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	<title>Arquivos autoconhecimento - Viver Mais Simples</title>
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		<title>Cada um no seu ritmo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 May 2020 15:49:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[coronavirus]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma nova semana em quarentena. Uma de muitas que virão, aparentemente. O coração está pesado com as notícias e desgovernos. Com a impotência de ver pobres e idosos e profissionais da saúde na linha de frente desta guerra. Triste de ver o desconsolo no olhar dos filhos. E do marido. O preço são noites insones [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma nova semana em quarentena. Uma de muitas que virão, aparentemente.</p>
<p>O coração está pesado com as notícias e desgovernos. Com a impotência de ver pobres e idosos e profissionais da saúde na linha de frente desta guerra. Triste de ver o desconsolo no olhar dos filhos. E do marido.</p>
<p>O preço são noites insones e muita dor de cabeça.</p>
<p>Mas foi bom reencontrar o meu ritmo.</p>
<p>A pandemia foi o tapa na cara. Na minha cara.</p>
<p>Labuta demais. Gastos demais. Automático demais.</p>
<p>Foi um freio de arrumação. Daqueles que chacoalha a coluna vertebral que chega a doer.</p>
<p>A dor de perder meu irmão era atropelada pelo trabalho sem fim, viagens sem fim, tarefas sem fim.</p>
<p>Eu não prestava atenção em relações importantes. E desperdiçava tempo em relações estéreis.</p>
<p>Eu estendia meu braço para o lado errado.</p>
<p>Os dias passavam e eu não estava atenta o suficiente aos meus filhos. E eles, não estavam passando tempo suficiente comigo.</p>
<p>Quando algo apertava com o marido, uma viagem conveniente dava um <em>reset</em> e as diferenças iam para baixo do tapete.</p>
<p>Agora, o tempo é outro.</p>
<p>Mais lento: dois meses e eu vivi intensamente cada dia. Conversas significativas, estudo, autoconhecimento, muito amor.</p>
<p>Mais rápido: as horas escoam entre estudo, trabalho, cozinha, insônia.</p>
<p>Não dou conta de tudo: há algumas amizades precisando de rega. O corpo implora por alguma atividade, mas a preguiça ainda impera.  Há planos ainda na prateleira.</p>
<p>Há ainda planos na prateleira: no (des)conforto da gosma de meu casulo, vejo as asas se formando. Novos sonhos, de melhor tamanho.</p>
<p>E sei que para muitos a situação é outra. Mas estou aprendendo a não pedir desculpas por ser eu mesma. Este texto não é uma contação de vantagens. É um registro.</p>
<p>Para eu não esquecer.</p>
<p>Não esquecer de que a vida segue lá fora, injusta e bela. Quase nada posso fazer sobre quase tudo.</p>
<p>Mas o pouco que posso, faz muito sentido. E este sentido é o farol da minha travessia.</p>
<p>Sinto muito pelas vidas ceifadas. Pelos trabalhos perdidos. Pelas pedras pontudas enfrentadas por quem não tem meus privilégios.</p>
<p>Contudo, agradeço por ter redescoberto meu próprio ritmo. Da solidão do meu escritório improvisado, me dou colo e me dou asas.</p>
<p>E tudo há de passar, mais uma vez.</p>
<p>E quando passar, voaremos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Imagem: verbete do livro Desdicionário do projeto homônimo de Daniela Belmiro.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Sobre bordas e transbordos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 May 2020 13:36:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[coronavirus]]></category>
		<category><![CDATA[daniela belmiro]]></category>
		<category><![CDATA[isolamento]]></category>
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		<category><![CDATA[verve]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Acordo com um dia mais livre do que o habitual. Tenho sono: as noites têm sido conturbadas. No entanto, já aprendi que tentar adormecer de novo não descansa meu corpo, então começo o dia com vontade de escrever. E o tema são bordas. Fronteiras que mantém a vida possível em tempos imprevistos e surreais. As [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Acordo com um dia mais livre do que o habitual.<br />
Tenho sono: as noites têm sido conturbadas. No entanto, já aprendi que tentar adormecer de novo não descansa meu corpo, então começo o dia com vontade de escrever.<br />
E o tema são bordas. Fronteiras que mantém a vida possível em tempos imprevistos e surreais.<br />
As rotinas são bordas que contém os mares turbulentos que me habitam. Especialmente durante o isolamento social e à luz das notícias preocupantes de todos os dias.<br />
O esforço é modular estas bordas. A permeabilidade, a rigidez, a densidade.<br />
O que deixar entrar?<br />
Conversas amigas curam. Encontros e reencontros, gestos de amor e amizade. Relatos solidários, dicas de séries, trocas de sentimentos, partilha de desafios comuns. Lembrar que somos humanos e não estamos sós.</p>
<p>Já as notícias tem sabor agridoce. Claro, é preciso conhecer o que é seguro e o que é permitido. É útil acompanhar a ciência e também questionar a ciência. Tudo são certezas provisórias e é crucial ler com espírito crítico. Informações ajudam neste sentido (o difícil é eleger as fontes).<br />
Do outro lado, os conflitos de ponto de vista, a dor e raiva causada pela desorientação (ou mau caráter) de nossos governantes, as hesitações e agendas ocultas que nos tolhem de uma direção firme rumo a sair desta crise. Recortes que alimentam a desesperança e aumentam a ansiedade.<br />
Agridoce. Ainda não consigo modular a quantidade a ser ingerida.</p>
<p>Trabalho também é borda. Mas a <strong><em><a href="http://www.vivermaissimples.com/para-compreender-capricornio/">capricorniana </a></em></strong>precisa ser vigiada. Percebo abusos no tempo de estar encerrada no escritório improvisado no quarto de empregada.<br />
