<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivos gratidão - Viver Mais Simples</title>
	<atom:link href="https://www.vivermaissimples.com/tag/gratidao/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://www.vivermaissimples.com/tag/gratidao/</link>
	<description>Viver Mais Simples</description>
	<lastBuildDate>Wed, 27 May 2020 12:13:54 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	
	<item>
		<title>Dez Anos de Empreender</title>
		<link>https://www.vivermaissimples.com/dez-anos-de-empreender/</link>
					<comments>https://www.vivermaissimples.com/dez-anos-de-empreender/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2020 23:09:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[Caio]]></category>
		<category><![CDATA[empreender]]></category>
		<category><![CDATA[gratidão]]></category>
		<category><![CDATA[kanban]]></category>
		<category><![CDATA[organização de ideias]]></category>
		<category><![CDATA[viver mais simples]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.vivermaissimples.com/?p=7092</guid>

					<description><![CDATA[<p>Há dez anos eu abria minha própria empresa.  Muita coisa aconteceu na minha vida e na minha carreira desde então. Esta é uma jornada de apreciação desta grande aventura que caminha paralela ao Viver Mais Simples. A jornada de construir o meu trabalho autoral, com coragem e a colaboração de muita gente boa. Este é [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://www.vivermaissimples.com/dez-anos-de-empreender/">Dez Anos de Empreender</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.vivermaissimples.com">Viver Mais Simples</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<hr />
<p><a href="http://www.vivermaissimples.com/nasceu-a-nutshell/"><em><strong>Há dez anos eu abria mi</strong></em><em><strong>nha própria empresa</strong></em>.</a>  Muita coisa aconteceu na minha vida e na minha carreira desde então. Esta é uma jornada de apreciação desta grande aventura que caminha paralela ao <em><strong>Viver Mais Simples</strong></em>. A jornada de construir o meu trabalho autoral, com coragem e a colaboração de muita gente boa. Este é um texto sobre gratidão, ousadia, alegria e avançar com medo e tudo. Sobre inovar, errar, refazer e prosseguir.  Tudo misturado.</p>
<p><strong>Os primeiros anos. Os primeiros erros&#8230;</strong></p>
<p>A Nutshell Estratégia Consultoria nasceu no dia 26 de maio de 2010, por conta de um projeto que nunca veio a acontecer. Antecipando a necessidade de uma nota fiscal, abri meu CNPJ com o Lucrécio ( meu então marido), como sócio.  Uma conhecida dos tempos de pesquisa havia me pedido uma proposta e nunca me respondeu, tamanha a falta de noção do escopo e valores propostos por mim&#8230;</p>
<p>Este não foi o único erro do começo: meu primeiro projeto acabou sendo uma uma permuta com a Carpa Design da querida amiga Tati Menegatti.  Eles fizeram a minha primeira marca: uma árvore representando o meu propósito da época &#8220;ajudar os outros a frutificar, sendo felizes&#8221;.   Ainda me achando executiva, encomendei 300 pen drives em madeira e 100 relógios com post its, pensando em promover minha marca. Eu não tinha nenhum outro cliente, nem site, nem muita clareza do que faria a seguir.  As onze caixas e um saldo negativo desnecessário foram minha primeira lição como empreendedora.</p>
<p>Com o tempo, distribuí os pen drives e relógios. E atingi o esperado &#8220;<em>breakeven</em>&#8221; da Nutshell. Ou seja, finalmente começou a entrar mais do que sair. Mas foram alguns meses que poderiam ter sido evitados, caso eu soubesse um pouco mais sobre empreender e eventualmente aprendesse a <strong><em><a href="http://www.vivermaissimples.com/para-nao-esquecer/">começar menor para ir aumentando no ritmo dos sucessos</a></em></strong>. Com muitas recaídas, claro, que sempre fui de me empolgar&#8230;</p>
<p><strong>As primeiras parcerias</strong></p>
<p>Os primeiros anos foram de muito aprendizado por tentativa e erro:  alguns poucos clientes de <a href="http://www.vivermaissimples.com/o-que-e-organizacao-de-ideias/"><b><i>Organização de Ideias</i></b></a> e os primeiros workshops em parceria.   Eu estava um pouco mais informada, após ter feito um curso de Empreendedorismo no nascente Rio Criativo. Lá reencontrei Guilherme Velho, que viria a ser fundamental na minha trajetória. E as amigas Samara e Thaís Teixeira, com quem teria <strong><em><a href="http://www.vivermaissimples.com/sentir-se-dentro-da-pele/">muitas outras aventuras</a></em></strong>.  Em maio de 2011,<em><strong><a href="http://www.vivermaissimples.com/sonhando-junto/"> fundava o Odisseia</a></strong></em> com a comadre e amiga Érica Cavour. Uma terapeuta e uma organizadora de ideias a serviço da satisfação pessoal e profissional. Estreamos com uma palestra histórica no saudoso Bees Office, do amigo <strong><em><a href="http://www.vivermaissimples.com/um-um-muitos/">Cadú de Castro Alves</a></em></strong>, que eu tinha conhecido ao pesquisar sobre o mercado então incipiente de espaços de Coworking.  Foram 40 participantes, registrados pela então cliente Simxer. Tivemos a presença de minha mãe Patricia e do pai de Érica, o saudoso tio Márcio. Várias das pessoas ali fariam história como amigos e clientes (o que muitas vezes acontece comigo). Após a palestra, formamos a primeira turma Odisseia (faríamos muita outras até o fim do projeto, em 2018).  No final de 2011, nasce o Onionvation com <em><strong><a href="http://www.vivermaissimples.com/escolha-a-sua-crise/">Gian Taralli</a></strong></em>, colega dos tempos de Johnson &amp; Johnson: aqui a proposta era &#8220;descascar a cebola&#8221;, ou seja, retirar camadas de conformismo e máscaras que interrompiam o fluxo de criatividade. O Onionvation foi o primeiro de muitos projetos junto com Gian, numa dobradinha que sempre combinou autoconhecimento e gestão de mudança.</p>
<p>No final de 2012, foi a vez de me juntar a <strong><em><a href="http://www.vivermaissimples.com/com-acucar-com-afeto/">Beth Veiga</a></em></strong>, colega dos tempos de Souza Cruz, para fazer um plano de negócio de um espaço de eventos multiuso. O projeto era ambicioso demais e uma consultoria com o Daniel Pereira revelou a fragilidade e risco que corríamos. Com base em conceitos de <strong><em><a href="https://www.amazon.com.br/startup-enxuta-Eric-Ries-ebook/dp/B07Z46K4KQ/ref=asc_df_B07Z46K4KQ/?tag=googleshopp00-20&amp;linkCode=df0&amp;hvadid=379749483976&amp;hvpos=&amp;hvnetw=g&amp;hvrand=17705673711611540472&amp;hvpone=&amp;hvptwo=&amp;hvqmt=&amp;hvdev=c&amp;hvdvcmdl=&amp;hvlocint=&amp;hvlocphy=1001655&amp;hvtargid=pla-848473797984&amp;psc=1">Start Up</a> Enxuta</em></strong> e de <strong><em><a href="https://www.sebraepr.com.br/como-estruturar-seu-modelo-de-negocio/">Business Canvas</a></em></strong>, Beth e eu radicalizamos: decidimos lançar um negócio com custo mínimo, quase que totalmente variável. Assim nasceu o Comida para Viagem, delivery artesanal com muito charme e sabor. Chegamos a expandir para eventos até eu decidir focar na Organização de Ideias e Workshops. Beth fez muitos coffee breaks deliciosos para eventos do Odisseia, anos depois.  Outras parcerias importantes foram nas Oficinas e Cafés Viver Mais Simples com parceiros ilustres como <a href="http://www.vivermaissimples.com/nos-e-o-outro/"><em><strong>Lucrécia Corbella</strong></em></a>, <a href="http://www.vivermaissimples.com/olhar-diferente/"><em><strong>Simxer</strong></em></a>, <a href="http://www.vivermaissimples.com/viver-mais-simples-ao-vivo/"><em><strong>Álvaro Esteves</strong></em></a>, Samara Martins, Ana Vine&#8230;. Nos workshops  Play &amp; Plug com a amiga dos tempos de trainee Marcia Penna.  Nas Rodas de Conversa com Maurício Luz e Carol Wosiack. E mais recentemente, numa parceria com Adriana Pires e Clarissa Biolchini.<span id="more-7092"></span></p>
