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	<title>Arquivos humildade - Viver Mais Simples</title>
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		<title>Quebrando pratinhos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Jul 2014 14:36:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[aprendizado]]></category>
		<category><![CDATA[autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[humildade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Sou fascinada por equilibrismo, já me conheço bem&#8230;Pisco o olho, voilá! Pratinhos voando por todos os lados. &#160;Menos mãos e braços do que eu gostaria.Sinto que minha vida toda é um pulso:Perto, longe.Vazio, cheio.Percebo que, nos últimos meses, passei um tempo &#8220;no automático&#8221;. Pagar contas, avançar, experimentar aqui e ali para expandir.Agora, mais serena e [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Sou fascinada por equilibrismo, já me conheço bem&#8230;<br />Pisco o olho, voilá! Pratinhos voando por todos os lados. &nbsp;Menos mãos e braços do que eu gostaria.<br />Sinto que minha vida toda é um pulso:<br />Perto, longe.<br />Vazio, cheio.<br />Percebo que, nos últimos meses, passei um tempo &#8220;no automático&#8221;. Pagar contas, avançar, experimentar aqui e ali para expandir.<br />Agora, mais serena e otimista, posso escolher mais.<br />E escolho quebrar alguns pratos.</p>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/07/images.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img decoding="async" border="0" src="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2014/07/images.jpg" /></a></div>
<p>Já sei como é.<br /><b>Primeiro passo</b>, olhar sem pressa tudo que está na minha vida e nos meus planos.<br />Cada projeto, todos com sua penca de tarefas anexadas.<br /><b>Ver o que tenho, para enxergar o que posso.</b><br />&nbsp;Este é tipicamente o momento &#8220;oops, de novo&#8221;. Quando percebo que criei mais do que posso realizar.</p>
<p><b>Segundo passo</b>: sintonizar-me com o meu dentro. &nbsp;O que palpita mais, o que me energiza?<br /><b>Ouvir o que acende meu coração. Para seguir verdadeira com meu propósito.</b><br /><b><br /></b>Mas também há o que é preciso, mesmo um pouco chato. O que contribui para uma causa maior, mesmo trabalhoso.<br /><b>Persistir no que é pavimento. Investir no que viabiliza o caminho.</b></p>
<p><b>Terceiro passo</b>: Dizer sim para o que está florescendo. &nbsp;Dizer não para o que está engasgado.<br />Alguns projetos ganham corpo com relativo menor esforço. Plantamos (o que é trabalho), mas a colheita vem sem demasiado sacrifício.<br />Trabalho de jardinagem.<br />Cuidar das plantas que crescem. Guardar ou desistir das sementes que não.<br />Bem engavetei umas cinco iniciativas de variados tamanhos, só esta semana.<br />Fico aliviada.<br /><b>Eleger o que permanecerá caminho. Para a caminhada ser possível.</b></p>
<p><b>Quarto passo: </b>cautela ao abrir novas frentes.<br />Há o inevitável. A nova sala que preciso encontrar. O novo exame oral que requer prática e estudo. Estas frentes pedem um abraço calmo e firme.<br />Outros convites são tentações.<br />Tudo que posso adiar, será adiado.<br />Tudo o que não for sintonizado com meu eu mais profundo, não será.<br /><b>Dizer não, para dizer sim.</b></p>
<p>Sei que no seu devido tempo, estarei novamente revendo pratinhos. &nbsp;Mas só por hoje, vou cuidar de minha energia, focando no que é preciso e mais promissor.</p>
<p>Menos é mais: a estrada é longa.</p>
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		<title>Simplesmente livre</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 May 2012 16:18:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[balanço]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Hoje sinto-me simplesmente livre.O título podia ser &#8220;Sem lenço e sem documento&#8221;, mas seria insuficiente para expressar esta&#160;emocionante amplitude de possibilidades somada a uma&#160;aguda vulnerabilidade. Moonlit Ride by SaintMaria666 Hoje encerrei um contrato que me fez sofrer muito no último ano: demiti uma pessoa não fazia mais sentido na minha vida e libertei nós duas.Este [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje sinto-me simplesmente livre.<br />O título podia ser &#8220;Sem lenço e sem documento&#8221;, mas seria insuficiente para expressar esta&nbsp;emocionante amplitude de possibilidades somada a uma&nbsp;aguda vulnerabilidade.</p>
