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	<title>Arquivos viver mais simples - Viver Mais Simples</title>
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	<description>Viver Mais Simples</description>
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		<title>A arte de parir a si mesma</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Mar 2021 13:14:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[coragem]]></category>
		<category><![CDATA[desenvolvimento pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[feminino]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres que correm com os lobos]]></category>
		<category><![CDATA[viver mais simples]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Hoje é o Dia Internacional da Mulher. Eu, que passo desatenta pela maior parte das datas &#8220;oficiais&#8221;, hoje não. Nesta segunda-feira, a  responsabilidade e a força de ser mulher estão inflamadas no meu corpo. Ao invés de pus, expurgo palavras. Gestar. Minha primeira revelação foi saber gestar palavras. Depois meus dois filhos. Depois peixes. A [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje é o Dia Internacional da Mulher. Eu, que passo desatenta pela maior parte das datas &#8220;oficiais&#8221;, hoje não.</p>
<p>Nesta segunda-feira, a  responsabilidade e a força de ser mulher estão inflamadas no meu corpo. Ao invés de pus, expurgo palavras.</p>
<p><strong>Gestar</strong>.</p>
<p>Minha primeira revelação foi saber gestar palavras. Depois meus dois filhos. Depois <em><strong><a href="http://www.vivermaissimples.com/a-menina-e-os-peixes/">peixes</a></strong></em>.</p>
<p>A lição aprendida é que gosto do gestar. O cultivo, a nutrição necessária.  A espera acalma meu ritmo inquieto. O movimento dentro torna-se suficiente.</p>
<p>Eu fui uma <em><strong><a href="http://www.vivermaissimples.com/uma-crianca-estranha/">menina estranha. </a></strong></em>Conversava com as ondas do mar.  Gostava de ficar a sós com minha imaginação.</p>
<p>A vida me despertou a extroversão, mas gestar traz de volta<strong><em><a href="http://www.vivermaissimples.com/introvertida-em-treinamento/"> esta Leticia mais quieta, mas consigo. </a></em></strong></p>
<p><strong>Parir</strong>:</p>
<p>Sempre fiz da minha criatividade, alavanca. Alavanca para tentar o novo. Alavanca para desafiar padrões.<em><strong><a href="http://www.vivermaissimples.com/para-a-arquibancada/"> Alavanca para sustentar minha diferença versus as expectativas do outro (e da outra).</a></strong></em></p>
<p>Por isso gerar e parir e criar são todos verbos na minha oração.</p>
<p>Tenho a coragem suficiente de suportar as dores de parir. Desde crianças até novos capítulos de minha vida.</p>
<p>Sustentar escolhas pouco ortodoxas. Ir contra a corrente.</p>
<p>Apenas outro dia, uma amiga da adolescência me contou que meu pai sempre elogiava minha autonomia. &#8220;Nunca dependeu de homem nenhum&#8221; nas ocasiões em que se esbarravam na esquina do bairro onde eram vizinhos.</p>
<p>Acho curioso e oportuno meu pai, que sempre enfrentei com minha ousadia e irreverência, me mandar esta recado póstumo.</p>
<p>Nunca minha coragem foi tão testada. Porque mulher, para enfrentar o mundo, tem que se fazer duas vezes maior.</p>
<p>Machucam-me o peso de fazer-me maior por fora, do jeito homem de ser maior. Falar mais alto. Mais forte. Por cima da outra fala.</p>
<p>Aprendo a fazer-me maior por dentro. No silêncio e sabedoria de sacerdotisa.</p>
<p><strong>Florescer</strong></p>
<p>Um desafio de ser mulher é sustentar a sutileza do feminino sem se tornar vítima de predadores.</p>
<p>Cultivar o sensível de olhos abertos.<strong><em><a href="http://www.vivermaissimples.com/metamorfonelope/"> Penélope </a></em></strong>1 x 0 <strong><em><a href="http://www.vivermaissimples.com/barba-azul/">Barba Azul</a></em></strong>.</p>
<p>Sucessivos mergulhos para dentro me revelaram pérolas-talismãs.   A rede de apoio de outras mulheres. A parceria com homens sábios.  O saber alternar o corpo muscular com o corpo que fala baixo e ganha tempo, como Sherazade.</p>
<p>Florescer, para além de compreender o alimento que nutre a alma, é fazer-me mais íntima da humildade, do perdão.</p>
<p>Difícil, quando crepitam fogos da raiva e me afogam águas do ressentimento. Persisto.</p>
<p>Tento ser gentil comigo e com o interlocutor, mesmo que por vezes adversário.</p>
<p><strong>Frutificar</strong></p>
<p>Da flor virá o fruto.</p>
<p>O filho que torna-se um homem bom. A filha que torna-se uma artista inteira.</p>
<p>O amor maduro que é pavimento para novos sonhos.</p>
<p>A jornada de semear humanidade nos corações e escritórios.</p>
<p>As palavras que derramo aqui e acolá, na esperança de um mundo de olhos, asas e corações abertos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ser mulher. Dor, delícia, mas jamais tédio. Renovar-se fênix de dentro do próprio ventre.</p>
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		<title>Dez Anos de Empreender</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2020 23:09:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[Caio]]></category>
		<category><![CDATA[empreender]]></category>
		<category><![CDATA[gratidão]]></category>
		<category><![CDATA[kanban]]></category>
		<category><![CDATA[organização de ideias]]></category>
		<category><![CDATA[viver mais simples]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Há dez anos eu abria minha própria empresa.  Muita coisa aconteceu na minha vida e na minha carreira desde então. Esta é uma jornada de apreciação desta grande aventura que caminha paralela ao Viver Mais Simples. A jornada de construir o meu trabalho autoral, com coragem e a colaboração de muita gente boa. Este é [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<hr />
<p><a href="http://www.vivermaissimples.com/nasceu-a-nutshell/"><em><strong>Há dez anos eu abria mi</strong></em><em><strong>nha própria empresa</strong></em>.</a>  Muita coisa aconteceu na minha vida e na minha carreira desde então. Esta é uma jornada de apreciação desta grande aventura que caminha paralela ao <em><strong>Viver Mais Simples</strong></em>. A jornada de construir o meu trabalho autoral, com coragem e a colaboração de muita gente boa. Este é um texto sobre gratidão, ousadia, alegria e avançar com medo e tudo. Sobre inovar, errar, refazer e prosseguir.  Tudo misturado.</p>
<p><strong>Os primeiros anos. Os primeiros erros&#8230;</strong></p>
<p>A Nutshell Estratégia Consultoria nasceu no dia 26 de maio de 2010, por conta de um projeto que nunca veio a acontecer. Antecipando a necessidade de uma nota fiscal, abri meu CNPJ com o Lucrécio ( meu então marido), como sócio.  Uma conhecida dos tempos de pesquisa havia me pedido uma proposta e nunca me respondeu, tamanha a falta de noção do escopo e valores propostos por mim&#8230;</p>