<p><strong>Um endereço próprio</strong></p>
<p>Em 2014, eu estava atendendo empreendedores do <strong><em><a href="http://riocriativo.com/incubadora/">Rio Criativo</a></em></strong>. De aluna havia me tornado consultora de startups. Ás vezes, eu atendia em cafés ou espaços públicos. Até o dia em que fiz uma pergunta mais funda e uma das minhas clientes começou a chorar muito em pleno café do Museu da República. Um vizinho ao lado tentou ajudar e o constrangimento foi geral. Ali decidi que precisava de um espaço para oferecer mais privacidade a meus clientes.</p>
<p>Indicada por minha tia Gigi, esbarrei na Millerbaum, de Roberta Miller. E subloquei um charmoso escritório na 13 de Maio. Até que a proprietária ameaçou um aumento e eu pedi um apoio ao meu pai. Ele me surpreendeu, patrocinando a sala comercial que é o endereço oficial da empresa hoje. Este gesto  foi muito especial para mim. Afinal eu sabia o quanto custava para o engenheiro da Petrobrás apostar num sonho tão diferente do seu. Uma prova de confiança que me nutre até hoje, anos depois de sua morte.</p>
<p><strong>Mudança de sócio</strong></p>
<p>Em 2014, eu já havia começado uma nova aventura com meu irmão Caio Carneiro. A Argo surgiu do encontro de nossa paixão comum por empreendedorismo, estratégia e identidade. Ele, designer. Eu, coach, agora mais experiente depois de fazer 18 meses de formação no EcoSocial. A nova sociedade frutificou em dois anos de trabalho com o SEBRAETEC e pessoas físicas. Fizemos posicionamentos pessoais e identidade visual para negócios diversos, da cachaça Sete Engenhos á construção civil.  Foi uma época de muita efervescência e muitas notas fiscais emitidas. Eu e Caio nos encontrávamos toda semana e foi uma forma muito feliz de celebrar nosso amor de irmãos. A Argo durou até que os trabalhos do SEBRAETEC escasseassem e mais uma vez eu ouvisse o meu chamado principal, que era Desenvolvimento Humano. A Argo foi então encerrada, mas a parceria com Caio seguiu de outras formas e ele continuou como meu sócio por alguns anos ainda.</p>
<p><strong>A volta ao mundo corporativo</strong></p>
<p>Desde o Rio Criativo, eu vinha ensaiando um retorno ao mundo das grandes organizações. Nesta época, o Odisseia estava bem fortalecido e tínhamos vários clientes executivos, em busca de clareza sobre sua trajetória profissional e próximos passos. Michel Gomberg tinha sido cliente de Érica e decidiu fazer o Workshop Odisseia. Seguimos juntos com um trabalho de coaching e ele nos convidou para experimentar o modelo Odisseia na Coca-Cola, em 2013. Foi o início de uma parceria muito rica que rendeu cerca de vinte workshops. Foi um trabalho na Coca-Cola que também selou o final do Odisseia, no fim de 2018. Mas a colaboração com Michel não parou. No Congresso Mundial de Psicologia Positiva em Melbourne, apresentamos um poster inspirado num workshop sobre Gratidão que havíamos feito anos antes. No início deste ano, eu e Michel estreamos uma parceria na mesma Coca-Cola, só que em Bogotá. Há anos Michel deixou a vida de executivo, fez seu mestrado em Psicologia Positiva na Austrália e é um coach e consultor de muito talento.</p>
<p>Já fiz muitos workshops corporativos desde então, e, além de Organização e (Re)Orientação de Carreira, hoje trabalho fortemente com as famosas <em><strong><a href="https://joshbersin.com/2019/10/lets-stop-talking-about-soft-skills-theyre-power-skills/">Power Skills</a></strong></em>, as competências atitudinais e comportamentais que tornam as relações interpessoais mais ricas e o trabalho mais proveitoso.  Foram muitas outras aventuras em parcerias diversas, ora com Érica, ora com Gian, ora com Michel. E também solo, que com o tempo fui encontrando um ritmo e um jeito de lidar com a avalanche de emoções e desafios de uma grande organização, mesmo quando estou sozinha.</p>
<p><strong>O Voe&#8230;</strong></p>
<p>Eu já tinha experimentado projetos mais pessoais na curta e intensa experiência do <em><strong><a href="http://www.vivermaissimples.com/plantamos-a-semente/">Coletivo Baobá</a></strong></em>, uma ação social que fiz durante quatro meses junto á Comunidade do Vidigal. O <strong><em><a href="http://www.vivermaissimples.com/afinal-o-que-e-o-voe/">Voe </a></em></strong>foi um novo movimento neste sentido. O sonho de fazer um coletivo voltado para o florescer da autenticidade. Aqui, meu propósito era &#8220;Despertar com palavras o florescer do outro&#8221;, já refinado após os meses de estudo do coaching antroposófico.  O Voe foi um experimento ousado. Começou com miniworkshops em vários lugares e desaguou num evento de um dia, um verdadeiro festival. Com 20 impulsionadores, a maioria vindo do Rio em caravana para se hospedar numa casa alugada, o Voe foi o meu projeto mais transformador. Na época, não dei conta da intensidade envolvida e do modelo não sustentável. Ainda fiz um experimento na Laje, com o Inove-se, mas finalmente pus o Voe em modo &#8220;soneca&#8221;&#8230;</p>
<p><strong>Educação: uma nova experiência</strong></p>
<p>Eu já atuava como facilitadora há tempos pelo Odisseia, Onionvation e outros experimentos quando, um pouco antes do Voe, conheci Patricia Cotton. Ela tornou-se minha cliente, impulsionadora Voe e amiga. Um dia me indicou para aplicar uma de suas aulas na Affero Lab, negócio especialista em Educação Corporativa. De lá para cá, a parceria com a Affero se consolidou e me trouxe novos saberes sobre Andragogia e Facilitação, além de um gosto renovado por estudos.  A Affero também foi responsável por um convite que mudou minha trajetória&#8230; Eles me propuseram montar um programa sobre Inclusão e Diversidade, ancorados na minha experiência pessoal de estudante de Comunicação Não Violenta com o mestre <em><strong><a href="https://comunicacaoreparativa.com.br/sergio-harari/">Sergio Harari </a></strong></em>e na experiência pessoal de ser esposa de um homem negro. O convite abriu uma janela inesperada e despertou uma verdadeira paixão. Assim se delineavam com mais clareza os atuais quatro pilares de meu trabalho:</p>
<h4>Organização de Ideias +  (Re)Orientação Profissional +  Inteligência Emocional  + Inclusão e Diversidade</h4>
<p>Em 2018, fui convidada pelo Gustavo Caldas Britto para montar o Escafandro, um curso sobre Resiliência e Inteligência Emocional para a <em><strong><a href="https://www.linkedin.com/company/escoladerebeldia">Escola de Rebeldia</a></strong></em>, da Reserva.  Aqui se consolidou minha paixão por trabalhar temas como Vulnerabilidade, Coragem, Empatia e tantos outras habilidades necessárias para humanizar as relações.</p>
<p><strong>Revoluções por minuto</strong></p>
<p>A trajetória do meu empreender não teve nada de linear ou de previsível.  No começo, eu navegava mais tranquila com a reserva dos tempos de empresa. Mais logo comecei a alternar ondas de insegurança com euforia. A decisão de não ter carteira assinada levou tempo para se assentar em mim. Ainda hoje bate um medo, de vez em quando. Mas nada se comparou a conciliar meu trabalho sempre em movimento com uma série de perdas pessoais. Em 2016, eu finalizava a Argo e também meu casamento de mais de vinte anos com meu primeiro sócio. Ainda me recuperando das fortes emoções do Voe, vivendo o início da recessão que só se agravou, eu precisei me reinventar como CPF e CNPJ. <em><strong><a href="http://www.vivermaissimples.com/prateando/">Em 2017, meu pai morreu</a></strong></em>. Eram tempos difíceis, de pouco trabalho. Na vida pessoal, eu me reencontrava com o amor, construindo um novo relacionamento com meu atual marido, Lennom.</p>