<table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a href="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2012/05/67835538107634615_zpZHriab_b.jpg" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><img decoding="async" border="0" src="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2012/05/67835538107634615_zpZHriab_b.jpg" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;"><span style="background-color: white; color: #211922; font-family: 'helvetica neue', arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 14px; text-align: -webkit-auto;">Moonlit Ride by SaintMaria666</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Hoje encerrei um contrato que me fez sofrer muito no último ano: demiti uma pessoa não fazia mais sentido na minha vida e libertei nós duas.<br />Este mês também cheguei no &#8220;breakeven&#8221; da Nutshell. Em português, isto quer dizer que o que ganhei igualou (e superou um pouquinho) o que investi até agora. &nbsp;Mesmo com alguns<a href="http://www.vivermaissimples.com/2011/06/para-nao-esquecer.html"> erros exuberantes.</a>..</p>
<p>Tudo tem um preço e o meu preço é estar com a conta virtualmente zerada.<br />Virtualmente porque sigo com uma reserva dos tempos executivos, mas evito ao máximo recorrer a ela.<br />Recorri até às reservas do meu filho, para segurar o fluxo de caixa&#8230;<br />Mas estou feliz, serena e confiante. &nbsp;Há pagamentos importantes por vir e já, já quito a dívida com o filhote.</p>
<p>Este &#8220;zerar&#8221; tem muito significado para mim.<br />Eu não recomecei minha jornada profissional do nada, já que acredito que tudo me serve. &nbsp;Por acreditar nisso, sou muito grata por meu caminhar até agora: a vida executiva, os erros e acertos da estrada. <br />Mas de alguma forma, agora é como um novo tempo, sem alguns pesos importantes. <br />Agora a conta é do que entra e sai a partir de <b>hoje</b>.</p>
<p>Minha vida doméstica inicia uma inédita liberdade onde, &nbsp;pela primeira vez em mais de dez anos, &nbsp;não tenho empregada doméstica de carteira assinada. Assumi um estilo &#8220;europeu&#8221; e estou tentando viver só com minha diarista eventual. É trabalhoso, mas até agora está compensando.</p>
<p>Sinto-me leve. &nbsp;A tentação é de palavras como triunfante, exultante, etc.<br />Mas não é &nbsp;nada disso.<br />É uma felicidade de bom tamanho, uma gratidão mesmo por ter chegado até este momento onde simplesmente não devo nada.</p>
<p>Sinto-me liberta de um peso massacrante. <br />Minha conta bancária enxuta me relembra humildemente do tanto tenho que trilhar. &nbsp;Mas caminho sem levar pesos nos meus pés.<br />O que eu criar, virá limpo, puro, sem máculas, para minhas mãos.</p>
<p>Mês de maio, mês de libertação.</p>
<p>Sinto-me inundada por novos caminhos. &nbsp;De alma leve e com muita vontade de continuar. </p>
<p></p>
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		<title>Mudando a direção da vela</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Apr 2012 11:11:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[aprendizado]]></category>
		<category><![CDATA[atitude]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Há coisas maiores do que nós. Muitas.Por exemplo, não podemos mudar o vento.Se é tempo de vendaval, não adianta lutar sozinho no meio do furacão.Se é tempo de brisa fraca, não é hora de velejar. Bom, para mim, é tempo de vendaval. Sennen Cove Criar um novo negócio enquanto educamos duas crianças pequenas, não é [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Há coisas maiores do que nós. Muitas.<br />Por exemplo, não podemos mudar o vento.<br />Se é tempo de vendaval, não adianta lutar sozinho no meio do furacão.<br />Se é tempo de brisa fraca, não é hora de velejar.</p>
<p>Bom, para mim, é tempo de vendaval.</p>
<div style="clear: both; text-align: center;"></div>