Mas o que eu faço, além de ocupar os dias, me dá um senso de propósito. Poder contribuir, mesmo que um pouco, faz valer a pena e reduz o senso de impotência.</p>
<p>Amar, este é sem contra-indicação. Que os limites estão postos. Juntinhos, só com o marido e filhos. Os outros tipos de amor são por telefone ou computador. E para alguém desmedida em estender o braço, estas novas bordas são bem-vindas. Mesmo com tanta saudade de abraços.</p>
<p>Transbordo.<br />
Choro mais do que o habitual. Roo mais as unhas. Como mais chocolate.<br />
Converso mais e longamente com cada pessoa amiga. Presto mais atenção em cada filho. Tudo me emociona.<br />
Escrevo mais neste <strong><em><a href="http://www.vivermaissimples.com/sobre-o-que-me-faz-feliz-e-tambem-saudade/">blog</a></em></strong>.<br />
Respondo longamente aos pedidos dos amigos: uma opinião sobre o vídeo da<em><strong><a href="https://www.natura.com.br/consultoria/samaramar"> consultora de cosméticos</a></strong></em>. Um olhar sobre o texto da amiga terapeuta.<br />
Tenho tempo e saudades. Por isso me alongo.<br />
Transbordo novidades também.<br />
Aprendi a ouvir podcast. Inclusive este texto dialoga com o <em><strong><a href="https://podcasts.google.com/feed/aHR0cHM6Ly9hbmNob3IuZm0vcy8xMWJhNWQxOC9wb2RjYXN0L3Jzcw/episode/ZTBiNjUzOTctNzRhMC00YTc2LTlhZDgtZjlhYjJhYWU2YzQw?hl=pt-BR&amp;ved=2ahUKEwijjKGh9bDpAhU5HbkGHaWKDOsQieUEegQICRAE&amp;ep=6">podcast da amiga</a></strong></em>.<br />
Aprendi a amar áudios no WhatsApp. A voz das pessoas é um tesouro.<br />
Aprendi novas receitas: leite de amêndoas, leite de côco, bolos, moqueca de forno.<br />
E tenho fome de aprender: estudo tarô, facilitação on-line.<br />
Também crio espaço para ser <strong><em><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Clarissa_Pinkola_Est%C3%A9s">mulher selvagem</a>.</em></strong><br />
Leio mais. Costurei as peças que pediam linha e agulha. Renovei o guarda-roupa de peças íntimas (<strong><em><a href="https://www.verve.com.br/?gclid=EAIaIQobChMIl4mQg_Gw6QIVhwmRCh2qdwaWEAAYASAAEgKzavD_BwE">na loja da outra amiga</a>)</em></strong>. Pintei as unhas do pé. Faço colagens. Cozinho como as avós e as mães. Arrumo a casa de tempos em tempos.<br />
E escrevo escrevo escrevo.<br />
O corpo, estou ainda aprendendo a cuidar. Reluto com as aulas on-line de <em><strong><a href="https://www.youtube.com/watch?reload=9&amp;v=Ic7gksAf6U8">Eutonia </a></strong></em>e <em><strong><a href="https://www.youtube.com/watch?v=9q3hE0n8XPc&amp;feature=youtu.be">Pilates</a></strong></em>. Quase morri sem fôlego ao jogar uma partida de badminton com o filho, na quadra improvisada na sala. Mas vamos tentando de outros jeitos.</p>
<p>Entre bordas e transbordos, revisito o <strong><em><a href="http://www.vivermaissimples.com/oito-anos-de-viver-mais-simples/">viver mais simples</a></em></strong>; faço novos pactos comigo. Às vezes, é bom. Outras, é demasiado. Não preciso decidir.<br />
Avanço passo após passo, confiando na intuição e traçando novas rotas dentro de um oceano confinado.</p>
<p>Presto atenção no movimento dos planetas, nos médicos e no pulso de meu coração.<br />
Um dia de cada vez. Vestindo algumas máscaras e despindo outras.<br />
A vida entre bordas e transbordos segue o ritmo das marés e acolhe tsunamis.<br />
É tempo de descobrir fundos, dentro.</p>
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		<title>Já não mais ainda</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 May 2019 14:41:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[amor próprio]]></category>
		<category><![CDATA[antídotos]]></category>
		<category><![CDATA[autoconhecimento]]></category>
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		<category><![CDATA[gratidão]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Isso de ser exatamente o que se é ainda vai nos levar além.  Paulo Leminski Desperto cheia de sensações. Havia sonhado com um enorme jacaré.  Era preciso contê-lo e o meio para isto era eletricidade. Primeiro eu sentia um medo e uma ansiedade. Até que não mais e já era possível libertá-lo. Um jacaré livre, mais manso, no [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="fr">Isso de ser exatamente o que se é ainda vai nos levar além.  <a href="https://www.pensador.com/autor/paulo_leminski/">Paulo Leminski</a></p>
<div></div>
<div>Desperto cheia de sensações. Havia sonhado com um enorme jacaré.  Era preciso contê-lo e o meio para isto era eletricidade.</div>
<div>Primeiro eu sentia um medo e uma ansiedade. Até que não mais e já era possível libertá-lo.</div>
<div>Um jacaré livre, mais manso, no entanto jacaré.</div>
<div></div>
<div>Em restrospecto, percebo que a agitação do sono reflete o movimento dos dias. Esperas, mudanças por vir, sentimentos alvoraçados abalroando-se por dentro.</div>
<div>Fazer fronteira e ampliar fronteiras. Acolher necessidades alheias e acolher-me.</div>
<div>Meus dias têm sido uma revoada de pensamentos e emoções. Decisões a tomar, sim e não por toda a parte.</div>
<div>Respiro fundo, muito fundo.</div>
<div></div>
<div>Para além de tanto tumulto, reencontro meu lago pacífico. Peixes nadam livres, coragem pulsa forte.</div>
<div>Há muita dádiva e experiência nutritiva no meu campo semeado.</div>
<div></div>
<div>Apesar do sobressalto no peito, permito-me sonhar com esperança. Gestar este segundo semestre com mais amor e mais prosperidade. Deleitar-me em antecipação com as férias necessárias.</div>
<div></div>
<div>Ainda tenho tanto a decidir e realizar. Mas por um momento, deito-me no mar da boa aventurança. Confio na minha boa sorte e na potência do meu trabalho de ser quem eu sou.</div>
<div></div>
<div>Já não mais. No entanto ainda.</div>
<div>O presente grávido de futuro me sustenta.</div>
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		<title>2018: o ano de atravessar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Feb 2019 21:24:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[coragem]]></category>