<p>No final de 2018, as coisas começavam a caminhar, mais projetos com a Affero, outras possibilidades se desenhando. Foi quando descobri que meu irmão Caio, meu sócio e parceiro de Argo e Voe, tinha câncer.</p>
<p>Os últimos dois anos foram os mais sóbrios de minha trajetória. Um foco quase que exclusivo no mundo corporativo, uma longa viagem de autoconhecimento á Austrália, incluindo o Congresso de Psicologia Positiva e a decisão de me recasar. A retomada de estudos na <strong><em><a href="http://www.sbdg.org.br/web/">Sociedade Brasileira de Dinâmicas de Grupo (SBDG)</a></em></strong>. Muito trabalho, uma casa nova e a espera cotidiana por notícias de melhoras do Caio. Mas a melhora nunca veio e em janeiro tomei a decisão mais difícil em todos estes anos de empresa. Mudar de sócio novamente.</p>
<p><strong>Vida Morte Vida</strong></p>
<p>A piora gradativa do Caio coincidiu com o surgimento de uma nova figura jurídica: a Sociedade Unipessoal. Uma forma de eu manter meu CNPJ sem nenhum sócio.  Foi um processo difícil e necessário. Caio foi gentil, como sempre. Disse-me que eu estava simplificando a vida dele. Assinamos a dissolução da sociedade em 15 de janeiro. Nasceu Leticia Carneiro Desenvolvimento Humano. No dia 30, <em><strong><a href="http://www.vivermaissimples.com/cada-dia-ao-seu-lado/">me despedi do meu irmão</a></strong></em>.</p>
<p>O mês era março de 2020. Vinha de projetos, propostas e muitas viagens, incluindo quatro workshops lindos sobre vulnerabilidade em Bogotá, para o time da Coca-Cola liderado pelo querido Rafael Prandini.  Sinto-me ansiosa, exausta e triste. O trabalho é um corrimão para a dor indizível de perder meu irmão caçula.</p>
<p>E então, paramos. O Covid-19 subitamente cancelou projetos, interrompeu o trabalho no escritório da Cinelândia. <strong><em><a href="http://www.vivermaissimples.com/sobre-o-que-me-faz-feliz-e-tambem-saudade/">Parei de viajar e respirei.</a></em></strong></p>
<p>Dois meses depois, mudei oficialmente meu escritório para o quarto de empregada. Daqui trabalho em poucos e potentes projetos de forte cunho social. Quatorze planos de vida para pessoas atingidas pelo desastre em Mariana. Mediação e costura na construção de uma política de Enfrentamento ao Assédio e Discriminação para uma Fundação.  Dois workshops para humanizar o processo de demissão de 20% do quadro de uma grande agência de publicidade. Clientes em busca de um caminho profissional em tempos incertos.</p>
<p>Trabalho menos, sem sair de casa, usando novos recursos. A formação da SBDG segue em suspenso, após alguns encontros on-line. Para minha surpresa, tenho o melhor fluxo de caixa dos últimos anos (e as menores despesas também). Claro que nem tudo são rosas. O desafio de uma nova rotina afeta o sono e a sanidade. Ás vezes, preciso desmarcar sessões para poder me cuidar. Mas o tempo em casa me ajudou a cuidar das feridas da saudade. Abriu meus olhos para o quão longe eu estava do Viver Mais Simples.  Despertou um desejo de estudar, aprender, reinventar-me.</p>
<p>Olhando no retrovisor, contemplo com gratidão e orgulho cada etapa desta jornada, que compartilho com vocês aqui. Do primeiro sócio Lucrécio, ao último, Caio. Meu pai e Marília, patrocinadores da sala comercial hoje fechada. Lennom, companheiro de pandemia que me ajuda a empreender do quarto dos fundos. Érica, companheira do Odisseia, projeto formador de mim mesma. Gian, Cadú, Samara, Lucrécia, Guilherme Velho, Daniel, Simxer, Guilherme Azevedo, Marcia, Beth.  Clarissa, que fez o primeiro caderno Odisseia. Álvaro, Daniela, Ana, Patty, Maurício, Pamela, Ana, Lívian, Fernando, Júlio, Paula, Juliana, Diego, Raquel e Bettina. Clarissa e Julia. Cada parceiro na Affero (especialmente Adriana, Aline, Eugênio e, agora, Patricia). Michel e tod@s na Coca. Luciana, Carol, Gustavo, Gui, Fernando e tod@s da Reserva.  Adriana Pires. Sérgio Harari. Marcão e Versteeg. Toda a turma do Instituto Criare e da Renova. Tod@s clientes de Organização de Ideias, de Odisseia, de Onionvation, de eventos no Impact Hub, Baukurs, Anitcha, Laje.   Tod@s voadores e voadoras.  Luciano, Meiri e tod@s  do EcoSocial. E agora, a turma da SBDG.</p>
<p>Sei que vou esquecer alguém, desde já me perdoe. São dez anos de amizade, parceria, amor, travessia e travessuras. Muito amor envolvido.</p>
<p><strong>O que vem por aí&#8230;</strong></p>
<p>São tempos de gestação. Leticia Carneiro Desenvolvimento Humano tem missões muito claras: Ajudar pessoas a alcançarem sua potência (Torna-te quem tu és).  Contribuir para processo de humanização das organizações.</p>
<p>Após dez anos de experimentação e aguçar meu foco, estes são meus sonhos de bom tamanho:</p>
<ul>
<li>Seguir humanizando relações por meio de parcerias com a Affero e o mundo corporativo.</li>
<li>Aprofundar meus conhecimentos e prática por meio da Formação na SBDG e estudos sobre Facilitação On-Line com a <em><strong><a href="https://www.aprendix.global/pt/">Aprendix Global</a></strong></em>.</li>
<li>Seguir com projetos de (re)orientação de carreira, organização de ideias, inteligência emocional e Inclusão e Diversidade.</li>
<li>E quando pudermos sair de casa: fazer o mestrado em Psicologia Positiva da Penn University.</li>
</ul>
<p>As duas maiores novidades são os dois projetos que estou gestando no momento: o renascer do Voe, no formato on-line, em parceria com Álvaro Esteves. E colaborar com o projeto Todas Group de fortalecimento de profissionais mulheres. Em breve, notícias sobre estes dois caminhos.</p>
<p>Daqui do fundo de casa, para o mundo. Com calma, passo a passo, de máscara (por enquanto).</p>
<p>Dez anos se passaram. Que venham mais dez.</p>
<p>O post <a href="https://www.vivermaissimples.com/dez-anos-de-empreender/">Dez Anos de Empreender</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.vivermaissimples.com">Viver Mais Simples</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.vivermaissimples.com/dez-anos-de-empreender/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>13</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O tempo é bom</title>
		<link>https://www.vivermaissimples.com/o-tempo-e-bom/</link>
					<comments>https://www.vivermaissimples.com/o-tempo-e-bom/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 May 2020 19:39:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[memórias felizes]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[Caio]]></category>
		<category><![CDATA[coronavirus]]></category>
		<category><![CDATA[gratidão]]></category>
		<category><![CDATA[Léo]]></category>
		<category><![CDATA[luto]]></category>
		<category><![CDATA[Maternidade]]></category>
		<category><![CDATA[Saudade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.vivermaissimples.com/?p=7090</guid>

					<description><![CDATA[<p>Leonardo, hoje você faz quinze anos. 2020 tem sido um ano bem único. Neste seu aniversário, te ofereço um presente bem meu. O olhar apreciativo sobre o que aperta e amassa nosso coração na esperança que seja cura de mãe para filho (ou seja, amor). Estamos em resguardo há mais de dois meses. Sei o [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://www.vivermaissimples.com/o-tempo-e-bom/">O tempo é bom</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.vivermaissimples.com">Viver Mais Simples</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Leonardo, hoje você faz quinze anos.<br />
2020 tem sido um ano bem único.<br />
