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	<title>Arquivos feminino - Viver Mais Simples</title>
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	<description>Viver Mais Simples</description>
	<lastBuildDate>Mon, 08 Mar 2021 13:14:41 +0000</lastBuildDate>
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		<title>A arte de parir a si mesma</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Mar 2021 13:14:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[coragem]]></category>
		<category><![CDATA[desenvolvimento pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[feminino]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres que correm com os lobos]]></category>
		<category><![CDATA[viver mais simples]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Hoje é o Dia Internacional da Mulher. Eu, que passo desatenta pela maior parte das datas &#8220;oficiais&#8221;, hoje não. Nesta segunda-feira, a  responsabilidade e a força de ser mulher estão inflamadas no meu corpo. Ao invés de pus, expurgo palavras. Gestar. Minha primeira revelação foi saber gestar palavras. Depois meus dois filhos. Depois peixes. A [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje é o Dia Internacional da Mulher. Eu, que passo desatenta pela maior parte das datas &#8220;oficiais&#8221;, hoje não.</p>
<p>Nesta segunda-feira, a  responsabilidade e a força de ser mulher estão inflamadas no meu corpo. Ao invés de pus, expurgo palavras.</p>
<p><strong>Gestar</strong>.</p>
<p>Minha primeira revelação foi saber gestar palavras. Depois meus dois filhos. Depois <em><strong><a href="http://www.vivermaissimples.com/a-menina-e-os-peixes/">peixes</a></strong></em>.</p>
<p>A lição aprendida é que gosto do gestar. O cultivo, a nutrição necessária.  A espera acalma meu ritmo inquieto. O movimento dentro torna-se suficiente.</p>
<p>Eu fui uma <em><strong><a href="http://www.vivermaissimples.com/uma-crianca-estranha/">menina estranha. </a></strong></em>Conversava com as ondas do mar.  Gostava de ficar a sós com minha imaginação.</p>
<p>A vida me despertou a extroversão, mas gestar traz de volta<strong><em><a href="http://www.vivermaissimples.com/introvertida-em-treinamento/"> esta Leticia mais quieta, mas consigo. </a></em></strong></p>
<p><strong>Parir</strong>:</p>
<p>Sempre fiz da minha criatividade, alavanca. Alavanca para tentar o novo. Alavanca para desafiar padrões.<em><strong><a href="http://www.vivermaissimples.com/para-a-arquibancada/"> Alavanca para sustentar minha diferença versus as expectativas do outro (e da outra).</a></strong></em></p>
<p>Por isso gerar e parir e criar são todos verbos na minha oração.</p>
<p>Tenho a coragem suficiente de suportar as dores de parir. Desde crianças até novos capítulos de minha vida.</p>
<p>Sustentar escolhas pouco ortodoxas. Ir contra a corrente.</p>
<p>Apenas outro dia, uma amiga da adolescência me contou que meu pai sempre elogiava minha autonomia. &#8220;Nunca dependeu de homem nenhum&#8221; nas ocasiões em que se esbarravam na esquina do bairro onde eram vizinhos.</p>
<p>Acho curioso e oportuno meu pai, que sempre enfrentei com minha ousadia e irreverência, me mandar esta recado póstumo.</p>
<p>Nunca minha coragem foi tão testada. Porque mulher, para enfrentar o mundo, tem que se fazer duas vezes maior.</p>
<p>Machucam-me o peso de fazer-me maior por fora, do jeito homem de ser maior. Falar mais alto. Mais forte. Por cima da outra fala.</p>
<p>Aprendo a fazer-me maior por dentro. No silêncio e sabedoria de sacerdotisa.</p>
<p><strong>Florescer</strong></p>
<p>Um desafio de ser mulher é sustentar a sutileza do feminino sem se tornar vítima de predadores.</p>
<p>Cultivar o sensível de olhos abertos.<strong><em><a href="http://www.vivermaissimples.com/metamorfonelope/"> Penélope </a></em></strong>1 x 0 <strong><em><a href="http://www.vivermaissimples.com/barba-azul/">Barba Azul</a></em></strong>.</p>
<p>Sucessivos mergulhos para dentro me revelaram pérolas-talismãs.   A rede de apoio de outras mulheres. A parceria com homens sábios.  O saber alternar o corpo muscular com o corpo que fala baixo e ganha tempo, como Sherazade.</p>
