas reais que nos sufocam.</p>
<p>Logo, o meu <a href="http://contosclarissapinkolaestes.blogspot.com.br/2011/03/o-barba-azul.html">Barba Azul </a>aparece.</p>
<p>Culpa. Sentimento de inadequação. Raiva.</p>
<p>Sei bem seus nomes.</p>
<p>Seguro firme meu coração selvagem. Ele pulsa.</p>
<p>Abraço forte a intuição. Ela sussurra caminhos e eu saio, uma vez mais, da emboscada.</p>
<p>São tempos perigosos para minha alma irrequieta.</p>
<p>A estrada é sinuosa e cheia de sombras.</p>
<p>Embalada pelo tum-tum-tum de meu peito lobo, atravesso medos.</p>
<p>Da solidão, sobretudo.</p>
<p>Passado o maior perigo, meu espírito ronrona satisfeito.</p>
<p>Uma vez mais, triunfa sobre a dor.</p>
<p>Olho para a lua imaginária dos meus sonhos e uivo forte e profundo: aúúúú!</p>
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