Neste seu aniversário, te ofereço um presente bem meu. O olhar apreciativo sobre o que aperta e amassa nosso coração na esperança que seja cura de mãe para filho (ou seja, amor).</p>
<p>Estamos em resguardo há mais de dois meses. Sei o quanto te custa, meu geminiano de pés voadores e braços longos. Sei que a saudade dos amigos é grande, a vontade de ir para longe da barra da minha saia&#8230; Para ser autêntico, livre e leve, todas estas coisas que você busca e faz tão bem.<br />
Este resguardo é um bem que fazemos ao mundo, meu filho. Quando ficamos em casa, cuidamos de suas avós e seu avô. E dos avôs e avós de outras pessoas. Honramos o trabalho duro de profissionais da saúde, da limpeza, de pessoas que mantém os serviços mais essenciais. Damos uma lição sobre democracia e liberdade, que jamais devem estar contra o bem estar comum e devem se alicerçar na Arte e na Ciência para que haja beleza e evolução da Humanidade.</p>
<p>A vida não é justa, eu sei. Em janeiro você se despediu do tio Caio. Tão jovens. Ele e você.<br />
Apenas quinze anos e já se despediu também do avô e da bisavó. É duro.<br />
E por a vida não ser justa, é tão importante ter no mundo pessoas como você, coração de leão. Quando fazemos o bem, transformamos fel em mirra (fel é algo bem amargo e mirra é uma erva que purifica).<br />
Fazemos isso quando somos bons amigos de nossos amigos e quando respeitamos e cuidamos das pessoas, inclusive nossa irmã mais nova que nos tira do sério. Quando o fazemos, o mundo fica melhor e portanto a injustiça dói menos. Mas dói.<br />
E aí, é importante sempre cuidar da gente e de nossos sentimentos.<br />
Se estamos como raiva, olhar bem no olho da raiva e perguntar: por que você está aqui? O que preciso fazer para te aplacar?<br />
Se estamos tristes, olhar no coração da tristeza e falar:  tudo bem você estar aqui. Eu estou aqui também.   Tenho espaço para você dentro de mim.<br />
Se estamos felizes, prestar atenção no que nos faz felizes, para sempre cuidar do fogo que alimenta esta alegria como o mais precioso tesouro.<br />
Eu faço o meu melhor para ser uma boa mãe. Comecei escolhendo um bom pai para você e me deixando ser escolhida por ele também. Faço comidas gostosas, dou as broncas necessárias e, muita vezes, as desnecessárias. Aí eu tento olhar para a minha imperfeição como mãe para me melhorar, sim. Mas sobretudo para te contar como a gente é imperfeita mesma e é impossível impedir um tropeço ou outro. Porém é possível tentar ser melhor, pedir perdão e dar risada de si mesma.<br />
15 anos e vejo você buscar suas asas, construir a pessoa que você é. Espero sempre te dar espaço para isso, mas mesmo quando parecer apertado, eu sei que você tem a potência para sair e descobrir o mundo. Eu lembro bem do dia em que você nasceu e foi assim mesmo.<br />
Eu queria te ensinar tudo que eu sei e não sei, eu queria te proteger de todo o mal, eu queria que a sua vida fosse mais linda do que a melhor história do mundo.<br />
Mas meus superpoderes de mãe, são limitados. Então eu te ofereço meu colo, minha humildade, minha experiência, minha crepioca de manhã, as partidas de buraco. E sei que de vez em quando escapa um grito, então eu te ofereço minha vulnerabilidade e consciência de que por mais que eu busque acertar, erro feio e com frequência.<br />
Pode faltar tudo, mas amor por você nunca. Porque eu não posso te prometer um monte de coisas e você agora já sabe que a vida é incerta e tudo pode virar de cabeça para baixo. E você ter que usar máscara ainda por cima. De cabeça para baixo e tudo.<br />
Mas amor sempre, grande e fundo, isso posso te prometer.<br />
Quando sua irmã estava para chegar, eu li e reli o livrinho que dizia que meu amor não era como bolo, que a gente parte em pedaços e um dia acaba.<br />
Meu amor se multiplica.<br />
A cada dia que vejo você esticar mais um centímetro e a voz engrossar mais um tom. A cada dia em que você sorri, chora ou fica bravo. A cada dia.Todo dia.<br />
Hoje vai ter bolo fondant da Táta, brigadeiro, beijo e abraço.<br />
A vida é assim. Brindamos com o que temos para hoje.<br />
Sou grata por ter você. Este milagre que saiu da minha barriga e hoje quase não cabe no colchão. Mas que sempre será meu primeiro filho, minha maior estreia, um bem que eu trouxe para o mundo.<br />
A vida pode ser injusta muitas vezes. Mas nem me importo. Numa vida onde há você, vale muito a pena viver.<br />
E eu vivo assim, incansavelmente tentando deixar este mesmo mundo um pouco melhor para você.(e sua irmã, sem ciúmes, ok?).</p>
<p>Te amo, Léo.<br />
Feliz Aniversário.</p>
<p>O post <a href="https://www.vivermaissimples.com/o-tempo-e-bom/">O tempo é bom</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.vivermaissimples.com">Viver Mais Simples</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.vivermaissimples.com/o-tempo-e-bom/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>1</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Cada um no seu ritmo</title>
		<link>https://www.vivermaissimples.com/cada-um-no-seu-ritmo/</link>
					<comments>https://www.vivermaissimples.com/cada-um-no-seu-ritmo/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 May 2020 15:49:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[coronavirus]]></category>
		<category><![CDATA[covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[gratidão]]></category>
		<category><![CDATA[quarentena]]></category>
		<category><![CDATA[Resiliência]]></category>
		<category><![CDATA[travessia]]></category>
		<category><![CDATA[viver mais simples]]></category>
		<category><![CDATA[Voe]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.vivermaissimples.com/?p=7086</guid>

					<description><![CDATA[<p>Uma nova semana em quarentena. Uma de muitas que virão, aparentemente. O coração está pesado com as notícias e desgovernos. Com a impotência de ver pobres e idosos e profissionais da saúde na linha de frente desta guerra. Triste de ver o desconsolo no olhar dos filhos. E do marido. O preço são noites insones [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://www.vivermaissimples.com/cada-um-no-seu-ritmo/">Cada um no seu ritmo</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.vivermaissimples.com">Viver Mais Simples</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma nova semana em quarentena. Uma de muitas que virão, aparentemente.</p>
<p>O coração está pesado com as notícias e desgovernos. Com a impotência de ver pobres e idosos e profissionais da saúde na linha de frente desta guerra. Triste de ver o desconsolo no olhar dos filhos. E do marido.</p>
<p>O preço são noites insones e muita dor de cabeça.</p>
<p>Mas foi bom reencontrar o meu ritmo.</p>
<p>A pandemia foi o tapa na cara. Na minha cara.</p>
<p>Labuta demais. Gastos demais. Automático demais.</p>
<p>Foi um freio de arrumação. Daqueles que chacoalha a coluna vertebral que chega a doer.</p>
<p>A dor de perder meu irmão era atropelada pelo trabalho sem fim, viagens sem fim, tarefas sem fim.</p>
<p>Eu não prestava atenção em relações importantes. E desperdiçava tempo em relações estéreis.</p>
<p>Eu estendia meu braço para o lado errado.</p>
<p>Os dias passavam e eu não estava atenta o suficiente aos meus filhos. E eles, não estavam passando tempo suficiente comigo.</p>
<p>Quando algo apertava com o marido, uma viagem conveniente dava um <em>reset</em> e as diferenças iam para baixo do tapete.</p>
<p>Agora, o tempo é outro.</p>
<p>Mais lento: dois meses e eu vivi intensamente cada dia. Conversas significativas, estudo, autoconhecimento, muito amor.</p>
<p>Mais rápido: as horas escoam entre estudo, trabalho, cozinha, insônia.</p>