<p>Este não foi o único erro do começo: meu primeiro projeto acabou sendo uma uma permuta com a Carpa Design da querida amiga Tati Menegatti.  Eles fizeram a minha primeira marca: uma árvore representando o meu propósito da época &#8220;ajudar os outros a frutificar, sendo felizes&#8221;.   Ainda me achando executiva, encomendei 300 pen drives em madeira e 100 relógios com post its, pensando em promover minha marca. Eu não tinha nenhum outro cliente, nem site, nem muita clareza do que faria a seguir.  As onze caixas e um saldo negativo desnecessário foram minha primeira lição como empreendedora.</p>
<p>Com o tempo, distribuí os pen drives e relógios. E atingi o esperado &#8220;<em>breakeven</em>&#8221; da Nutshell. Ou seja, finalmente começou a entrar mais do que sair. Mas foram alguns meses que poderiam ter sido evitados, caso eu soubesse um pouco mais sobre empreender e eventualmente aprendesse a <strong><em><a href="http://www.vivermaissimples.com/para-nao-esquecer/">começar menor para ir aumentando no ritmo dos sucessos</a></em></strong>. Com muitas recaídas, claro, que sempre fui de me empolgar&#8230;</p>
<p><strong>As primeiras parcerias</strong></p>
<p>Os primeiros anos foram de muito aprendizado por tentativa e erro:  alguns poucos clientes de <a href="http://www.vivermaissimples.com/o-que-e-organizacao-de-ideias/"><b><i>Organização de Ideias</i></b></a> e os primeiros workshops em parceria.   Eu estava um pouco mais informada, após ter feito um curso de Empreendedorismo no nascente Rio Criativo. Lá reencontrei Guilherme Velho, que viria a ser fundamental na minha trajetória. E as amigas Samara e Thaís Teixeira, com quem teria <strong><em><a href="http://www.vivermaissimples.com/sentir-se-dentro-da-pele/">muitas outras aventuras</a></em></strong>.  Em maio de 2011,<em><strong><a href="http://www.vivermaissimples.com/sonhando-junto/"> fundava o Odisseia</a></strong></em> com a comadre e amiga Érica Cavour. Uma terapeuta e uma organizadora de ideias a serviço da satisfação pessoal e profissional. Estreamos com uma palestra histórica no saudoso Bees Office, do amigo <strong><em><a href="http://www.vivermaissimples.com/um-um-muitos/">Cadú de Castro Alves</a></em></strong>, que eu tinha conhecido ao pesquisar sobre o mercado então incipiente de espaços de Coworking.  Foram 40 participantes, registrados pela então cliente Simxer. Tivemos a presença de minha mãe Patricia e do pai de Érica, o saudoso tio Márcio. Várias das pessoas ali fariam história como amigos e clientes (o que muitas vezes acontece comigo). Após a palestra, formamos a primeira turma Odisseia (faríamos muita outras até o fim do projeto, em 2018).  No final de 2011, nasce o Onionvation com <em><strong><a href="http://www.vivermaissimples.com/escolha-a-sua-crise/">Gian Taralli</a></strong></em>, colega dos tempos de Johnson &amp; Johnson: aqui a proposta era &#8220;descascar a cebola&#8221;, ou seja, retirar camadas de conformismo e máscaras que interrompiam o fluxo de criatividade. O Onionvation foi o primeiro de muitos projetos junto com Gian, numa dobradinha que sempre combinou autoconhecimento e gestão de mudança.</p>
<p>No final de 2012, foi a vez de me juntar a <strong><em><a href="http://www.vivermaissimples.com/com-acucar-com-afeto/">Beth Veiga</a></em></strong>, colega dos tempos de Souza Cruz, para fazer um plano de negócio de um espaço de eventos multiuso. O projeto era ambicioso demais e uma consultoria com o Daniel Pereira revelou a fragilidade e risco que corríamos. Com base em conceitos de <strong><em><a href="https://www.amazon.com.br/startup-enxuta-Eric-Ries-ebook/dp/B07Z46K4KQ/ref=asc_df_B07Z46K4KQ/?tag=googleshopp00-20&amp;linkCode=df0&amp;hvadid=379749483976&amp;hvpos=&amp;hvnetw=g&amp;hvrand=17705673711611540472&amp;hvpone=&amp;hvptwo=&amp;hvqmt=&amp;hvdev=c&amp;hvdvcmdl=&amp;hvlocint=&amp;hvlocphy=1001655&amp;hvtargid=pla-848473797984&amp;psc=1">Start Up</a> Enxuta</em></strong> e de <strong><em><a href="https://www.sebraepr.com.br/como-estruturar-seu-modelo-de-negocio/">Business Canvas</a></em></strong>, Beth e eu radicalizamos: decidimos lançar um negócio com custo mínimo, quase que totalmente variável. Assim nasceu o Comida para Viagem, delivery artesanal com muito charme e sabor. Chegamos a expandir para eventos até eu decidir focar na Organização de Ideias e Workshops. Beth fez muitos coffee breaks deliciosos para eventos do Odisseia, anos depois.  Outras parcerias importantes foram nas Oficinas e Cafés Viver Mais Simples com parceiros ilustres como <a href="http://www.vivermaissimples.com/nos-e-o-outro/"><em><strong>Lucrécia Corbella</strong></em></a>, <a href="http://www.vivermaissimples.com/olhar-diferente/"><em><strong>Simxer</strong></em></a>, <a href="http://www.vivermaissimples.com/viver-mais-simples-ao-vivo/"><em><strong>Álvaro Esteves</strong></em></a>, Samara Martins, Ana Vine&#8230;. Nos workshops  Play &amp; Plug com a amiga dos tempos de trainee Marcia Penna.  Nas Rodas de Conversa com Maurício Luz e Carol Wosiack. E mais recentemente, numa parceria com Adriana Pires e Clarissa Biolchini.<span id="more-7092"></span></p>
<p><strong>Um endereço próprio</strong></p>
<p>Em 2014, eu estava atendendo empreendedores do <strong><em><a href="http://riocriativo.com/incubadora/">Rio Criativo</a></em></strong>. De aluna havia me tornado consultora de startups. Ás vezes, eu atendia em cafés ou espaços públicos. Até o dia em que fiz uma pergunta mais funda e uma das minhas clientes começou a chorar muito em pleno café do Museu da República. Um vizinho ao lado tentou ajudar e o constrangimento foi geral. Ali decidi que precisava de um espaço para oferecer mais privacidade a meus clientes.</p>
<p>Indicada por minha tia Gigi, esbarrei na Millerbaum, de Roberta Miller. E subloquei um charmoso escritório na 13 de Maio. Até que a proprietária ameaçou um aumento e eu pedi um apoio ao meu pai. Ele me surpreendeu, patrocinando a sala comercial que é o endereço oficial da empresa hoje. Este gesto  foi muito especial para mim. Afinal eu sabia o quanto custava para o engenheiro da Petrobrás apostar num sonho tão diferente do seu. Uma prova de confiança que me nutre até hoje, anos depois de sua morte.</p>
<p><strong>Mudança de sócio</strong></p>
<p>Em 2014, eu já havia começado uma nova aventura com meu irmão Caio Carneiro. A Argo surgiu do encontro de nossa paixão comum por empreendedorismo, estratégia e identidade. Ele, designer. Eu, coach, agora mais experiente depois de fazer 18 meses de formação no EcoSocial. A nova sociedade frutificou em dois anos de trabalho com o SEBRAETEC e pessoas físicas. Fizemos posicionamentos pessoais e identidade visual para negócios diversos, da cachaça Sete Engenhos á construção civil.  Foi uma época de muita efervescência e muitas notas fiscais emitidas. Eu e Caio nos encontrávamos toda semana e foi uma forma muito feliz de celebrar nosso amor de irmãos. A Argo durou até que os trabalhos do SEBRAETEC escasseassem e mais uma vez eu ouvisse o meu chamado principal, que era Desenvolvimento Humano. A Argo foi então encerrada, mas a parceria com Caio seguiu de outras formas e ele continuou como meu sócio por alguns anos ainda.</p>
<p><strong>A volta ao mundo corporativo</strong></p>
