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	<title>Arquivos isolamento social - Viver Mais Simples</title>
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		<title>Sobre bordas e transbordos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 May 2020 13:36:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[coronavirus]]></category>
		<category><![CDATA[daniela belmiro]]></category>
		<category><![CDATA[isolamento]]></category>
		<category><![CDATA[isolamento social]]></category>
		<category><![CDATA[pandemia]]></category>
		<category><![CDATA[transbordando por aqui]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Acordo com um dia mais livre do que o habitual. Tenho sono: as noites têm sido conturbadas. No entanto, já aprendi que tentar adormecer de novo não descansa meu corpo, então começo o dia com vontade de escrever. E o tema são bordas. Fronteiras que mantém a vida possível em tempos imprevistos e surreais. As [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Acordo com um dia mais livre do que o habitual.<br />
Tenho sono: as noites têm sido conturbadas. No entanto, já aprendi que tentar adormecer de novo não descansa meu corpo, então começo o dia com vontade de escrever.<br />
E o tema são bordas. Fronteiras que mantém a vida possível em tempos imprevistos e surreais.<br />
As rotinas são bordas que contém os mares turbulentos que me habitam. Especialmente durante o isolamento social e à luz das notícias preocupantes de todos os dias.<br />
O esforço é modular estas bordas. A permeabilidade, a rigidez, a densidade.<br />
O que deixar entrar?<br />
Conversas amigas curam. Encontros e reencontros, gestos de amor e amizade. Relatos solidários, dicas de séries, trocas de sentimentos, partilha de desafios comuns. Lembrar que somos humanos e não estamos sós.</p>
<p>Já as notícias tem sabor agridoce. Claro, é preciso conhecer o que é seguro e o que é permitido. É útil acompanhar a ciência e também questionar a ciência. Tudo são certezas provisórias e é crucial ler com espírito crítico. Informações ajudam neste sentido (o difícil é eleger as fontes).<br />
Do outro lado, os conflitos de ponto de vista, a dor e raiva causada pela desorientação (ou mau caráter) de nossos governantes, as hesitações e agendas ocultas que nos tolhem de uma direção firme rumo a sair desta crise. Recortes que alimentam a desesperança e aumentam a ansiedade.<br />
Agridoce. Ainda não consigo modular a quantidade a ser ingerida.</p>
<p>Trabalho também é borda. Mas a <strong><em><a href="http://www.vivermaissimples.com/para-compreender-capricornio/">capricorniana </a></em></strong>precisa ser vigiada. Percebo abusos no tempo de estar encerrada no escritório improvisado no quarto de empregada.<br />
Mas o que eu faço, além de ocupar os dias, me dá um senso de propósito. Poder contribuir, mesmo que um pouco, faz valer a pena e reduz o senso de impotência.</p>
<p>Amar, este é sem contra-indicação. Que os limites estão postos. Juntinhos, só com o marido e filhos. Os outros tipos de amor são por telefone ou computador. E para alguém desmedida em estender o braço, estas novas bordas são bem-vindas. Mesmo com tanta saudade de abraços.</p>
<p>Transbordo.<br />
Choro mais do que o habitual. Roo mais as unhas. Como mais chocolate.<br />
Converso mais e longamente com cada pessoa amiga. Presto mais atenção em cada filho. Tudo me emociona.<br />
Escrevo mais neste <strong><em><a href="http://www.vivermaissimples.com/sobre-o-que-me-faz-feliz-e-tambem-saudade/">blog</a></em></strong>.<br />
Respondo longamente aos pedidos dos amigos: uma opinião sobre o vídeo da<em><strong><a href="https://www.natura.com.br/consultoria/samaramar"> consultora de cosméticos</a></strong></em>. Um olhar sobre o texto da amiga terapeuta.<br />
Tenho tempo e saudades. Por isso me alongo.<br />
Transbordo novidades também.<br />
Aprendi a ouvir podcast. Inclusive este texto dialoga com o <em><strong><a href="https://podcasts.google.com/feed/aHR0cHM6Ly9hbmNob3IuZm0vcy8xMWJhNWQxOC9wb2RjYXN0L3Jzcw/episode/ZTBiNjUzOTctNzRhMC00YTc2LTlhZDgtZjlhYjJhYWU2YzQw?hl=pt-BR&amp;ved=2ahUKEwijjKGh9bDpAhU5HbkGHaWKDOsQieUEegQICRAE&amp;ep=6">podcast da amiga</a></strong></em>.<br />
Aprendi a amar áudios no WhatsApp. A voz das pessoas é um tesouro.<br />
Aprendi novas receitas: leite de amêndoas, leite de côco, bolos, moqueca de forno.<br />
E tenho fome de aprender: estudo tarô, facilitação on-line.<br />
Também crio espaço para ser <strong><em><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Clarissa_Pinkola_Est%C3%A9s">mulher selvagem</a>.</em></strong><br />
Leio mais. Costurei as peças que pediam linha e agulha. Renovei o guarda-roupa de peças íntimas (<strong><em><a href="https://www.verve.com.br/?gclid=EAIaIQobChMIl4mQg_Gw6QIVhwmRCh2qdwaWEAAYASAAEgKzavD_BwE">na loja da outra amiga</a>)</em></strong>. Pintei as unhas do pé. Faço colagens. Cozinho como as avós e as mães. Arrumo a casa de tempos em tempos.<br />