<p>Não dou conta de tudo: há algumas amizades precisando de rega. O corpo implora por alguma atividade, mas a preguiça ainda impera.  Há planos ainda na prateleira.</p>
<p>Há ainda planos na prateleira: no (des)conforto da gosma de meu casulo, vejo as asas se formando. Novos sonhos, de melhor tamanho.</p>
<p>E sei que para muitos a situação é outra. Mas estou aprendendo a não pedir desculpas por ser eu mesma. Este texto não é uma contação de vantagens. É um registro.</p>
<p>Para eu não esquecer.</p>
<p>Não esquecer de que a vida segue lá fora, injusta e bela. Quase nada posso fazer sobre quase tudo.</p>
<p>Mas o pouco que posso, faz muito sentido. E este sentido é o farol da minha travessia.</p>
<p>Sinto muito pelas vidas ceifadas. Pelos trabalhos perdidos. Pelas pedras pontudas enfrentadas por quem não tem meus privilégios.</p>
<p>Contudo, agradeço por ter redescoberto meu próprio ritmo. Da solidão do meu escritório improvisado, me dou colo e me dou asas.</p>
<p>E tudo há de passar, mais uma vez.</p>
<p>E quando passar, voaremos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Imagem: verbete do livro Desdicionário do projeto homônimo de Daniela Belmiro.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O post <a href="https://www.vivermaissimples.com/cada-um-no-seu-ritmo/">Cada um no seu ritmo</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.vivermaissimples.com">Viver Mais Simples</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.vivermaissimples.com/cada-um-no-seu-ritmo/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Sobre o que me faz feliz (e também saudade)</title>
		<link>https://www.vivermaissimples.com/sobre-o-que-me-faz-feliz-e-tambem-saudade/</link>
					<comments>https://www.vivermaissimples.com/sobre-o-que-me-faz-feliz-e-tambem-saudade/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 May 2020 14:07:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[Viver Mais Simples]]></category>
		<category><![CDATA[autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[gratidão]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.vivermaissimples.com/?p=7061</guid>

					<description><![CDATA[<p>Aprendi a fazer café para agradar meu pai. Sempre gostei de ser filha mais velha. Hoje, acordo mais cedo que o marido e gosto de levar a xícara quentinha na cama, para ele que tem mais sono pelas manhãs. Gosto de lavar louça. De guardar tudo, para a casa parecer ter poucas coisas. Aquieta meu [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://www.vivermaissimples.com/sobre-o-que-me-faz-feliz-e-tambem-saudade/">Sobre o que me faz feliz (e também saudade)</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.vivermaissimples.com">Viver Mais Simples</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Aprendi a fazer café para agradar meu pai. Sempre gostei de ser filha mais velha.<br />
Hoje, acordo mais cedo que o marido e gosto de levar a xícara quentinha na cama, para ele que tem mais sono pelas manhãs.<br />
Gosto de lavar louça. De guardar tudo, para a casa parecer ter poucas coisas. Aquieta meu coração.<br />
Não gostava de áudio em celular. Mas agora gosto. Saudade da voz de gente e também ser mais parecido com uma conversa.<br />
De fazer exercício, nunca gostei. Mas gosto quando o pescoço estrala e parece que os ossos vão um pouco mais para o lugar.<br />
Gosto quando meu filho sorri de canto de boca. Diferente do bebê mal-humorado que desgostava de barulho de papel amassado. Gosto também quando a filhota arisca me convida para cozinhar, jogar cartas ou simplesmente ficar juntinhas.<br />
Sorrio com as mensagens de celular de minha madrasta. Sempre uma dica para a gente se proteger ou algo para me fazer rir. Forma de amor à distância.<br />
Gosto da surpresa na voz do outro lado quando adivinho algo bem-guardado. Acontece muito no meu trabalho. Gosto de ser feiticeira que conhece o coração do outro e quer ajudar.<br />
Gosto da amiga atenta que percebe que estou precisando de um carinho. Sabe a hora exata de mandar aquela perguntinha curativa : &#8220;tenho um tempinho agora, quer conversar?&#8221;<br />
Gosto de ver que a estrada ensinou conhecimentos versáteis. O que antes era para lidar com saudade do pai e do irmão, agora ajuda a cuidar da tristeza que nasce do descaso de uns para com o sofrimento de outros. As histórias aprendidas relembram que &#8220;Isto também vai passar&#8221; e &#8220;Bastam duas colheres de arroz&#8221;.<br />
Gosto de atravessar os dias ruins e perceber enquanto atravesso. E gosto de celebrar e agradecer pelos dias bons, ali mesmo na hora em que acontece.<br />
Gosto de estar presente dentro de minha alma e do meu corpo, apesar de tudo e apesar de todos. Com tudo e com todos.<br />
Gosto de estar viva e poder honrar a vida dos que estão indo mais rápido do que era o costume. Pois nada mais é como antes e quero aprender a gostar disto também.</p>
<p>O post <a href="https://www.vivermaissimples.com/sobre-o-que-me-faz-feliz-e-tambem-saudade/">Sobre o que me faz feliz (e também saudade)</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.vivermaissimples.com">Viver Mais Simples</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.vivermaissimples.com/sobre-o-que-me-faz-feliz-e-tambem-saudade/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Uma vela na escuridão</title>
		<link>https://www.vivermaissimples.com/uma-vela-na-escuridao/</link>
					<comments>https://www.vivermaissimples.com/uma-vela-na-escuridao/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Apr 2020 20:30:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[propósito]]></category>
		<category><![CDATA[Adriana Ferreira]]></category>
		<category><![CDATA[clarissa pinkola estes]]></category>
		<category><![CDATA[Corpo Inteiro]]></category>
		<category><![CDATA[gratidão]]></category>
		<category><![CDATA[luto]]></category>
		<category><![CDATA[missão]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres que correm com os lobos]]></category>
		<category><![CDATA[Regina Rapacci]]></category>
		<category><![CDATA[Resiliência]]></category>
		<category><![CDATA[separação]]></category>
		<category><![CDATA[viver mais simples]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.vivermaissimples.com/?p=7062</guid>

					<description><![CDATA[<p>Há algum tempo já me dei conta: 2020 é o início de uma nova etapa no Viver Mais Simples. Lá atrás, era sobre simplificar, viver com propósito, respirar. Foi amadurecendo e se ampliando.  Cinco anos. Oito. E agora, dez anos. Completos em dezembro passado. No começo eu escrevia sobre meu dia a dia. Em seguida, sobre o [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://www.vivermaissimples.com/uma-vela-na-escuridao/">Uma vela na escuridão</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.vivermaissimples.com">Viver Mais Simples</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Há algum tempo já me dei conta: 2020 é o início de uma nova etapa no <em><strong><a href="http://www.vivermaissimples.com/oito-passos-para-viver-mais-simples/">Viver Mais Simples</a></strong></em>.</p>
<p>Lá atrás, era sobre simplificar, viver com propósito, respirar.</p>
<p>Foi amadurecendo e se ampliando.  <a href="http://www.vivermaissimples.com/cinco-anos-de-viver-mais-simples/"><em><strong>Cinco a</strong><strong>nos</strong></em></a>. <em><strong><a href="http://www.vivermaissimples.com/oito-anos-de-viver-mais-simples/">Oito</a></strong></em>.</p>
<p>E agora, dez anos. Completos em dezembro passado.</p>