<table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a href="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2012/04/277041814547549718_ZCmhyZ6T_f-1.jpg" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><img fetchpriority="high" decoding="async" border="0" height="236" src="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2012/04/277041814547549718_ZCmhyZ6T_f.jpg" width="320" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;"><span style="background-color: white; color: #211922; font-family: 'helvetica neue', arial, sans-serif; line-height: 17px; text-align: -webkit-auto;">Sennen Cove</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Criar um novo negócio enquanto educamos duas crianças pequenas, não é exatamente uma experiência despreocupada.<br />É preciso persistência e amor no plantio, nos dois casos.</p>
<p>Eu vinha equilibrando os pratinhos precariamente, esperando uma prometida ajuda doméstica para o final deste mês.<br />Revezamento quatro por quatro com o marido, sem respiro para os dois, sem dormir bem à noite.</p>
<p>O resultado: um declínio considerável na minha capacidade de escrever para este blog, para o<b> <a href="http://www.nutshellestrategia.com.br/">novo site</a></b> da Nutshell, para minha candidatura à contribuinte regular da revista <b><a href="http://www.facebook.com/obvious.pt">obvious</a></b>.</p>
<p>Ao mesmo tempo, minha impaciência e mau humor<b> <a href="http://draft.blogger.com/goog_503143986">começaram a fazer seus estragos</a></b><a href="http://./">.</a> Um verdadeiro inferno astral, bem antes da hora&#8230;</p>
<p>Foi quando recebi o golpe final. O tal auxílio doméstico não tem mais previsão de aparecer na minha vida.<br />Doeu forte na boca do estômago. Mas <b><a href="http://www.vivermaissimples.com/2012/01/escolha-sua-crise.html">crises </a></b>são bem-vindas, elas trazem a oportunidade de solução.</p>
<p>E a solução foi navegar a favor do vento.</p>
<p></p>
<ul>
<li>Uma nova agenda/escala de horários de trabalho meu e do marido. &nbsp;</li>
<li>Uma proposta para a diarista dormir uma vez por semana, na esperança de um cinema relaxante periódico (cruzem os dedos, ela ainda não aceitou).</li>
<li>Colocar a caçula em horário integral na escola.</li>
<li>Natação três vezes por semana~para o filho mais velho, no mesmo horário e piscina de minha hidroginástica.</li>
<li>Experimentos com os horários, como cuidar das rotinas da casa à noite, quando já estou cansada e é mais produtivo fazer o que vai no automático.&nbsp;</li>
<li>Horários alternativos para organização de ideias e reuniões.</li>
</ul>
<p>Já estou colhendo frutos da boa escolha em aceitar as intempéries da jornada. &nbsp;Meu barco já se aprumou, o humor melhorou e já estou dormindo melhor.<br />O trabalho já sai mais fácil e parei de perder energia em revoltar-me com a vida e com os outros. <br />Foco no plantio, compaixão por mim e pelos demais navegadores.</p>
<p>Não posso mudar o vento. Mas posso controlar a vela.</p>
<p></p>
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		<title>Qual é a coisa que mais te enfurece?</title>
		<link>https://www.vivermaissimples.com/qual-e-a-coisa-que-mais-te-enfurece/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Oct 2011 16:03:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[6 bilhões de outros]]></category>
		<category><![CDATA[gratidão]]></category>
		<category><![CDATA[humildade]]></category>
		<category><![CDATA[Valores]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nestes novos tempos, tenho tido mais temperança em meu coração. &#160;Os antes tão comuns surtos de ira amainaram&#8230;Mas&#8230;Não consigo me aquietar quando vejo uma injustiça&#8230; &#160;Estranhamente (?) não me transtornam tanto as grandes desventuras do mundo.A fome, a pobreza, o abuso contra crianças, mulheres e doentes doem no meu coração, mas não me tiram do [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"><br /></span><br /><span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;">Nestes novos tempos, tenho tido mais temperança em meu coração. &nbsp;Os antes tão comuns surtos de ira amainaram&#8230;</span><br /><span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;">Mas&#8230;</span><br /><span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;">Não consigo me aquietar quando vejo uma injustiça&#8230; &nbsp;Estranhamente (?) não me transtornam tanto as grandes desventuras do mundo.</span><br /><span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;">A fome, a pobreza, o abuso contra crianças, mulheres e doentes doem no meu coração, mas não me tiram do sério, não me jogam no ringue.