<p>Desde o Rio Criativo, eu vinha ensaiando um retorno ao mundo das grandes organizações. Nesta época, o Odisseia estava bem fortalecido e tínhamos vários clientes executivos, em busca de clareza sobre sua trajetória profissional e próximos passos. Michel Gomberg tinha sido cliente de Érica e decidiu fazer o Workshop Odisseia. Seguimos juntos com um trabalho de coaching e ele nos convidou para experimentar o modelo Odisseia na Coca-Cola, em 2013. Foi o início de uma parceria muito rica que rendeu cerca de vinte workshops. Foi um trabalho na Coca-Cola que também selou o final do Odisseia, no fim de 2018. Mas a colaboração com Michel não parou. No Congresso Mundial de Psicologia Positiva em Melbourne, apresentamos um poster inspirado num workshop sobre Gratidão que havíamos feito anos antes. No início deste ano, eu e Michel estreamos uma parceria na mesma Coca-Cola, só que em Bogotá. Há anos Michel deixou a vida de executivo, fez seu mestrado em Psicologia Positiva na Austrália e é um coach e consultor de muito talento.</p>
<p>Já fiz muitos workshops corporativos desde então, e, além de Organização e (Re)Orientação de Carreira, hoje trabalho fortemente com as famosas <em><strong><a href="https://joshbersin.com/2019/10/lets-stop-talking-about-soft-skills-theyre-power-skills/">Power Skills</a></strong></em>, as competências atitudinais e comportamentais que tornam as relações interpessoais mais ricas e o trabalho mais proveitoso.  Foram muitas outras aventuras em parcerias diversas, ora com Érica, ora com Gian, ora com Michel. E também solo, que com o tempo fui encontrando um ritmo e um jeito de lidar com a avalanche de emoções e desafios de uma grande organização, mesmo quando estou sozinha.</p>
<p><strong>O Voe&#8230;</strong></p>
<p>Eu já tinha experimentado projetos mais pessoais na curta e intensa experiência do <em><strong><a href="http://www.vivermaissimples.com/plantamos-a-semente/">Coletivo Baobá</a></strong></em>, uma ação social que fiz durante quatro meses junto á Comunidade do Vidigal. O <strong><em><a href="http://www.vivermaissimples.com/afinal-o-que-e-o-voe/">Voe </a></em></strong>foi um novo movimento neste sentido. O sonho de fazer um coletivo voltado para o florescer da autenticidade. Aqui, meu propósito era &#8220;Despertar com palavras o florescer do outro&#8221;, já refinado após os meses de estudo do coaching antroposófico.  O Voe foi um experimento ousado. Começou com miniworkshops em vários lugares e desaguou num evento de um dia, um verdadeiro festival. Com 20 impulsionadores, a maioria vindo do Rio em caravana para se hospedar numa casa alugada, o Voe foi o meu projeto mais transformador. Na época, não dei conta da intensidade envolvida e do modelo não sustentável. Ainda fiz um experimento na Laje, com o Inove-se, mas finalmente pus o Voe em modo &#8220;soneca&#8221;&#8230;</p>
<p><strong>Educação: uma nova experiência</strong></p>
<p>Eu já atuava como facilitadora há tempos pelo Odisseia, Onionvation e outros experimentos quando, um pouco antes do Voe, conheci Patricia Cotton. Ela tornou-se minha cliente, impulsionadora Voe e amiga. Um dia me indicou para aplicar uma de suas aulas na Affero Lab, negócio especialista em Educação Corporativa. De lá para cá, a parceria com a Affero se consolidou e me trouxe novos saberes sobre Andragogia e Facilitação, além de um gosto renovado por estudos.  A Affero também foi responsável por um convite que mudou minha trajetória&#8230; Eles me propuseram montar um programa sobre Inclusão e Diversidade, ancorados na minha experiência pessoal de estudante de Comunicação Não Violenta com o mestre <em><strong><a href="https://comunicacaoreparativa.com.br/sergio-harari/">Sergio Harari </a></strong></em>e na experiência pessoal de ser esposa de um homem negro. O convite abriu uma janela inesperada e despertou uma verdadeira paixão. Assim se delineavam com mais clareza os atuais quatro pilares de meu trabalho:</p>
<h4>Organização de Ideias +  (Re)Orientação Profissional +  Inteligência Emocional  + Inclusão e Diversidade</h4>
<p>Em 2018, fui convidada pelo Gustavo Caldas Britto para montar o Escafandro, um curso sobre Resiliência e Inteligência Emocional para a <em><strong><a href="https://www.linkedin.com/company/escoladerebeldia">Escola de Rebeldia</a></strong></em>, da Reserva.  Aqui se consolidou minha paixão por trabalhar temas como Vulnerabilidade, Coragem, Empatia e tantos outras habilidades necessárias para humanizar as relações.</p>
<p><strong>Revoluções por minuto</strong></p>
<p>A trajetória do meu empreender não teve nada de linear ou de previsível.  No começo, eu navegava mais tranquila com a reserva dos tempos de empresa. Mais logo comecei a alternar ondas de insegurança com euforia. A decisão de não ter carteira assinada levou tempo para se assentar em mim. Ainda hoje bate um medo, de vez em quando. Mas nada se comparou a conciliar meu trabalho sempre em movimento com uma série de perdas pessoais. Em 2016, eu finalizava a Argo e também meu casamento de mais de vinte anos com meu primeiro sócio. Ainda me recuperando das fortes emoções do Voe, vivendo o início da recessão que só se agravou, eu precisei me reinventar como CPF e CNPJ. <em><strong><a href="http://www.vivermaissimples.com/prateando/">Em 2017, meu pai morreu</a></strong></em>. Eram tempos difíceis, de pouco trabalho. Na vida pessoal, eu me reencontrava com o amor, construindo um novo relacionamento com meu atual marido, Lennom.</p>
<p>No final de 2018, as coisas começavam a caminhar, mais projetos com a Affero, outras possibilidades se desenhando. Foi quando descobri que meu irmão Caio, meu sócio e parceiro de Argo e Voe, tinha câncer.</p>
<p>Os últimos dois anos foram os mais sóbrios de minha trajetória. Um foco quase que exclusivo no mundo corporativo, uma longa viagem de autoconhecimento á Austrália, incluindo o Congresso de Psicologia Positiva e a decisão de me recasar. A retomada de estudos na <strong><em><a href="http://www.sbdg.org.br/web/">Sociedade Brasileira de Dinâmicas de Grupo (SBDG)</a></em></strong>. Muito trabalho, uma casa nova e a espera cotidiana por notícias de melhoras do Caio. Mas a melhora nunca veio e em janeiro tomei a decisão mais difícil em todos estes anos de empresa. Mudar de sócio novamente.</p>
<p><strong>Vida Morte Vida</strong></p>
<p>A piora gradativa do Caio coincidiu com o surgimento de uma nova figura jurídica: a Sociedade Unipessoal. Uma forma de eu manter meu CNPJ sem nenhum sócio.  Foi um processo difícil e necessário. Caio foi gentil, como sempre. Disse-me que eu estava simplificando a vida dele. Assinamos a dissolução da sociedade em 15 de janeiro. Nasceu Leticia Carneiro Desenvolvimento Humano. No dia 30, <em><strong><a href="http://www.vivermaissimples.com/cada-dia-ao-seu-lado/">me despedi do meu irmão</a></strong></em>.</p>
<p>O mês era março de 2020. Vinha de projetos, propostas e muitas viagens, incluindo quatro workshops lindos sobre vulnerabilidade em Bogotá, para o time da Coca-Cola liderado pelo querido Rafael Prandini.  Sinto-me ansiosa, exausta e triste. O trabalho é um corrimão para a dor indizível de perder meu irmão caçula.</p>
<p>E então, paramos. O Covid-19 subitamente cancelou projetos, interrompeu o trabalho no escritório da Cinelândia. <strong><em><a href="http://www.vivermaissimples.com/sobre-o-que-me-faz-feliz-e-tambem-saudade/">Parei de viajar e respirei.</a></em></strong></p>