		<category><![CDATA[equilíbrio]]></category>
		<category><![CDATA[gratidão]]></category>
		<category><![CDATA[planejamento]]></category>
		<category><![CDATA[sonho de bom tamanho]]></category>
		<category><![CDATA[vontades frouxas]]></category>
		<category><![CDATA[Balanço 2018]]></category>
		<category><![CDATA[Vontades Frouxas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em 2019, o Viver Mais Simples completa dez anos.  Apesar do silêncio desde setembro, sinto a voz cada vez vindo de mais fundo. Dei-me um pouco  mais de tempo para os tradicionais posts de início de ano. Hoje, navegando pelas fotos de 2018, soube que era a hora de contar para vocês como foi meu ano [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em 2019, o Viver Mais Simples completa dez anos.  Apesar do silêncio desde setembro, sinto a voz cada vez vindo de mais fundo. Dei-me um pouco  mais de tempo para os tradicionais posts de início de ano. Hoje, navegando pelas fotos de 2018, soube que era a hora de contar para vocês como foi meu ano e partilhar meus sonhos de bom tamanho para 2019.</p>
<p>2018 foi muito intenso. Uma jornada de beleza e redemoinhos, com momentos onde o fôlego pareceu insuficiente. Mas não foi.  Conquistei feitos preciosos e atravessei as tempestades com muita elegância.</p>
<p>O tema do ano era &#8220;<a href="http://www.vivermaissimples.com/vontades-frouxas-2018-o-ano-de-reconhecer-me/">O ano de reconhecer-me</a>&#8220;. Mal sabia eu que o título original, &#8220;o ano de atravessar&#8221;, teria sido mais preciso.</p>
<p>2018 foi o ano mais escasso, financeiramente, desde o início do <a href="http://www.vivermaissimples.com/oito-anos-de-viver-mais-simples/">Viver Mais Simples</a>. Perdi-me no primeiro semestre com um grande projeto que tornou-se bastante penoso.  Decidi, junto com Érica, que era tempo de transformar o <a href="http://www.vivermaissimples.com/hora-de-fazer-lancando-o-odisseia/">Odisseia </a>numa parceria mais fluida.  Ainda me recuperando do<a href="http://www.vivermaissimples.com/faz-um-ano/"> luto de meu pai</a>, descobri que meu irmão caçula sofre de câncer metatástico. Mergulhei nas tarefas áridas de inventariante e síndica do condomínio de praia.  Vivi altos e baixos na vida pessoal.  Enfim, um ano de sobriedade e pragmatismo.</p>
<p>Por outro lado, foi um tempo de outras riquezas, daquelas mais raras:  minhas relações de amizade floresceram, com momentos de muita intimidade e emoção.  Trabalhei em águas mais profundas do que nunca, tanto na organização de ideias como no projeto Escafandro, meu trabalho mais autoral desde o <a href="http://www.vivermaissimples.com/afinal-o-que-e-o-voe/">Voe</a>.  Fui Mãe com M maiúsculo, vivendo momentos de muita parceria com meus filhos e o pai deles.  Usufruí da disciplina e conhecimento advindos das reformas e projetos burocráticos que empreendi com muito sucesso.  Guardei um tempo valioso para meu crescimento espiritual, emocional e intelectual, incluindo os novos saberes na <a href="https://papodehomem.com.br/comunicacao-nao-violenta-o-que-e-e-como-praticar/">Comunicação Não Violenta</a> e <a href="http://afferolab.educacao.ws/blog/wp-content/uploads/2016/01/livro-6d.pdf">Aprendizagem para adultos</a>.</p>
<p>Emerjo desta odisseia com muita certeza de que preciso ser mais focada e precisa neste ano. Contudo, também aprendi que é possível viver momentos gloriosos mesmo nos tempos mais sombrios. Esta fé anima minha coragem e minha esperança: vale muito a pena ser quem eu  sou.</p>
<p>O Brasil, o Rio e o mundo não estão na sua fase mais bonita de se ver. Novos governos que não priorizam Direitos Humanos ou Ambientais; uma economia ainda recolhida; violência e pobreza espalhadas pelas ruas.  Vejo tudo com muita atenção e autoempatia. Ainda é tempo de travessia e há muito o que fazer.</p>
<p>Não sou mais tão inocente no meu entusiasmo. Ele agora vem de um outro lugar. De quem não tem mais pai ou marido. De quem ainda precisa batalhar pela sustentabilidade do Viver Mais Simples. Mas meus músculos estão prontos e sinto mais amor e gratidão do que nunca. Vamos em frente!</p>
<p>Mas antes, vamos olhar o retrovisor&#8230;</p>
<p>As<a href="http://www.vivermaissimples.com/vontades-frouxas-2018-o-ano-de-reconhecer-me/"> vontades-frouxas</a> foram sóbrias e quase todas alcançadas, mostrando o valor de meu trabalho com intenções:</p>
<p><strong>Autonomia com  Responsabilidade para os filhos: </strong>Léo  exerceu sua liberdade de ir e vir, transitando entre a escola, o clube e passeios com os amigos. Vibrei vendo sua performance como atleta de basquete do Fluminense. Mas sobretudo foi o ano em que ele deu uma virada na escola, apoiada num bom plano feito a seis mãos comigo e o pai dele. Destaco também sua redação sobre a violência contra as mulheres, um momento de muito orgulho para mim.</p>
<p>Olivia também floresceu, frequentando a casa de amigas e, aos poucos, vencendo seu medo de ficar só. Enfrentou também uma turma mais avançada na Ginástica Rítmica e foi muito corajosa em persistir.  Amadureceu suas emoções e foi uma filha alegre, criativa e parceira. Cozinhamos muito juntas e tivemos um ano de mais conversa e menos brigas.</p>
<p><strong>Trabalhar com sentido:</strong>  aqui, experimentei as duas pontas.  Ser guiada pelo medo da escassez e ser capaz de navegar com desenvoltura em águas profundas.</p>
<p>O medo da escassez me levou a envolver-me num projeto grande e complicado no primeiro semestre. No final, perdi foco e comprometi minha capacidade de implementar meus próprios planos. O projeto acabou cancelado, mas dele trago aprendizados valiosos sobre câncer e seu tratamento; uma parceria mais madura com o amigo de longa data Gian, que logo rendeu um lindo workshop; um convívio íntimo com uma velha amiga da família; estar de novo em São Paulo e trabalhar com uma nova cliente muito especial.</p>