<p>No começo eu escrevia sobre <a href="http://www.vivermaissimples.com/obrigada-2010/"><em><strong>meu dia a</strong></em><em><strong> dia</strong></em>.</a> Em seguida, sobre <a href="http://www.vivermaissimples.com/o-melhor-do-viver-mais-simples-2015/"><em><strong>o novo trabalho e a jornada de autoconhecimento</strong></em></a>. Mais recentemente, para digerir a <a href="http://www.vivermaissimples.com/faz-um-ano/"><strong><em>perda de meu pai</em></strong></a>, <a href="http://www.vivermaissimples.com/balanco-2016-a-colheita/"><em><strong>o fim de meu casamento</strong></em></a>, a <a href="http://www.vivermaissimples.com/cada-dia-ao-seu-lado/"><em><strong>perda de meu irmão</strong></em></a>.</p>
<p>E agora, para dar sentido a tudo isso que acontece e atordoa, mas também expande, aprofunda e amadurece.</p>
<p>Para recuperar o fôlego, fui buscar uma das primeiras práticas do Viver Mais Simples. O <a href="http://www.vivermaissimples.com/por-que-nao/"><em><strong>Por que não</strong></em>?</a></p>
<p>Assim encontrei <a href="https://www.reginarapacci.com/"><strong><em>Regina Rapacci</em></strong></a> e seu belo projeto <em><strong><a href="https://youtu.be/DlnX3BKwxyg">Janelas de Conversa</a></strong></em>. E durante algumas horas e em companhia de mulheres valentes, mergulhamos no conto Barba Azul, do livro <a href="https://www.amazon.com.br/Mulheres-que-Correm-com-Lobos/dp/8532529445"><em><strong>Mulheres que Correm com os Lobos, de Clarissa Pinkola Estés</strong></em></a>.</p>
<p>Esta história já esteve comigo outras vezes. <a href="http://www.vivermaissimples.com/barba-azul/"><em><strong>Num grupo de Estudo</strong></em></a>s, onde aprendi muito sobre as vozes de dentro e fora que tentam vencer nossa intuição. No <em><strong><a href="http://quaseoito.com.br/produto/barba-azul/">livro da Eliza Morenno, editado pela Quase Oito e ilustrado pela Lina, </a></strong></em>cuja beleza pude honrar no prefácio.</p>
<p>E agora.</p>
<p>Cada vez que lemos um conto (e certas histórias são fundamentais para mapear nossas ferramentas mais poderosas), nosso olhar e coração se acendem com algo.</p>
<p>Desta vez, com duas passagens:</p>
<p>&#8220;Estava escuro, logo acenderam um vela&#8221; e  a parte onde a protagonista aguarda &#8220;os irmãos&#8221; que venceriam Barba Azul.</p>
<p>Fiquei com estes dois recortes, de tudo (e é muito, quem conhece a história, sabe).</p>
<p>Saí do encontro cansada e emocionada. Sim, são tempos escuros. Apenas tateamos, desajeitadamente.</p>
<p>Mas a força de uma vela é muita. E a força de cada vela somada, transformadora.</p>
<p>Lembrei-me de uma de minhas clientes maravilhosas, Mônica Caram. Ela faz velas. A que ilustra este texto foi um presente dela.</p>
<p>A beleza e calma que emanam de uma vela tem a potência de mil sóis e a suavidade de um vaga-lume.</p>
<p>Meu propósito vem se renovando ao longo dos anos. No começo, &#8220;Ajudar as pessoas a frutificarem, sendo felizes&#8221;. Depois, &#8220;Despertar com palavras o florescer do outro&#8221;. Mais recentemente, <strong><em><a href="http://voe.etc.br/#oque">ajudar cada um a espraiar suas asas</a>. </em> </strong>E agora, também e ainda em lapidação &#8220;Cuidar para que o mundo tenha mais luz&#8221;. Ao compartilhar a  luz de minha própria vela.  Ao contribuir para cada um encontrar e cuidar se sua própria vela. A centelha que todos temos. Para que brilhemos e iluminemos o mundo. E cumpramo-nos como seres humanos.</p>
<p>Lá no encontro da Regina, me comovi de verdade com a potência desta luz emanada quando nos reunimos e confiamos (que é fiar juntas).</p>
<p>Mas é preciso coragem. E aí invoco &#8220;os irmãos&#8221;. Nossa persistência. Nossa disciplina. Nossa força.  Eles virão, se acreditarmos. Eles virão, se os chamarmos.</p>
<p>Vela em punho, invoquemos dentro de nós. E fora de nós. Cada irmão.</p>
<p>E nestes tempos de incerteza, perdas e sofrimento, eu te ofereço minha vela. Na esperança que este fogo possa te ajudar a acender a sua.</p>
<p>E então serão muitas.</p>
<p>E triunfaremos sobre este tempo de sombras.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O post <a href="https://www.vivermaissimples.com/uma-vela-na-escuridao/">Uma vela na escuridão</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.vivermaissimples.com">Viver Mais Simples</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.vivermaissimples.com/uma-vela-na-escuridao/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Saúde é a maior liberdade</title>
		<link>https://www.vivermaissimples.com/saude-e-a-maior-liberdade/</link>
					<comments>https://www.vivermaissimples.com/saude-e-a-maior-liberdade/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Apr 2020 12:39:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2020]]></category>
		<category><![CDATA[coronavirus]]></category>
		<category><![CDATA[gratidão]]></category>
		<category><![CDATA[humildade]]></category>
		<category><![CDATA[pandemia]]></category>
		<category><![CDATA[Resiliência]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.vivermaissimples.com/?p=7049</guid>

					<description><![CDATA[<p>A experiência de passar dias sem sair de casa, nem sequer abrir a porta, abriu janelas inéditas por aqui. Por um lado, as possibilidades e necessidades que emergem desta contenção de espaço e ampliação de tempo. Do outro, a angústia de não fazer atividades familiares e triviais como ir ao supermercado toda vez que acaba [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://www.vivermaissimples.com/saude-e-a-maior-liberdade/">Saúde é a maior liberdade</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.vivermaissimples.com">Viver Mais Simples</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A experiência de passar dias sem sair de casa, nem sequer abrir a porta, abriu janelas inéditas por aqui.<br />
Por um lado, as possibilidades e necessidades que emergem desta contenção de espaço e ampliação de tempo.<br />
Do outro, a angústia de não fazer atividades familiares e triviais como ir ao supermercado toda vez que acaba a farinha; marcar um café com amigos, visitar a madrasta 60+.<br />
Gestos e práticas automáticas (e portanto invisíveis) se revelam preciosas. Nunca tinha me preocupado com o impacto de apertar o botão do elevador e depois roer as unhas&#8230;<br />
A vida do outro também nos comove. O filho ilhado sem os amigos; o marido saudoso da roda de samba; a filha caseira que perde a janela de vida lá fora oferecida pela escola e o basquete.<br />
A luta inglória pela tal da rotina: nem sempre consigo acordar bem no horário de fazer o café da manhã. Quase nunca durmo cedo o suficiente. E com frequência o sono é agitado.<br />
As conversas profundas acontecem mais amiúde: é preciso negociar e renegociar diferenças com mais urgência, por estarmos mais espremidos por dentro e por fora. Sair para espairecer não é opção&#8230;<br />
Mas este parênteses da pandemia se insere numa vida maior. Perdi meu irmão caçula. Há negócios de família requerendo discussão. Há sonhos querendo nascer e trabalho precisando ser feito.<br />
E conciliar a vida dentro da vida traz também seus desafios, dores e aprendizados.<br />
Primeiro, a gratidão.  Precisava do recolhimento para processar a magnitude da saudade que sentia desde janeiro. Não há superação possível, nem cura duradoura. Mas poder deixar minha dor passear com mais amplitude me devolveu ar aos pulmões.<br />
Depois o reconhecimento das bençãos que eu não andava cultivando muito bem: conversas longas com amigos.  Ler um livro. Cozinhar. Jogar cartas e conversar com a família.<br />
Tudo que poderia ser feito antes da pandemia. E não era.<br />