<p>Dois meses depois, mudei oficialmente meu escritório para o quarto de empregada. Daqui trabalho em poucos e potentes projetos de forte cunho social. Quatorze planos de vida para pessoas atingidas pelo desastre em Mariana. Mediação e costura na construção de uma política de Enfrentamento ao Assédio e Discriminação para uma Fundação.  Dois workshops para humanizar o processo de demissão de 20% do quadro de uma grande agência de publicidade. Clientes em busca de um caminho profissional em tempos incertos.</p>
<p>Trabalho menos, sem sair de casa, usando novos recursos. A formação da SBDG segue em suspenso, após alguns encontros on-line. Para minha surpresa, tenho o melhor fluxo de caixa dos últimos anos (e as menores despesas também). Claro que nem tudo são rosas. O desafio de uma nova rotina afeta o sono e a sanidade. Ás vezes, preciso desmarcar sessões para poder me cuidar. Mas o tempo em casa me ajudou a cuidar das feridas da saudade. Abriu meus olhos para o quão longe eu estava do Viver Mais Simples.  Despertou um desejo de estudar, aprender, reinventar-me.</p>
<p>Olhando no retrovisor, contemplo com gratidão e orgulho cada etapa desta jornada, que compartilho com vocês aqui. Do primeiro sócio Lucrécio, ao último, Caio. Meu pai e Marília, patrocinadores da sala comercial hoje fechada. Lennom, companheiro de pandemia que me ajuda a empreender do quarto dos fundos. Érica, companheira do Odisseia, projeto formador de mim mesma. Gian, Cadú, Samara, Lucrécia, Guilherme Velho, Daniel, Simxer, Guilherme Azevedo, Marcia, Beth.  Clarissa, que fez o primeiro caderno Odisseia. Álvaro, Daniela, Ana, Patty, Maurício, Pamela, Ana, Lívian, Fernando, Júlio, Paula, Juliana, Diego, Raquel e Bettina. Clarissa e Julia. Cada parceiro na Affero (especialmente Adriana, Aline, Eugênio e, agora, Patricia). Michel e tod@s na Coca. Luciana, Carol, Gustavo, Gui, Fernando e tod@s da Reserva.  Adriana Pires. Sérgio Harari. Marcão e Versteeg. Toda a turma do Instituto Criare e da Renova. Tod@s clientes de Organização de Ideias, de Odisseia, de Onionvation, de eventos no Impact Hub, Baukurs, Anitcha, Laje.   Tod@s voadores e voadoras.  Luciano, Meiri e tod@s  do EcoSocial. E agora, a turma da SBDG.</p>
<p>Sei que vou esquecer alguém, desde já me perdoe. São dez anos de amizade, parceria, amor, travessia e travessuras. Muito amor envolvido.</p>
<p><strong>O que vem por aí&#8230;</strong></p>
<p>São tempos de gestação. Leticia Carneiro Desenvolvimento Humano tem missões muito claras: Ajudar pessoas a alcançarem sua potência (Torna-te quem tu és).  Contribuir para processo de humanização das organizações.</p>
<p>Após dez anos de experimentação e aguçar meu foco, estes são meus sonhos de bom tamanho:</p>
<ul>
<li>Seguir humanizando relações por meio de parcerias com a Affero e o mundo corporativo.</li>
<li>Aprofundar meus conhecimentos e prática por meio da Formação na SBDG e estudos sobre Facilitação On-Line com a <em><strong><a href="https://www.aprendix.global/pt/">Aprendix Global</a></strong></em>.</li>
<li>Seguir com projetos de (re)orientação de carreira, organização de ideias, inteligência emocional e Inclusão e Diversidade.</li>
<li>E quando pudermos sair de casa: fazer o mestrado em Psicologia Positiva da Penn University.</li>
</ul>
<p>As duas maiores novidades são os dois projetos que estou gestando no momento: o renascer do Voe, no formato on-line, em parceria com Álvaro Esteves. E colaborar com o projeto Todas Group de fortalecimento de profissionais mulheres. Em breve, notícias sobre estes dois caminhos.</p>
<p>Daqui do fundo de casa, para o mundo. Com calma, passo a passo, de máscara (por enquanto).</p>
<p>Dez anos se passaram. Que venham mais dez.</p>
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		<title>Cada um no seu ritmo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 May 2020 15:49:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[coronavirus]]></category>
		<category><![CDATA[covid-19]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma nova semana em quarentena. Uma de muitas que virão, aparentemente. O coração está pesado com as notícias e desgovernos. Com a impotência de ver pobres e idosos e profissionais da saúde na linha de frente desta guerra. Triste de ver o desconsolo no olhar dos filhos. E do marido. O preço são noites insones [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma nova semana em quarentena. Uma de muitas que virão, aparentemente.</p>
<p>O coração está pesado com as notícias e desgovernos. Com a impotência de ver pobres e idosos e profissionais da saúde na linha de frente desta guerra. Triste de ver o desconsolo no olhar dos filhos. E do marido.</p>
<p>O preço são noites insones e muita dor de cabeça.</p>
<p>Mas foi bom reencontrar o meu ritmo.</p>
<p>A pandemia foi o tapa na cara. Na minha cara.</p>
<p>Labuta demais. Gastos demais. Automático demais.</p>
<p>Foi um freio de arrumação. Daqueles que chacoalha a coluna vertebral que chega a doer.</p>
<p>A dor de perder meu irmão era atropelada pelo trabalho sem fim, viagens sem fim, tarefas sem fim.</p>
<p>Eu não prestava atenção em relações importantes. E desperdiçava tempo em relações estéreis.</p>
<p>Eu estendia meu braço para o lado errado.</p>
<p>Os dias passavam e eu não estava atenta o suficiente aos meus filhos. E eles, não estavam passando tempo suficiente comigo.</p>
<p>Quando algo apertava com o marido, uma viagem conveniente dava um <em>reset</em> e as diferenças iam para baixo do tapete.</p>
<p>Agora, o tempo é outro.</p>
<p>Mais lento: dois meses e eu vivi intensamente cada dia. Conversas significativas, estudo, autoconhecimento, muito amor.</p>
<p>Mais rápido: as horas escoam entre estudo, trabalho, cozinha, insônia.</p>
<p>Não dou conta de tudo: há algumas amizades precisando de rega. O corpo implora por alguma atividade, mas a preguiça ainda impera.  Há planos ainda na prateleira.</p>
<p>Há ainda planos na prateleira: no (des)conforto da gosma de meu casulo, vejo as asas se formando. Novos sonhos, de melhor tamanho.</p>
<p>E sei que para muitos a situação é outra. Mas estou aprendendo a não pedir desculpas por ser eu mesma. Este texto não é uma contação de vantagens. É um registro.</p>
<p>Para eu não esquecer.</p>
<p>Não esquecer de que a vida segue lá fora, injusta e bela. Quase nada posso fazer sobre quase tudo.</p>
<p>Mas o pouco que posso, faz muito sentido. E este sentido é o farol da minha travessia.</p>
<p>Sinto muito pelas vidas ceifadas. Pelos trabalhos perdidos. Pelas pedras pontudas enfrentadas por quem não tem meus privilégios.</p>
<p>Contudo, agradeço por ter redescoberto meu próprio ritmo. Da solidão do meu escritório improvisado, me dou colo e me dou asas.</p>
<p>E tudo há de passar, mais uma vez.</p>
<p>E quando passar, voaremos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Imagem: verbete do livro Desdicionário do projeto homônimo de Daniela Belmiro.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Sobre bordas e transbordos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 May 2020 13:36:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[coronavirus]]></category>