<p>Outro marco do ano foi a decisão de &#8220;fechar&#8221; o negócio Odisseia. Érica e eu seguimos na parceria, mas sem dedicar esforços a marketing, divulgação, etc. De forma contraintuitiva, a decisão nos trouxe novos trabalhos e uma participação inesquecível na &#8220;<a href="https://www.facebook.com/sulamericaparadiso/videos/hora-do-blush/1630178207020115/">Hora do Blush</a>&#8221; de Isabella Saes. Este novo modelo de parceria dialoga com nossos projetos diferenciados de vida e trabalho, numa harmonia orgânica que tem nos feito muito felizes e realizadas.</p>
<p>Foi um ano de criar novos vínculos na <a href="https://www.afferolab.com.br/">Affero</a>, conhecendo uma rede incrível de facilitadores e realizando dois workshops.  Também foi o ano de inaugurar meu trabalho na <a href="http://www.escoladerebeldia.com/">Escola de Rebeldia</a>, com o workshop de autoconhecimento e inteligência Escafandro. Talvez o  meu trabalho mais autêntico desde o <a href="http://www.vivermaissimples.com/category/sem-categoria/">Voe</a>. Com a diferença de um tamanho bem mais manejável!  Também fiz outros projetos mais pontuais com parceiros e clientes queridos.</p>
<p>Não poderia deixar de citar clientes muito especiais de organização de ideias: alguns novos, outros nem tanto&#8230; Michel, Paula, Breno, Renato, Léo, Alba, Isadora, Saam, Pat e Clara. Sinto-me muito grata por tudo o que construímos.</p>
<p><strong>Viver do &#8220;dinheiro novo&#8221;: </strong>este foi, sem dúvida, o ponto vulnerável do ano. Por uma série de motivos, foi um dos anos menos rentáveis desde que saí do mundo corporativo.  As reservas seguraram o tranco, mas esta é uma prioridade para 2019. Eu imaginava que trabalhar em projetos de outras pessoas seria uma boa saída. Aprendi que é importante sustentar a visibilidade e frequência de minhas iniciativas próprias, mesmo me abrindo para parcerias. Também refleti sobre a boa medida de trabalho voluntário e a serviço de outros projetos. Este é um ano que pede disciplina, foco e ritmo e sei que não será de uma hora para outra, mas vamos avante.</p>
<p><strong>Caminhar no amor</strong></p>
<p>Aqui, também um aprendizado sobre diferenças, individualidade e crescimento.  Ainda em processo, mas um convite para um maior equilíbrio entre os meus projetos pessoais e os projetos em parceria.  Mesmo entre alguma turbulência, foi um tempo de lindas viagens, muita arte e muita superação.  São dois anos de uma aventura muito bem-vinda.</p>
<p>O mais belo da trajetória foi acompanhar a transição profissional de meu amor: seu curso de Iluminação Cênica, seus primeiros trabalhos, incluindo Incômodos, no Castelo do Flamento e King, na Cidade das Artes.  Ser testemunha de tanta coragem e determinação foi um grande presente.</p>
<p><strong>Cuidar das raízes</strong></p>
<p>Aqui, um dos marcos do meu ano: usar do inventário de meu pai para pavimentar as relações com os tios, meus irmãos e minha madrasta. Aprender a ser órfã, sendo gente grande que frequenta cartório e resolve tarefas espinhosas.  E fazer com alegria, curtindo a casa dos avós que já partiram, sentindo-me em comunhão com meu pai. Tem sido duro (e ainda tem chão até fecharmos toda a burocracia), mas foi um dos pontos altos do ano, de uma forma inesperada.</p>
<p><a href="http://www.vivermaissimples.com/ancoragem-para-zarpar/"><strong>Ancoragem</strong></a>:</p>
<p>Como sempre, um dos pilares do Viver Mais Simples. E este ano foi um pouco diferente do planejado, mas não faltou: Três Workshops dos Sonhos com <a href="https://www.facebook.com/corpointeiro/posts/corpo-inteiro-uma-conquista-resulta-de-mais-de-35-anos-de-pesquisa-de-adriana-fe/1765498883681533/">Adriana Ferreira</a>, um workshop das Intenções com <a href="https://www.facebook.com/oficinaestudos/">Zeneide Jacob Mendes</a>; <a href="https://www.youtube.com/watch?v=nY_pMR0aaSA">Formação em 6ds</a> na Affero; Curso de Comunicação Reparativa com Sérgio Harari e um Workshop com Joan Garriga sobre Constelações Familiares.</p>
<p>No campo espiritual, foi o ano difícil de me despedir de Abadiânia após a descoberta da perversidade ali existente. Despedida dura, todavia com gratidão pelas bençãos recebidas, mesmo enlutada pela forma como um local sagrado foi violado.  Sigo na busca, com outras parcerias e outros locais.</p>
<p>Foi um ano de muita arte  e viagens também.  Fui ver shows de Paralamas, Frejat e o meu favorito, Ofertório com Caetano e filhos.  Viajei várias vezes para São Paulo, mas também a Uberaba para a vernissage de minha amiga Suze Villas-Boas&#8230; E o ponto alto, uma viagem deliciosa por Minas, incluindo o Santuário do Caraça e Inhotim. Tudo guiado pelo professor de Arte Flávio Gil.</p>
<p>Foi um ano em que li muito pouco, mas o que li valeu a pena:   Amor que faz bem, de Joan Garriga e <a href="https://www.travessa.com.br/comunicacao-nao-violenta-tecnicas-para-aprimorar-relacionamentos-pessoais-e-profissionais-3-ed-2006/artigo/ba37ce85-b76a-4a61-af59-33ca3b624636">Comunicação Não-Violenta de Marshall Rosemberg</a>.</p>
<p>E um tipo novo de ancoragem que foi fazer pequenas reformas na casa de praia e no apartamento do Rio, resultando em uma energia boa de vida doméstica azeitada.</p>
<p>O cuidado com o corpo começou a ser pauta no final de ano: comecei a <a href="https://www.eutonia.org.br/profissionais/maria.thereza.feitosa">Eutonia </a>e, mesmo que um tanto errática, segui com a homeopatia, terapias e acupuntura.</p>
<p>As artes coralinas foram representadas pela culinária&#8230; Mas peguei mais firme em  2019&#8230;</p>
<p>Finalmente, uma vontade frouxa não formulada mas que foi um dos pontos altos de 2018: <strong>a amizade</strong>.</p>
<p>Tive quatro encontros maravilhosos com as amigas &#8220;da Maré&#8221;, um grupo criado por Érica e cheio de mulheres interessantes e interessadas, que se encontram a cada estação. O mais emocionante foi o &#8220;Sarau da Saudade&#8221; em julho, mês de aniversário de um ano da morte meu pai. Fizemos um jantar lá em casa e cada uma leu um texto ou falou de uma memória do pai que já partiu. Inesquecível.</p>