E escrevo escrevo escrevo.<br />
O corpo, estou ainda aprendendo a cuidar. Reluto com as aulas on-line de <em><strong><a href="https://www.youtube.com/watch?reload=9&amp;v=Ic7gksAf6U8">Eutonia </a></strong></em>e <em><strong><a href="https://www.youtube.com/watch?v=9q3hE0n8XPc&amp;feature=youtu.be">Pilates</a></strong></em>. Quase morri sem fôlego ao jogar uma partida de badminton com o filho, na quadra improvisada na sala. Mas vamos tentando de outros jeitos.</p>
<p>Entre bordas e transbordos, revisito o <strong><em><a href="http://www.vivermaissimples.com/oito-anos-de-viver-mais-simples/">viver mais simples</a></em></strong>; faço novos pactos comigo. Às vezes, é bom. Outras, é demasiado. Não preciso decidir.<br />
Avanço passo após passo, confiando na intuição e traçando novas rotas dentro de um oceano confinado.</p>
<p>Presto atenção no movimento dos planetas, nos médicos e no pulso de meu coração.<br />
Um dia de cada vez. Vestindo algumas máscaras e despindo outras.<br />
A vida entre bordas e transbordos segue o ritmo das marés e acolhe tsunamis.<br />
É tempo de descobrir fundos, dentro.</p>
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		<title>Para compreender Capricórnio</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Apr 2020 13:53:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[astrologia]]></category>
		<category><![CDATA[capricórnio]]></category>
		<category><![CDATA[isolamento social]]></category>
		<category><![CDATA[pandemia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Onde se esconde o coração de uma capricorniana? Desavisados podem pensar que em lugar nenhum, porque não há. Ledo engano. Somos sempre exaltadas pelo amor ao trabalho, determinação, foco e resiliência. E sempre criticadas pela dureza, teimosia, praticidade, concretude. Mas Capricórnio tem um coração, acreditem. Um coração muitas vezes solitário, pois sonhadores atraem mais admiradores [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Onde se esconde o coração de uma capricorniana? Desavisados podem pensar que em lugar nenhum, porque não há. Ledo engano.<br />
Somos sempre exaltadas pelo amor ao trabalho, determinação, foco e resiliência. E sempre criticadas pela dureza, teimosia, praticidade, concretude.<br />
Mas Capricórnio tem um coração, acreditem.<br />
Um coração muitas vezes solitário, pois sonhadores atraem mais admiradores do que os pragmáticos.<br />
E há poesia em Capricórnio. Uma poesia por vezes ácida e melancólica, mas ancorada numa chama de esperança. Afinal, seguimos. E seguimos.<br />
A poesia do apreço pelo esforço, especialmente quando a paga é pedra e não ouro.<br />
Um entendimento de que este dia passará, mas depois virá outro que pode ser igualmente ruim. Ou não.<br />
Uma incapacidade de edulcorar a vida, pois no fundo sabe que nosso destino é o pó e a trilha até lá há de ser árida.<br />
Um jeito um pouco brusco no amar, impaciente com bordados e tramas, pois a vida urge lá fora e aqui dentro.</p>
<p>Capricórnio gosta de riqueza, mas o dinheiro é uma boa ajuda para um coração generoso. Portanto, por que não?</p>
<p>Incompreendida, criticada, questionada, a capricorniana segue estóica com sua carga. Trabalho muitas vezes silencioso que é o sustento de tantos.</p>
<p>Voltemos ao coração vulnerável da capricorniana.<br />
A mesma vontade de amar, o mesmo desejo de largar tudo e simplesmente ser feliz por aí. O mesmo cansaço depois de um novo dia de escaladas.<br />
Mas ali dentro, o senso de dever, o medo do fracasso, as cicatrizes pulsando.<br />
Capricórnio é humano. Tem fome, sede, quer colo e reconhecimento.<br />
Debaixo dos pelos grossos, dos chifres tortos, da voracidade: uma pele macia e rosada, sangue quente, vísceras moles.</p>
<p>Eu sei, você que me conhece, pode desdenhar destas palavras. Você é uma sonhadora e sociável, Leticia. Que papo é este?</p>
<p>A quarentena (re)inaugurou solitudes inéditas. E reencontrei a <strong><a href="http://www.vivermaissimples.com/uma-crianca-estranha/">menina estranha</a></strong><em>, capricorniana, que habita em mim.</p>
<p>Após anos disfarçada sob o ascendente Aquário e nos muitos Sagitários, emerge minha eremita, avessa a multidões. Tarefeira como só, encontrando consolo no trabalho e motivação na rotina. Cá estou eu, uma capricorniana em isolamento social.</p>
<p>Mas com coração. Um largo, amplo e desolado coração.</p>
<p>Para Daniela Belmiro. Parceira de diálogáudios interoceânicos.</p>
<p>A imagem do post é de seu belíssimo trabalho no Desdicionário, disponível nas principais mídias sociais e agora em <a href="http://www.benfazeja.com.br/product/desdicionariodaniela-belmirocristiane-neder/"<strong>>LIVRO TAMBÉM</strong></a>.</p>
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