		<category><![CDATA[daniela belmiro]]></category>
		<category><![CDATA[isolamento]]></category>
		<category><![CDATA[isolamento social]]></category>
		<category><![CDATA[pandemia]]></category>
		<category><![CDATA[transbordando por aqui]]></category>
		<category><![CDATA[verve]]></category>
		<category><![CDATA[viver mais simples]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Acordo com um dia mais livre do que o habitual. Tenho sono: as noites têm sido conturbadas. No entanto, já aprendi que tentar adormecer de novo não descansa meu corpo, então começo o dia com vontade de escrever. E o tema são bordas. Fronteiras que mantém a vida possível em tempos imprevistos e surreais. As [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Acordo com um dia mais livre do que o habitual.<br />
Tenho sono: as noites têm sido conturbadas. No entanto, já aprendi que tentar adormecer de novo não descansa meu corpo, então começo o dia com vontade de escrever.<br />
E o tema são bordas. Fronteiras que mantém a vida possível em tempos imprevistos e surreais.<br />
As rotinas são bordas que contém os mares turbulentos que me habitam. Especialmente durante o isolamento social e à luz das notícias preocupantes de todos os dias.<br />
O esforço é modular estas bordas. A permeabilidade, a rigidez, a densidade.<br />
O que deixar entrar?<br />
Conversas amigas curam. Encontros e reencontros, gestos de amor e amizade. Relatos solidários, dicas de séries, trocas de sentimentos, partilha de desafios comuns. Lembrar que somos humanos e não estamos sós.</p>
<p>Já as notícias tem sabor agridoce. Claro, é preciso conhecer o que é seguro e o que é permitido. É útil acompanhar a ciência e também questionar a ciência. Tudo são certezas provisórias e é crucial ler com espírito crítico. Informações ajudam neste sentido (o difícil é eleger as fontes).<br />
Do outro lado, os conflitos de ponto de vista, a dor e raiva causada pela desorientação (ou mau caráter) de nossos governantes, as hesitações e agendas ocultas que nos tolhem de uma direção firme rumo a sair desta crise. Recortes que alimentam a desesperança e aumentam a ansiedade.<br />
Agridoce. Ainda não consigo modular a quantidade a ser ingerida.</p>
<p>Trabalho também é borda. Mas a <strong><em><a href="http://www.vivermaissimples.com/para-compreender-capricornio/">capricorniana </a></em></strong>precisa ser vigiada. Percebo abusos no tempo de estar encerrada no escritório improvisado no quarto de empregada.<br />
Mas o que eu faço, além de ocupar os dias, me dá um senso de propósito. Poder contribuir, mesmo que um pouco, faz valer a pena e reduz o senso de impotência.</p>
<p>Amar, este é sem contra-indicação. Que os limites estão postos. Juntinhos, só com o marido e filhos. Os outros tipos de amor são por telefone ou computador. E para alguém desmedida em estender o braço, estas novas bordas são bem-vindas. Mesmo com tanta saudade de abraços.</p>
<p>Transbordo.<br />
Choro mais do que o habitual. Roo mais as unhas. Como mais chocolate.<br />
Converso mais e longamente com cada pessoa amiga. Presto mais atenção em cada filho. Tudo me emociona.<br />
Escrevo mais neste <strong><em><a href="http://www.vivermaissimples.com/sobre-o-que-me-faz-feliz-e-tambem-saudade/">blog</a></em></strong>.<br />
Respondo longamente aos pedidos dos amigos: uma opinião sobre o vídeo da<em><strong><a href="https://www.natura.com.br/consultoria/samaramar"> consultora de cosméticos</a></strong></em>. Um olhar sobre o texto da amiga terapeuta.<br />
Tenho tempo e saudades. Por isso me alongo.<br />
Transbordo novidades também.<br />
Aprendi a ouvir podcast. Inclusive este texto dialoga com o <em><strong><a href="https://podcasts.google.com/feed/aHR0cHM6Ly9hbmNob3IuZm0vcy8xMWJhNWQxOC9wb2RjYXN0L3Jzcw/episode/ZTBiNjUzOTctNzRhMC00YTc2LTlhZDgtZjlhYjJhYWU2YzQw?hl=pt-BR&amp;ved=2ahUKEwijjKGh9bDpAhU5HbkGHaWKDOsQieUEegQICRAE&amp;ep=6">podcast da amiga</a></strong></em>.<br />
Aprendi a amar áudios no WhatsApp. A voz das pessoas é um tesouro.<br />
Aprendi novas receitas: leite de amêndoas, leite de côco, bolos, moqueca de forno.<br />
E tenho fome de aprender: estudo tarô, facilitação on-line.<br />
Também crio espaço para ser <strong><em><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Clarissa_Pinkola_Est%C3%A9s">mulher selvagem</a>.</em></strong><br />
Leio mais. Costurei as peças que pediam linha e agulha. Renovei o guarda-roupa de peças íntimas (<strong><em><a href="https://www.verve.com.br/?gclid=EAIaIQobChMIl4mQg_Gw6QIVhwmRCh2qdwaWEAAYASAAEgKzavD_BwE">na loja da outra amiga</a>)</em></strong>. Pintei as unhas do pé. Faço colagens. Cozinho como as avós e as mães. Arrumo a casa de tempos em tempos.<br />
E escrevo escrevo escrevo.<br />
O corpo, estou ainda aprendendo a cuidar. Reluto com as aulas on-line de <em><strong><a href="https://www.youtube.com/watch?reload=9&amp;v=Ic7gksAf6U8">Eutonia </a></strong></em>e <em><strong><a href="https://www.youtube.com/watch?v=9q3hE0n8XPc&amp;feature=youtu.be">Pilates</a></strong></em>. Quase morri sem fôlego ao jogar uma partida de badminton com o filho, na quadra improvisada na sala. Mas vamos tentando de outros jeitos.</p>
<p>Entre bordas e transbordos, revisito o <strong><em><a href="http://www.vivermaissimples.com/oito-anos-de-viver-mais-simples/">viver mais simples</a></em></strong>; faço novos pactos comigo. Às vezes, é bom. Outras, é demasiado. Não preciso decidir.<br />
Avanço passo após passo, confiando na intuição e traçando novas rotas dentro de um oceano confinado.</p>
<p>Presto atenção no movimento dos planetas, nos médicos e no pulso de meu coração.<br />
Um dia de cada vez. Vestindo algumas máscaras e despindo outras.<br />
A vida entre bordas e transbordos segue o ritmo das marés e acolhe tsunamis.<br />
É tempo de descobrir fundos, dentro.</p>
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		<title>Uma vela na escuridão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Apr 2020 20:30:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[propósito]]></category>
		<category><![CDATA[Adriana Ferreira]]></category>
		<category><![CDATA[clarissa pinkola estes]]></category>
		<category><![CDATA[Corpo Inteiro]]></category>
		<category><![CDATA[gratidão]]></category>
		<category><![CDATA[luto]]></category>
		<category><![CDATA[missão]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres que correm com os lobos]]></category>
		<category><![CDATA[Regina Rapacci]]></category>
		<category><![CDATA[Resiliência]]></category>
		<category><![CDATA[separação]]></category>
		<category><![CDATA[viver mais simples]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Há algum tempo já me dei conta: 2020 é o início de uma nova etapa no Viver Mais Simples. Lá atrás, era sobre simplificar, viver com propósito, respirar. Foi amadurecendo e se ampliando.  Cinco anos. Oito. E agora, dez anos. Completos em dezembro passado. No começo eu escrevia sobre meu dia a dia. Em seguida, sobre o [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Há algum tempo já me dei conta: 2020 é o início de uma nova etapa no <em><strong><a href="http://www.vivermaissimples.com/oito-passos-para-viver-mais-simples/">Viver Mais Simples</a></strong></em>.</p>