<p>2018 foi assim: agridoce, claro/escuro.  Um ano de contrastes que me ensinou muito e me fez crescer. Por isto sou grata.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Para fechar, 2018 &#8220;in a nutshell&#8221; para eu me lembrar para sempre de tanta aventura, beleza e travessia&#8230;</p>
<p><strong>Janeiro</strong>:  Temporada na Praia de Carapebus e peça A Alma Imoral</p>
<p><strong>Fevereiro</strong>: 45 anos com Conga, na Casa da Tata; Carnaval na Praia; Ateliê no Escuro</p>
<p><strong>Março</strong>: Abadiânia; Itaperuna; Jantar com Breno; Semana Santa Praia; Assalto</p>
<p><strong>Abril</strong>: Encontro Maré, Affero Forquilhinha; Viagem SP; Workshop dos Sonhos Matutu</p>
<p><strong>Maio</strong>: Viagem SP com crianças; Jornada Odisseia; Odisseia Orientação Vocacional; Workshop Affero Eneva; 1a Comunhão Alê</p>
<p><strong>Junho: </strong>Show Ofertório; Viagem SP com crianças; Liv Mundi; Peça Blood, Blood, Blood; Começa curso CNV; Show Tributo Queen; Aniversário Tetê</p>
<p><strong>Julho</strong>: Sarau da Saudade; Estreia da Olivia na Kihu; Hora do Blush com Érica; Capitalismo Consciente com Maurício; Show Paralamas e Frejat; Show Arranco de Varsóvia; Fotos by Rogério Belório; Viagem Minas</p>
<p><strong>Agosto</strong>: PlaynPlug; Transformação Digital com Carol; Workshop Kimberly Clark; Festa Aniversário Bernardo; Trabalho História com amigos do Léo</p>
<p><strong>Setembro</strong>: Lançamento Barba Azul, com minha contracapa; Festa Olivia; Fórum Reiventar; Rifa Carijó e Artistas da Mata; Show Moça Prosa; Musical Elza; Workshop IMC (Coca);  Incêndio Museu Nacional</p>
<p><strong>Outubro</strong>: Reuniões com irmãos e tios para falar de inventário; Constelação com Anna Isabel;  Viagem para Uberaba (Sonhos e Suze), Campos do Jordão e Penedo; PréVestibular Social em Magé</p>
<p><strong>Novembro</strong>: Peça Malala; Abadiânia; Workshop Coca-Cola; Workshop Joan Garriga; Workshop Sonhos Tiradentes; Check Up; Festival GastroGalactico</p>
<p><strong>Dezembro</strong>: Festa de Halloween para Yoda; Encontros de Natal; Mapa com Chris; Centro com Sérgio; Workshop Marketing Coca; Workshop Aquatop; Workshop Globosat; Workshop Lego com Olivia; King (Lennom); Reformas casa e casa de praia; Workshop Intenções; Semana com sobrinhos;  Caio com câncer</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Quebrando pratinhos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Jul 2014 14:36:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[aprendizado]]></category>
		<category><![CDATA[autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[humildade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Sou fascinada por equilibrismo, já me conheço bem&#8230;Pisco o olho, voilá! Pratinhos voando por todos os lados. &#160;Menos mãos e braços do que eu gostaria.Sinto que minha vida toda é um pulso:Perto, longe.Vazio, cheio.Percebo que, nos últimos meses, passei um tempo &#8220;no automático&#8221;. Pagar contas, avançar, experimentar aqui e ali para expandir.Agora, mais serena e [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Sou fascinada por equilibrismo, já me conheço bem&#8230;<br />Pisco o olho, voilá! Pratinhos voando por todos os lados. &nbsp;Menos mãos e braços do que eu gostaria.<br />Sinto que minha vida toda é um pulso:<br />Perto, longe.<br />Vazio, cheio.<br />Percebo que, nos últimos meses, passei um tempo &#8220;no automático&#8221;. Pagar contas, avançar, experimentar aqui e ali para expandir.<br />Agora, mais serena e otimista, posso escolher mais.<br />E escolho quebrar alguns pratos.</p>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/07/images.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img decoding="async" border="0" src="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/07/images.jpg" /></a></div>
<p>Já sei como é.<br /><b>Primeiro passo</b>, olhar sem pressa tudo que está na minha vida e nos meus planos.<br />Cada projeto, todos com sua penca de tarefas anexadas.<br /><b>Ver o que tenho, para enxergar o que posso.</b><br />&nbsp;Este é tipicamente o momento &#8220;oops, de novo&#8221;. Quando percebo que criei mais do que posso realizar.</p>
<p><b>Segundo passo</b>: sintonizar-me com o meu dentro. &nbsp;O que palpita mais, o que me energiza?<br /><b>Ouvir o que acende meu coração. Para seguir verdadeira com meu propósito.</b><br /><b><br /></b>Mas também há o que é preciso, mesmo um pouco chato. O que contribui para uma causa maior, mesmo trabalhoso.<br /><b>Persistir no que é pavimento. Investir no que viabiliza o caminho.</b></p>
<p><b>Terceiro passo</b>: Dizer sim para o que está florescendo. &nbsp;Dizer não para o que está engasgado.<br />Alguns projetos ganham corpo com relativo menor esforço. Plantamos (o que é trabalho), mas a colheita vem sem demasiado sacrifício.<br />Trabalho de jardinagem.<br />Cuidar das plantas que crescem. Guardar ou desistir das sementes que não.<br />Bem engavetei umas cinco iniciativas de variados tamanhos, só esta semana.<br />Fico aliviada.<br /><b>Eleger o que permanecerá caminho. Para a caminhada ser possível.</b></p>
<p><b>Quarto passo: </b>cautela ao abrir novas frentes.<br />Há o inevitável. A nova sala que preciso encontrar. O novo exame oral que requer prática e estudo. Estas frentes pedem um abraço calmo e firme.<br />Outros convites são tentações.<br />Tudo que posso adiar, será adiado.<br />Tudo o que não for sintonizado com meu eu mais profundo, não será.<br /><b>Dizer não, para dizer sim.</b></p>
<p>Sei que no seu devido tempo, estarei novamente revendo pratinhos. &nbsp;Mas só por hoje, vou cuidar de minha energia, focando no que é preciso e mais promissor.</p>
<p>Menos é mais: a estrada é longa.</p>