Enfim, estar on-line comigo 24 horas.  Os refúgios habituais estão relativamente suspensos: o trabalho mais limitado, as tarefas mais concentradas.   Dialogo sem parar com meus medos, minhas angústias, meu luto, minha ansiedade, minha raiva. Tomo tempo para digerir, registrar e até voltar a escrever neste empoeirado blog.<br />
Não vejo na pandemia um bálsamo. Contudo, tampouco me ressinto desta inesperada mensagem da natureza sobre nossa vulnerabilidade e insignificância.<br />
Entre atônita e resignada, busco ficar no presente e compreender o tamanho desta transformação dentro e fora.<br />
O que verdadeiramente dói é o descaso de uma parte da população. A falta de entendimento de muitos sobre o preço de não enfrentarmos o isolamento social. Especialmente nós, que podemos nos dar este verdadeiro luxo de não sermos obrigados a nos expor.<br />
Nós que não somos funcionários da farmácia e de mercado. Que não estamos na linha de frente dos hospitais. Que não somos a infraestrutura que mantém a cidade limpa, com entregas em dia e comida na mesa.<br />
Nós, que temos o privilégio de uma casa, uma renda e a opção de não estar lá fora.<br />
Nós precisamos fazer nossa parte, que é a mais fácil. Mais fácil porque a solidão e o tédio são baratos versus a doença e a morte.<br />
E nem sempre será a nossa doença e nossa morte. Será quase sempre a do outro: mais idos@, mais frágil ou simplesmente, mais azarado do que nós.<br />
Hoje somos pássaros engaiolados. Ansiosos e irritados.<br />
Mas estamos vivos e quando este tempo passar, poderemos novamente voar.<br />
Não podemos roubar dos outros esta possibilidade. É um fardo muito pesado, disseminar o vírus invisível por aí.<br />
Sim, eu chorei outro dia ao dirigir de janelas fechadas por uma orla belíssima do Rio de Janeiro. A saudade de um banho de mar e um vento fresco doeram fundo.<br />
Anseio por ir e vir, tomar o metrô, conversar com o moço do Uber até.<br />
Esta é uma liberdade importante, sem dúvida.<br />
Mas a maior liberdade é a saúde.<br />
Sem ela, não há dinheiro, poder, sonho ou boa intenção que sustente.<br />
E quanto mais tempo, mais de nós ficarmos em casa, mais cedo poderemos desfrutar de nossa liberdade.<br />
Fiquemos em casa, portanto.<br />
Fiquemos por nós e pelo outros.<br />
Pelos pacientes de doenças que precisam de um leito agora indisponível. Pelas mães e pais que gostariam de se despedir de seus filhos mortos. Por médic@s e enfermeir@s que se sentem impotentes diante da falta de recursos e do excesso de doentes.<br />
Fiquemos em casa por humildade e reverência a esta Natureza maior do que nós. Este coletivo, maior do que nós.<br />
A saúde é a maior liberdade. E tod@s tem direito à liberdade.</p>
<p>#Fique em casa.</p>
<p>O post <a href="https://www.vivermaissimples.com/saude-e-a-maior-liberdade/">Saúde é a maior liberdade</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.vivermaissimples.com">Viver Mais Simples</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.vivermaissimples.com/saude-e-a-maior-liberdade/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>De frente para o espelho</title>
		<link>https://www.vivermaissimples.com/de-frente-para-o-espelho/</link>
					<comments>https://www.vivermaissimples.com/de-frente-para-o-espelho/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 12 Apr 2020 16:08:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[futuro]]></category>
		<category><![CDATA[gratidão]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.vivermaissimples.com/?p=7045</guid>

					<description><![CDATA[<p>É um domingo de Páscoa. Boa parte de nós em casa, deixando tempo para sermos reflexivos e inundarmos redes sociais com mensagens. Eu decido fazer o exercício de contemplação de mim mesma, proposto na Formação em Dinâmica de Grupos que estou fazendo. Uma carta pessoal, apreciando o que gosto e desgosto em mim, depois de [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://www.vivermaissimples.com/de-frente-para-o-espelho/">De frente para o espelho</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.vivermaissimples.com">Viver Mais Simples</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>É um domingo de Páscoa.<br />
Boa parte de nós em casa, deixando tempo para sermos reflexivos e inundarmos redes sociais com mensagens.<br />
Eu decido fazer o exercício de contemplação de mim mesma, proposto na Formação em Dinâmica de Grupos que estou fazendo.<br />
Uma carta pessoal, apreciando o que gosto e desgosto em mim, depois de ter me olhado no espelho.<br />
E tem coisas recentes de que tenho gostado bastante. Tanto que decido compartilhar aqui:<br />
Um apetite em ficar sozinha, novidade boa.<br />
A habilidade de deixar pratos caírem, a disponibilidade em me retirar de tarefas e outras coisas que me doem ou me cansam.<br />
Uma maior aceitação da vida como ela é, sem tentar edulcorá-la ou reformá-la.<br />
Humildade, temperança, aceitação do que é diferente de mim.<br />
No balanço final, gosto das coisas que me constituem feiticeira, desbravadora e amorosa. E desgosto do que me faz autoritária, onipotente, demasiadamente intensa e esquecida de mim.<br />
Tem sido mais difícil ser otimista, mas tem sido mais fácil fluir com o rio da vida e tudo que ele traz.<br />
A alma tem andado cansada com o peso de tantas lágrimas de saudade e uma espera sem data final.<br />
Mas no fundo desta caixa de Pandora, a esperança tremeluze asas.<br />
Asas.</p>
<p>O post <a href="https://www.vivermaissimples.com/de-frente-para-o-espelho/">De frente para o espelho</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.vivermaissimples.com">Viver Mais Simples</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.vivermaissimples.com/de-frente-para-o-espelho/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>4</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Sobretudo hoje</title>
		<link>https://www.vivermaissimples.com/sobretudo-hoje/</link>
					<comments>https://www.vivermaissimples.com/sobretudo-hoje/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Apr 2020 13:22:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[amizade]]></category>
		<category><![CDATA[gratidão]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.vivermaissimples.com/?p=7037</guid>

					<description><![CDATA[<p>É seu aniversário. Você sempre presente desde sempre. Pensei que hoje então é melhor falar dos vivos, que os mortos podem esperar. Lembrei que você foi o último a me receber em casa, luxo hoje impensável no horizonte próximo. E como rimos, conversamos. Como é bom estar com alguém que não te mede por seus [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://www.vivermaissimples.com/sobretudo-hoje/">Sobretudo hoje</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.vivermaissimples.com">Viver Mais Simples</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>É seu aniversário. Você sempre presente desde sempre. Pensei que hoje então é melhor falar dos vivos, que os mortos podem esperar.<br />
Lembrei que você foi o último a me receber em casa, luxo hoje impensável no horizonte próximo.<br />
E como rimos, conversamos.<br />
Como é bom estar com alguém que não te mede por seus defeitos ou fraquezas. Como é bom estar com alguém que não hesita em futucar as feridas precisando de remelexo, mas o faz com amor e acolhimento.<br />
Testemunho seu florescer em ternura e temperança.  Mas é bom encontrar a pimenta misturada no açúcar.<br />
Sinto-me viva ao seu lado e sentir-me viva é hoje um luxo raro.  Isto é o que amo mais em ti.  O nosso amor à primeira vista ter perdurado apesar da distância, das reviravoltas, casamentos, separações, mortes e decepções.  Talvez por causa de tudo isto.<br />