<p>Lá atrás, era sobre simplificar, viver com propósito, respirar.</p>
<p>Foi amadurecendo e se ampliando.  <a href="http://www.vivermaissimples.com/cinco-anos-de-viver-mais-simples/"><em><strong>Cinco a</strong><strong>nos</strong></em></a>. <em><strong><a href="http://www.vivermaissimples.com/oito-anos-de-viver-mais-simples/">Oito</a></strong></em>.</p>
<p>E agora, dez anos. Completos em dezembro passado.</p>
<p>No começo eu escrevia sobre <a href="http://www.vivermaissimples.com/obrigada-2010/"><em><strong>meu dia a</strong></em><em><strong> dia</strong></em>.</a> Em seguida, sobre <a href="http://www.vivermaissimples.com/o-melhor-do-viver-mais-simples-2015/"><em><strong>o novo trabalho e a jornada de autoconhecimento</strong></em></a>. Mais recentemente, para digerir a <a href="http://www.vivermaissimples.com/faz-um-ano/"><strong><em>perda de meu pai</em></strong></a>, <a href="http://www.vivermaissimples.com/balanco-2016-a-colheita/"><em><strong>o fim de meu casamento</strong></em></a>, a <a href="http://www.vivermaissimples.com/cada-dia-ao-seu-lado/"><em><strong>perda de meu irmão</strong></em></a>.</p>
<p>E agora, para dar sentido a tudo isso que acontece e atordoa, mas também expande, aprofunda e amadurece.</p>
<p>Para recuperar o fôlego, fui buscar uma das primeiras práticas do Viver Mais Simples. O <a href="http://www.vivermaissimples.com/por-que-nao/"><em><strong>Por que não</strong></em>?</a></p>
<p>Assim encontrei <a href="https://www.reginarapacci.com/"><strong><em>Regina Rapacci</em></strong></a> e seu belo projeto <em><strong><a href="https://youtu.be/DlnX3BKwxyg">Janelas de Conversa</a></strong></em>. E durante algumas horas e em companhia de mulheres valentes, mergulhamos no conto Barba Azul, do livro <a href="https://www.amazon.com.br/Mulheres-que-Correm-com-Lobos/dp/8532529445"><em><strong>Mulheres que Correm com os Lobos, de Clarissa Pinkola Estés</strong></em></a>.</p>
<p>Esta história já esteve comigo outras vezes. <a href="http://www.vivermaissimples.com/barba-azul/"><em><strong>Num grupo de Estudo</strong></em></a>s, onde aprendi muito sobre as vozes de dentro e fora que tentam vencer nossa intuição. No <em><strong><a href="http://quaseoito.com.br/produto/barba-azul/">livro da Eliza Morenno, editado pela Quase Oito e ilustrado pela Lina, </a></strong></em>cuja beleza pude honrar no prefácio.</p>
<p>E agora.</p>
<p>Cada vez que lemos um conto (e certas histórias são fundamentais para mapear nossas ferramentas mais poderosas), nosso olhar e coração se acendem com algo.</p>
<p>Desta vez, com duas passagens:</p>
<p>&#8220;Estava escuro, logo acenderam um vela&#8221; e  a parte onde a protagonista aguarda &#8220;os irmãos&#8221; que venceriam Barba Azul.</p>
<p>Fiquei com estes dois recortes, de tudo (e é muito, quem conhece a história, sabe).</p>
<p>Saí do encontro cansada e emocionada. Sim, são tempos escuros. Apenas tateamos, desajeitadamente.</p>
<p>Mas a força de uma vela é muita. E a força de cada vela somada, transformadora.</p>
<p>Lembrei-me de uma de minhas clientes maravilhosas, Mônica Caram. Ela faz velas. A que ilustra este texto foi um presente dela.</p>
<p>A beleza e calma que emanam de uma vela tem a potência de mil sóis e a suavidade de um vaga-lume.</p>
<p>Meu propósito vem se renovando ao longo dos anos. No começo, &#8220;Ajudar as pessoas a frutificarem, sendo felizes&#8221;. Depois, &#8220;Despertar com palavras o florescer do outro&#8221;. Mais recentemente, <strong><em><a href="http://voe.etc.br/#oque">ajudar cada um a espraiar suas asas</a>. </em> </strong>E agora, também e ainda em lapidação &#8220;Cuidar para que o mundo tenha mais luz&#8221;. Ao compartilhar a  luz de minha própria vela.  Ao contribuir para cada um encontrar e cuidar se sua própria vela. A centelha que todos temos. Para que brilhemos e iluminemos o mundo. E cumpramo-nos como seres humanos.</p>
<p>Lá no encontro da Regina, me comovi de verdade com a potência desta luz emanada quando nos reunimos e confiamos (que é fiar juntas).</p>
<p>Mas é preciso coragem. E aí invoco &#8220;os irmãos&#8221;. Nossa persistência. Nossa disciplina. Nossa força.  Eles virão, se acreditarmos. Eles virão, se os chamarmos.</p>
<p>Vela em punho, invoquemos dentro de nós. E fora de nós. Cada irmão.</p>
<p>E nestes tempos de incerteza, perdas e sofrimento, eu te ofereço minha vela. Na esperança que este fogo possa te ajudar a acender a sua.</p>
<p>E então serão muitas.</p>
<p>E triunfaremos sobre este tempo de sombras.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Todo o amor que houver</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Feb 2019 14:46:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[gratidão]]></category>
		<category><![CDATA[viver mais simples]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Aquele com quem falo sobre cinema. Aquele com quem transformo o mundo. Aquele com quem discuto ideias. Aquele que me beija de tirar o fôlego. Aquele com quem crio filhos. Aquele com quem invento projetos. Aquele a quem ajudo. Aquele que me estende a mão. Aquele que  é meu amante. Aquele que é meu amigo. [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Aquele com quem falo sobre cinema.</p>
<p>Aquele com quem transformo o mundo.</p>
<p>Aquele com quem discuto ideias.</p>
<p>Aquele que me beija de tirar o fôlego.</p>
<p>Aquele com quem crio filhos.</p>
<p>Aquele com quem invento projetos.</p>
<p>Aquele a quem ajudo.</p>
<p>Aquele que me estende a mão.</p>
<p>Aquele que  é meu amante.</p>
<p>Aquele que é meu amigo.</p>
<p>Aquele que é parceiro do dia a dia.</p>
<p>Aquele com quem trabalho.</p>
<p>Aquele que mais escuto.</p>
<p>Aquele que me educou.</p>
<p>Não poderia ser um.</p>
<p>Pois eu não sou.</p>
<p>Ágape, Pragma, Phylios, Eros.</p>
<p>Todo o amor que houver nesta vida.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://www.livrariacultura.com.br/p/livros/autoajuda/desenvolvimento-pessoal/sobre-a-arte-de-viver-42126805">Inspirado no livro &#8220;Sobre a Arte de Viver&#8221;, de Roman Krznaric</a>. Capítulo sobre o amor!</p>
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		<title>Receita para ser feliz</title>
		<link>https://www.vivermaissimples.com/receita-para-ser-feliz/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 16 Sep 2018 14:31:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[coragem]]></category>
		<category><![CDATA[felicidade]]></category>
		<category><![CDATA[gratidão]]></category>
		<category><![CDATA[simplicicidade]]></category>
		<category><![CDATA[viver mais simples]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A busca de todo dia e, talvez, de todo mundo. Feliz, palavra extensa. Portanto inalcançável? Cada vez mais me interesso pela busca, e não pela linha de chegada. Aprendo com meu filho, quando tinha dez anos: Ser feliz era carinho, futebol, doce e videogame. Hoje aos 13, sinto que não mudou tanto. Talvez o futebol [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A busca de todo dia e, talvez, de todo mundo.</p>