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		<title>Viajante ou turista</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Jul 2014 19:17:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[viagem]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Viajar: um &#160;sonho tão comum.Por onde vou, conheço pessoas planejando o próximo destino, sonhando com o próximo voo.Eu também.Poucas coisas na vida me nutrem tanto.No entanto quantas vezes não alcancei as verdadeiras possibilidades de estar num mundo novo.Afinal, saímos de casa para descobrir novidades. Ou não? Tive uma experiência muito educativa na minha última viagem.O [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Viajar: um &nbsp;sonho tão comum.<br />Por onde vou, conheço pessoas planejando o próximo destino, sonhando com o próximo voo.<br />Eu também.<br />Poucas coisas na vida me nutrem tanto.<br />No entanto quantas vezes não alcancei as verdadeiras possibilidades de estar num mundo novo.<br />Afinal, saímos de casa para descobrir novidades. Ou não?</p>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/07/bb7650c49801f9b6dd2e899fb00c7bd3.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img fetchpriority="high" decoding="async" border="0" src="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/07/bb7650c49801f9b6dd2e899fb00c7bd3.jpg" height="320" width="255" /></a></div>
<p>Tive uma experiência muito educativa na minha última viagem.<br />O roteiro contemplava duas paradas: Nova Iorque e Portland.<br />Ia sozinha e, como de hábito, levei minha extensa lista de compras para a família.<br />Os primeiros dias foram difíceis.<br />Estava apressada, cheia de &#8220;deveres de casa&#8221;: trabalho, as tais compras, exigências.<br />Como uma formiga operária, usei meus primeiros dias para diligentemente cumprir a lista de afazeres.<br /><a href="http://www.vivermaissimples.com/2014/07/de-volta-para-casa.html">Encontrei uma razoável dificuldade</a>, mas insisti por um tempo.<br />Só no último dia percebi o meu erro: <b>estava sendo turista.</b><br />&#8220;Ticando&#8221; itens do rol de compras, perdia o melhor da cidade. As paisagens, a arquitetura, as figuras excêntricas. &nbsp;Não fui a nenhum museu ou musical.<br />Caminhava no automático, como se pudesse resolver em 48 horas o máximo possível de tarefas.<br />Sim, Nova Iorque assoberba. E eram só dois dias.<br />Mas não é desculpa.<br />Ser turista é estar num lugar sem vivê-lo. E voltar com a mala mais cheia, mas menos memórias e experiências inesquecíveis.<br />Por sorte, aprendi a tempo.<br />No último dia, desfrutei de minha companhia num restaurante do Soho. Caminhei sem pressa pelo Central Park.<br />Pude observar as pessoas, os barulhos, a luz da cidade.<br />Pude me ouvir e ver como reverberava tudo isso no meu coração.<br /><b>Neste dia, tornei-me viajante.</b></p>
<p>Para o viajante, a jornada é mais importante do que o destino. Mesmo os pontos turísticos recebem um novo olhar, mais curioso e lento.<br />Poder passar uma tarde observando uma única ala do museu.<br />Dar mais ênfase ao café do intervalo que aos programas em si.<br />Permitir-se surpreender-se, perder-se. Conhecer pessoas, interagir com a cultura local.</p>
<p>Cheguei em Portland com outro espírito. Vaguei sem destino muito certo pelas ruas, eventualmente chegando aonde queria. &nbsp;Provei frutas e comidas. &nbsp;Exercitei minha coragem tentando coisas novas.<br />De algumas, gostei muito. De outras, nem tanto.<br />Fiz amigos. &nbsp;Sorri para transeuntes (e fui retribuída).</p>
<p>Ao final, o tempo parecia se alargar. Ir mais lento não me fez desfrutar menos. Ao contrário.</p>
<p>Agora, voltei ao Brasil e sigo com este desafio.<br />Ser uma viajante em minha própria vida. Caminhar com vagar e presença, passo a passo.<br />Experimentar o que é conhecido com um novo olhar.</p>
<p>Ser viajante é andar com a mala mais leve e os olhos mais abertos. O respirar mais suave, os passos mais lentos.<br />Sem pressa e com gosto.</p>
<p>Sigo nesta busca sem fim. &nbsp;Exploradora de mim mesma e meu contexto.<br />Aventura maior não há.</p>
<p><i>Em tempo: compartilho meus aprendizados de viajante hoje, na palestra WDS2014 in a Nutshell.</i><br /><i><b>Mais detalhes <a href="http://wds2014sp/">AQUI</a>.</b></i></p>
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		<title>De volta para casa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Jul 2014 16:37:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[pausa]]></category>
		<category><![CDATA[viagem]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8220;Mudaram as estaçõesNada mudouMas eu sei que alguma coisa aconteceuEstá tudo assim, tão diferente&#8221;Renato Russo Estou viajando há uma semana.Pouco tempo no calendário, muito no coração de uma viajante.Quando cheguei, quase tudo foi difícil.Pensei que era azar ou pouca prática. E talvez, em uma pequena medida, fosse.Mas sobretudo, eu estava cansada.Preocupada com as tarefas, assoberbada [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><i><b>&#8220;Mudaram as estações</b></i><br /><i><b>Nada mudou</b></i><br /><i><b>Mas eu sei que alguma coisa aconteceu</b></i><br /><i><b>Está tudo assim, tão diferente&#8221;</b></i><br /><i><b>Renato Russo</b></i></p>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/07/6d5c746755afe212b6a914ae8827de4c.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img decoding="async" border="0" src="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/07/6d5c746755afe212b6a914ae8827de4c.jpg" height="256" width="320" /></a></div>
<p>Estou viajando há uma semana.<br />Pouco tempo no calendário, muito no coração de uma viajante.<br />Quando cheguei, quase tudo foi difícil.<br />Pensei que era azar ou pouca prática. E talvez, em uma pequena medida, fosse.<br />Mas sobretudo, eu estava cansada.<br />Preocupada com as tarefas, assoberbada com as obrigações. Sem energia.<br />No automático.</p>