</span><br /><span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;">Por outro lado, a injustiça na minha esquina, com pessoas mais humildes ou sem possibilidade de defesa&#8230; Faxineiros, empregadas domésticas, prestadores de serviço&#8230; Meu espírito vira guerreiro de imediato e as palavras viram espada&#8230;</span><br /><span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"><br /></span><br /><span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"><iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/wBO4p8mNSeE" width="420"></iframe></span><br /><span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;">Adoro o vizinho. Adoro dar bom dia para o mendigo da rua (por que dinheiro não gosto de dar). &nbsp;Adoro cumprimentar efusivamente aqueles que nos servem sem receber quase nenhum obrigado.</span><br /><span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;">Ascensoristas, garçons, empregadas domésticas dos outros.</span><br /><span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"><br /></span><br /><span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;">Também me dói insensibilidade. &nbsp;O outro tem um coração, vermelho, sanguíneo, amador. &nbsp;Merece carinho e cuidado, não descaso e desdém.</span><br /><span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;">O que me enfurece é ver pessoas esquecerem o quão precioso e frágil é este coração alheio. Que tem a mesma cor, a mesma forma e a mesma possibilidade de amar e ser amado.</span><br /><span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;">O que me enfurece é quem pensa que alguns merecem menos respeito, apreço e consideração do que outros. Todos somos igualmente merecedores.</span><br /><span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;">Por isso distribuo sorrisos e bons dias, esperando alegrar aqueles que sofrem em silêncio com a dúvida de que valem muito.</span><br /><span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;">Para mim, certamente valem.</span><br /><span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"><br /></span><br /><span style="background-color: white; font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; line-height: 21px;">Este é um post da série &#8220;6 Bilhões de Outros&#8221;, inspirada neste projeto&nbsp;<a href="http://www.6milliardsdautres.org/" style="text-decoration: none;">aqui</a>.<br />Mais detalhes do projeto neste&nbsp;<b><a href="http://www.vivermaissimples.com/2011/07/apresentando-me.html" style="text-decoration: none;">post</a></b>.</span></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Sobre confiança e suspeita</title>
		<link>https://www.vivermaissimples.com/sobre-confianca-e-suspeita/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Sep 2011 18:15:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[aprendizado]]></category>
		<category><![CDATA[atitude]]></category>
		<category><![CDATA[humildade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Tenho refletido bastante sobre minhas expectativas sobre os outros. Expectativa, como já escrevi antes, pode ser esperança com exigência.Um grande calcanhar de Aquiles meu&#8230;. fragmentsofme2.blogspot.com Durante estes devaneios, lembrei-me de três momentos onde assumi que o outro ia usar meus olhos para me enxergar.E quebrei a cara&#8230;Mas como todo erro pode se converter em lição, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Tenho refletido bastante sobre minhas expectativas sobre os outros. Expectativa, <a href="http://www.vivermaissimples.com/2011/06/desfazendo-nos.html">como já escrevi antes</a>, pode ser esperança com exigência.<br />Um grande calcanhar de Aquiles meu&#8230;.</p>
<table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a href="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2011/09/espelho_quebrado.jpg" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><img decoding="async" border="0" src="http://leticiacarneiro.com/wp-content/uploads/2011/09/espelho_quebrado.jpg" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a href="http://fragmentsofme2.blogspot.com/"><span style="color: black; font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: xx-small;">fragmentsofme2.blogspot.com</span></a></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Durante estes devaneios, lembrei-me de três momentos onde assumi que o outro ia usar meus olhos para me enxergar.<br />E quebrei a cara&#8230;<br />Mas como todo erro pode se converter em lição, registro aqui para aprendizado.</p>