Assombro-me com a intimidade que começamos uma conversa, mesmo após meses, dias sem nos ver.<br />
A coincidência dos dois na mesma turma de um curso no estado onde nenhum de nós mora.<br />
É como se nosso destino fosse caminhar lado a lado. Saber que há este tipo de força inexorável no mundo me faz confiar de que tudo vai pelo caminho que tem de ser. Pois não há outro caminho. Somos prova de que planos e metas são uma forma de nos distrair desta força maior chamada vida, que nos arrastará para onde bem entender.<br />
E portanto, se chama milagre o fato de que decidiu nos manter juntos este tempo todo.<br />
Esta amizade que parece de mil anos, sendo menos de dez. Este milagre de nos conhecermos e reconhecermos a cada encontro, sem subestimar o poder de reinvenção do outro, que é muito.<br />
Porto Seguro, cama elástica, periscópio, endoscopia.<br />
Nosso viver juntos amplia, estica, desafia, abraça e aquece o coração.<br />
Todos os tesouros do mundo cabem na envergadura de nosso abraço.<br />
Agora é tempo de longes, mas saber-te tão perto e tão dentro de mim é cura e esperança.<br />
Sobretudo hoje, sou grata pela vida, pelos sonhos, pelo amor disponível em abundância esperando ser vivido e celebrado.<br />
Sobretudo hoje, reverencio o ser humano luminoso em expansão que você é.<br />
Parabéns, Luciano.</p>
<p>O post <a href="https://www.vivermaissimples.com/sobretudo-hoje/">Sobretudo hoje</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.vivermaissimples.com">Viver Mais Simples</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.vivermaissimples.com/sobretudo-hoje/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Nada maior do que o agora</title>
		<link>https://www.vivermaissimples.com/nada-maior-do-que-o-agora/</link>
					<comments>https://www.vivermaissimples.com/nada-maior-do-que-o-agora/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Feb 2020 12:51:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[Caio]]></category>
		<category><![CDATA[gratidão]]></category>
		<category><![CDATA[luto]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.vivermaissimples.com/?p=7022</guid>

					<description><![CDATA[<p>não há não há dor saudade gratidão amor MAIOR do que o que sinto agora Reaprendo a andar, a viver, a ter esperança Cambaleando tanto quanto você há uns 30 anos Memórias revelam-se num fluxo interminável Acalmando e aguçando as pontadas em meu coração Tudo faz sentido E nada faz Vivo entre Quentes e frios [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://www.vivermaissimples.com/nada-maior-do-que-o-agora/">Nada maior do que o agora</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.vivermaissimples.com">Viver Mais Simples</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>não há<br />
não há</p>
<p>dor<br />
saudade<br />
gratidão<br />
amor<br />
			MAIOR</p>
<p>do que o que sinto agora</p>
<p>Reaprendo a andar, a viver, a ter esperança<br />
Cambaleando tanto quanto você há uns 30 anos<br />
Memórias revelam-se num fluxo interminável<br />
Acalmando e aguçando as pontadas em meu coração</p>
<p>Tudo faz sentido<br />
E nada faz</p>
<p>Vivo entre<br />
Quentes e frios<br />
Secos e molhados<br />
Duros e Macios</p>
<p>Sua partida me abriu mil portais para dentro e para fora<br />
Por vezes me perco neste caleidoscópio<br />
de sentimentos e aprendizados<br />
Seu sorriso me traz de volta<br />
Sempre<br />
Bússola eterna estampada em meu coração</p>
<p>O post <a href="https://www.vivermaissimples.com/nada-maior-do-que-o-agora/">Nada maior do que o agora</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.vivermaissimples.com">Viver Mais Simples</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.vivermaissimples.com/nada-maior-do-que-o-agora/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>1</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Pela fresta da janela</title>
		<link>https://www.vivermaissimples.com/pela-fresta-da-janela/</link>
					<comments>https://www.vivermaissimples.com/pela-fresta-da-janela/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 12 Oct 2019 15:02:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[mudança]]></category>
		<category><![CDATA[gratidão]]></category>
		<category><![CDATA[transformação]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.vivermaissimples.com/?p=7001</guid>

					<description><![CDATA[<p>Pela fresta da janela, palavras aguardavam pacientemente para emergir. Entre tanta mudança, um dia haveria pausa. Os dias viram meses que viram anos, e elas ali, pulsando serenas. Um dia&#8230; Sabiam. Hoje acordei na casa nova, depois de uma semana-avalanche com obra, trabalho, filhos, limpeza, mudança. Tudo misturado. O céu está azul, quase tudo está [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://www.vivermaissimples.com/pela-fresta-da-janela/">Pela fresta da janela</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.vivermaissimples.com">Viver Mais Simples</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Pela fresta da janela, palavras aguardavam pacientemente para emergir. Entre tanta mudança, um dia haveria pausa.</p>
<p>Os dias viram meses que viram anos, e elas ali, pulsando serenas. Um dia&#8230; Sabiam.</p>
<p>Hoje acordei na casa nova, depois de uma semana-avalanche com obra, trabalho, filhos, limpeza, mudança. Tudo misturado.</p>
<p>O céu está azul, quase tudo está no lugar. Mas só agora o coração se aquieta. O (novo) marido conserta coisas ao som dos anos 80. E eu escrevo.</p>
<p>Escrevo para agradecer, escrevo para desabafar, escrevo para dizer que não esqueci as pessoas no meu silêncio.</p>
<p>Os tempos têm sido de gestação e digestão profundas. Transformações não são novidade para mim, mas desde 2016, a pele se renova com mais cuidado e mais introspecção. A separação de meu primeiro marido, <em><a href="http://www.vivermaissimples.com/faz-um-ano/">a morte de meu pai</a></em>, os desafios na construção de um novo amor e <em><a href="http://www.vivermaissimples.com/2018-o-ano-de-atravessar/">descobrir que meu irmão está gravemente doente</a></em> trouxeram uma inédita sobriedade ao <em><a href="http://www.vivermaissimples.com/o-que-e-o-viver-mais-simples/">Viver Mais Simples</a></em>.</p>
<p>Os dias viram meses que viram anos.</p>
<p>Cada vez mais, sinto necessidade de fazer o que é importante e deixar marcas do bem no mundo e nas pessoas.</p>
<p>Cada vez mais, preciso confiar em ser eu mesma, enfrentando as vozes dentro e fora que me exigem &#8220;normalidade&#8221;.</p>
<p>Cada vez mais, o tempo voa e com ele leva pessoas, oportunidades, janelas.</p>
<p>Por isso viver o hoje tornou-se missão.</p>
<p>A quem me pergunta &#8211; &#8220;Como está sua vida?&#8221;- respondo:</p>
<p>Sou grata pelo que acontece, doce ou amargo. Tenho muito a celebrar e muito a me curvar.  Gratidão e humildade, são os nomes que invoco.</p>
<p>Pela fresta da janela, um vento brando balança as palavras. Elas são minhas companheiras nesta constante metamorfose chamada Vida.</p>
<p>Os dias viram meses que viram anos.</p>
<p>Contemplo, agradeço e sigo em frente. As palavras sorriem da fresta da janela.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O post <a href="https://www.vivermaissimples.com/pela-fresta-da-janela/">Pela fresta da janela</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.vivermaissimples.com">Viver Mais Simples</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.vivermaissimples.com/pela-fresta-da-janela/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