<p>Nova Iorque foi um choque de realidade. Ali, aprendi que minhas escolhas seriam cruciais para que esta viagem fosse uma experiência memorável pelas razões certas.</p>
<p>Atravessei três dias de aceleração, erros e faltas. &nbsp;Aprendi tremendamente.<br />Mas o maior benefício de NY foi a chance de iniciar o processo de depuração:<br />Não consegui trabalhar.<br />Quase nada aconteceu como planejado.<br />Sendo muito honesta, fiz mais compras que passeios. Nada menos viver mais simples.</p>
<p>Cheguei em Portland disposta a me dar todos os refrescos possíveis.<br />Tomei um táxi até o hotel (que desta vez, tinha wifi).</p>
<p>Respeitei meu ritmo e, aos poucos, me familiarizei com a cidade e seus caminhos (muito menos tortuosos que os de NY, é bem verdade).</p>
<p>Mas que tudo, me familiarizei com os MEUS caminhos. Quem sou, do que preciso. O que almejo.<br />A pausa era necessária.<br />Estava &#8220;drifting away&#8221;, á deriva. Frentes demais, presença de menos.<br />Quando olho em retrospecto, percebo minha ausência. Dos filhos, marido, irmãos, pais, amigos. De mim.</p>
<p>Um monte de pontas soltas e energia zero para ligar os pontos e completar os desenhos.</p>
<p>Uma semana e tudo mudou. &nbsp;Ainda estou cansada e, sem dúvida, com muito trabalho a fazer.<br />No entanto, vejo com mais clareza o que é importante, o que é urgente e o que, simplesmente, não cabe no meu prato hoje.</p>
<p>Novas vontades frouxas, intenções de como fechar este ano já pela metade, tão atribulado.<br />Cheguei em Portland sem entusiasmo, um pouco envergonhada. &nbsp;Saí faiscando orgulho deste caminho longo, cheio de pedras e absolutamente maravilhoso que venho traçando.</p>
<p>Grandes desafios me aguardam. &nbsp;Trabalhos por fazer ou finalizar. A reconexão necessária com quem eu amo e comigo mesma.<br />Estou pronta. Alma novinha em folha, esperanças de asas abertas.</p>
<p>Estou indo de volta para casa. Mas nada será como antes. Já está escrito.</p>
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		<title>As sutilezas do vento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 06 Jul 2014 14:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[contentamento]]></category>
		<category><![CDATA[dentro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O vento sussurra caminhos.A brisa seminvisível. É preciso estar atento para não perder suas nuances. Uma folha se remexe lânguida. Um piscar de olhos.Aquela rajada súbita, seca, levantadora de poeira e saias. Prenúncio de mudança.O vento gelado, cortante das manhãs próximas ao mar, dos países do hemisfério norte, das montanhas.O ar abafado das tardes de [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O vento sussurra caminhos.<br />A brisa seminvisível. É preciso estar atento para não perder suas nuances. Uma folha se remexe lânguida. Um piscar de olhos.<br />Aquela rajada súbita, seca, levantadora de poeira e saias. Prenúncio de mudança.<br />O vento gelado, cortante das manhãs próximas ao mar, dos países do hemisfério norte, das montanhas.<br />O ar abafado das tardes de verão inclemente.<br />Cada um tem seus segredos.</p>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/07/f668d91adcd66d41f937c938b5f7b5a2.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img decoding="async" border="0" src="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/07/f668d91adcd66d41f937c938b5f7b5a2.jpg" height="320" width="249" /></a></div>
<p>Se distraídos, não aprendemos com o vento.</p>
<p>Há tempos na vida, de ficar praticamente imóvel.<br />Aguardando a hora propícia, contemplando minúcias. Ritmo lento, de observação e encantamento.<br />Outros tempos são de ímpeto. &nbsp;Rasgar papéis velhos, deixar um corpo antigo para vestir um novo.<br />Há tempos de proteção. De coberta (e não descoberta). &nbsp;Deixar apenas a pontinha do nariz de fora, para sabermo-nos vivos.<br />Há dias onde é preciso estirar-se como um lagarto e &nbsp;beber muita água.<br />Cada vento, um tempo.<br />Cada vida, um vento.<br />Hoje, é dia de brisa fresca, tempo de fim de deserto.<br />Recente, portanto não é hora de içar todas as velas. Ainda.</p>
<p>Ouça o vento em seu coração. Ele te guiará.</p>
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		<title>Um Corpo Maior</title>
		<link>https://www.vivermaissimples.com/um-corpo-maior/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Jun 2014 12:22:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[workshop dos sonhos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Salvador Dalí O deserto acabou É tempo de um novo corpo Um novo chão, um novo oceano Apoiada em meu cajado, &#160;sonho Ouça o seu coração Multiplicar coragens com seu pulsar sanguíneo Fluir e retumbar Eu sou Eu sou Eu sou Sinta&#160; suas vísceras Fígado-baço-estômago Intuindo &#160;suavemente Eu sei, Eu sei, Eu sei Honre suas [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a href="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/06/salvador-dali_00336998.jpg" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" src="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/06/salvador-dali_00336998.jpg" height="302" width="320" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;">Salvador Dalí</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<div><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;">O deserto acabou</span></div>
<div><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;">É tempo de um novo corpo</span></div>
<div><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;">Um novo chão, um novo oceano</span></div>
<div><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;">Apoiada em meu cajado, &nbsp;<b>sonho</b></span></div>
<div></div>
<div><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;">Ouça o seu coração</span></div>