<p>A primeira vez, foi na época de faculdade. Eu tinha meus vinte anos e havia um colega veterano com quem a relação era difícil. &nbsp;Uma noite, ligeiramente embriagada, me deu uma vontade de remendar a história.<br />Falei com ele que agora seria diferente, que eu ia me esforçar para sermos amigos, etc. etc. E emendei: não estou falando isso porque estou meio alta, não. Amanhã te ligo para confirmar.<br />Liguei e deu uma confusão danada. O rapaz achou que eu estava com segundas intenções em relação a ele. A namorada dele também. E um ex-namorado meu, amigo dele, também.<br />Enfim, quis agradar do meu jeito, falando sobre uma intenção&#8230; E fui mal-interpretada. &nbsp;Depois tive que aturar a crítica do ex, a implicância da namorada e o desprezo dele.</p>
<p>Décadas depois, já adepta do Viver Mais Simples, estava num café lá em São Paulo. &nbsp; Olhei para um moço e me deu a impressão de que ele estava precisando de alguma ajuda. &nbsp;Levantei e perguntei a ele, &#8220;Tudo bem? Você precisa de alguma ajuda?&#8221;. &nbsp;Ele reagiu violentamente: &#8220;Estou ótimo, o que é isso? Que &nbsp;abordagem estranha!&#8221;.<br />Foi um susto muito grande (sem contar o risco de apanhar&#8230;).<br />Ele devia estar em sofrimento, pela reação exarcebada. Mas porque&nbsp;seria considerado normal&nbsp;uma estranha te perguntando sobre como você está ? Pela reação dele, soou mais como uma invasão de privacidade.</p>
<p>Finalmente, há algumas semanas, encontrei uns estrangeiros no ônibus São Paulo x Rio. Tentei ajudar o máximo que pude: &nbsp;uma precisou de auxílio para comprar a passagem de volta, ajudei. Pus todos num táxi para Ipanema. Até aí tudo bem.<br />Mas um deles era um inglês. Durante nossa conversa, descobri que ele trabalhava numa agência que atendia a J&amp;J e que tínhamos até uma conhecida em comum. Encorajada por esta coincidência, me ofereci para levar o rapaz para jantar. Algo que fazia com muitos dos estrangeiros que visitavam o Brasil, no meu tempo de empresa.<br />Ele ficou meio surpreso e quando me ofereci para encontrá-lo no albergue dele, falou: pode deixar que eu te mando um sms quando estiver pronto.<br />Bem. Ele nunca mandou o tal sms nem respondeu o e-mail que mandei quando achei que já estava meio tarde para fazer o programa.</p>
<p>Fiquei triste, decepcionada e até com uma certa raiva nestas três ocasiões. Mas pensando em retrospecto, percebi que meu erro foi achar que o outro interpretaria minha intenção como eu interpreto a vida.</p>
<p>Eu tendo a acreditar na bondade intríseca das pessoas, até prova em contrário (lógico que tomando precauções pela minha segurança.).<br />Também tenho uma enorme disponibilidade para o inesperado.<br />Finalmente, sou muito extrovertida e adoro conhecer gente nova.</p>
<p>Mas não posso assumir que todos são assim:</p>
<p>Algumas pessoas interpretam uma moça meio bêbada falando de querer construir uma amizade como uma cantada desastrada.</p>
<p>Outras pessoas não acham engraçado uma estranha perguntar se eles precisam de ajuda.</p>
<p>E claro, um estrangeiro dificilmente confiará em alguém que conheceu num ônibus. Mesmo se ela lhe der um cartão, falar de referências em comum, etc.</p>
<p>Eu que sou diferente&#8230; Conheci um guia de turismo num ônibus da Turquia e me arrisquei (acompanhada pelo meu marido) &nbsp;a participar de um tur com ele. &nbsp;Tive medo, mas foi ótimo. Pensando bem, poderia ter terminado em sequestro, mas prefiro acreditar que não.</p>
<p>Voltando a expectativas&#8230;. Fiquei triste das três vezes, por que minhas expectativas foram frustradas:<br />De ser considerada uma pessoa especial porque me ofereci para ajudar ou reavaliar um relacionamento. Por ter me interessado pelo outro.<br />Por ser uma pessoa interessante, convincente e com um alto astral incrível&#8230;<br />Vendo assim, a quem mesmo eu queria agradar?<br />Ao final, fico com uma sensação que não fiz estas coisas pelo outro, mas por mim e olhando a situação pela minha perspectiva apenas. &nbsp;E por isso agradeço a lição de humildade&#8230;</p>
<p>E vocês? Algum susto por uma reação diferente da esperada? Contem para mim&#8230;</p>
<p></p>
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