<p>Florescer, para além de compreender o alimento que nutre a alma, é fazer-me mais íntima da humildade, do perdão.</p>
<p>Difícil, quando crepitam fogos da raiva e me afogam águas do ressentimento. Persisto.</p>
<p>Tento ser gentil comigo e com o interlocutor, mesmo que por vezes adversário.</p>
<p><strong>Frutificar</strong></p>
<p>Da flor virá o fruto.</p>
<p>O filho que torna-se um homem bom. A filha que torna-se uma artista inteira.</p>
<p>O amor maduro que é pavimento para novos sonhos.</p>
<p>A jornada de semear humanidade nos corações e escritórios.</p>
<p>As palavras que derramo aqui e acolá, na esperança de um mundo de olhos, asas e corações abertos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ser mulher. Dor, delícia, mas jamais tédio. Renovar-se fênix de dentro do próprio ventre.</p>
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		<title>Após o inverno</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Oct 2016 22:05:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[desenvolvimento pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[feminino]]></category>
		<category><![CDATA[viver mais simples]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>São tempos de redescoberta. Pequenos detalhes de mim. Esquecidos. Uma fase &#8220;vermelha&#8221; invade o blog. Descobrir-me maçã, romã. Fruto e flores. Acordar depois de um sono profundo entre rotinas e obrigações. Suavizar-me. Incendiar-me. Toda a paleta do feminino adormecido pela inércia dos anos. As unhas vermelhas tem pressa, ao teclar as palavras. É primavera. Entre os espinhos da [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>São tempos de redescoberta.</p>
<p>Pequenos detalhes de mim. Esquecidos.</p>
<p>Uma fase &#8220;vermelha&#8221; invade o blog.</p>
<p>Descobrir-me maçã, romã. Fruto e flores.</p>
<p>Acordar depois de um sono profundo entre rotinas e obrigações.</p>
<p>Suavizar-me. Incendiar-me.</p>
<p>Toda a paleta do feminino adormecido pela inércia dos anos.</p>
<p>As unhas vermelhas tem pressa, ao teclar as palavras.</p>
<p>É primavera.</p>
<p>Entre os espinhos da vida desconhecida, lentamente reencontro-me, rosa.</p>
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		<title>Barba Azul</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Sep 2016 02:00:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[coragem]]></category>
		<category><![CDATA[feminino]]></category>
		<category><![CDATA[viver mais simples]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Novamente, meu atual livro favorito: &#8220;Mulheres que Correm com os Lobos&#8220;. No Grupo de Estudos, falávamos sobre a figura do Barba Azul, entidade psíquica que nos boicota ou pessoas reais que nos sufocam. Logo, o meu Barba Azul aparece. Culpa. Sentimento de inadequação. Raiva. Sei bem seus nomes. Seguro firme meu coração selvagem. Ele pulsa. [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Novamente, meu atual livro favorito: &#8220;<a href="http://www.livrariacultura.com.br/p/mulheres-que-correm-com-os-lobos-60871">Mulheres que Correm com os Lobos</a>&#8220;.</p>
<p>No Grupo de Estudos, falávamos sobre a figura do <a href="http://contosclarissapinkolaestes.blogspot.com.br/2011/03/o-barba-azul.html">Barba Azul</a>, entidade psíquica que nos boicota ou pessoas reais que nos sufocam.</p>
<p>Logo, o meu <a href="http://contosclarissapinkolaestes.blogspot.com.br/2011/03/o-barba-azul.html">Barba Azul </a>aparece.</p>
<p>Culpa. Sentimento de inadequação. Raiva.</p>
<p>Sei bem seus nomes.</p>
<p>Seguro firme meu coração selvagem. Ele pulsa.</p>
<p>Abraço forte a intuição. Ela sussurra caminhos e eu saio, uma vez mais, da emboscada.</p>
<p>São tempos perigosos para minha alma irrequieta.</p>
<p>A estrada é sinuosa e cheia de sombras.</p>
<p>Embalada pelo tum-tum-tum de meu peito lobo, atravesso medos.</p>
<p>Da solidão, sobretudo.</p>
<p>Passado o maior perigo, meu espírito ronrona satisfeito.</p>
<p>Uma vez mais, triunfa sobre a dor.</p>
<p>Olho para a lua imaginária dos meus sonhos e uivo forte e profundo: aúúúú!</p>
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