<div><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;">Multiplicar coragens com seu pulsar sanguíneo</span></div>
<div><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;">Fluir e retumbar</span></div>
<div><b><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;">Eu sou Eu sou Eu sou<o:p></o:p></span></b></div>
<div></div>
<div><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;">Sinta&nbsp; suas vísceras</span></div>
<div><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;">Fígado-baço-estômago</span></div>
<div><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;">Intuindo &nbsp;suavemente</span></div>
<div><b><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;">Eu sei, Eu sei, Eu sei<o:p></o:p></span></b></div>
<div></div>
<div><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;">Honre suas pernas</span></div>
<div><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;">Firmes, verticais, elo entre céu e terra</span></div>
<div><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;">Avançando musculares</span></div>
<div><b><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;">Eu vou Eu vou Eu vou<o:p></o:p></span></b></div>
<div></div>
<div><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;">Navegue &nbsp;seus pensamentos</span></div>
<div><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;">Para além muito além do que se vê</span></div>
<div><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;">Captando por todos os poros o mundo que se revela</span></div>
<div><b><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;">Eu voo Eu voo Eu voo<o:p></o:p></span></b></div>
<div></div>
<div><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;">Vibrar cada célula, cada sonho, cada partícula de amor</span></div>
<div><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;">Somar o seu ao meu corpo ao do outro ao de Deus</span></div>
<div><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;">Somados, um novo corpo, expandido e profundo</span></div>
<div><b><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;">Um corpo maior<o:p></o:p></span></b></div>
<div></div>
<div><b><span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;">20/6/2014, Matutu</span><o:p></o:p></b></div>
<p></p>
<div></div>
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		<title>De Bom Tamanho</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 22 Jun 2014 03:52:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[coragem]]></category>
		<category><![CDATA[equilíbrio]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Qual a medida certa das coisas? &#160;Onde está o suficiente?A quantidade ideal, nem mais, nem menos. O ritmo de trabalho adequado. &#160;O mimar nossos filhos o bastante, mas não demasiado&#8230; &#160;Amar, dormir, comer, sonhar&#8230; Tudo requer medida,O quanto basta?Eu, hiperbólica-parabólica por natureza, vivo revendo minhas medidas.Para isso, uso todo o apoio possível: terapia, bons amigos, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Qual a medida certa das coisas? &nbsp;Onde está o suficiente?<br />A quantidade ideal, nem mais, nem menos. O ritmo de trabalho adequado. &nbsp;O mimar nossos filhos o bastante, mas não demasiado&#8230; &nbsp;Amar, dormir, comer, sonhar&#8230; Tudo requer medida,<br />O quanto basta?<br />Eu, hiperbólica-parabólica por natureza, vivo revendo minhas medidas.<br />Para isso, uso todo o apoio possível: terapia, bons amigos, o marido-continente, &nbsp;autoconhecimento mais do que tudo.<br />E mesmo amparada assim, é duro&#8230;Persisto por que já senti na minha pele o que é viver uma vida acima do próprio limite.</p>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/06/images.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img decoding="async" border="0" src="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/06/images.jpg" /></a></div>
<p>Sou uma workaholic em eterna recuperação. &nbsp;Como empreendedora, o desafio é redobrado. Ganho pelo que construo, não há mais contracheque à espera.<br />Estou numa fase particularmente crítica, prato cheio transbordando.<br />Um ano de mais plantio que colheita, difícil saber a hora de parar.<br />E ainda por cima (e Graças a Deus!) todos os projetos tão interessantes&#8230;<br />Tento não me perder de mim, enquanto abro horizontes.</p>
<div style="clear: both; text-align: center;"></div>
<p>Percebo que o caminho é sobriedade nas escolhas.<br />Algumas difíceis.<br />Dizer não para dizer sim.<br />Menos tempo para a família grande e amigos, para ter mais tempo para os filhos, o marido e o trabalho.<br />As crianças pedindo coleguinhas em casa, eu sem energia para multiplicar as mães dentro de mim.<br />Deslizes com a dieta e a ginástica, no malabarismo diário para encaixar o possível.<br />Insônias e dores de estômago, com a lista de tarefas gigante.<br />Vontades não cumpridas: cuidar mais do corpo, dormir mais cedo.</p>
<p>No entanto, em meio a tantas encruzilhadas, agradeço estar tão presente.<br />Sei do meu esforço e dos meus fracassos, mas ainda assim consigo celebrar as vitórias.<br />Entre tropeço e outro, mando o e-mail amigo, faço o telefonema necessário.<br />E nas emergências, no ápice do crítico, junto minhas forças e estou ali.<br />Em meio a minhas imensidões, sei do meu tamanho.<br />Às vezes, escapo de mim, mas sei o meu tamanho.<br />Tenho parado mais. Recuado. &nbsp;Deliberadamente deixado pratos cair.<br />É duro, ainda mais eu, tão exigente e boa moça.<br />Mas é preciso.</p>
<p>São tempos tsunâmicos que hão de passar.<br />Peço perdão aos que se sintam negligenciados, estão todos quentinhos no meu coração.<br />Persigo um tempo onde eu dê mais conta. Não é agora, mas me esforço para que seja logo.<br />Enquanto isso, avanço, de olho na minha fronteira e com a coragem em expansão.</p>
<p></p>
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