<p>Feliz, palavra extensa. Portanto inalcançável?</p>
<p>Cada vez mais me interesso pela busca, e não pela linha de chegada.</p>
<p>Aprendo com meu filho, quando tinha dez anos:</p>
<p>Ser feliz era carinho, futebol, doce e videogame. Hoje aos 13, sinto que não mudou tanto. Talvez o futebol tenha virado basquete ou seja esporte em geral.</p>
<p>Eu, aos 45 anos, tenho minha própria lista:</p>
<ol>
<li>Viver a vida como uma aventura: experiências, encontros e movimento</li>
<li>Viver a vida com afeto: cuidar de meus filhos, amar e ser amada, cultivar as relações</li>
<li>Viver a vida com sabedoria: aceitar os dias nublados, receber as emoções difíceis, querer ser feliz mais do que estar certa.</li>
<li>Viver a vida em aprendizado: tentar, errar e buscar sentido no erro.  Reorientar-me depois dos tropeços. Evitar os velhos buracos.</li>
</ol>
<p>Há outras coisas que estou ainda tateando: o silêncio, a solitude, a paciência, a satisfação.</p>
<p>O saldo, consulto no peito a cada instante. Agora mesmo, há um pouco de tristeza sem nome, um quentinho na barriga de acontecimentos deliciosos e uma esperança luzindo firme e tépida em meio a ventanias.</p>
<p>Da lição de meu filho, prezo sobretudo a simplicidade. A mistura de sentimento profundo (carinho) com os prazeres mais cotidianos (o doce).</p>
<p>Ondas agridoces lambem meu coração ardido. Ardido de paixão pela vida, necessidade de coragem e amor, muito amor.</p>
<p>E a felicidade torna-se este mosaico de salgados, doces e amargos.  Mosaico caleidoscópico, aquecido pela brasa dos meus desejos e abrandado pelo molhado de minhas lágrimas.</p>
<p>Felicidade que, afinal, é a mistura de sabores. O contraste que faz o bom brilhar forte e o ruim realçar o bom.</p>
<p>Felicidade agora é esta sensação de que, se eu morresse hoje, minha vida valeu a pena e foi memorável.</p>
<p>Felicidade agora é esta sensação de querer viver mais, para continuar este cultivo de travessias e gratidão.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O post <a href="https://www.vivermaissimples.com/receita-para-ser-feliz/">Receita para ser feliz</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.vivermaissimples.com">Viver Mais Simples</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Costurando futuros</title>
		<link>https://www.vivermaissimples.com/costurandofuturos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 21 Jul 2018 15:55:47 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[coaching]]></category>
		<category><![CDATA[incerteza]]></category>
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		<category><![CDATA[o futuro do trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[o trabalho do futuro]]></category>
		<category><![CDATA[organização de ideias]]></category>
		<category><![CDATA[transformação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>2008: meu percurso era linear, incluía 15 anos como executiva, MBA, promoções, chefes, carteira de trabalho e crachá. Já tinha meus dois filhos, perdi minha última avó. Fiz um processo de coaching pela primeira vez. O emprego deixou de ser satisfatório. Finalmente, a vida executiva tornou-se pesada demais para eu prosseguir. 2009: Eu queria viver [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="graf graf--p"><strong>2008:</strong> meu percurso era linear, incluía 15 anos como executiva, MBA, promoções, chefes, carteira de trabalho e crachá.</p>
<p class="graf graf--p">Já tinha meus dois filhos, perdi minha última avó. Fiz um processo de coaching pela primeira vez. O emprego deixou de ser satisfatório. Finalmente, a vida executiva tornou-se pesada demais para eu prosseguir.</p>
<p class="graf graf--p"><strong>2009</strong>: Eu queria viver todos meus talentos. Eu queria viver mais simples. Eu tinha uma reserva financeira. Era mais ou menos tudo o que eu sabia. E foi suficiente para deixar o crachá e a carteira de trabalho para trás.</p>
<p class="graf graf--p">No começo, eu não sabia bem o que iria fazer. O caminho foi se fazendo ao caminhar. Tornei-me organizadora de ideias. Fiz formação como coach. Voltei a frequentar corporações, agora com crachá de visitante .</p>
<p class="graf graf--p"><strong>2018:</strong> dois anos e meio de crise. Um projeto mal-sucedido assustadoramente parecido com os piores tempos de mercado executivo. Um vazio deixado pela perda do pai e pela perda da mão no trabalho e na vida pessoal. O primeiro semestre foi uma roda-viva, eu no automático, sumida do convívio com os amigos. Sumida de mim.</p>
<p class="graf graf--p">Junho chegou com um gosto amargo de “oops, eu fiz de novo”. Havia me perdido, meus projetos à deriva, minha conta bancária minguando.</p>
<p>Respirei fundo. Busquei toda a <em><a href="http://www.vivermaissimples.com/ahn-coragem/">ancoragem </a></em>disponível. Prestei atenção em movimentos de resistência cultural, profissional, espiritual, afetiva.</p>
<p>Redescobri o que me emocionava, do que sou realmente capaz. Extraí lições dos fracassos, desvios e distrações dos últimos meses. Daí surgiu a <em><a href="http://www.vivermaissimples.com/tempo-de-resistir-tempo-de-renascer/">vontade, ainda difusa, de resistir e renascer</a>. </em></p>
<p><em>Cultivei dois movimentos simultâneos: </em></p>
<p>Um, de pausa.  Digerir tudo, lentamente retomar. Voltar ao trabalho e à minha casa, devagar, mas constante. Aos poucos, as coisas mais e mais no lugar, os contatos refeitos, a rotina reestabelecida.</p>
<p>O segundo, de curiosidade e abertura. Li, conversei, fiz cursos, assisti vídeos. Escutei.</p>
<p>Da soma deste dois modos, pausado e atento, vi emergir a lapidação do meu chamado: ser uma agente de fortalecimento para que pessoas e negócios possam resistir. Resistir no sentido de se sustentar, perdurar, florescer, evoluir.</p>
<p>E o contexto é o do futuro que está chegando. Futuro que se reflete nas incertezas e volatilidade do presente. Velocidade, mudanças tecnológicas, crise, desemprego, medo, ansiedade e dúvida.</p>
<p>Hoje, vejo com mais clareza como posso servir: sou uma facilitadora nesta travessia.</p>
<p>Qual o seu trabalho? Como fazê-lo ou recriá-lo? Como lidar com a angústia deste mundo em reviravolta?  Como encontrar os companheiros que irão me complementar e apoiar na jornada?</p>
<p>O futuro do trabalho é areia movediça plena de possibilidades. E o presente do trabalho anda árido, apesar de muitas iniciativas inspiradoras acontecendo por aí.</p>
<p>Estou aqui para promover bons encontros, compartilhar conteúdos e fazer perguntas facilitadoras.</p>
<p>Como posso te ajudar?</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Sobre limões</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 Jun 2018 21:45:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[Resiliência]]></category>
		<category><![CDATA[viver mais simples]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Esta Páscoa sofri um assalto a mão armada, onde levaram o carro, entre outras coisas.  Uma experiência intensa e assustadora. Não foi, nem está sendo fácil.  Mas me chamou a atenção receber comentários sobre a tranquilidade e atitude emocional com que lidei com tudo.  Foi tudo muito automático para mim e o reconhecimento foi bem-vindo. [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Esta Páscoa sofri um assalto a mão armada, onde levaram o carro, entre outras coisas.  Uma experiência intensa e assustadora.</p>
<p>Não foi, nem está sendo fácil.  Mas me chamou a atenção receber comentários sobre a tranquilidade e atitude emocional com que lidei com tudo.  Foi tudo muito automático para mim e o reconhecimento foi bem-vindo.</p>
<p>Mais recentemente, tive uma grande decepção profissional. Um projeto onde investi muito tempo e recursos teve um desfecho abrupto, com diversos prejuízos.  Mas de uma forma estranha, senti uma nova energia e estou espanando a poeira com elegância.</p>
<p>Afinal, o que fazer quando a vida nos dá limões?</p>
<p><strong>Limões podem nos despertar para o açúcar da vida. Mas isso é uma escolha</strong>:</p>
<p>Minha reação instintiva no assalto foi me proteger usando da gratidão.  Poderia ter sido muito pior. Eu e meus dois acompanhantes saímos vivos e sem ter sofrido nenhuma agressão verbal ou física dos assaltantes.  Encontramos uma pessoa disposta a nos dar carona.  Chegamos relativamente rápido em casa. Abalados, mas ilesos.</p>
<p>A prática da gratidão é algo incentivado pela Psicologia Positiva.  Percebi o caráter curativo e calmante de agradecer por algo quando as coisas não vão bem há alguns anos.  Hoje, quando não vem de forma involuntária, eu procuro por onde agradecer.  Aprendi com uma ex-cliente a <a href="http://www.vivermaissimples.com/fazer-uma-gratidao/">fazer uma gratidão </a>mesmo frente ao que é indesejado.</p>
<p><strong>Limões podem nos acordar de um sono profundo (e indesejado)</strong></p>
<p>A perda do meu pai me deixou num estado de relativa paralisia. Simplesmente me desconectei do trabalho. Como costumo dizer, é como se eu caminhasse na água, com toda a resistência que ela oferece.</p>
<p>Este trabalho dos últimos tempos foi uma chacoalhada violenta.  No entanto, é inegável que estou mais pronta para retomar um certo ritmo em produzir e criar.  Respeitando o luto ainda recente, mas com mais vigor e musculatura que antes.</p>
<p><strong>Limões são lições de humildade</strong></p>
<p>Nos dois casos relatados, tive que aceitar minha impotência. Esta prática é um antídoto para minha constante (e por vezes fatigante) inquietude.  Há vezes em que não há nada a se fazer.  Esta dura certeza de certa forma me convida a me acalmar em outras situações, bem menos extremas.  E fluir com o desenrolar dos fatos.  Seguir trilhas mais naturais, de menor esforço. Alternar subir montanhas com o boiar o rio profundo da vida.</p>
<p><strong>Limões são gatilhos de resiliência e criatividade</strong></p>
<p>O desgaste emocional do projeto mal-sucedido veio junto com uma vontade/necessidade de me reequilibrar.  Quase intuitivamente, vislumbrei práticas para me reenergizar e retomar a caminhada: novos encontros, novas ideias e um resgate de práticas de ancoragem: minhas terapias, cuidados comigo, uma boa mistura de recolhimento e encontros com amigos queridos. Um banho de arte e música.  A aridez da jornada me convidou a buscar bálsamos para prosseguir.</p>
<p>Nietszche dizia e eu repito: &#8220;O que não me mata, me fortalece&#8221;.  Ainda assim, é preciso respeitar o luto dos dias onde sofremos revezes, violência, decepções.</p>
<p>Neste suave diálogo entre agradecer as lições aprendidas e cuidar das feridas, resgato minha sanidade somática, meu centro, minha voz.</p>
<p>A língua volta e meia estala com a acidez do limão.  Acolho.</p>
<p>Outras frutas amadurecem no meu pomar.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Sobre a arte de viver</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Carneiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Mar 2018 10:40:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2018]]></category>
		<category><![CDATA[equilíbrio]]></category>
		<category><![CDATA[autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[desenvolvimento pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[Meu pai]]></category>
		<category><![CDATA[viver mais simples]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estar vivo é ser uma nova realidade a cada novo dia. O que motiva a caminhada? Quais as alegrias? E os espinhos? Viver é muito perigoso, diziam Guimarães Rosa e meu pai.  Porque é impreciso, diziam Fernando Pessoa e Caetano. Imprecisão e perigo me assombram de tempos em tempos. Mais agora, que amadureço enquanto aprendo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Estar vivo é ser uma nova realidade a cada novo dia.</p>
<p>O que motiva a caminhada? Quais as alegrias? E os espinhos?</p>
<p>Viver é muito perigoso, diziam Guimarães Rosa e meu pai.  Porque é impreciso, diziam Fernando Pessoa e Caetano.</p>
<p>Imprecisão e perigo me assombram de tempos em tempos. Mais agora, que amadureço enquanto aprendo a ser órfã.</p>
<p>Compreendo que a arte de viver é a arte de gerenciar energia.</p>
<p>Nos relacionamentos.  Nos pensamentos.  Nas tarefas. Onde vou por meu foco?  Quem vai me rodear e por quanto tempo estaremos juntos?  O que me inspira? O que me drena?</p>
<p>Tudo isso no contexto de um corpo que evolui e envelhece. A interação entre este corpo e o mundo constrói o que é minha vida.</p>
<p>2017 foi um ano de novidades.</p>
<p>O amor que arrebatou o coração e despertou novas vontades, reorganizando o uso do tempo.</p>
<p>A morte que leva consigo certezas e garantias ilusórias, mas ainda assim estruturantes.</p>
<p>Amanheço 2018 mais sóbria. O amor mais de bom tamanho, o luto mais conhecido e suportável.</p>
<p>O ano que passou foi um turbilhão. Bem no final, levantei a cabeça do rodopio célere e tive fôlego para plantar algumas sementes que agora espero brotar, cultivando paciência e fé.</p>
<p>Andei distraída, ausente de muitos lugares, inclusive destas páginas aqui.</p>
<p>Lentamente, retomo o ritmo, resgato a disciplina. Um passo por vez, um texto por semana.</p>
<p>O foco torna-se sustentar a caminhada.  Equilibrar os pratos da maternidade, com atenção e diligência.  Cuidar do amor mais maduro, construindo pontes para atravessar os abismos de cada um.  Arar a terra para que os trabalhos vicejem, num ano de deserto reaprendendo a florir.</p>
<p>Para lidar com tudo isso, reconecto-me. Comigo e meus pulsos de alegria e recolhimento.  Nas trocas com queridos e na aprendizagem do silêncio e solitude.  Monitorando o estado da alma e do corpo, cuidando do que se faz urgente.</p>
<p>Lentamente, reencontro minha voz e uma sanidade alicerçada em cicatriz e  um certo otimismo.  Vigiando os excessos, os desvarios, o que me tira do eixo.</p>
<p>A arte de viver é escrita com letras miúdas, sussurros sutis.  Uso tudo que construí e até alguns arrependimentos.</p>
<p>A vida segue perigosa e imprecisa, abraço-me comigo, sustentando a coragem e afeto na palma de minhas mãos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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